CONTATO

https://pt-br.facebook.com/suelyaparecida.santossanches

segunda-feira, 1 de janeiro de 2024

SANTOS DO MÊS DE JANEIRO

 1º de janeiro: Solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus

A solenidade de hoje marca o início da história da redenção da humanidade, que passou pelo “Fiat” de Maria de Nazaré. Saiba mais.
 




 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A Solenidade da Santa Maria Mãe de Deus é a primeira Festa Mariana que apareceu na Igreja Ocidental. Sua celebração começou em Roma para o século VI, provavelmente junto com a dedicação – em 1º de janeiro– do templo “Santa Maria Antiga” no Foro Romano, uma das primeiras Iglesias marianas de Roma.

A antiguidade da celebração Mariana se constata nas pinturas com o nome de Maria, Mãe de Deus” (Theotókos) que foram encontradas nas Catacumbas ou antiquíssimos subterrâneos que estão cavados debaixo da cidade de Roma, onde se reuniam os primeiros cristãos para celebrar a Missa em tempos das perseguições.

Mais adiante, o rito romano celebrava em 1º de janeiro a oitava de Natal, comemorando a circuncisão do Menino Jesus. Depois de desaparecer a antiga festa Mariana, em 1931, o Papa Pio XI, com ocasião do XV centenário do concílio de Éfeso (431), instituiu a Festa Mariana para em 11 de outubro, em lembrança deste Concílio, onde se proclamou solenemente Santa Maria como verdadeira Mãe de Cristo, que é verdadeiro Filho de Deus; mas na última reforma do calendário –após o Concílio Vaticano II– se transladou a festa para 1º de janeiro, com a máxima categoria litúrgica, de solenidade, e com título da Santa Maria, Mãe de Deus.

Desta maneira, esta Festa Mariana encontra um marco litúrgico mais adequado no tempo do Natal do Senhor; e ao mesmo tempo, todos os católicos começam o ano pedindo o amparo da Santíssima Virgem Maria.
Dogma da Mãe de Deus

No ano de 431, o herege Nestorio se atreveu a dizer que Maria não era Mãe de Deus, afirmando: “Então Deus tem uma mãe? Pois então não condenemos a mitologia grega, que lhes atribui uma mãe aos deuses”. Ante isso, reuniram-se os 200 bispos do mundo em Éfeso – a cidade onde a Santíssima Virgem passou seus últimos anos – e iluminados pelo Espírito Santo declararam: “A Virgem Maria sim é Mãe de Deus porque seu Filho, Cristo, é Deus”. E acompanhados por toda a multidão da cidade que os rodeava levando tochas acesas, fizeram uma grande procissão cantando: “Santa Maria, Mãe de Deus, roga por nós pecadores agora e na hora de nossa morte. Amém.”

Do mesmo modo, São Cirilo da Alexandria ressaltou: “Será dito: a Virgem é mãe da divindade? A isso respondemos: o Verbo vivente, subsistente, foi engendrado pela mesma substância de Deus Pai, existe desde toda a eternidade… Mas no tempo ele se fez carne, por isso se pode dizer que nasceu de mulher”.

“Eis aqui a serva do Senhor, faça-se em mim segundo Sua Palavra.”

É desde esse Fiat, faça-se que Santa Maria respondeu firme e amorosamente ao Plano de Deus; graças a sua entrega generosa Deus mesmo se pôde encarnar para nos trazer a Reconciliação, que nos libera das feridas do pecado.

A donzela de Nazaré, a cheia de graça, ao assumir em seu ventre ao Menino Jesus, a Segunda Pessoa da Trindade, converte-se na Mãe de Deus, dando tudo de si para seu Filho; vemos porque tudo nela aponta a seu Filho Jesus.

É por isso, que Maria é modelo para todo cristão que busca dia a dia alcançar sua santificação. Em nossa Mãe Santa Maria encontramos a guia segura que nos introduz na vida do Senhor Jesus, nos ajudando a nos conformar com Ele e poder dizer como o Apóstolo “vivo eu mais não eu, é Cristo quem vive em mim”.

fonte:https://comshalom.org/1o-de-janeiro-solenidade-de-santa-maria-mae-de-deus/ 



Oração à Santa Mãe de Deus

À vossa proteção recorremos Mãe de Deus.
Vosso olhar misericordioso a nós volvei.
Em vós confiamos e esperamos;
sois conforto na tribulação, força no combate ao
maligno e guia na estrada do bem.
Com a luz de Cristo, vosso Filho e
nosso Senhor, iluminai a Igreja nos
caminhos do Evangelho.

Dai-nos olhos para ver as
necessidades dos nossos irmãos e
irmãs, ensinai-nos a cuidar dos
desamparados e de todos os que sofrem.

Tornai-nos testemunhas da verdade
e da liberdade, da justiça e da paz.

Aumentai nossa fé, alimentai nossa
esperança e fortalecei nossa caridade.
Inspirai as vocações ao sacerdócio, à
vida consagrada e aos ministérios
leigos. Enfim, livrai-nos dos males e
perigos, ó Virgem gloriosa e bendita.
Levai a Jesus nossa prece, Ele que de
vós nasceu, mostrai que sois nossa
Mãe, a mãe que Ele nos deu. (Pedir a graça)

Ó clemente, ó piedosa, ó doce
sempre Virgem Maria. Amém.

fonte:https://www.saojosesarandi.org/oracao-a-santa-mae-de-deus/

O “Dia de Reis”, ou “Dia dos Santos Reis”, comemorado em 6 de janeiro, tem origem na tradição católica que lembra o dia que Jesus Cristo, recém-nascido, recebeu a visita de três Reis Magos: Belchior, Gaspar e Baltazar, que vieram do oriente, guiados por uma estrela. O evangelista Mateus narrou o acontecimento: Entrando na casa, viram o menino com Maria, sua mãe. Prostrando-se, o adoraram; e, abrindo os seus tesouros, entregaram-lhe suas ofertas: ouro, incenso e mirra. (Mt, 2,11).

Foto: Reprodução – Arquidiocese de Salvador

fonte:https://santuario.cancaonova.com/artigos-religiosos/dia-de-santos-reis-origem-e-tradicao/

 




Solenidade: Epifania do SenhorEvangelho do dia: São Mateus 2, 1-12

Primeira leitura: Isaías 60, 1-6
Leitura do Livro do Profeta Isaías:

1Levanta-te, acende as luzes, Jerusalém, porque chegou a tua luz, apareceu sobre ti a glória do Senhor. 2Eis que está a terra envolvida em trevas, e nuvens escuras cobrem os povos; mas sobre ti apareceu o Senhor, e sua glória já se manifesta sobre ti. 3Os povos caminham à tua luz e os reis ao clarão de tua aurora. 4Levanta os olhos ao redor e vê: todos se reuniram e vieram a ti; teus filhos vêm chegando de longe com tuas filhas, carregadas nos braços. 5Ao vê-los, ficarás radiante, com o coração vibrando e batendo forte, pois com eles virão as riquezas de além-mar e mostrarão o poderio de suas nações; 6será uma inundação de camelos e dromedários de Madiã e Efa a te cobrir; virão todos os de Sabá, trazendo ouro e incenso e proclamando a glória do Senhor.

- Palavra do Senhor
- Graças a Deus

Salmo 71 (72)
- Dai ao Rei vossos poderes, Senhor Deus, vossa justiça ao descendente da realeza! Com justiça ele governe o vosso povo, com eqüidade ele julgue os vossos pobres.

R: As nações de toda a terra, hão de adorar-vos ó Senhor!

- Nos seus dias a justiça florirá e grande paz, até que a lua perca o brilho! De mar a mar estenderá o seu domínio, e desde o rio até os confins de toda a terra!

R: As nações de toda a terra, hão de adorar-vos ó Senhor!

- Os reis de Társis e das ilhas hão de vir e oferecer-lhes seus presentes e seus dons; e também os reis de Seba e de Sabá hão de trazer-lhe oferendas e tributos. Os reis de toda a terra hão de adorá-lo, e todas as nações hão de servi-lo.

R: As nações de toda a terra, hão de adorar-vos ó Senhor!

- Libertará o indigente que suplica, e o pobre ao qual ninguém quer ajudar. Terá pena do indigente e do infeliz, e a vida dos humildes salvará.

R: As nações de toda a terra, hão de adorar-vos ó Senhor!

Segunda leitura: Efésios 3, 2-3.5-6
Leitura da Carta de São Paulo aos Efésios:

Irmãos: 2Se ao menos soubésseis da graça que Deus me concedeu para realizar o seu plano a vosso respeito, 3ae como, por revelação, tive conhecimento do mistério. 5Este mistério, Deus não o fez conhecer aos homens das gerações passadas mas acaba de o revelar agora, pelo Espírito, aos seus santos apóstolos e profetas: 6os pagãos são admitidos à mesma herança, são membros do corpo, são associados à mesma promessa em Jesus Cristo, por meio do Evangelho.

- Palavra do Senhor
- Graças a Deus
 


Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus:

1Tendo nascido Jesus na cidade de Belém, na Judéia, no tempo do rei Herodes, eis que alguns magos do Oriente chegaram a Jerusalém, 2perguntando: 'Onde está o rei dos judeus, que acaba de nascer? Nós vimos a sua estrela no Oriente e viemos adorá-lo.' 3Ao saber disso, o rei Herodes ficou perturbado assim como toda a cidade de Jerusalém. 4Reunindo todos os sumos sacerdotes e os mestres da Lei, perguntava-lhes onde o Messias deveria nascer. 5Eles responderam: 'Em Belém, na Judéia, pois assim foi escrito pelo profeta: 6E tu, Belém, terra de Judá, de modo algum és a menor entre as principais cidades de Judá, porque de ti sairá um chefe que vai ser o pastor de Israel, o meu povo.' 7Então Herodes chamou em segredo os magos e procurou saber deles cuidadosamente quando a estrela tinha aparecido. 8Depois os enviou a Belém, dizendo: 'Ide e procurai obter informações exatas sobre o menino. E, quando o encontrardes, avisai-me, para que também eu vá adorá-lo.' 9Depois que ouviram o rei, eles partiram. E a estrela, que tinham visto no Oriente, ia adiante deles, até parar sobre o lugar onde estava o menino. 10Ao verem de novo a estrela, os magos sentiram uma alegria muito grande. 11Quando entraram na casa, viram o menino com Maria, sua mãe. Ajoelharam-se diante dele, e o adoraram. Depois abriram seus cofres e lhe ofereceram presentes: ouro, incenso e mirra. 12Avisados em sonho para não voltarem a Herodes, retornaram para a sua terra, seguindo outro caminho.

- Palavra da Salvação
- Glória a Vós, Senhor

fonte:https://sagradaliturgia.com.br/liturgia_diaria.php?date=2024-01-07



O encontro com o Menino Jesus São Mateus diz que, tão logo os magos saíram de Jerusalém, avistaram novamente a estrela e encheram-se de alegria. Seguiram-na e ela os levou ao local onde Jesus estava. Chegando, depararam-se com a maior das surpresas: o Rei, soberano das nações, o Filho de Deus, nascera numa família pobre, simples. Não nasceu em berço de ouro, mas numa manjedoura! Sua mãe, uma jovem simples e seu pai, adotivo, um arpinteiro. Mesmo assim, os reis reconheceram naquele menino o soberano das nações, o Príncipe da Paz. E ofereceram presentes a ele.



Presentes com significados profundos

Os magos, reconhecendo naquele Menino o Rei dos reis, ofereceram-lhe presentes. Por causa do número desses presentes, deduz-se que os magos eram três. Eles ofereceram ouro, incenso e mirra. O ouro significa a realeza daquele menino. O incenso simboliza sua divindade e a mirra simboliza sua humanidade e o sofrimento através do qual ele salvaria a humanidade. Depois de entregar os presentes, os magos adoraram o Menino Deus.

Fugindo de Herodes

Depois da visita, os magos foram avisados em sonhos para não voltarem a Herodes. Reconhecendo nisso uma mensagem divina, eles obedeceram e voltaram por outro caminho. Ao descobrir que tinha sido enganado, Herodes, furioso, manda matar todos os meninos com menos de dois anos, nascidos em Belém. Ele queria ter certeza de que o Messias, visto por ele como rival, fosse morto.

Fuga para o Egito

José foi avisado também em sonho e partiu para o Egito, fugindo com a Sagrada Família da ira de Herodes. Assim, os meninos de Belém com menos de dois anos deram suas vidas para que Jesus sobrevivesse. Eles passaram a ser conhecidos como Santo Inocentes, o que, de fato, são.

A Sagrada Família permaneceu no Egito até a morte de Herodes. Então, voltaram para Israel e foram viver em Nazaré, longe da capital Jerusalém.

Veneração

A tradição cristã conservou a veneração aos três os reis magos. Segundo a tradição, confirmada por São Beda, seus nomes eram Melquior, Gaspar e Baltazar. Até 474 os cristãos guardavam seus restos mortais em Constantinopla. Depois, foram levados para a grande catedral de Milão, Itália. Mais tarde, em 1164, foram trasladados para a bela cidade de Colônia, Alemanha. Lá, foi construída a esplendorosa Catedral dos Reis Magos, que guarda os restos mortais dos três reis santos até os dias de hoje.

Santos Reis Magos, roguem por nós!




Oração

“Ó amabilíssimos Santos Reis, Baltazar, Melquior e Gaspar! Fostes vós avisados pelos Anjos do Senhor sobre a vinda ao mundo de Jesus, o Salvador, e guiados até o presépio de Belém de Judá, pela Divina Estrela do Céu. Ó amáveis Santos Reis, fostes vós os primeiros a terem a ventura de adorar, amar e beijar a Jesus Menino, e oferecer-lhe a vossa devoção e fé, incenso, ouro e mirra. Queremos, em nossa fraqueza, imitar-vos, seguindo a Estrela da Verdade. E descobrindo a Menino Jesus, para adorá-lo. Não podemos oferecer-lhe ouro, incenso e mirra, como fizestes. Mas queremos oferecer-lhe o nosso coração contrito e cheio de fé católica. Queremos oferecer-lhe a nossa vida, buscando vivermos unidos à sua Igreja. Esperamos alcançar de vós a intercessão para receber de Deus a graça que tanto necessitamos. (Em silêncio fazer o pedido). Esperamos, igualmente, alcançarmos a graça de sermos verdadeiros cristãos. Ó bondosos Santos Reis, ajudai-nos, amparai-nos, protegei-nos e iluminai-nos! Derramai vossas bênçãos sobre nossas humildes famílias, colocando-nos debaixo de vossa proteção, da Virgem Maria, a Senhora da Glória, e São José. Nosso Senhor Jesus Cristo, o Menino do Presépio, seja sempre adorado e seguido por todos. Amém!”

fonte:
https://www.miliciadaimaculada.org.br/espiritualidade/santo-do-dia?saintid=1280




Oração a Santo Antão

Senhor Deus, que permitistes mesmo na solidão de uma gruta no deserto, Santo Antão fosse perturbado pelo demônio com violentas tentações, mas lhes deste forças para vencê-las, enviai-me do Céu o vosso socorro, porque eu vivo em um ambiente minado de tentações que me agridem pelo rádio, televisão, novelas, bailes, cinema, revistas, propagandas e maus companheiros.
Santo Antão, ficai sempre a meu lado, vós que vencestes o demônio, me dareis força na tentação.
Na hora da tentação, socorrei-me Santo Antão. 

fonte:https://misericordia.com.br/santo-antao-conheca-a-historia-do-primeiro-monge-catolico/

Santo Antão, eremita que nunca faltais com o vosso socorro aos que vos invocam, rogai por nós.

Amém!


 

Origens
Pai do monaquismo cristão, Santo Antão nasceu no Egito em 251. Com apenas 20 anos, Santo Antão havia perdido os pais; ficou órfão com muitos bens materiais, mas o maior bem que os pais lhe deixaram foi uma educação cristã.

Abdicou dos Bens
Ao entrar numa Igreja, ele ouviu a proclamação da Palavra e se colocou no lugar daquele jovem rico, o qual Cristo chamava para deixar tudo e segui-Lo na radicalidade. Antão vendeu parte de seus bens, garantiu a formação de sua irmã, a qual entrou para uma vida religiosa.

Eremita
Enfim, Santo Antão foi, passo a passo, buscando a vontade do Senhor. Antão deparou-se com outra palavra de Deus em sua vida: “Não vou preocupeis, pois, com o dia de amanhã. O dia de amanhã terá as suas preocupações próprias. A cada dia basta o seu cuidado”(Mt 6,34). O Espírito Santo o iluminou e ele abandonou todas as coisas para viver como eremita.
Santo Antão: aprendeu o que precisava para ser santo e atendeu seu chamado

Estudou
Sabendo que na região existiam homens dedicados à leitura, meditação e oração, ele foi aprender. Aprendeu a ler e, principalmente, a orar e contemplar. Assim, foi crescendo na santidade e na fama também.

Viveu em um Cemitério
Sentiu-se chamado a viver num local muito abandonado, num cemitério, onde as pessoas diziam que almas andavam por lá. Por isso, era inabitável. Ele não vivia de crendices; nenhum santo viveu. Então, foi viver neste local. Na verdade, eram serpentes que estavam por lá, por isso ninguém se aproximava. A imaginação humana vê coisas onde não há.

Os Muros
Santo Antão construiu muros naquele lugar e viveu ali dentro, na penitência e na meditação. As pessoas eram canais da providência, pois elas lhe mandavam comida, pão por cima dos muros; e ele as aconselhava. Até que, com tanta gente querendo viver como Santo Antão, naquele lugar surgiram os monges.
Santo Antão vivia a verdadeira alegria e sorria para o mundo

Santidade
Ele foi construindo lugares e aqueles que queriam viver a santidade, seguindo seus passos, foram viver perto dele. O número de monges foi crescendo, mas o interessante é que, quando iam se aconselhar com ele, chegavam naquele lugar vários monges e perguntavam: “Onde está Antão?”. E lhes respondiam: “Ande por aí e veja a pessoa mais alegre, mais sorridente, mais espontânea; esse é Antão”.

Combateu o Arianismo
Ele foi crescendo em idade, em sabedoria, graça e sensibilidade com as situações que afetavam o Cristianismo. Teve grande influência junto a Santo Atanásio no combate ao arianismo. Ele percebeu o arianismo também entre os monges, que não acreditavam na divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo. Antão também foi a Alexandria combater essa heresia. Santo Antão viveu na alegria, na misericórdia, na verdade. Tornou-se abade, pai, exemplo para toda a vida religiosa. Exemplo de castidade, de obediência e pobreza.

Páscoa
Santo Antão faleceu em 356, viveu mais de cem anos, mas a qualidade é maior do que a quantidade de tempo de sua vida, pois viveu com uma qualidade de vida santa que só Cristo podia lhe dar.

Minha oração

“ Ó pai da vida monástica, pai dos eremitas, formai almas que tenham a mesma generosidade de se dedicar inteiramente a Deus na oração e na penitência. Sustentai aqueles que já vivem assim e tornai-os grandes testemunhas nesse mundo perecível. Amém”
Santo Antão, rogai por nós!

fonte:https://santo.cancaonova.com/santo/santo-antao/

Toda a família franciscana nutre um grande carinho pelo TAU, fazendo ele seu distintivo e seu programa de vida. Mas não só os franciscanos; também outras pessoas que se identificam interiormente com a mensagem de São Francisco de Assis, “o irmão universal”, usam com cada vez mais freqüência o TAU como expressão de sua simpatia e do seu compromisso com os ideais do Santo de Assis.

O que significa o TAU? Como São Francisco de Assis chegou a fazer dele “seu selo e sua assinatura”? Que programa de vida e de ação encerra todos os que, hoje, o usam?

1- O significado do TAU.

O “TAU” é uma letra dos alfabetos hebraico e grego (T). No alfabeto hebraico (língua em que foi escrita a Bíblia), ela ocupa o último lugar, passando a significar, assim, a “complementação da Lei”. Ela é, também, a primeira letra da palavra “Torah” (Lei). A letra grega TAU, baseando-se no texto do profeta Ezequiel 9,4, tornou-se o símbolo da cruz, fim e complementação da antiga Lei: “Percorre a cidade, o centro de Jerusalém, e marca uma cruz (TAU) na fronte os que gemem e suspiram devido a tantas abominações que na cidade se cometem”

Na época da Patrística (primeiro séculos da Cristandade), a letra TAU foi interpretada como a Cruz de Jesus Cristo, símbolo da complementação da antiga Lei. Pelo seu aspecto gráfico, o TAU (T) lembrava um mastro de um navio. Navio simbolizava a Igreja (Barca de Pedro, comunidade dos redimidos), o mastro simbolizava também a cruz de Cristo, que é a força condutora da Igreja.

2- São Francisco e o TAU.

Como São Francisco chegou a usar o TAU, de modo a identificar-se com ele? a) Pela influência da época. Na época de São Francisco o TAU era conhecido comumente pelo povo e entendido como sinal de salvação. com seu rico significado simbólico e com seus poderes de afastar peste ou curar doentes.
b) Pelo contato com os Eremitas de Santo Antão (ou Antônio). Sabe-se que a conversão definitiva de Francisco, o encontro com Cristo pobre e crucificado, se deu no beijo depositado no rosto de um leproso. Os primeiros anos de sua vida segundo o Evangelho, Francisco passou tratando dos Leprosos, nas proximidades de sua cidade natal, Assis. Os leprosos eram para ele a presença viva do próprio Cristo. Ora, nas idas a Roma costumava a hospedar-se no hospital de leprosos mantidos pelos irmãos de Santo Antônio. Estes portavam este grande TAU nos seus hábitos, sinal de pertença a irmandade e de serviço de caridade.
c) O TAU, símbolo do compromisso com o Evangelho e da renovação da Igreja. A mais forte influência, para o uso do TAU, exerceu sobre São Francisco o Concílio Lateranense IV, convocado pelo Papa Inocêncio III e iniciado aos 11 de novembro de 2015.

Fonte:
http://despertarfranciscano.com/tau.html


São Sebastião
São Sebastião foi um dos muitos soldados romanos que por sua fé em Jesus foi martirizado. É uma pena que só se pode saber de sua história através das atas de seu martírio que foram escritas dois séculos mais tarde. Em quase todas as atas de martírios de santos e santas, os escribas tinham ordens de colocarem muitos detalhes do martírio e dar pouca ênfase ao martirizado.(isto era para assustar os futuros cristãos visto que as atas eram colocadas na cidade onde ocorria o martírio, e na biblioteca de Roma).
Um soldado do exército, nosso santo nasceu em Narbona, França, no final do seculo III e desde muito pequeno seus pais mudadaram para a Milao onde cresceu e foi educado. Seu pai era millitar e nobre e ele quiz seguir a carreira do pai, chegando a ser capitão da primeira corte de guarda pretoriana, um cargo que só se dava a pessoas ilustres e corretas. Sua dedicação a sua carreira valeu elogios de seus companheiros e principalmente do imperador Maximiano. Cumpre recordar que o império romano na época era governado no, oriente por Diocleciano e no ocidente por Maximiano. Maximiano ignorava que Sebastião era um cristão de coração e ainda que mesmo cumprindo as suas tarefas militares, não tomava parte nos sacrifícios nem nos atos de idolatria. Sempre que podia, visitava os cristãos encarcerados e ajudava aos mais fracos, doentes e necessitados.
Podia se dizer que era um soldado dos dois exércitos: o de Cristo e o de Roma.
Maximiano empreendeu uma depuração de elementos cristãos nas forças armadas expulsando todos os cristãos de seus exércitos. Cabe dizer que o soldado do exercito romano era voluntário. Só era obrigatório servir, os filhos de militares, como era o caso do nosso Sebastião. Quando um soldado o denunciou. Maximiano sentiu-se traído por Sebastião e rapidamente o chamou e exigiu que renunciasse ao cristianismo.
Ante tal situação, Sebastião comunicou ao imperador que não queria renunciar as suas crenças cristãs e o imperador ordenou a sua morte. Mas Maximiano ordenou a sua morte de maneira a mais desumana. Ordenou que seus melhores arqueiros o flechassem! Os arqueiros o desnudaram, levaram-no ao estádio de Palatino, o ataram a um poste e lançaram nele uma chuva de flechas e o abandonaram para sangrar até a morte.
Irene, uma mulher cristã, providencial, que apreciava os conselhos de Sebastião, junto com um grupo de amigos, foram ao local onde estava o santo, e com assombro, comprovaram que o mesmo ainda estava vivo.
O desamarraram e Irene o escondeu em sua própria casa e curou as suas feridas. Passado um tempo, nosso querido santo, já curado, quiz continuar seu processo de evangelização e, em vez de se esconder, com valentia apresentou-se de novo a Maximiano, o qual ficou assombrado. Maximiano não deu ouvidos os pedidos de Sebastião para que deixasse de perseguir aos cristãos e ordenou a seus soldados que o açoitassem até a morte.
Outra versão conta que ele  foi morto a pauladas e boladas de chumbo em 303DC e o Imperador ordenou que ele fosse jogado em um fossa de modo que os cristãos não o encontrassem.
Mas mais tarde Sebastião apareceu para uma cristã chamada Lucina e disse a ela :" em certo poço você me encontrará pendurado por um gancho e você deve me enterrar nas  catacumbas dos apóstolos".
Na mesma noite ela e seus servos fizeram o que Sebastião ordenou.
Alguns autores dizem que Lucina o enterrou no jardim de sua casa que ficava situado na Via Apia onde está hoje sua Basílica.
Ele foi martirizado no ano de 287 DC.

Mais tarde a Igreja  construiu na parte posterior da catacumba um templo em honra do santo: A Basílica de São Sebastião que lá existe até hoje e recebe grande romaria dos seus devotos. Existe ainda uma capela em Palatino em homenagem a São Sebastião.Em baixo uma foto de uma pintura (Museu de Pushkin) mostrando Irene curando as feridas de São Sebastião.
A Irene que cuidou de São Sebastião, é a Santa Irene cuja festa é celebrada no dia 30 de março.
Sua festa é celebrada no dia 20 de janeiro.




Oração a São Sebastião
Deus onipotente, que conheceis a nossa enfermidade, fraqueza, agonia ,ânsia e tribulações desta vida, fazei que a todos nos valha a intercessão de São Sebastião seu glorioso mártir e protetor dos cristãos.
São Sebastião, meu intercessor ,vós que sofrestes os ferimentos e recebestes no corpo as flechas da indiferença e da vingança ,sofrendo vil e infamante processo, pela gloria de Nosso Senhor Jesus Cristo, dignai-vos a interceder para que possa obter do Altíssimo a graça de (citar aqui a graça desejada), e ainda a graça da salvação da minha alma para vossa maior gloria.
Honra e gloria vos renderei em todos os dias de minha vida Amem.
Oração a São Sebastião II
(Contra peste e contágio de doenças)
Onipotente e eterno Deus, que pelos merecimentos de São Sebastião ,vosso glorioso mártir, livrastes os vossos fieis de doenças contagiosas, atendei as minhas súplicas para que, recorrendo agora da nossa necessidade a vós , afim de alcançar semelhante favor ,mereçamos , por sua valiosa intercessão , sermos livres do flagelo da peste e de toda moléstia do corpo e da alma.
Por Jesus Cristo, Senhor Nosso, Amém.
Fonte:http://www.cademeusanto.com.br


São Sebastião, rogai por nós.

São Sebastião, rogai por nós.

São Sebastião, rogai por nós.

Ó glorioso mártir São Sebastião, Vós que derramastes Vosso sangue e destes a Vossa vida em testemunho da fé, em Nosso Senhor Jesus Cristo.

Ó glorioso mártir São Sebastião, alcançai deste mesmo Senhor, a graça de sermos vencedores dos nossos verdadeiros inimigos, o ter, o poder e o prazer.

Ó glorioso mártir São Sebastião, protegei com a Vossa intercessão, livrai-nos de todo o mal, de toda a epidemia corporal, moral e espiritual. Fazei que se convertam para Jesus aqueles que se perderam na fé, ajudai que o justo persevere até o fim na fé.

Ó Deus eterno, que pela intercessão de São Sebastião Vosso glorioso mártir, encorajastes os cristãos encarcerados e livrastes cidades inteiras do contágio da peste, atendei hoje nossas súplicas que confiantes Vos apresentamos.

Socorrei-nos em nossas necessidades, alivie-nos nas nossas angústias, livre-nos das enchentes, da seca e estiagem, proteja os agricultores e guarde as lavouras.

Pedimos também, ó glorioso São Sebastião, curai os doentes e livrai-nos do contágio.

São Sebastião, jovem discípulo de Jesus, rogai por Nós!

São Sebastião, jovem discípulo de Jesus, rogai por Nós!

São Sebastião, jovem discípulo de Jesus, rogai por Nós!

Amém.

fonte: padre Reginaldo Manzotti

Origens
São Sebastião nasceu em Narbonne; os pais eram oriundos de Milão, na Itália, do século terceiro. São Sebastião, desde cedo, foi muito generoso e dado ao serviço. Recebeu a graça do santo batismo e zelou por ele em relação à sua vida e à dos irmãos.

Soldado
Ao entrar para o serviço no Império, como soldado, tinha muita saúde no físico, na mente e, principalmente, na alma. Não demorou muito, tornou-se o primeiro capitão da guarda do Império. Esse grande homem de Deus ficou conhecido por muitos cristãos, pois, sem que as autoridades soubessem – nesse tempo, no Império de Diocleciano, a Igreja e os cristãos eram duramente perseguidos –, porque o imperador adorava os deuses. Enquanto os cristãos não adoravam as coisas, mas as três Pessoas da Santíssima Trindade.

O Consolo
Esse mistério o levava a consolar os cristãos que eram presos de maneira secreta, mas muito sábia; uma evangelização eficaz pelo testemunho que não podia ser explícito.

São Sebastião: Soldado da Igreja 

Defensor da Igreja
São Sebastião tornou-se defensor da Igreja como soldado, como capitão e também como apóstolo dos confessores, daqueles que eram presos. Também foi apóstolo dos mártires, os que confessavam Jesus em todas as situações, renunciando à própria vida. 

Um desejo
O coração de São Sebastião tinha esse desejo: tornar-se mártir. E um apóstata denunciou-o para o Império e lá estava ele, diante do imperador, que estava muito decepcionado com ele por se sentir traído. Mas esse santo deixou claro, com muita sabedoria, auxiliado pelo Espírito Santo, que o melhor que ele fazia para o Império era esse serviço; denunciando o paganismo e a injustiça.

Defensor da Verdade
São Sebastião, defensor da verdade no amor apaixonado a Deus. O imperador, com o coração fechado, mandou prendê-lo num tronco e muitas flechadas sobre ele foram lançadas até o ponto de pensarem que estava morto. Mas uma mulher, esposa de um mártir, o conhecia, aproximou-se dele e percebeu que ele estava ainda vivo por graça. Ela cuidou das feridas dele. 

Páscoa
Ao recobrar sua saúde depois de um tempo, apresentou-se novamente para o imperador, pois queria o seu bem e o bem de todo o Império. Evangelizou, testemunhou, mas, dessa vez, no ano de 288, foi duramente martirizado.

Minha oração

“ São Sebastião que foste flechado pelo povo, mas também pelo amor divino, colocai em nós essa ferida de amor que não sara e não se cansa de procurar o amado de nossas vidas até às últimas consequências. Amém.”

São Sebastião, rogai por nós!

fonte:https://santo.cancaonova.com/santo/sao-sebastiao/




Santa Inês- 21 de Janeiro

Virgem e mártir do século III, Inês pertencia à uma rica, nobre e cristã família romana. Isso lhe possibilitou receber uma educação dentro dos mais exatos preceitos religiosos, o que a fez tomar a decisão precoce de se tornar “esposa de Cristo”. Tinha apenas 13 anos quando foi denunciada como cristã. Para a Igreja, Santa Inês é o próprio símbolo da inocência e da castidade, que ela defendeu com a própria vida. A ideia da virgindade casta foi estabelecida na Igreja justamente para se contrapor à devassidão e aos costumes imorais dos pagãos. Inês levou às últimas consequências a escolha que fez a esses valores. É uma das Santas mais antigas do cristianismo e foi martirizada durante a décima perseguição ordenada contra os cristãos, desta vez imposta pelo terrível imperador Diocleciano, em 304.

Dotada de uma beleza incomum, recebeu inúmeros pedidos de casamento, inclusive do filho do prefeito de Roma. Aliás, essa foi a causa que desencadeou seu suplício e uma violenta perseguição contra os cristãos. Numa certa tarde de tempestade, o rapaz tentou tomá-la nos braços, mas foi atingido por um raio e caiu morto aos seus pés. Quando o prefeito soube, procurou Inês com humildade e lhe implorou que pedisse a seu Deus pela vida de seu filho. Ela erguendo as mãos e voltando os olhos para o céu orou para que Nosso Senhor trouxesse o rapaz de volta à vida terrena, mostrando toda Sua misericórdia. O rapaz voltou e percebendo a santidade de Inês se converteu cristão. Porém, o prefeito, viu aquela situação como um sinal de poder dos cristãos e resolveu aplicar a perseguição, decretada por Diocleciano, de modo implacável.

Inês, segundo ele, fora denunciada e por isso teria de ser enviada para a prisão. Mesmo assim, ela nunca tentou se livrar da pena em troca do casamento que fora proposto em nome do filho do prefeito e muito menos negou sua fé em Cristo. Preferiu sofrer as terríveis humilhações de seus carrascos, que estavam decididos a fazê-la mudar de ideia através da força. Arrastada violentamente até a presença de um ídolo pagão, para que o adorasse, Inês se manteve firme em suas orações à Cristo. Depois foi levada à uma casa de prostituição, para que fosse possuída à força, mas ninguém ousou tocar sequer num fio de seu cabelo, saindo de lá na mesma condição de castidade que chegou.

Cada vez mais a situação ficava fora do controle das autoridades romanas e o povo estava se convertendo em massa. Para aplacar os ânimos Inês foi levada ao Circo e condenada à fogueira, mas o fogo prodigiosamente se abriu e não a queimou. Assim, o prefeito decretou que fosse morta por decapitação a fio de espada, naquele exato momento. Foi dessa maneira que a jovem Inês testemunhou sua fé em Cristo.

Seu enterro foi um verdadeiro triunfo da fé; seus pais levaram o corpo de Inês, e o enterraram num prédio que possuíam na estrada que de Roma conduz a Nomento. Nesse local, por volta do ano de 354, uma Basílica foi erguida a pedido da filha do imperador Constantino, em honra à Santa. Trata-se de uma das mais antigas de Roma, na qual se encontram suas relíquias e sepultura. Na arte, Santa Inês é comumente representada com uma ovelha, e uma palma, sendo que a ovelha sugere sua castidade e inocência.

Sua pureza martirizada faz parte, até hoje, dos rituais da Igreja. Todo ano, no dia de sua veneração, em 21 de janeiro, é realizada na Basílica de Santa Inês, fora dos muros do Vaticano, uma Missa solene onde dois cordeirinhos brancos, ornados de flores e fitas são levados para o celebrante os benzer. Depois os mesmos são apresentados ao Papa, que os entrega a religiosas encarregadas de os guardar até a época da tosquia. Com sua lã são tecidos os pálios que, na vigília de São Pedro e São Paulo, são colocados sobre o altar da Basílica de São Pedro. Posteriormente esses pálios são enviados à todos os arcebispos do mundo católico ocidental e eles os recebem em sinal da obediência que devem à Santa Sé, como centro da autoridade religiosa.

fonte:https://franciscanos.org.br/vidacrista/calendario/santa-ines/#gsc.tab=0



Oração à Santa Inês

Ó Deus, que destes à Vossa Santa Igreja, Santa Inês, como exemplo de pureza de vida, ornada de todas as virtudes, fazei que as nossas jovens encontrem nela um modelo de fé e de amor à seguir, servindo somente a Cristo e seu Reino.

Por sua vida e por seus méritos, afastai os males da juventude que as rodeia; as drogas, as más companhias, o indiferentismo religioso, e todas as tentações do mal.

Que Santa Inês interceda a Deus por uma juventude sadia, alegre e animada pela vida, cheia de entusiasmo pelas coisas do Céu e de esperança por um Mundo melhor.

Santa Inês, rogai por nós.

fonte:https://comshalom.org/suplica-a-santa-ines/

São Francisco de Sales [festividade celebrada no dia 24 de janeiro]
E a Igreja responde-lhes com a vida de um São Francisco de Sales (1567–1622), que aliava à nobreza de sua família uma ciência invulgar, adquirida com brilhantismo nos melhores colégios de França.

São Francisco foi enviado pelo pai a Paris para estudar;

Sua mãe, no entanto, que temia pela virtude do filho assim abandonado numa grande cidade, despediu-se dele recomendando-lhe insistentemente a frequência aos Sacramentos, afirmando preferir vê-lo morto a saber que um dia tivesse cometido um pecado mortal.

São Francisco progrediu rapidamente nos estudos, fazendo-se admirado pelos professores e colegas; não só pela sua inteligência, como pela virtude que conseguia manter no meio de tantos perigos, recebendo frequentemente os Sacramentos.
Amor de Deus, sem esperar recompensa


Nossa Senhora ouvira a oração belíssima de quem se entregava completamente à sua vontade, a ponto de não titubear em amar a Deus e servi-Lo neste mundo sem nenhuma recompensa no outro.
Grande devoto do Sagrado Coração de Jesus

A Divina Providencia destinava a ordem da Visitação a missão especial de amar o Sagrado Coração de Jesus e de fazer que Ele fosse amado.

Entrego o meu espírito, o meu coração, a minha memória,

O meu entendimento e toda a minha vontade.

Concedei, porém, que com tudo Vos sirva,

Vos ame, Vos agrade e sempre Vos louve.

Amém.”

 

São Francisco de Sales, rogai por nós!

fonte: https://adoracomunicacao.com/blog/noticias/oracao-de-sao-francisco-de-sales-padroeiro-dos-comunicadores 

São Francisco é fundador da Ordem da Visitação, titular e patrono da família salesiana. É também patrono dos jornalistas e escritores católicos.

 Resultado de imagem para são francisco de sales

Este santo nasceu no Castelo de Sales em 1567. Sua mãe, uma condessa, buscou formá-lo muito bem com os padres da Companhia de Jesus, onde, dentre muitas disciplinas, também aprendeu várias línguas. Muito cedo, fez um voto de viver a castidade e buscar sempre a vontade do Senhor. Ao longo da história desse santo muito amado, vamos percebendo o quanto ele buscou e o quanto encontrou o que Deus queria.

Anos mais tarde, São Francisco escreveu “Introdução à vida devota” e, vivendo do amor de Deus, escreveu também o “Tratado do amor de Deus”.

Certa ocasião, atacado pela tentação de desconfiar da misericórdia do Senhor, ele buscou a resposta dessa dúvida com o auxílio de Nossa Senhora e, assim, a desconfiança foi dissipada. Estudou Direito em Pádua, mas, contrariando familiares, quis ser padre. E foi um sacerdote que buscou a santidade não só para si, mas também para os outros.

No seu itinerário de pregações, de zelo apostólico e de evangelização, semeando a unidade e espalhando, com a ajuda da imprensa, a sã doutrina cristã, foi escolhido por Deus para o serviço do episcopado em Genebra. Primeiro, como coadjutor, depois, sendo o titular. Um apóstolo do amor e da misericórdia. Um homem que conseguiu expressar, com o seu amor e a sua vida, a mansidão do Senhor.

Diz-se que, depois de sua morte, descobriu-se que sua mesa de trabalho estava toda arranhada por baixo, porque, com seu temperamento forte, preferia arranhar a mesa a responder sem amor e sem mansidão para as pessoas.

Doutor da Igreja, é fundador da Ordem da Visitação, titular e patrono da família salesiana, fundada por Dom Bosco, que se inspirou nele ao adotar o nome [salesiano]. Também é patrono dos escritores e dos jornalistas devido ao estilo e ao conteúdo de seus escritos.

Esse grande santo da Igreja morreu com 56 anos, sendo que 21 deles foram vividos no episcopado como servo para todos e sinal de santidade.

Peçamos a intercessão desse grande santo para que, numa vida devota e vivendo do amor de Deus, possamos percorrer o nosso caminho em busca de Deus em todos os caminhos.


REFLEXÃO

A tarefa de Francisco não foi fácil, e nos primeiros anos o fruto do trabalho missionário era muito escasso. Entretanto, graças a sua paciência e sua humildade, pouco a pouco o santo conseguiu abundantes números de conversões. Para ele o mais importante era que Cristo crescesse e ele diminuísse.

ORAÇÃO

Ó Deus, que marcastes pela vossa doutrina a vida de São Francisco de Sales, concedei-nos, por sua intercessão, que sejamos fiéis à mesma doutrina, e a proclamemos em nossas ações. Por Cristo nosso Senhor. Amém!

fonte:https://conventodapenha.org.br/24-de-fevereiro-dia-de-sao-francisco-de-sales-padroeiro-dos-jornalistas/

 

São Tomás de Aquino é conhecido pelo nome de Doutor Angélico, por ser um dos doutores da Igreja que mais influenciaram a doutrina e norma da Santa Sé.

Um santo medieval, mas, ao contrário do que o preconceito pelo período poderia afirmar, um grande intelectual, sendo até hoje um dos filósofos mais importantes do mundo.

Pequena biografia de São Tomás de Aquino -28 de Janeiro

 

São Tomás de Aquino 

São Tomás de Aquino nasceu em uma família de nobres e desde cedo desejou a vida religiosa.

Em 1239, estudou as artes liberais. Era desejo de sua família que ele crescesse na carreira eclesiástica, tornando-se bispo e, quem sabe, Papa. Porém, Deus tinha outro chamado para Santo Tomás.

Então, o jovem escolheu entrar na ordem dos Dominicanos, que se dedicava ao estudo e a pregação; uma ordem mendicante, que vivia a pobreza, fazendo com que abandonasse toda a influência e riqueza da família para ser somente de Deus.

Neste período de sua vida, foi sequestrado por seus irmãos que não aceitavam seu ingresso na ordem. Mas, São Tomás não desistiu, sabia que seu chamado vinha de Deus. No ano seguinte ao seu sequestro, foi à Paris, onde ingressou na ordem e se tornou discípulo de Santo Alberto Magno.

No ano de 1252, formou-se em teologia e lecionou na universidade de Paris por três anos. Após esse período foi nomeado professor na cúria pontifical de Roma.

Em 1274, convocado pelo Santo Padre o Papa Gregório X, viaja para participar do Concílio de Lyon. Adoeceu, contudo, durante a viagem, vindo a falecer no mosteiro cisterciense de Fossanova, aos 49 anos de idade.

São Tomás foi canonizado em 1323, e proclamado Doutor da Igreja em 1567. Deixou um grande legado para a Santa Igreja e para o mundo.

 A Importância de São Tomás para a Igreja e para o mundo

 Chamado de Doutor Angélico e também de o “Príncipe da Escolástica”, São Tomás de Aquino deixou um verdadeiro tesouro em obras para a Igreja e para o mundo.

Foi responsável por reformar o ensino universitário, introduzindo o filósofo grego Aristóteles no estudo da filosofia.

Ele foi um dos mais importantes divulgadores da teologia natural. Muito da filosofia moderna bebe dos escritos e pensamentos de São Tomás, em seus comentário a Aristóteles.

A física, a ética, a metafisica e a teoria política de São Tomás são uma grande referência até hoje. Mas, mais do que isso, com seus escritos, São Tomás combateu heresias, ajudou milhares de estudiosos a encontrarem a verdade e a verdadeira fé.

Com sua Summa Teológica, São Tomás tratou dos principais assuntos da fé, os dogmas da Igreja, como deveriam ser feitas as interpretações das Sagradas Escrituras e o estudo das artes liberais.

Tratou de temas como a Beleza, a Bondade, e a Verdade; escreveu um tratado somente sobre a “prova lógica” da existência de Deus e a Summa Teológica é hoje uma das grandes fontes do Catecismo da Igreja Católica.

Com tudo isso, São Tomás sempre permaneceu humilde, pois sabia que seu estudo e toda sua vida se voltavam para a maior glória de Deus, para descobrir e encontrar a VERDADE (o Cristo) e, por isso, em seus últimos momentos afirmou que tudo o que escreveu era como palha se comparado aquilo que era a contemplação de Deus.

Foi responsável por escrever cânticos como o Pange Lingua e o Adoro te, Devote, lindos cânticos que são entoados até hoje nas Igrejas do mundo todo.

São inúmeras as riquezas que São Tomás deixou para nós, desde a Summa contra os Gentios, seu comentário a Aristóteles, a Summa Teológica até a Catena Aurea (comentários aos Evangelhos).

Suas meditações e seus ensinos são uma grande riqueza que a Igreja no Concílio Vaticano II tem buscado reavivar e tirar novos em bons frutos, pois seus escritos ultrapassam os séculos e ao mesmo tempo são profundamente atuais.

São Tomás e a Atualidade

 Num mundo de tantas opiniões e informações a todo momento, São Tomás nos ensina a parar e contemplar, a entender que nossa busca maior é a da VERDADE, que nossa prioridade precisa ser sempre a oração.

São Tomás nos mostra que devemos sim estudar, mas não para nos elevarmos, e sim para nos encontrarmos com Aquele que é o Caminho, a Verdade e a Vida.

Nosso estudo, nossa formação, nosso trabalho, tudo precisa ser para a maior glória de Deus, para contemplarmos o Senhor em nossa vida, para que nossa vida possa ser um agradável incenso que sobe ao céu.

O famoso escritor britânico, Chesterton, em sua biografia de São Tomás diz:

“São Tomás, veio de um mundo em que poderia ter se dedicado ao ócio, e continuou a ser um desses homens para os quais o trabalho tem algo da placidez do ócio. Ele era um trabalhador árduo, mas ninguém o tomaria como um trabalhador compulsivo.

Trazia em si algo indefinível que distingue as pessoas que trabalham sem precisar trabalhar, pois era por nascimento um cavalheiro de uma casa importante, e essa facilidade poderia permanecer como um hábito depois de ter deixado de ser impulso.

Todo santo é homem antes de ser santo, e um santo pode ser feito a partir de todo tipo de homem”.

São Tomás nasceu na nobreza, poderia ter passado a sua vida como quisesse, mas escolheu servir a Deus. Sua família queria para ele as pompas da Igreja, mas ele escolheu a pobreza, uma vida simples, dedicada ao estudo e ao ensino e, principalmente, fazer do seu ofício diário uma forma de louvar a Deus.

São Tomás de Aquino, rogai por nós!

 

Cântico das Vésperas: Pange língua:

LATIM

Pange, lingua, gloriósi

Córporis mystérium,

Sanguinísque pretiósi,

Quem in mundi prétium

Fructus ventris generósi

Rex effúdit géntium.

Nobis datus, nobis natus

Ex intácta Vírgine,

Et in mundo conversátus,

Sparso verbi sémine,

Sui moras incolátus

Miro clausit órdine.

In suprémæ nocte coenæ

Recúmbens cum frátribus

Observáta lege plene

Cibis in legálibus,

Cibum turbæ duodénæ

Se dat suis mánibus.

Verbum caro, panem verum

Verbo carnem éfficit:

Fitque sanguis Christi merum,

Et si sensus déficit,

Ad firmándum cor sincérum

Sola fides súfficit.

TANTUM ERGO SACRAMÉNTUM

Venerémur cérnui:

Et antíquum documéntum

Novo cedat rítui:

Præstet fides suppleméntum

Sénsuum deféctui.

Genitóri, Genitóque

Laus et jubilátio,

Salus, honor, virtus quoque

Sit et benedíctio:

Procedénti ab utróque

Compar sit laudátio.

Amen.

 

PORTUGUÊS

Canta, ó língua,

o glorioso mistério

deste corpo e do sangue precioso,

derramado pelo mundo.

Fruto de um ventre generoso,

Rei de todos os gentios.

Dado a nós, por nós nascido

De uma intacta virgem,

E no mundo vivendo,

Espalhando a semente da palavra,

O tempo certo da sua permanência

Encerrou no rito admirável.

Na noite da última ceia,

Reunido com os seus discípulos,

Observando todo o rito,

naquilo que é prescrito,

Por suas próprias mãos aos Doze,

entregou-se em alimento.

O verbo encarnado, o pão real

com sua palavra muda em Carne:

O vinho torna-se o Sangue de Cristo,

E como os sentidos falham,

Para firmar um coração sincero

Apenas a fé é eficaz.

TÃO SUBLIME SACRAMENTO

Veneremos curvados:

E a antiga lei

Dê lugar ao novo rito:

A fé venha suprir

A fraqueza dos sentidos.

Ao Genitor e ao Gerado

louvores e júbilos,

saudando-os, honrando-os, dando-lhes

graças e bendizendo-os:

Ao Procedente de ambos

demos os mesmos louvores.

Amém.

fonte: https://misericordia.com.br/sao-tomas-de-aquino/

 

sábado, 16 de dezembro de 2023

Novena de Natal composta por Santo Afonso Maria de Ligório, bispo e doutor da Igreja.

 


Novena de Natal 

Composta por Santo Afonso Maria de Ligório, bispo e doutor da Igreja.

Nós sabemos que é costume de muitas pessoas se reunirem nesses dias que antecedem o Natal, a fim de manifestarem sua fé no mistério da Encarnação e implorarem a Deus a paz e a salvação para suas casas. As novenas de Natal são relativamente populares nos lares católicos do Brasil. O que as pessoas sentem falta, muitas vezes, é de meditações que lhes falem das verdades de fé, que lhes ensinem a doutrina católica de sempre e que ajudem seus familiares — quantos tão afastados de Deus! — a buscarem conversão e mudança de vida. Novenas até que existem muitas; as boas, no entanto, são difíceis de encontrar.

Daí a importância de propagarmos novenas como esta, composta por um santo. Além da segurança de recebermos um ensino sólido, que em nada destoe de nossa fé, nossas orações são conduzidas por pessoas que verdadeiramente amaram a Deus, ao ponto de serem escolhidas pela Igreja como modelo para todos os fiéis.

Nós temos certeza de que o seu Natal — faça você esta novena sozinho ou em família — será muito mais proveitoso com estas meditações!
Os textos abaixo são transcrições mais ou menos adaptadas do livro “Encarnação, Nascimento e Infância de Jesus Cristo”, da editora Cultor de Livros. A Novena deve ser iniciada no dia 16 de dezembro.

NOVENA DE NATAL – por Santo Afonso Maria de Ligório
Início:

Cântico natalino
Leitura – Meditação para o 1.º dia da Novena de Natal:

“Eu te estabeleci para luz das gentes, a fim de seres a salvação
que eu envio até a última extremidade da terra.” (Is 49, 6)

Considera o Pai celeste dizendo estas palavras a Jesus Menino no momento de sua conceição: “Meu Filho, eu te estabeleci para luz das gentes e a vida das nações, a fim de que lhes procureis a salvação, que desejo tanto como se fosse a minha própria”. É pois necessário que vos dediqueis inteiramente ao bem do gênero humano: “Dado sem reserva ao homem, deveis dedicar-vos inteiramente em benefício dele” [1].

É necessário que sofrais uma pobreza extrema desde o vosso nascimento, a fim de que o homem se torne rico (cf. 2Cor 8, 9). É necessário que sejais vendido como um escravo para pagardes a liberdade do homem, e que, como escravo, sejais flagelado e crucificado a fim de satisfazer à minha justiça pelas penas devidas aos homens. É necessário que deis vosso sangue e vossa vida para livrar o homem da morte eterna. Numa palavra, sabei que não sois mais vosso, mas do homem, segundo a palavra de Isaías: “Nasceu-nos um Menino, foi-nos dado um filho” (Is 9, 6).

“Desde o primeiro instante de sua encarnação, o Menino Jesus se dá inteiramente ao homem e abraça com alegria todas as dores e humilhações que deve sofrer no mundo por amor de nós.”

Assim, meu caro Filho, o homem se sentirá constrangido a amar-me e a dar-se a mim, ao ver que vos dou todo a ele, vós meu único Filho, e que não me resta mais nada a dar-lhe. Eis até onde chegou o amor de Deus aos homens! Ó amor infinito, digno somente de um Deus infinito! Jesus mesmo disse: “Deus amou de tal maneira o mundo que deu por ele seu unigênito Filho” (Jo 3, 16).

A essa proposta, Jesus Menino não se entristece, antes se alegra, aceita-a com amor e exulta: dá saltos como gigante para percorrer o seu caminho (cf. Sl 18, 6). Desde o primeiro instante de sua encarnação, Ele se dá todo ao homem e abraça com toda alegria todas as dores e humilhações que deve sofrer no mundo por amor aos homens. Essas foram, diz S. Bernardo, as montanhas e as colinas escarpadas que Jesus Cristo teve de escalar para salvar os homens [2]: “Ei-lo, aí vem saltando sobres os montes, atravessando as colinas” (Ct 2, 8).

Notemos bem: enviando-nos seu Filho como Redentor e Mediador de Paz entre Ele e os homens, Deus Pai obrigou-se de certo modo a perdoar-nos e a amar-nos; entre o Pai e o Filho interveio um pacto em virtude do qual o Pai devia receber-nos em sua graça, contanto que o Filho satisfaça por nós à divina justiça. De seu lado, o Verbo, digo, também se obrigou a amar-nos, não por causa do nosso mérito, mas para cumprir a misericordiosa vontade de seu Pai.
Oração:
Reza-se o Terço e a Ladainha de Nossa Senhora (disponível no final da página)

Oração final:

Meu caro Jesus, se é verdade, como a lei o declara, que se adquire o domínio pela doação, vós me pertenceis porque o vosso Pai vos deu a mim: é por mim que nascestes, a mim fostes dado: “Nasceu-nos um Menino, foi-nos dado um Filho”. Posso pois dizer: “Meu Jesus e meu tudo”. Já que sois meu, todos os bens me pertencem.

O vosso apóstolo me assegura: “Como não nos dará também com ele todas as coisas?” (Rm 8, 32). Por isso, meu é o vosso sangue, meus os vossos méritos, minha a vossa graça, meu o vosso paraíso. E se sois meu, quem poderá jamais arrancar-vos de mim?
“Ninguém poderá tirar-me o meu Deus”, assim dizia com júbilo S. Antão Abade [3]; assim também quero dizer no futuro. É verdade que vos posso perder ainda e afastar-me de vós pelo pecado; mas, ó meu Jesus, se no passado vos abandonei e perdi, arrependo-me agora de toda a minha alma, e estou resolvido a perder tudo, a própria vida, antes que tornar a perder-vos, ó Bem infinito e único amor de minha alma. Agradeço-vos, Pai eterno, por me terdes dado vosso Filho; e já que me destes a Ele todo, eu, miserável, dou-me todo a vós.

Pelo amor desse Filho adorável, aceitai-me e prendei-me com cadeias de amor a meu Redentor, mas prendei-me tão estreitamente que possa dizer com o apóstolo: “Quem me separará do amor de Cristo?” (Rm 8, 35). Quem me poderá ainda separar de meu Jesus? E vós, meu Salvador, se sois todo meu, sabei que sou todo vosso. Disponde de mim, e de tudo o que me pertence como vos aprouver. E como poderia eu recusar alguma coisa a um Deus que não me recusou o seu sangue e a sua vida?

Maria, minha Mãe, guardai-me sob vossa proteção. Já não quero ser meu, quero ser todo do meu Senhor. A vós compete tornar-me fiel, confio em vós. Amém.


Ladainha de Nossa Senhora:

Senhor, tende pidedade de nós
Cristo, tende pidedade de nós
Senhor, tende pidedade de nós
Cristo, ouvi-nos
Cristo, atendei-nos
Deus Pai do céu, tende piedade de nós
Deus Filho Redentor do mundo, tende piedade de nós
Deus Espírito Santo, tende piedade de nós
Santíssima Trindade, que sois um só Deus, tende piedade de nós

Santa Maria, rogai por nós.
Santa Mãe de Deus, rogai por nós.
Santa Virgem das virgens, rogai por nós.
Mãe de Cristo, rogai por nós.
Mãe da Igreja, rogai por nós.
Mãe da divina graça, rogai por nós.

 Mãe puríssima, rogai por nós.
Mãe castíssima, rogai por nós.
Mãe sempre virgem, rogai por nós.
Mãe imaculada, rogai por nós.
Mãe digna de amor, rogai por nós.
Mãe admirável, rogai por nós.
Mãe do bom conselho, rogai por nós.
Mãe do Criador, rogai por nós.
Mãe do Salvador, rogai por nós.
Virgem prudentíssima, rogai por nós.
Virgem venerável, rogai por nós.
Virgem louvável, rogai por nós.
Virgem poderosa, rogai por nós.
Virgem clemente, rogai por nós.
Virgem fiel, rogai por nós.
Espelho de perfeição, rogai por nós.
Sede da Sabedoria, rogai por nós. 

Fonte de nossa alegria, rogai por nós.
Vaso espiritual, rogai por nós.
Tabernáculo da eterna glória, rogai por nós.
Moradia consagrada a Deus, rogai por nós.
Rosa mística, rogai por nós.
Torre de Davi, rogai por nós.
Torre de marfim, rogai por nós.
Casa de ouro, rogai por nós.
Arca da aliança, rogai por nós.
Porta do céu, rogai por nós.
Estrela da manhã, rogai por nós.
Saúde dos enfermos, rogai por nós.
Refúgio dos pecadores, rogai por nós.
Consoladora dos aflitos, rogai por nós.
Auxílio dos cristãos, rogai por nós.

Rainha dos Anjos, rogai por nós.
Rainha dos Patriarcas, rogai por nós.
Rainha dos Profetas, rogai por nós.
Rainha dos Apóstolos, rogai por nós.
Rainha dos Mártires, rogai por nós.
Rainha dos confessores da fé, rogai por nós.
Rainha das Virgens, rogai por nós.
Rainha de todos os Santos, rogai por nós.
Rainha concebida sem pecado original, rogai por nós.
Rainha assunta ao céu, rogai por nós.
Rainha do santo Rosário, rogai por nós.
Rainha da paz, rogai por nós.

Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, perdoai-nos, Senhor.

Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, ouvi-nos, Senhor.

Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, tende piedade de nós.

Rogai por nós, santa Mãe de Deus.
Para que sejamos dignos das promessas de Cristo

fonte: https://comunidadeoasis.org.br/novena-de-natal-escrita-por-santo-afonso-de-ligorio/

 


Início:

Cântico natalino
Leitura – Meditação para o 2.º dia da Novena de Natal:

“Não quisestes hóstia nem oblação; mas me formastes um corpo.” (Hb 10, 5)

Considera a grande amargura de que o coração de Jesus devia sentir-se penetrado e oprimido no seio de Maria, no momento em que seu Pai lhe colocou ante os olhos a longa série de desprezos, dores e agonias, que teria de sofrer durante sua vida para livrar os homens de seus males.

Eis como o profeta faz falar a Jesus (cf. Is 50, 4): “Desde a manhã o Senhor abriu-me o ouvido”. Desde o primeiro instante de minha conceição, meu Pai me fez conhecer a sua vontade para que eu levasse uma vida de penas, para depois ser imolado na cruz. “E eu não contradigo; entreguei meu corpo aos que me batiam”. Tudo aceitei para a vossa salvação, almas queridas, desde então abandonei meu corpo aos flagelos, aos cravos e à morte.

Tudo quanto Jesus Cristo teria de sofrer durante sua vida e na sua paixão pairou ante o seu espírito desde o seio de sua Mãe, e Ele o aceitou com amor; mas para resignar-se a esse sacrifício e para vencer a repugnância natural dos sentidos, ó Deus! que angústia e que opressão não sofreu o coração inocente de Jesus!

Ele sabia de antemão o que devia sofrer encerrado nove meses na escura prisão do seio de Maria; sabia a que humilhação e penas devia sujeitar-se nascendo numa fria gruta que servia de abrigo aos animais, e passando depois trinta anos na oficina de um pobre artífice; sabia que os homens o tratariam como a um ignorante, um escravo, um sedutor, um criminoso digno de morte e da morte mais infame e mais dolorosa que se possa infligir aos celerados.
Nosso amantíssimo Redentor aceitou tudo isso a cada instante; e assim, a cada instante sofreu em conjunto todos os tormentos e todos os vexames que o aguardavam até a sua morte. O próprio conhecimento de sua dignidade divina lhe fazia sofrer mais profundamente as injúrias que deveria receber dos homens, e nunca as perdia de vista.

“A minha infâmia está todo o dia diante de mim” (Sl 43, 16), dissera pelo profeta; e por isso entendia sobretudo aquela confusão que devia provar um dia vendo-se despojado de suas vestes, flagelado, suspenso por três cravos de ferro, e assim terminar a vida no meio dos desprezos e maldições desses mesmos homens pelos quais morria: “Foi obediente até a morte, até a morte da cruz” (Fl 2, 8). E por quê? Para salvar a nós, pecadores miseráveis e ingratos.
Oração:
Reza-se o Terço e a Ladainha de Nossa Senhora

Oração final:

Ah! meu amado Redentor, quanto vos custou desde a vossa entrada neste mundo o livrar-me do abismo em que me lançaram os meus pecados! Para me libertardes da escravidão do demônio, ao qual me vendi voluntariamente entregando-me ao pecado, quisestes ser tratado como o pior dos escravos; e eu, sabendo disso, contristei muitas vezes o vosso amabilíssimo coração, que tanto me amou!

Mas já que vós, que sois inocente e que sois o meu Deus, aceitastes por meu amor uma vida e uma morte tão penosas, aceito por vosso amor, ó meu Jesus, todas as penas que me vierem de vossas mãos. Eu as aceito e abraço porque me vêm dessas mãos traspassadas um dia para me livrarem do inferno que tantas vezes mereci. O amor que me testemunhas, ó meu Redentor, prontificando-vos a sofrer assim por mim, obriga-me deveras a resignar-me por vós a todos os sofrimentos, a todos os desprezos.

Senhor, pelos vossos méritos, dai-me o vosso santo amor; o vosso amor tornar-me-á doces e amáveis todas as dores e todas as ignomínias.

Amo-vos sobre todas as coisas, amo-vos de todo o meu coração, amo-vos mais do que a mim mesmo. Mas no decorrer de toda a vossa vida destes-me tantas e tão grandes provas de vosso amor, e eu ingrato, após tantos anos de existência, que prova de amor vos tenho dado até agora? Fazei, pois, ó meu Deus, que nos anos que me restam de vida eu vos dê alguma prova do meu amor.

Não ousaria, no dia do juízo, aparecer diante de vós, pobre como sou atualmente e sem nada ter feito por amor de vós. Mas que posso fazer sem a vossa graça? Só posso pedir que me ajudeis, e mesmo essa oração é um efeito da vossa graça. Meu Jesus, socorrei-me pelos méritos das vossas dores e do sangue que derramastes por mim.

Santíssima Virgem Maria, recomendai-me a vosso divino Filho, conjuro-vos pelo amor que lhe tendes: considerai que sou uma das ovelhas pelas quais vosso Filho deu a vida. Amém.


 Ladainha de Nossa Senhora: (final do primeiro dia)




Início:

Cântico natalino
Leitura – Meditação para o 3.º dia da Novena de Natal:

“Nasceu-nos um Menino e foi-nos dado um Filho.” (Is 9, 6)

Considera que após tantos séculos, após tantos suspiros e preces, o divino Messias, que os patriarcas e os profetas não tiveram a felicidade de ser, o Desejado das nações, o Desejo das colinas eternas, numa palavra, nosso Salvador, veio enfim, nasceu, e deu-se todo a nós: “Nasceu-nos um Menino, foi-nos dado um Filho”.

O Filho de Deus se fez pequeno para nos fazer grandes; deu-se a nós, a fim de que nos demos a Ele; veio mostrar-nos seu amor a fim de que correspondamos com o nosso. Recebamo-lo pois com afeto, amemo-lo e recorramos a Ele em todas as nossas necessidades.

Quem não amará com toda a ternura a um Deus, vendo-o feito Menino, necessitado de leite, tremendo de frio, pobre, desprezado e abandonado, que chora sobre a palha numa manjedoura?

As crianças, diz S. Bernardo, dão facilmente o que se lhes pede [1]. Jesus veio sob a forma de uma criança para manifestar a sua disposição de comunicar-nos seus bens. Ora, nele estão todos os tesouros (cf. Cl 2, 3). Seu Pai celeste colocou tudo em suas mãos (cf. Jo 3, 35).

Desejamos luzes? Ele veio precisamente para iluminar-nos.

Desejamos mais força para resistir aos inimigos? Ele veio para fortalecer-nos.

Desejamos o perdão das nossas faltas e a salvação? Ele veio para perdoar-nos e salvar-nos.

Enfim, desejamos o soberano dom do amor divino? Ele veio justamente para inflamar nossos corações, e para isso é que ele se fez Menino: se ele quis mostrar-se aos nossos olhos num estado tão pobre e tão humilde, e por isso mesmo mais amável, foi para tirar-nos todo o temor e ganhar o nosso amor [2].

Além disso, Jesus quis nascer como criança para que o amemos não somente sobre todas as coisas, mas também com amor terno. Todas as crianças sabem conquistar a afeição terna de quem as vê; ora, quem não amará com toda a ternura a um Deus, vendo-o feito Menino, necessitado de leite, tremendo de frio, pobre, desprezado e abandonado, que chora sobre a palha numa manjedoura? Por isso S. Francisco inflamado de amor exclamava: “Amemos o Menino de Belém, amemos o Menino de Belém!” [3].

Vinde, ó almas, vinde e amai o meu Deus feito Menino, feito pobre, que é tão amável e que desceu do céu para dar-se todo a vós.
Oração:
Reza-se o Terço e a Ladainha de Nossa Senhora 

 Oração final:

Ó meu amável Jesus, por mim tão desprezado, descestes do céu para resgatar-me do inferno e dar-vos todo a mim, e como pude desprezar-vos tantas vezes e voltar-vos as costas? Ó Deus, os homens são tão gratos às criaturas; se alguém lhes faz algum benefício, se de longe lhes fazem uma visita, se lhes mostram sinal de afeto, não podem esquecer-se disso e sentem-se obrigados a pagar-lhes.

E são tão ingratos para convosco, que sois o seu Deus cheio de amabilidade, e que por amor deles não recusastes dar o sangue e a vida. Mas ah! Eu tenho sido pior do que todos, pois que, apesar de me terdes amado, mais eu vos tenho sido ingrato. Ah! se tivésseis concedido a um herege, a um idólatra, as graças com que me favoreceste, ele se teria santificado; e eu, eu vos ofendi! Senhor, dignai-vos esquecer as injúrias que vos fiz.

Vós dissestes que, quando um pecador se arrepende, esqueceis todos os ultrajes que dele recebestes (cf. Ez 18, 22). Se no passado eu não vos amei, no futuro não quero fazer outra coisa senão amar-vos.

Vós vos destes todo a mim; eu vos consagro toda a minha vontade, e assim vos amo, vos amo, vos amo, e quero repetir sem cessar: amo-vos, amo-vos; e quero dizer sempre a mesma coisa enquanto viver, e quero exalar o último suspiro tendo nos lábios a doce palavra: Meu Deus, eu vos amo! — para começar depois, ao entrar na outra vida, a amar-vos sem interrupção, com um amor sem fim, com amor eterno.

Aguardando essa ventura, ó meu Deus, meu único Bem, meu único Amor, estou resolvido a preferir a vossa vontade a todas as minhas satisfações. Venha o mundo inteiro, eu o repilo; não quero cessar de amar Aquele que tanto me amou; já não quero desgostar Aquele que merece amor infinito.

Meu Jesus, secundai o meu desejo e a minha resolução com a vossa graça. Maria, minha Rainha, reconheço que por vossa intercessão tenho recebido todas as graças que Deus me tem concedido; não cesseis de interceder por mim; obtende-me a perseverança, vós que sois a Mãe da perseverança. Amém.

Ladainha de Nossa Senhora:(final do primeiro dia)



Início:

Cântico natalino
Leitura – Meditação para o 4.º dia da Novena de Natal:

“A minha dor está sempre ante os meus olhos.” (Sl 37, 18)

Considera que, desde o primeiro instante em que foi criada a alma de Jesus Cristo e unida ao corpo no seio de Maria, o eterno Pai intimou a seu Filho a ordem de sacrificar sua vida pela redenção do mundo, e que ao mesmo tempo lhe pôs ante os olhos o espetáculo aflitivo de todas as penas que devia sofrer até a morte para salvar os homens.

Mostrou-lhe então os sofrimentos, as humilhações, a pobreza que teria de suportar durante toda a sua vida em Belém, no Egito, em Nazaré, e depois todas as dores e todas as ignomínias de sua paixão, os flagelos, os espinhos, os cravos, a cruz, e os enfados, as tristezas, as agonias, os abandonos, em que terminaria sua vida sobre o Calvário.

Quando Abraão conduziu seu filho à morte, não quis afligi-lo antes, nem mesmo no pouco tempo necessário para chegar à montanha, e guardou em segredo o seu intento; mas o Pai celeste quis que seu Filho encarnado, vítima destinada a satisfazer à sua justiça por todos os pecados, sofresse antecipadamente todas as penas a que devia submeter-se durante a sua vida e na sua morte.

Assim essa cruel tristeza que Jesus provou no jardim das Oliveiras, e que bastava como ele mesmo declarou para lhe tirar a vida (cf. Mt 26, 38; Mc 14, 34), ele a suportou continuamente desde o primeiro momento de sua existência no seio de Maria; e desde então ele sentiu e sofreu vivamente e em seu conjunto o peso de todas as dores e de todos os opróbrios que o aguardavam.

Toda a vida e todos os anos de nosso divino Redentor foram pois uma vida e anos de dores e lágrimas: “A minha vida vai-se consumindo com a dor, e os meus anos com os gemidos” (Sl 30, 11). O seu adorável coração não ficou isento de penas nem um instante: velando e dormindo, trabalhando e descansando, orando e conversando, tinha sempre diante dos olhos essa cruel representação, que mais atormentava a sua alma do que todos os tormentos dos mártires os fizeram sofrer.

Os mártires sofreram, mas ajudados pela graça suportaram seus tormentos com a consolação e a alegria que o fervor proporciona; Jesus Cristo sofreu, mas sempre com um coração cheio de tédio e tristeza, e tudo aceitou por amor de nós.
Oração:
Reza-se o Terço e a Ladainha de Nossa Senhora

Oração final:

Ó doce, ó amável, ó amante coração de Jesus, fostes desde a infância repleto de amarguras e agonizastes no seio de Maria, sem nenhum alívio e sem que ninguém visse a vossa pena e vos consolasse com sua compaixão! Sofrestes tudo isso, ó meu Jesus, a fim de me livrar da agonia eterna que me aguardava no inferno em punição dos meus pecados.

Sofrestes um duro abandono, a privação de todo socorro a fim de salvar a mim que tive a audácia de abandonar a Deus e de lhe voltar as costas, para contentar minhas más inclinações. Agradeço-vos, ó Coração aflito e amoroso de meu Senhor! Agradeço-vos e me compadeço das vossas dores, mormente ao ver a insensibilidade dos homens diante de tudo o que sofreis por seu amor.

Ó amor de Jesus! Ó ingratidão dos homens! Ó homens! Olhai o inocente Cordeiro agonizando por vós, a fim de satisfazer à justiça divina por vossas ofensas; vede-o orando e intercedendo por vós junto de seu Pai eterno; vede-o e amai-o. — Ah! meu Redentor, quão poucos são os que pensam em vossas dores e em vosso amor! Ah! quão poucos são os que vos amam!

Infeliz de mim! Tive a desgraça de viver muito tempo sem pensar em vós! Sofrestes tanto para ser amado por mim, e eu vos não tenho amado! Perdoai-me, meu Jesus, perdoai-me; quero corrigir-me e quero amar-vos de hoje em diante.

Quão infeliz seria, Senhor, se resistisse ainda à vossa graça e assim me condenasse! Todas as misericórdias que tendes usado para comigo e particularmente esse doce convite que neste momento me fazeis para amar-vos, seriam meu maior suplício no inferno. Meu amado Jesus, tende piedade; não permitais que eu responda ainda ao vosso amor com ingratidão; esclarecei-me e dai-me a força de vencer tudo para cumprir a vossa santa vontade. Atendei-me, vo-lo suplico pelos méritos de vossa paixão, na qual ponho toda a minha confiança.

Ó Maria, minha querida Mãe, socorrei-me: vós é que me tendes obtido todas as graças que tenho alcançado de Deus; eu vos agradeço; mas se me não continuardes a proteger, continuarei a ser infiel como no passado. Amém.

Ladainha de Nossa Senhora:( final do primeiro dia)


Início:

Cântico natalino

Leitura – Meditação para o 5.º dia da Novena de Natal:

 “Foi oferecido porque ele mesmo quis.” (Is 53, 7)

Desde o primeiro instante que o Verbo divino se viu feito homem e criança no seio de Maria, ofereceu-se sem reserva aos sofrimentos e à morte, para resgatar o mundo: “Foi oferecido porque ele mesmo quis”. Sabia que todos os sacrifícios de bodes e touros, oferecidos a Deus no passado, não podiam satisfazer pelos pecados dos homens, que só uma pessoa divina podia pagar o preço de sua redenção. Eis por que, escreve S. Paulo, “desde sua entrada no mundo ele diz: Não quisestes hóstia nem oblação, mas me formastes um corpo… Então eu disse: Eis que venho” (Hb 10, 5-7).

Meu Pai! todas as vítimas que vos foram oferecidas até agora não foram suficientes e não podiam sê-lo para desarmar vossa justiça; destes-me este corpo passível a fim de que pela efusão do meu sangue eu vos aplaque e salve os homens. Eis-me pronto: “eis que venho”; aceito tudo e me submeto em tudo à vossa santa vontade.

É certo que a parte inferior sentia repugnância; recusava-se naturalmente a viver e morrer no meio de tantos sofrimentos e opróbrios; mas a vitória coube à parte racional, que estava inteiramente submissa à vontade de Deus, e Jesus aceitou tudo, começando desde então a sofrer todas as angústias e dores que devia suportar no decorrer de sua vida. Eis o que fez por nós nosso divino Redentor desde o primeiro momento de sua entrada no mundo.

Mas nós, grande Deus, como nos temos portado para com Jesus, depois que, chegados ao uso da razão, começamos a conhecer pelas luzes da fé os santos mistérios da redenção? Quais foram os nossos pensamentos, as nossas ocupações? Que bens temos nós amado? Os prazeres, os divertimentos, o orgulho, a vingança, a sensualidade, eis os bens que prenderam os afetos do nosso coração. Mas, se temos fé, havemos enfim de mudar de conduta e amar outra coisa.
Amemos um Deus, que tanto sofreu por nós. Ponhamos ante os nossos olhos as penas que o coração de Jesus suportou por nós desde a infância, e não poderemos amar outra coisa fora desse coração que nos amou tanto.

Oração:

Reza-se o Terço e a Ladainha de Nossa Senhora

Oração final:

Senhor, quereis saber como me tenho comportado para convosco durante a minha vida? Desde que comecei a ter o uso da razão, comecei a desprezar a vossa graça e o vosso amor. Ah! vós o sabeis melhor do que eu; mas vós me tendes suportado, porque ainda me quereis bem. Eu vos fugia e vós não cessáveis de me perseguir chamando-me. O mesmo amor que vos fez descer do céu à procura das ovelhas perdidas, vos fez suportar as minhas infidelidades e não vos permitiu abandonar-me.

Agora, meu Jesus, vós me buscais e eu também vos busco; sinto que vossa graça me assiste: ela me assiste inspirando-me uma viva dor de meus pecados, que detesto sobre todas as coisas; ela me assiste fazendo nascer em mim um grande desejo de vos amar e de vos agradar. Sim, Senhor, quero amar-vos e agradar-vos quanto posso.

Temo, é verdade, devido à minha fragilidade e fraqueza que contraí por meus pecados; mas o meu temor cede à confiança que me vem da vossa graça e que, apoiando-se em vossos méritos, me enche de coragem e me faz dizer com o apóstolo: “Tudo posso naquele que me conforta” (Fl 4, 13). Se sou fraco, vós me dareis força contra os meus inimigos; se sou enfermo, espero que vosso sangue será o meu remédio; se sou pecador, espero que me tornareis santo.

Reconheço que no passado vos perdi por ter deixado de recorrer a vós nos perigos; doravante, meu Salvador e minha esperança, estou resolvido a recorrer sempre a vós, e espero de vós todos os socorros necessários e todos os bens. Amo-vos sobre todas as coisas e quero amar a vós só; ajudai-me por piedade, pelo mérito de tantas penas suportadas por mim desde a vossa infância. — Pai eterno, pelo amor de Jesus Cristo, permiti que vos ame.

Se vos irritei, aplaquem-vos as lágrimas de Jesus Menino, que vos pede por mim: “Olhai para a face do vosso Cristo” (Sl 83, 10). Sou indigno das vossas graças, mas vosso Filho inocente as merece por mim, ele que vos oferece uma vida de sofrimentos a fim de que tenhais misericórdia de mim.

E vós, ó Maria, Mãe de misericórdia, não cesseis de interceder por mim. Sabeis quanto confio em vós, e eu sei que não abandonais quem a vós recorre. Amém.

Ladainha de Nossa Senhora:( final do primeiro dia)



Início:

Cântico natalino
Leitura – Meditação para o 6.º dia da Novena de Natal:

“Tornei-me como um homem sem socorro, abandonado entre os mortos.” (Sl 87, 5)

Considera os sofrimentos de Jesus Cristo no seio de sua Mãe, onde esteve como numa prisão durante nove meses. É verdade que as outras crianças se acham no mesmo estado, mas não lhe sentem os incômodos, porque não os conhecem. Jesus, ao contrário, tinha pleno conhecimento deles, pois desde o primeiro instante de sua vida, teve o perfeito uso da razão.

Possuía os sentidos e não podia servir-se deles; tinha olhos e não podia ver; tinha língua e não podia falar; tinha mão e não podia estendê-las; tinha pés e não podia andar, de sorte que durante nove meses teve de ficar no seio de Maria como um morto encerrado num sepulcro: “Como um homem sem socorro, abandonado entre os mortos”.

Era livre, porque voluntariamente se fizera prisioneiro de amor naquele cárcere; mas o amor o privava da liberdade e lá o conservava tão estreitamente preso, que não podia mover-se: ele era livre, porém entre os mortos. “Ó paciência do Salvador!”, exclama S. Ambrósio ao considerar os sofrimentos de Jesus no seio de Maria.

O seio de Maria foi pois para o nosso Redentor uma prisão voluntária, porque era uma prisão de amor; não foi todavia uma prisão injusta: Jesus era inocente, mas se oferecera para pagar as nossas dívidas e expiar as nossas iniqüidades.

É pois com razão que a divina justiça o conservou assim encerrado, começando a exigir por esta primeira pena a satisfação que lhe era devida. Eis a que se reduz o Filho de Deus por amor dos homens: priva-se de sua liberdade e se coloca em cadeias para livrar-nos das cadeias do inferno.

E nós poderíamos sem injustiça não corresponder com gratidão e amor à bondade daquele que, sem estar a isso obrigado, mas por puro afeto para conosco, se fez nossa caução e nosso libertador, que se ofereceu para pagar nossas dívidas e de fato as pagou com sua vida divina, e se carregou das penas devidas aos nossos crimes? “Não te esqueças”, diz o autor sagrado, “do benefício que te fez o que ficou por teu fiador, porque ele expôs a sua vida por ti” (Eclo 29, 20).
Oração:
Reza-se o Terço e a Ladainha de Nossa Senhora

Oração final:

Sim, meu Jesus, o vosso profeta tem razão de advertir-me a não esquecer a graça inapreciável que me fizestes. Eu era o devedor, o culpado; e vós inocente, vós, o meu Deus, quisestes expiar minhas faltas com vossas dores e com a vossa morte. Mas eu, depois disso, esqueci os vossos benefícios e o vosso amor e tive a audácia de voltar-vos as costas, como se não fôsseis o meu soberano Senhor, e um Senhor que me amou tanto!

Mas, meu caro Redentor, se no passado fui ingrato, estou resolvido a não cometer mais a mesma falta: os vossos sofrimentos e a vossa morte serão o objeto contínuo dos meus pensamentos; recordar-me-ão sem cessar o amor que me tendes. Maldigo esses dias em que, esquecido do que sofrestes por mim, fiz uso tão mau da minha liberdade; vós ma destes para eu vos amar, e dela me servi para vos ultrajar! Mas hoje, consagro-vos inteiramente essa liberdade que recebi de vós.

Por favor, Senhor, preservai-me da desgraça de me ver outra vez separado de vós e caído na escravidão de Lúcifer. Prendei minha pobre alma aos vossos sagrados pés pelas cadeias do vosso amor a fim de que não se separe jamais de vós. — Pai eterno, pelo cativeiro de Jesus no seio de Maria, livrai-me das cadeias do pecado e do inferno.

E vós, ó Mãe de Deus, socorrei-me. Tendes o Filho do Altíssimo encerrado em vosso seio e estreitamente unido a vós: já que Jesus é vosso prisioneiro, fará o que lhe disserdes, ah! dizei-lhe que me perdoe, dizei-lhe que me torne santo. Ajudai-me, minha Mãe, eu vos conjuro pela graça e honra que Jesus Cristo vos fez de habitar nove meses em vós. Amém.

Ladainha de Nossa Senhora: (final do primeiro dia)


Início:

Cântico natalino
Leitura – Meditação para o 7.º dia da Novena de Natal:

“Veio para o que era seu, e os seus o não receberam.” (Jo 1, 11)

Um dia, durante as festas do Natal, S. Francisco de Assis andava chorando e suspirando pelos caminhos e florestas, e parecia inconsolável. Perguntaram-lhe a causa de sua dor e ele respondeu: “Como quereis que eu não chore, vendo que o amor não é amado? Vejo um Deus amar o homem até a loucura, e o homem ser tão ingrato a esse Deus!” [1] Se a ingratidão dos homens afligia tanto o coração de S. Francisco, imaginemos quanto mais afligiu o coração de Jesus Cristo!

Apenas concebido no seio de Maria, ele viu a cruel ingratidão que devia receber dos homens. Viera do céu para acender na terra o fogo do amor divino; esse único motivo o levou a deixar-se imergir num abismo de dores e opróbrios: “Vim trazer o fogo sobre a terra, e que quero senão que se inflame?” (Lc 12, 49). E via um abismo de pecados que os homens iriam cometer depois de receberem tantas provas de seu amor! Eis, diz S. Bernardino de Sena, o que lhe causou uma dor infinita [2].

Nós mesmos sentimos pena insuportável vendo-nos tratados com ingratidão; é que, segundo a reflexão do bem-aventurado Simão de Cássia, “muitas vezes a ingratidão aflige mais a nossa alma do que qualquer outra dor ao corpo” [3].

Qual não foi pois a dor de Jesus Cristo, nosso Deus, ao ver que corresponderíamos a seus benefícios e amor com ofensas e injúrias!

Ele se queixou pela boca de Davi: “Deram-me males em troca de bens, e ódio em troca do amor que eu lhes tinha” (Sl 108, 5); mas também hoje em dia parece que Jesus Cristo se lamenta: “Sou como um estranho no meio de meus irmãos” (Sl 68, 9), por ver um grande número deles viver sem o amar e sem o conhecer, como se não os tivesse beneficiado, e como se nada houvera sofrido por amor deles. Ah! que caso fazem hoje muitos cristãos do amor de Jesus Cristo?

Nosso Senhor apareceu um dia ao bem-aventurado Henrique Suso sob a forma dum peregrino a mendigar de porta em porta um abrigo; mas todos o repeliam injuriando-o grosseiramente [4]. Quantos se parecem com aqueles de que falava Jó: “Diziam a Deus: Retirai-vos de nós…; e isso depois que enchera suas casas de toda a sorte de bens” (Jó 22, 17-18).

No passado também nós fomos ingratos; queremos ainda continuar a sê-lo? Oh! não: esse amável Menino, que do céu veio sofrer e morrer por nós para obter o nosso amor, não merece tal ingratidão.
Oração:
Reza-se o Terço e a Ladainha de Nossa Senhora (disponível no final da página)

Oração final:

É pois verdade, meu Jesus, que descestes do céu para vos fazer amar de mim; viestes abraçar uma vida de penas e a morte da cruz por meu amor, a fim de abrir-vos a entrada do meu coração; e eu vos repeli tantas vezes dizendo: “Retirai-vos de mim, Senhor; não vos quero!” — Ah! se não fosseis um Deus de bondade infinita, e se não tivésseis dado a vossa vida para perdoar-me, não ousaria pedir-vos perdão. Mas ouço que vós mesmo me ofereceis a paz: “Converteis-vos a mim”, dizeis, “e eu me converterei a vós” (Zc 1, 3).

Pois bem, meu Jesus, vós a quem ofendi, vos fazeis meu intercessor. Não quero pois fazer-vos ainda a injúria de desconfiar da vossa misericórdia. Arrependo-me de toda a minha alma de vos haver ofendido e desprezado, ó Bem supremo; recebei-me em vossa graça, conjuro-vos pelo sangue que derramastes por mim. Não, meu Redentor e meu Pai, “não sou digno de ser chamado vosso filho” (cf. Lc 15, 18-21), depois de haver tantas vezes renunciado ao vosso amor; mas vós com os vossos méritos me tornais digno dele.

Agradeço-vos, meu Pai, agradeço-vos e amo-vos. Ah! já a lembrança da paciência com que me suportastes tantos anos e das graças que me prodigalizastes após tantos ultrajes da minha parte, deveria fazer-me arder sem cessar de amor por vós. Vinde, pois, meu Jesus, não quero mais repelir-vos; vinde habitar em meu pobre coração. Amo-vos e quero amar-vos sempre; inflamai-me cada vez mais recordando-me sempre o amor que me tivestes.

Minha Rainha e minha Mãe, ajudai-me, pedi a Jesus por mim: fazei que durante o resto da minha vida, eu seja grato para com esse Deus que tanto me tem amado mesmo depois de haver recebido de mim tantas ofensas. Amém.

Ladainha de Nossa Senhora: (final do primeiro dia)




Início:

Cântico natalino
Leitura – Meditação para o 8.º dia da Novena de Natal:

“A graça de Deus nosso Salvador apareceu a todos os homens e nos ensinou a viver no século presente com piedade aguardando a beatitude que esperamos, e a vinda da glória de nosso grande Deus e Salvador Jesus Cristo” (Tt 2,11)

Considera que por essa graça de que aqui fala o apóstolo, entende-se o ardente amor de Jesus Cristo aos homens, amor que não merecemos e que por essa razão é chamada graça.

Esse amor em Deus foi sempre o mesmo, mas não apareceu sempre. Foi, primeiramente, prometido por um grande número de profecias e anunciado por muitas figuras; mas apareceu manifestamente quando o Redentor nasceu, quando o Verbo eterno se mostrou aos homens sob a forma duma criancinha, reclinada sobre palha, chorando e tremendo de frio, começan­do assim a satisfazer pelas penas por nós merecidas, e fazen­do-nos conhecer o afeto que nos tinha pelo sacrifício que fez de sua vida por nós. Nisto conhecemos o amor de Deus, diz S. João, em ter ele dado a sua Vida por nós.

Apareceu pois o amor do nosso Deus e apareceu a todos os homens: Omnibus hominibus, Mas por que não o conhece­ram todos, e, ainda hoje nem todos o conhecem? Eis como Jesus mesmo responde a essa pergunta. A luz veio ao mundo, e os homens preferiram as trevas à luz. Não o conheceram e não o conhecem porque não querem conhecê-lo, amando mais as trevas do pecado do que a luz da graça. ‘

Procuremos não ser do número desses infelizes. Se no passado fechamos os olhos à luz pensando pouco no amor de Jesus Cristo, procuremos no resto da nossa vida não perder jamais de vista as dores e a morte de nosso Salvador, a fim de amarmos, como devemos, Aquele que tanto nos amou. Assim, teremos direito de esperar, segundo as divinas promessas, o belo paraíso que Jesus Cristo nos adquiriu com seu sangue: Esperando a beatitude, objeto de nossas esperanças e o glori­oso advento de nosso grande Deus e Salvador Jesus Cristo. No seu primeiro advento, Jesus veio sob a forma duma criança pobre e desprezada, nascida num estábulo, coberta de míseros paninhos e reclinada sobre palha; no segundo aparecerá como juiz sobre um trono glorioso. Eles verão o Filho do homem vir sobre as nuvens do céu, com grande poder e majestade. Feliz de quem o tiver amado! mas ai de quem o não tiver amado!
Oração:
Reza-se o Terço e a Ladainha de Nossa Senhora (disponível no final da página)

Oração final:

Ó santo Menino, vejo-vos hoje sobre a palha, pobre, aflito e abandonado; mas sei que um dia vireis, para julgar-me, num trono resplendente e cercado de anjos. Ah! perdoai-me antes desse dia terrível. Então, devereis agir como juiz rigoroso; mas hoje sois Redentor e Pai de misericórdia. Eu, ingrato, fui um dos que vos não conheceram, porque não quis conhecer-vos; eis por que em vez de pensar em amar-vos considerando o amor que me testemunhastes, só pensei em satisfazer-me desprezando vossa graça e vosso amor. Entrego agora nas vossas mãos a alma que perdi; salvai-a. Ponho em vós todas as minhas esperanças, sabendo que, para resgatar-me do in­ferno, destes o vosso sangue e a vossa vida: Redemisti me, Domine. Não me fizestes morrer quando estava em pecado, e esperastes-me com tanta paciência, a fim de que, caindo em mim e arrependido de vos haver ofendido, comece a amar-vos, e vós possais depois perdoar-me e salvar-me. Ó meu Jesus, quero corresponder a tanta bondade; arrependo-me sobre todas as coisas dos desgostos que vos dei; arrependo-me e amo-vos sobre todas as coisas. Salvai-me por vossa misericór­dia, e a minha salvação consista em amar-vos sempre nesta vida e na eternidade.

Maria, minha querida Mãe, recomendai-me a vosso divino Filho. Dizei-lhe que sou vosso servo e que pus em vós a minha esperança; ele vos ouve e nada vos recusa. Amém.

Ladainha de Nossa Senhora:(final do primeiro dia)




Início:

Cântico natalino
Leitura – Meditação para o 9.º dia da Novena de Natal:

“José foi também… para se recensear juntamente com sua esposa Maria que estava grávida.” (Lc 2,4)

Deus havia decretado que seu Filho nascesse não na casa de José, mas numa gruta, num estábulo, da maneira mais po­bre e mais penosa que possa nascer uma criança; e por isso dispôs que César publicasse um edito pelo qual cada um era obrigado a ir inscrever-se no lugar de sua origem

Ao receber essa ordem, José ficou inquieto não sabendo se devia deixar ou levar consigo a Virgem Mãe, pois ela estava para dar à luz. — Minha Esposa e Senhora, disse-lhe, de um lado não vos quero deixar só, e do outro, se vos levar comigo fico aflito pensando no muito que tereis de sofrer em tão longa viagem e tão rigorosa estação; minha pobreza não me permite conduzir-vos com os devidos cuidados. — Maria, porém, encorajou-o dizendo: Meu caro José, não temais; irei convosco e o Senhor nos ajudará. — Ela sabia por inspiração e pelo conhe­cimento que tinha da profecia de Miquéias, que o divino Menino devia nascer em Belém. Tomou, pois, as faixas e os pobres pa­ninhos já preparados, e pôs-se a caminho com José: Ascendit autem et Joseph… ut profiteretur cum Maria.

Acompanhemos os santos esposos em sua viagem consi­derando as piedosas conversas que nessa viagem deviam ter tido sobre a misericórdia, a bondade, e o amor do Verbo divino, que iria logo nascer e aparecer no mundo para a salva­ção dos homens. Consideremos ainda os louvores e as bên­çãos, as ações de graça, os atos de humildade e amor, que de caminho faziam esses dois nobres peregrinos. Ela sofria cer­tamente muito, essa jovem e tenra virgem prestes a dar à luz, fazendo trajeto tão longo, por caminhos difíceis e no tempo do inverno; mas sofria em paz e com amor, e oferecia a Deus to­das as suas penas unindo-as às de Jesus que levava em seu casto seio.

Ah! unamo-nos a Maria e a José, e acompanhemos com eles o Rei do céu, que vai nascer numa caverna e fazer sua primeira aparição no mundo como uma criança, e como a cri­ança mais pobre e abandonada que jamais nasceu entre os homens. Peçamos a Jesus, Maria e José, pelos méritos das penas que sofrem nessa viagem, nos acompanhem na viagem que fazemos à eternidade. Felizes de nós, se na vida e na mor­te formos sempre acompanhados por esses três grandes per­sonagens!
Oração:
Reza-se o Terço e a Ladainha de Nossa Senhora (disponível no final da página)

Oração final:

Meu caro Redentor, sei que os anjos do céu vos acompanham nessa viagem; mas entre os habitantes da terra, quais são os que vos acompanham? Vejo convosco só José e Maria que vos leva em seu seio; ó meu Jesus, permiti que me una a eles para vos seguir. Ah! tenho sido bem ingrato para convosco! Vejo agora o mal que fiz: descestes do céu para me fazer com­panhia na terra, e eu tive tantas vezes a ingratidão de deixar-vos, ofendendo-vos. Ó meu divino Mestre, quando penso que para seguir minhas malditas inclinações tantas vezes me sepa­rei de vós renunciando à vossa amizade, quisera morrer de dor. Mas viestes para perdoar-me; perdoai-me pois agora me arrependo de toda a minha alma de vos ter tantas vezes des­prezado e abandonado. Estou resolvido e espero, com a vossa graça, não me afastar nem separar de vós, meu único amor! Sim, minha alma está tomada de amor por vós, meu amável Deus-Menino! Amo-vos, meu doce Salvador, e já que viestes à terra para me salvar e me comunicar as vossas graças, eis a única que vos peço: fazei que me não separe jamais de vós; cativai-me prendendo-me estreitamente a vós pelas doces ca­deias do vosso santo amor. Ah! meu Redentor e meu Deus, quem poderia ainda deixar-vos e viver sem vós, privado da vossa graça?

Santíssima Virgem Maria, venho fazer-vos companhia em vossa viagem a Belém; e vós, minha Mãe, não cesseis de aju­dar-me na viagem que faço à eternidade. Assisti-me sempre, mas sobretudo no fim da minha vida, quando eu chegar a esse último momento que deve decidir se estarei, ou sempre con­vosco para amar a Jesus no céu, ou sempre longe de vós para odiar a Jesus no inferno. Minha Rainha, salvai-me com vossa intercessão; e a minha salvação seja amar-vos para sempre, a Jesus e a vós, no tempo e na eternidade. Sois minha esperan­ça, espero tudo de vós. Amém.

Ladainha de Nossa Senhora:

Senhor, tende pidedade de nós
Cristo, tende pidedade de nós
Senhor, tende pidedade de nós
Cristo, ouvi-nos
Cristo, atendei-nos
Deus Pai do céu, tende piedade de nós
Deus Filho Redentor do mundo, tende piedade de nós
Deus Espírito Santo, tende piedade de nós
Santíssima Trindade, que sois um só Deus, tende piedade de nós

Santa Maria, rogai por nós.
Santa Mãe de Deus, rogai por nós.
Santa Virgem das virgens, rogai por nós.
Mãe de Cristo, rogai por nós.
Mãe da Igreja, rogai por nós.
Mãe da divina graça, rogai por nós.

 Mãe puríssima, rogai por nós.
Mãe castíssima, rogai por nós.
Mãe sempre virgem, rogai por nós.
Mãe imaculada, rogai por nós.
Mãe digna de amor, rogai por nós.
Mãe admirável, rogai por nós.
Mãe do bom conselho, rogai por nós.
Mãe do Criador, rogai por nós.
Mãe do Salvador, rogai por nós.
Virgem prudentíssima, rogai por nós.
Virgem venerável, rogai por nós.
Virgem louvável, rogai por nós.
Virgem poderosa, rogai por nós.
Virgem clemente, rogai por nós.
Virgem fiel, rogai por nós.
Espelho de perfeição, rogai por nós.
Sede da Sabedoria, rogai por nós. 

Fonte de nossa alegria, rogai por nós.
Vaso espiritual, rogai por nós.
Tabernáculo da eterna glória, rogai por nós.
Moradia consagrada a Deus, rogai por nós.
Rosa mística, rogai por nós.
Torre de Davi, rogai por nós.
Torre de marfim, rogai por nós.
Casa de ouro, rogai por nós.
Arca da aliança, rogai por nós.
Porta do céu, rogai por nós.
Estrela da manhã, rogai por nós.
Saúde dos enfermos, rogai por nós.
Refúgio dos pecadores, rogai por nós.
Consoladora dos aflitos, rogai por nós.
Auxílio dos cristãos, rogai por nós.

Rainha dos Anjos, rogai por nós.
Rainha dos Patriarcas, rogai por nós.
Rainha dos Profetas, rogai por nós.
Rainha dos Apóstolos, rogai por nós.
Rainha dos Mártires, rogai por nós.
Rainha dos confessores da fé, rogai por nós.
Rainha das Virgens, rogai por nós.
Rainha de todos os Santos, rogai por nós.
Rainha concebida sem pecado original, rogai por nós.
Rainha assunta ao céu, rogai por nós.
Rainha do santo Rosário, rogai por nós.
Rainha da paz, rogai por nós.

Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, perdoai-nos, Senhor.

Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, ouvi-nos, Senhor.

Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, tende piedade de nós.

Rogai por nós, santa Mãe de Deus.
Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

fonte: https://comunidadeoasis.org.br/novena-de-natal-escrita-por-santo-afonso-de-ligorio/ 














segunda-feira, 11 de dezembro de 2023

LIVROS - SÃO JOÃO


 I São João 1,5-7

Deus é luz

 5. A nova que dele temos ouvido e vos anunciamos é esta: Deus é luz e nele não há treva alguma.

. Se dizemos ter comunhão com ele, mas andamos nas trevas, mentimos e não seguimos a verdade.

7. Se, porém, andamos na luz como ele mesmo está na luz, temos comu­nhão recíproca uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo pecado.

 fonte:https://www.bibliacatolica.com.br/biblia-ave-maria/i-sao-joao/1/

1. Todo o que crê que Jesus é o Cristo, nasceu de Deus; e todo o que ama aquele que o gerou, ama também aquele que dele foi gerado.

2. Nisto conhecemos que amamos os filhos de Deus: se amamos a Deus e guardamos os seus mandamentos.

3. Eis o amor de Deus: que guardemos seus mandamentos. E seus mandamentos não são penosos,

4. porque todo o que nasceu de Deus vence o mundo. E esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé.

5. Quem é o vencedor do mundo senão aquele que crê que Jesus é o Filho de Deus?

6. Ei-lo, Jesus Cristo, aquele que veio pela água e pelo sangue; não só pela água, mas pela água e pelo sangue. E o Espírito é quem dá tes­temunho dele, porque o Espírito é a verdade.

7. São, assim, três os que dão testemunho:

8. o Espírito, a água e o sangue; esses três dão o mesmo testemunho.*

9. Aceitamos o testemunho dos homens. Ora, maior é o testemu­nho de Deus, porque se trata do próprio testemunho de Deus, aquele que ele deu do seu próprio Filho.

10. Aquele que crê no Filho de Deus tem em si o testemunho de Deus. Aquele que não crê em Deus o faz mentiroso, porque não crê no testemunho que Deus deu a respeito de seu Filho.

11. E o tes­temunho é este: Deus nos deu a vida eterna, e essa vida está em seu Filho.

12. Quem possui o Filho possui a vida; quem não tem o Filho de Deus não tem a vida.*


13. Isso vos escrevi para que saibais que tendes a vida eterna, vós que credes no nome do Filho de Deus.

 fonte:https://www.bibliacatolica.com.br/biblia-ave-maria/i-sao-joao/5/