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quinta-feira, 21 de maio de 2026

Santos do mês de Maio

Inspiração e iniciativa
Em 1955, o Papa Pio XII instituiu a festa de “São José Operário” para dar um protetor aos trabalhadores e um sentido cristão à “festa do trabalho”. Uma vez que todas as nações celebram tal festa em 1º de maio, na presença de mais de 200 mil pessoas na Praça de São Pedro, as quais gritavam alegremente: “Viva Cristo trabalhador, vivam os trabalhadores, viva o Papa!”, o Papa deu aos trabalhadores um protetor e modelo: São José, o operário de Nazaré.

Cristocêntrico
A figura de São José, o humilde e grande artesão de Nazaré, orienta para Cristo, Salvador do homem, Filho de Deus, que participou em tudo da condição humana. 

A dignidade do trabalho
A Igreja, nesta festa do trabalho, deu um lindo parecer sobre todo esforço humano que gera, dá a luz e faz crescer as obras produzidas pelo homem: “Queremos reafirmar, em forma solene, a dignidade do trabalho, a fim de que inspire, na vida social, as leis da equitativa repartição de direitos e deveres.”

Homem justo
São José, que na Bíblia é reconhecido como um homem justo, é quem revela com sua vida que o Deus que trabalha sem cessar na santificação de Suas obras é o mais desejoso de trabalhos santificados: “Seja qual for o vosso trabalho, fazei-o de boa vontade, como para o Senhor, e não para os homens, cientes de que recebereis do Senhor a herança como recompensa… O Senhor é Cristo” (Col 3,23-24).

Sentido do trabalho
É firmado, antes de tudo, que o trabalho dá ao homem o maravilhoso poder de participar na obra criadora de Deus e de aprimorá-la; que ele possui um autêntico valor humano. O homem moderno tomou consciência desse valor ao reivindicar o respeito aos seus direitos e à sua personalidade.

A Igreja “batiza” a festa do trabalho para proclamar o real valor do trabalho, aprovar e bendizer a ação das classes trabalhadoras na luta que, em alguns países, prosseguem para obter maior justiça e liberdade. Fá-lo também para pedir a todos os fiéis que reflitam sobre os ensinamentos do Magistério eclesiástico nestes últimos anos: Mater et Magistra de João XXIII e Populorum Progressio de Paulo VI, por exemplo.

Centro na Eucaristia
Nesta “festa do trabalho”, sob o patrocínio de São José Operário, reunimo-nos em assembleia eucarística, sinal de salvação, não para pôr a Eucaristia a serviço de um valor natural, mesmo nobilíssimo, mas porque Deus, que trabalhou na criação, na qual colaboram os que se tornaram filhos de Deus, se efetiva principalmente pela Eucaristia. A Eucaristia encontra seu lugar numa festa do trabalho, porque esta revela ao mundo técnico o valor sobrenatural de suas buscas e iniciativas.

Nossa participação na Eucaristia, enquanto nos permite colaborar mais e melhor no trabalho iniciado por Deus para criar o mundo novo, santifica a contribuição que damos ao trabalho humano, ensinando-nos que isso é colaboração com a ação criadora de Deus, e que o verdadeiro objetivo de todo trabalho é a construção do novo Reino.

A minha oração
“Ó Deus, criador do universo, que destes aos homens a lei do trabalho, concedei-nos, pelo exemplo e a proteção de São José, cumprir as nossas tarefas e alcançar os prêmios prometidos. Amém.”

São José Operário, rogai por nós!
A Igreja celebra, no dia 3 de maio, a memória dos apóstolos São Filipe e São Tiago, companheiros leais de Nosso Senhor, escolhidos por Ele para propagar o Evangelho por todo o mundo. Pouco se sabe sobre a vida desses dois apóstolos além do que consta nos Evangelhos, nos Atos dos Apóstolos e em algumas Cartas do Novo Testamento.

São Tiago
Os Evangelhos citam dois apóstolos chamados Tiago: um, comumente chamado de “Tiago Maior”, era o irmão de São João e filho de Zebedeu; enquanto o outro, identificado como “filho de Alfeu”, natural de Nazaré, portanto, conterrâneo de Jesus, é uma figura sobre quem pairam algumas dúvidas quanto à identidade. Isso porque, com frequência, ele também é identificado como “Tiago, o Menor”, que seria filho de Maria de Cléofas e primo de Jesus. Este Tiago Menor teve papel fundamental na Igreja de Jerusalém – foi o seu primeiro bispo –, especialmente ao dizer (cf. At 15,13) que os pagãos podiam ser acolhidos na Igreja sem antes ter de se submeter à circuncisão. Além disso, São Paulo diz que Jesus apareceu especificamente para ele (cf. 1 Cor 15,7) e o nomeou uma das colunas da Igreja (cf. Gl 2,9). A esse mesmo Tiago Menor é atribuída a Carta que leva seu nome, na qual consta a conhecidíssima afirmação de que “a fé sem obras é morta”.  O famoso historiador judeu Flávio José relata a informação mais antiga sobre a morte de São Tiago. Ele narra que o Sumo Sacerdote Anano, filho de Anás, aproveitou o intervalo entre a deposição de um Procurador romano e a chegada do seu sucessor para decretar a pena de morte de Tiago por lapidação no ano de 62.

São Filipe
Filipe era natural de Betsaida, mesma terra de Pedro e André. Apesar de sua origem hebraica, seu nome é grego, o que indica uma abertura cultural que, ressalta o Papa Bento XVI, não se deve subestimar. Os momentos em que Filipe é citado nos Evangelhos são pontuais, mas significativos: São João diz que ele foi chamado por Jesus e, tendo encontrado Natanael, diz-lhe (Jo 1,45-46): “Encontramos aquele sobre o qual escreveram Moisés, na Lei, e os Profetas: Jesus, filho de José, natural de Nazaré”. “De Nazaré pode sair alguma coisa boa?” – perguntou Natanael. “Vem e verás”, replica Filipe, demonstrando, conforme aponta o Papa Bento XVI em catequese específica sobre esse apóstolo, as características da verdadeira testemunha, que “não se contenta em propor o anúncio, como uma teoria, mas interpela diretamente o interlocutor, sugerindo-lhe que faça ele mesmo uma experiência pessoal do que foi anunciado”. Filipe aparece novamente por ocasião da multiplicação dos pães, quando Jesus lhe pergunta onde eles comprariam pão para alimentar aquela multidão. Filipe responde de maneira sensata, considerando o número de pessoas ali presentes, dizendo que duzentos denários – ou seja, duzentas vezes o valor da diária de um trabalhador – não bastariam para que cada um comesse um pedaço. Jesus ter se dirigido a Filipe demonstra que ele era uma figura de destaque entre os discípulos, o que é reforçado pelo fato de que ele sempre aparece em quinto lugar nas listas dos apóstolos. Antes da Paixão de Cristo, Filipe é procurado por alguns gregos, que lhe pediram para ver Jesus (Jo 12,20-22). Muito possivelmente, o próprio Filipe falava grego, motivo pelo qual os estrangeiros o procuraram. Por fim, Filipe aparece recebendo uma espécie de reprimenda do Senhor, quando, na Última Ceia, Jesus dissera que o conhecer significava conhecer também o Pai (Jo 14,7-11). Filipe replica pedindo: “Senhor, mostra-nos o Pai, e isso basta!”, ao que Jesus responde: “Há tanto tempo estou convosco e não me conheces, Filipe? Quem me viu, viu o Pai: Como pedes que te mostre o Pai? Não crês que estou no Pai e o Pai em mim?” Após a morte de Jesus e o recebimento do Espírito Santo, certamente Filipe creu que quem via Jesus via o Pai, tanto que se tornou um grande evangelizador, tendo anunciado Cristo na Grécia e na Frígia, onde acabou encontrando a morte pela crucifixão ou lapidação.

O que aprendemos com os dois apóstolos
São Filipe e São Tiago foram privilegiados, porque conviveram de perto com Jesus, foram catequizados, formados pelo Senhor. Não podemos esquecer, contudo, que muitos dos discípulos de Jesus não suportaram seus ensinamentos e O abandonaram, como narrado por São João. A santidade desses dois apóstolos não vem do fato de eles terem sido chamados por Jesus e convivido com Ele, mas pela maneira como eles corresponderam ao chamado, desapegando-se da sua vida por amor ao Senhor, gastando a própria vida para anunciar Jesus e, por fim, perdendo a própria vida para ganhá-la, como ensinou seu Divino Mestre.

Minha oração
São Filipe e São Tiago, vós convivestes com tanta proximidade com Jesus. São Tiago, talvez tu brincaste com Nosso Senhor quando éreis crianças, talvez fostes à sinagoga juntos aprender a Lei de Deus. Vós fostes formados pelo Mestre, ouvistes d’Ele tantos ensinamentos, partilhastes o pão, partilhastes também as perseguições e preocupações! Peço-vos que me ensine, a mim, que só vi a Cristo sob o véu dos sacramentos, a perseverar no seguimento do Evangelho.  Peço-vos que me ajudeis a ter a coragem de me lançar na evangelização, sem medo dos perigos, das censuras, da humilhação.  Peço-vos que rogueis para que eu esteja sempre atento para ajudar aqueles que querem conhecer Jesus como tu estiveste, São Filipe. Peço-vos vossa intercessão para que eu seja firme na defesa da verdade como tu sempre foste, São Tiago. Peço-vos auxílio para nunca ter uma fé apenas da boca para fora, mas sim uma fé sustentada pelas obras, uma fé de quem realmente conheceu a Cristo e se converteu. Uno-me, por fim, à Igreja, que hoje reza:

“Ó mártires ilustres, faróis de tanta luz, na fé e na esperança, já vemos a Jesus.

E um dia em plena glória, então sem véu algum, vejamos face a face o Deus que é trino e um!”

São Filipe e São Tiago, apóstolos de Nosso Senhor Jesus Cristo, rogai por nós!
Fonte Ironi Spuldaro
Origem do nome

Antonina é o feminino do antigo nome latino Antonius, derivado, provavelmente, do grego Antionos, que significa “nascido antes”. É um dos nomes mais difundidos entre os povos latinos, que ganhou muitos adeptos entre os cristãos. Mas, antes de Cristo, era muito comum também.
Morte
A mártir Antonina morreu em Nicéia, na Bitínia, atual Turquia, no final do século III. No Martirológio Romano, ela foi citada três vezes: dia 1o de março, 4 de maio e 12 de junho, e cada vez de maneira diferente, como se fossem três pessoas distintas. Vejamos o porquê.

Calendários Litúrgicos
No século XVI, o cardeal e bibliotecário do Vaticano, César Baronio, unificou os calendários litúrgicos da Igreja, a pedido do papa Clemente VIII, com os santos comemorados em datas diferentes no mundo cristão. A Igreja dos primeiros séculos foi exclusivamente evangelizadora. Para consolidar-se, adaptava a liturgia e os cultos dos santos aos novos povos convertidos. Muitas vezes, as tradições se confundiam com os fatos concretos, devido aos diferentes idiomas, mas assim mesmo os cultos se mantiveram.
Homenagens 

O trabalho de Baronio foi chamado de Martirológio Romano, uma espécie de dicionário dos santos da Igreja de Cristo de todos os tempos. Porém ele, ao lidar com os calendários egípcio, grego e siríaco, que comemoravam santa Antonina em datas diferentes, não se deu conta de que as celebrações homenageavam sempre a mesma pessoa. Isso porque o nome era comum e os martírios, descritos de maneira diversa entre si.

Santa Antonina, rogai por nós!
Contextualizando
Era comum, na Antiguidade, que o azeite fabricado nas primeiras prensas do fruto da oliveira fossem destinados aos fins mais nobres: o peso da primeira pedra que produzia o azeite mais puro era usado nos ritos de consagração, as cerimônias de unção. Também o azeite que se fabricava a seguir era utilizado para queimar as lâmpadas “continuamente diante do Senhor” (Lv 24,2). As forjas mais duras produzem o melhor produto, de mais nobre fim!
Na Igreja
Assim também é na vida da Igreja: ao longo de sua história, as forjas da vida produziram, pelo auxílio da graça, verdadeiros dons; homens e mulheres que, mesmo diante das intempéries da existência humana, se deixaram moldar por Deus e se tornaram modelos de seguimento de Cristo. Um desses ‘azeites’ fabricados na forja dos santos, celebramos no dia 10 de maio. Estamos falando de São João D’Ávila, proclamado doutor da Igreja pelo Papa emérito Bento XVI em outubro de 2012.
Sobre o santo
João de Ávila nasceu em 6 de janeiro de 1499, em Almodóvar del Campo, na Espanha. Estudou Direito na Universidade de Salamanca, mas passou por uma profunda experiência de conversão, decidindo abandonar os estudos, voltar para casa dos pais e tornar-se sacerdote. Com 27 anos, foi ordenado padre em 1526. Nutria em si o desejo de ser missionário na América, mas a vontade de Deus era outra, e ele acabou exercendo seu ministério no seu país natal. Começava a experimentar na vida as prensas de Deus.
Vida
Outra prensa veio pouco tempo depois de ordenado. Em 1531, por causa de uma má interpretação de uma pregação, João foi preso pela Inquisição Real. Passando dois anos no cárcere, deu início à primeira versão da sua obra “Audi, filia”, em que fala do amor esponsal entre Cristo e a sua Igreja, em conselhos de ascética a uma jovem que acompanhava. Segundo Bento XVI, foi ali, naquele tempo de privação, de perseguição injusta e de incompreensão, que João “recebeu a graça de penetrar com profundidade singular no mistério do amor de Deus e no grande benefício feito à humanidade pelo Redentor Jesus Cristo”. 
Vontade de Deus
Absolvido em 1533, retoma com fervor a pregação do Evangelho na Espanha em várias cidades. O seu único desejo era converter as almas. Era sensível às inspirações do Espírito à Igreja de sua época, que passava por difíceis provas, provenientes do humanismo e do processo de reforma que se instalava na Europa. Atendia incessantemente os penitentes através do Sacramento da Reconciliação.
Particularidade
Na vida interior, prezava pela pobreza e pela instrução das crianças e dos jovens, sobretudo daqueles que se preparavam para o sacerdócio. Além de Audi filia, classificado por Bento XVI como um clássico da espiritualidade, escreveu “O Catecismo, ou Doutrina cristã”, “O Tratado do amor de Deus”, “O Tratado sobre o sacerdócio”, “Os Sermões e Homilias”, além de comentários bíblicos da Carta aos Gálatas à Primeira Carta de João. 
Méritos
Tornou-se um grande teólogo, mas, como filho de seu tempo, também deu contribuições humanistas como invenções de algumas obras de Engenharia, fundação de colégios menores e maiores que, depois do Concílio de Trento, se transformaram em seminários conciliares, criação da Universidade de Baeza, além da proposta da criação de um Tribunal Internacional de arbitragem para evitar as guerras.
Frutos
Foi responsável pela conversão de São João de Deus e São Francisco Borgia. No seu processo de beatificação, consta que “nunca pregou um sermão sem que várias almas se convertessem a Deus”. A eficácia de sua oratória estava, segundo o próprio João dizia, em amar muito a Deus, em dedicar-se muito mais à oração que aos livros: em perder-se na presença do Senhor. Era, nas palavras de Paulo VI, que o canonizou, “uma cópia fiel de São Paulo”.
Amigos santos
Foi contemporâneo e amigo de outros santos: Inácio de Loyola, Pedro de Alcântara, Teresa de Jesus, João da Cruz… Sinais de que uma vida cercada de santas amizades nunca é estéril. “Um grande Amigo, que é Deus, o qual arrebata os nossos corações para o seu amor […] e Ele pede-nos que tenhamos muitos outros amigos, que são os seus santos”, escreveu João de Ávila (Carta 222).
Uma dessas amizades lhe levaria a viver mais uma prensa. Pela proximidade com Santo Inácio de Loyola, pensou em se tornar jesuíta, mas o projeto foi inviabilizado pelo comprometimento da saúde de João de Ávila. O Mestre de Ávila, como ficou conhecido, passou os últimos 16 anos da sua vida gravemente doente. Quase cego, morreu com 79 anos, em 10 de Maio de 1569, com um crucifixo na mão, na cidadezinha de Montilla. 

A minha oração
“Senhor Jesus, assim como escreveu o santo: ‘que a cruz é elemento inegociável da vida de um cristão; que as prensas quando são vividas por um coração apaixonado por Deus produzem os mais nobres azeites dos altares do Senhor’, dá-me a graça de passar pela cruz crendo em Ti.”

São João D’Ávila, rogai por nós!
Nascimento e escola salesiana!
Zeffirino Namuncurá nasceu em 26 de agosto de 1886, em Chimpay, às margens do rio Negro. Seu pai Manuel, o último grande cacique das tribos indígenas araucanas, havia se rendido três anos antes às tropas da República Argentina. Depois de onze anos de vida rural livre, Manuel Namuncurá envia Zeffirino para estudar em Buenos Aires, para que pudesse defender a sua raça. A atmosfera familiar no colégio salesiano fez com que ele se apaixonasse por Dom Bosco.

Crescimento espiritual
A dimensão espiritual cresceu nele e ele começou a desejar ser sacerdote salesiano para evangelizar seu povo. Escolheu Domingos Sávio como modelo e, durante cinco anos, através do esforço extraordinário de entrar numa cultura totalmente nova, ele próprio tornou-se outro Domingos Sávio. O compromisso com a piedade, a caridade, os deveres diários e o exercício ascético é exemplar.

Aspirante salesiano
Esse menino, que achou difícil “entrar na fila”, gradualmente se tornou um verdadeiro modelo. Como queria Dom Bosco, estava certo em cumprir seus deveres de estudo e oração. Ele foi o árbitro nas recreações: sua palavra foi bem recebida pelos camaradas em disputa. A lentidão com que ele fazia o sinal da cruz, como se estivesse meditando em cada palavra, era impressionante; e, com seu exemplo, corrigiu os seus companheiros, ensinando-os a fazê-lo devagar e com devoção. Em 1903, Dom Cagliero o aceita no grupo de aspirantes em Viedma, capital do Vicariato Apostólico, para começar o latim.

Itália
Por causa de sua saúde precária, o bispo salesiano decide levá-lo à Itália, para que continue seus estudos de maneira mais séria num clima que parecia mais adequado. Na Itália, ele conhece o padre Rua e o Papa Pio X, que o abençoam com emoção. Ele frequentou a escola em Turim e, depois, no colégio salesiano de Villa Sora, em Frascati. Ele estuda muito para ser o segundo da classe.

Morte
Mas um mal não diagnosticado a tempo, talvez porque nunca reclamou, minou-o: tuberculose. Em 28 de março de 1905, ele foi levado ao hospital Fatebenefratelli, na Ilha Tiberina, em Roma. Ele morreu pacificamente em 11 de maio. A partir de 1924, seus restos mortais descansam em sua terra natal, em Fortín Mercedes, onde multidões de peregrinos vêm venerá-lo.

Os altares
– Tornou-se venerável em 22 de junho de 1972;
– Beatificado em 11 de novembro de 2007 sob o pontificado de Bento XVI.

A minha oração
“Senhor Jesus, o Beato Zeferino Namuncurá rendeu-se ao amor de Deus e abriu mão de sua cultura e costumes para responder ao seu apelo de doação. Que cada um de nós, que lemos essa oração, abramos o nosso coração para dizer ao Senhor: ‘Jesus, crava em nosso coração um amor ardente por Ti. Amém’.”

Beato Zeferino Namuncurá, rogai por nós!
Padroeiro
Padroeiro dos trabalhadores, camponeses e agricultores de algumas cidades espanholas e italianas.

Resumo
Nascido em Madrid, por volta de 1070, Isidoro torna-se santo rezando, trabalhando nos campos e partilhando os seus bens com os mais pobres. Um agricultor que,  junto com a sua esposa, a Beata Maria de la Cabeza, esperou com empenho no trabalho dos campos, colhendo pacientemente a recompensa celestial ainda mais do que os frutos terrestres, e foi um verdadeiro modelo de agricultor cristão.

Trabalho e Oração
Apesar de trabalhar arduamente no campo, participava todos os dias da Eucaristia e dedicava muito espaço à oração, tanto que alguns colegas invejosos o acusavam, aliás, injustamente, de se afastar horas do trabalho. Inveja não falta, mas ele supera tudo também graças à ajuda de sua esposa Maria. Dessa maneira, revelou a profunda relação e importância entre trabalho santificado e oração. 

Matrimônio
Com sua esposa, Maria de La Cabeza, viveu um casamento que sempre se caracterizou pela grande atenção aos mais pobres, com quem compartilhavam o pouco que possuíam. Ninguém saiu de Isidoro sem ter recebido algo. Os dois se santificaram mutuamente e Maria também foi reconhecida pela Igreja como Beata. 

Morte e canonização
Morreu em 15 de maio de 1130. Foi canonizado em 12 de março de 1622 pelo Papa Gregório XV. Seus restos mortais estão preservados na igreja madrilena de Sant’Andrea.

A minha oração
“Querido santo, tu nos dá testemunho de que oração e trabalho são pilares de espiritualidade. Mostra-nos que a caridade advém também dessa experiência. Interceda para que tenhamos boas colheitas, interceda para que sejamos trabalhadores exemplares e pessoas generosas por excelência. Por Cristo Nosso Senhor. Amém!”

Santo Isidoro lavrador, rogai por nós!
Ucraniano
Vladimiro nasceu na Ucrânia, em 14 de fevereiro de 1907, em uma aldeia na província de Ternopol. 

Infância e vida religiosa
Em 1922, frequentou o ginásio na cidade de Čertkov e, em 4 de setembro de 1924, ingressou na ordem de São Basílio, o Grande, segundo a regra de São Iosafat, tomando o nome monástico de Vitalij. Depois de completar o noviciado em Krechov, estudou teologia nas escolas monásticas de Lavrov, Dobromil e Kristinopol, todas na Ucrânia. 

Serviço na abadia
Aos 26 anos, fez votos solenes e foi ordenado sacerdote em Žovkva, onde foi nomeado vice-responsável do mosteiro e, ao mesmo tempo, coadjutor da Igreja do Sagrado Coração de Jesus. Em julho de 1941, foi nomeado responsável pelo mosteiro em Drogobyč, província de Lviv, substituindo os anteriores presos e mortos, Serafim Baranik e Ioakim Sen’kovskij.

Perseguição
O padre Vitalij foi preso por agentes da NKVD, a polícia política soviética, em 17 de setembro de 1945, acusado de ter participado na aldeia de Turinka de um funeral no túmulo dos militantes ucranianos do exército subversivo em 1941, de ter feito propaganda antissoviética durante um sermão. Também foi perseguido por publicar um artigo falso contra o partido bolchevique no calendário antissoviético “Missioner” de 1942.

Condenação
Em 13 de novembro de 1945, o padre Vitalij foi condenado pelo tribunal militar a 8 anos de prisão e confisco de ativos.

Ele morreu poucos dias antes da Páscoa de 1946, depois de ter sido brutalmente espancado durante o interrogatório: foi levado de volta para a prisão do NKVD em uma maca e enterrado na própria prisão. 

Beatificação
O padre Vitalij Bajrak foi beatificado, em 27 de junho de 2001, durante a visita do Papa João Paulo II à Ucrânia, junto com outros 24 greco-católicos vítimas da perseguição soviética.

A minha oração
“Senhor Jesus, hoje são outros milhares de ucranianos que sofrem por perseguição, além de religiosa, mas civil e desleal. Que a nossa oração console os ucranianos que sofrem e providencie para cada um o renovar da esperança. Assim seja, por intercessão do Beato Vital Vladimiro Bajrak.”

Beato Vital Vladimiro Bajrak, rogai por nós!
Realidade familiar
Leonardo Murialdo nasceu no dia 26 de outubro de 1828, na cidade de Turim, na Itália. Aos cinco anos, já era órfão de pai. A família era abastada, numerosa, profundamente cristã e muito tradicional em Turim, sua cidade natal. Isso lhe garantiu uma boa formação acadêmica e religiosa.

Escolhas
A mãe, sua primeira educadora, o enviou para Savona, a fim de estudar no colégio dos padres Scolapi. Na adolescência, atravessou uma séria crise de identidade, ficando indeciso entre ser um oficial do rei Carlos Alberto ou engenheiro. Mas a vida dos jovens pobres e órfãos, sem oportunidades e perspectivas, lhe trazia grandes angústias e desejava fazer algo por eles. Por isso, Leonardo escolheu o caminho do sacerdócio e da caridade para aplacar essa grande inquietação de sua alma.

Títulos
Com muito estudo, tornou-se doutor em teologia em 1850; depois, em 1851, foi ordenado sacerdote. Seus primeiros anos de ministério se distinguiram pela dedicação à catequese das crianças e à criação de vários orfanatos dedicados aos jovens pobres da periferia, aos órfãos e abandonados.

Amor à juventude
A sua mentalidade aberta e o trabalho voltado à juventude lhe trouxeram o convite para ser reitor do colégio de jovens artesãos, o qual aceitou com amor. Na direção do colégio, Leonardo instaurou um clima de moralidade, harmonia, formação religiosa e disciplina familiar, apoiado por competentes colaboradores, leigos e religiosos. Com essa política, assegurou a muitos jovens o acesso a uma adequada formação cristã, cultural e profissional. Ali, os jovens, assistidos de perto por Leonardo, ingressavam com a idade de oito anos e recebiam formação até os vinte e quatro anos, quando conseguiam um trabalho qualificado.

Fundador
O êxito da pedagogia do amor fez com que o pequeno colégio crescesse em tamanho e expressão. Surgiram, de várias partes da Itália, solicitações para a criação desses colégios de apoio à juventude. Nesse momento, Leonardo criou a Pia Sociedade Turinense de São José, mais conhecida como Congregação de São José, que se espalhou pela Europa, África e Américas. A entrega total a essa missão e as extenuantes horas de trabalho lhe custaram graves danos à saúde. Em 30 de março de 1900, depois de várias crises de pneumonia, Leonardo morreu.

Em 1970, foi canonizado pelo Papa Paulo VI. A festa de São Leonardo Murialdo foi designada para o dia 18 de maio.

A minha oração
“Jesus Cristo, nosso amigo, dai-nos a graça de, a exemplo de São Leonardo Murialdo, amarmos os jovens que precisam de uma experiência Contigo. Amém.”

São Leonardo Murialdo, rogai por nós!
Resumo

Padre Manuel Gómez González (1877-1924) e seu coroinha Adílio Daronch (1908-1924), mártires que, no Brasil, depois de serem maltratados e amarrados a duas árvores em um morro, foram fuzilados, morrendo por causa do ódio que seus algozes tinham da fé cristã e da Igreja Católica.

Vida de González

Emmanuel Gómez González, filho de José e Josefina, nasceu em 29 de maio de 1877 em São José de Ribarteme, na Diocese de Tuy, Espanha. Ele foi batizado no dia seguinte. Ordenado sacerdote, em 24 de maio de 1902, exerceu seu ministério sacerdotal em sua diocese natal por dois anos. 

Missionário

Em 1904, seu pedido para ser incardinado na vizinha Diocese de Braga, Portugal, foi atendido. Ele serviu lá como pároco de 1905 a 1913. Quando a perseguição política e religiosa começou, em 1913, Padre González foi autorizado a navegar para o Brasil. Após breve passagem pelo Rio de Janeiro, Dom Miguel de Lima Valverde o acolheu na Diocese de Santa Maria (RS), e, em 23 de janeiro de 1914, confiou-lhe o cargo de pároco da Saudade. Em dezembro de 1915, o Padre González foi transferido para a parte norte da diocese, para uma grande paróquia de Nonoai (RS), que poderia ser considerada uma pequena diocese. 

Restos mortais

Embora os seres humanos se recusassem a aceitar a mensagem de respeito mútuo dos santos mártires, parece que a natureza o fez, pois nenhuma fera ou animal os tocou: os habitantes de Três Passos encontraram seus corpos ainda intactos quatro dias depois. Seus restos mortais foram enterrados nas proximidades por 40 anos. Em 1964, seus corpos foram exumados e trasladados para a igreja paroquial de Nonoai (RS), e um monumento foi erguido no local de seu martírio. Em 16 de dezembro de 2006, o Papa Bento XVI proclamou o decreto de martírio desses dois fiéis servos de Cristo assassinados por causa de sua fé.

A minha oração

“Segundo a amizade dos mártires, que foram fiéis a Cristo e companheiros um do outro na hora da morte, pedimos o dom da amizade que nos leva a evangelizar doando a nossa vida. Fazei-nos anunciadores da Palavra a todo custo e evangelizadores dos lugares mais remotos, por Cristo, nosso Senhor. Amém!”

Beatos padre Manuel e Adílio mártires, rogai por nós!

*Evangelho de hoje, 21 de maio (Jo 15,1-8): «Eu sou a videira; vós sois os ramos»*

Disse Jesus: «Eu sou a videira verdadeira e meu Pai é o agricultor. Todo ramo que não dá fruto em mim, ele corta; e todo ramo que dá fruto, ele limpa, para que dê mais fruto ainda. Vós já estais limpos por causa da palavra que vos falei. Permanecei em mim, e eu permanecerei em vós. Como o ramo não pode dar fruto por si mesmo, se não permanecer na videira, assim também vós não podereis dar fruto se não permanecerdes em mim». Eu sou a videira e vós, os ramos. Aquele que permanece em mim, como eu nele, esse dá muito fruto; pois sem mim, nada podeis fazer. Quem não permanecer em mim será lançado fora, como um ramo, e secará. Tais ramos são apanhados, lançados ao fogo e queimados. Se permanecerdes em mim, e minhas palavras permanecerem em vós, pedi o que quiserdes, e vos será dado. Nisto meu Pai é glorificado: que deis muito fruto e vos torneis meus discípulos».

COMENTÁRIO: 
«Se alguém permanece em Mim e Eu nele, esse dá muito fruto». 
O Senhor afirma que é a videira, para nos ensinar a nos unirmos ao seu 

Orai sem cessar: “Quem poderá nos separar do amor de Cristo?” (Rm 8,35)
São Cristóvão Magalhães e Companheiros, rogai por nós e pela Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo!
A Jesus, toda honra, louvor e adoração!
Shalom🙏
Fonte Ironi Spuldaro

terça-feira, 19 de maio de 2026

Oração a Santa Filomena

Oração a Santa Filomena por uma causa impossível!!:

Ó gloriosa Santa Filomena,
virgem pura e mártir fiel,
que no Céu alcançais de Deus tantas graças
para aqueles que a vós recorrem com confiança,
venho hoje, cheio de fé, pedir o vosso auxílio.
Vós, que sois poderosa junto a Deus e conhecida como protetora das causas difíceis e impossíveis, olhai para a minha aflição (faça aqui o seu pedido).
Intercedei por mim junto a Nosso Senhor Jesus Cristo, para que, segundo a vontade divina, eu alcance a graça que tanto necessito.
Fortalecei a minha fé,
dai-me coragem nas dificuldades
e ajudai-me a confiar sempre na providência de Deus, mesmo quando tudo parece impossível.
Ó querida Santa Filomena,
não me abandoneis nesta necessidade, mas alcançai-me a graça que vos peço, se for para maior glória de Deus e salvação da minha alma. Amém.

História da Catedral de Maringá

Histórico

A diocese de Maringá foi criada no dia 1º de fevereiro de 1956, através da bula Latissimas partire Ecclesias (Dividir as Igrejas muito extensas), do papa Pio XII. Em toda a história da Igreja, talvez Maringá seja a única cidade escolhida para sede episcopal antes de completar dez anos de existência. Por volta de 1942, a Companhia de Terras Norte do Paraná, empresa colonizadora da região, montou no meio da mata, na área do bairro hoje conhecido por Maringá Velho, um acampamento para atender interessados em adquirir lotes rurais. A cidade só seria fundada aos 10 de maio de 1947, com a instalação do escritório da Companhia de Terras Norte do Paraná e o início da venda de lotes urbanos. A criação do município ocorreu através da lei 790/51, da Assembléia Legislativa do Estado, aprovada em 14 de novembro de 1951. O primeiro prefeito municipal, Inocente Villanova Júnior, tomou posse no dia 14 de dezembro de 1952.

Desmembrada da diocese de Jacarezinho, a nova circunscrição eclesiástica situa-se no noroeste do Estado do Paraná, também chamado Norte Novo, subdivisão do Norte do Paraná. "A região comumente chamada Norte do Paraná pode ser definida como a soma territorial dos vales muito férteis formados pelos afluentes da margem esquerda do rio Paraná e Paranapanema, no arco que esses dois cursos d'água traçam entre as cidades de Cambará e Guaíra. (...) Essa região - definida pelos rios Itararé, Paranapanema, Paraná, Ivaí e Piquiri - abrange uma superfície de aproximadamente 100 mil quilômetros quadrados, dividida em três áreas, segundo a época e a origem da respectiva colonização: o Norte Velho, que se estende do rio Itararé até à margem direita do rio Tibagi; o Norte Novo, que vai até as barrancas do rio Ivaí e tem como limite, a oeste, a linha traçada entre as cidades de Terra Rica e Terra Boa; e o Norte Novíssimo, que se desdobra dessa linha até o curso do rio Paraná, ultrapassa o rio Ivaí e abarca toda a margem direita do Piquiri" (Companhia Melhoramentos Norte do Paraná, Colonização e Desenvolvimento do Norte do Paraná, Editora Ave Maria, São Paulo, 2ª ed., 1975, p. 35).
O primeiro bispo, dom Jaime Luiz Coelho, foi nomeado em 3 de dezembro de 1956. Exercia o cargo de cura da Catedral de Ribeirão Preto-SP, quando recebeu, no dia 20 de janeiro de 1957, festa do padroeiro, São Sebastião, a ordenação episcopal.

A instalação canônica da diocese, com a posse do bispo, deu-se no dia 24 de março de 1957, na Catedral Nossa Senhora da Glória, modesta igreja de madeira, construída em 1950, na praça apenas projetada, de cujo solo nu o vento erguia uma poeira avermelhada, que impregnava o ar durante horas.

Graças à extraordinária fertilidade de sua terra roxa, a região conhecia, na época, frenético ritmo de trabalho com a derrubada da mata e o plantio, em toda parte, de lavouras de café. A colonização de quase toda a área da diocese foi executada pela Companhia Melhoramentos Norte do Paraná (assim denominada a partir de 1951 e, desde 1944, quando passou inteiramente a proprietários brasileiros) sucessora da Companhia de Terras Norte do Paraná, subsidiária brasileira da Brazil Plantations Syndicate Ltda., fundada em 24 de setembro de 1924.

Por ocasião da posse do primeiro bispo, a diocese contava 450.000 habitantes, espalhados numa área de 14.902,67 km2, compreendendo 24 municípios, onde estavam instaladas 15 paróquias (Catedral e São José Operário, em Maringá, Alto Paraná, Bom Sucesso, Jandaia do Sul, Loanda, Mandaguaçu, Mandaguari, Marialva, Nova Esperança, Nova Londrina, Paraíso do Norte, Paranavaí, São João do Caiuá, e Tamboara; recém-criada, Terra Rica aguardava instalação) sob aos cuidados de 22 padres RELIGIOSOS e 7 diocesanos. Havia ainda a congregação dos irmãos da Santa Casa de Maringá; 6 congregações religiosas femininas; 2 seminaristas maiores (curso superior), no Seminário do Rio de Janeiro, e 24 seminaristas menores (ensino fundamental e médio), no Seminário de Jacarezinho.

Em 15 de agosto de 1958 foram lançadas as pedras fundamentais da nova Catedral e do Seminário Menor Diocesano Nossa Senhora da Glória. A Catedral teria concluídas suas obras em concreto quase 14 anos depois, em 10 de maio de 1972, sendo consagrada no dia 3 de maio de 1981. Em 21 de janeiro de 1982 recebeu o título de Catedral Basílica Menor. O primeiro pavilhão do seminário seria inaugurado a 24 de março de 1962, recebendo os primeiros seminaristas. O segundo (pavilhão de serviços) teve sua inauguração no 10º aniversário da diocese, 24 de março de 1967. Por dificuldades de manutenção, o seminário menor foi fechado em 1969, passando o acompanhamento vocacional a ser feito com estudantes de 2º grau, sobretudo a partir de 1973, por padre Nunzio Reghenzi. De 1972 em diante, o prédio tornou-se centro arquidiocesano para encontros de formação espiritual ou pastoral. No dia 28 de fevereiro de 1993 instalou-se, na antiga residência episcopal, o Seminário Propedêutico Santo Cura d'Ars visando preparar os candidatos ao seminário maior. De 1957 a 1968, os seminaristas de Maringá recebiam sua formação filosófico-teológica em Curitiba, residindo no Seminário Provincial Rainha dos Apóstolos. A partir de 1969, em Curitiba foi aberta a casa "Emaús" para o estudo de Filosofia (Universidade Católica do Paraná) e de Teologia (Studium Theologicum).

Para melhor atendimento do povo de Deus espalhado por território tão vasto, em 15 de março de 1968 foi criada a diocese de Paranavaí, desmembrada inteiramente da diocese de Maringá. A instalação canônica aconteceu aos 7 de julho do mesmo ano, com a posse do primeiro bispo, dom Benjamin de Sousa Gomes. No ano seguinte, em 16 de outubro, a Santa Sé criou a Província Eclesiástica de Maringá, elevando a diocese de Maringá à condição de arquidiocese, tendo como sufragâneas as dioceses de Campo Mourão, Umuarama e Paranavaí. A instalação canônica, com a posse de dom Jaime Luiz Coelho como arcebispo, aconteceu em 20 de janeiro de 1980.

Insatisfeitos com a dispersão de seus seminaristas por vários centros de formação e tendo a arquidiocese, em 21 de março de 1982, concluído o terceiro pavilhão, concluindo assim a construção do Seminário Nossa Senhora da Glória, resolveram os bispos da Província Eclesiástica de Maringá criar o curso de Filosofia, para onde encaminharam os seminaristas, a partir de 1º de março de 1983. Na mesma data, para as províncias de Londrina e Maringá, foi aberto um curso teológico em Londrina.

Depois de servir, por mais de 40 anos, à Igreja de Maringá, dom Jaime Luiz Coelho apresentou sua renúncia. O nome do sucessor, dom Murilo Sebastião Ramos Krieger, até então bispo diocesano de Ponta Grossa, foi anunciado no dia 7 de maio de 1997. Sua posse, dois meses depois, aconteceu a 11 de julho, na Catedral, em solene Eucaristia transmitida a todo o Brasil pela RedeVida de Televisão.

Dia 1º de julho de 1998 veio a público a notícia da escolha de padre Vicente Costa para bispo auxiliar de Londrina. O novo bispo, membro do clero de Maringá, é o primeiro padre da Igreja de Maringá a se tornar bispo. Doutor em Teologia, vinha exercendo as funções de coordenador arquidiocesano de pastoral e vigário paroquial da Catedral, além de lecionar Teologia em Londrina e Cascavel. Sua ordenação episcopal aconteceu na Catedral de Maringá, aos 11 de setembro. Acompanhado de numerosos fiéis de Maringá, na Catedral de Londrina, tomou posse no dia 11 de outubro.

De forma surpreendente para todos, passados menos de cinco anos à frente da Igreja de Maringá, dom Murilo Krieger, em 20 de fevereiro de 2002, recebeu a nomeação de arcebispo de Florianópolis-SC. Sua posse, para a qual o acompanhou muita gente de Maringá, deu-se no dia 27 de abril, no Ginásio de Esportes do Colégio Catarinense, na capital de Santa Catarina. O Colégio de Consultores reuniu-se, dia 1º de maio, elegendo padre Júlio Antonio da Silva, cura da Catedral, administrador arquidiocesano para o período de vacância da sede episcopal.

A nomeação do novo arcebispo de Maringá, dom João Braz de Aviz, que estava à frente da diocese de Ponta Grossa, foi anunciada em 17 de julho.

Dia 21 de setembro, após largo tempo de reforma, houve a inauguração do CEPA - Centro Pastoral da Arquidiocese, que reúne pastorais e movimentos apostólicos presentes em Maringá. Construído em 1966 como sede da antiga ADAR - Associação Diocesana de Assistência Rural, destinada à formação de lideranças da área rural, o prédio, atualmente em desuso, caminhava para total abandono. A coordenação de pastoral decidiu reaproveitá-lo para reunir num espaço único os vários organismos eclesiais.

Na Catedral lotada de fiéis, presentes todos os arcebispos e bispos do Regional Sul-2 da CNBB, além de todo o seu presbitério, dom João Braz de Aviz, terceiro arcebispo metropolitano de Maringá, foi empossado em solene Eucaristia, às 19h do dia 4 de outubro de 2002.

Aos 13 de dezembro de 2002, na Catedral de Umuarama, dom Vicente Costa, até então bispo auxiliar de Londrina, primeiro presbítero de Maringá elevado ao episcopado, tomou posse como bispo diocesano de Umuarama, diocese integrante desta província eclesiástica.

Em reunião, dia 16 de agosto de 2003, com padres e leigos que trabalham nos meios de comunicação da arquidiocese (Rádio Colméia, jornal Maringá Missão e TV 3º Milênio) o arcebispo dom João Braz de Aviz decidiu abrir um portal na Internet a fim de tornar conhecido aos internautas o trabalho de evangelização desenvolvido pela Igreja que está em Maringá.

Para surpresa de todos, a 28 de janeiro de 2004, vem a público a notícia da transferência, feita pelo Santo Padre no dia 7 deste mês, de dom João Braz de Aviz para a sede metropolitana de Brasília, onde toma posse como arcebispo em missa festiva no dia 27 de março seguinte.

A 16 de julho, dom João retorna a Maringá para inaugurar as novas instalações da TV 3º Milênio, adquirida pela arquidiocese ao seu fundador, monsenhor Gerhard Schneider. Em funcionamento desde 1988, a TV passou ao controle arquidiocesano, tendo o arcebispo entregue sua direção a uma equipe de cristãos leigos liderados pelo advogado Irivaldo Joaquim de Souza. A primeira providência da nova diretoria foi empreender total e absolutamente necessária reforma das instalações, trabalho demorado e bastante árduo. Neste dia, finalmente, terminaram as obras e os modernos estúdios da TV 3º Milênio foram oficialmente entregues à comunidade.

Após seis meses de sede vacante, o quarto arcebispo de Maringá recebeu sua nomeação pela Santa Sé no dia 29 de setembro de 2004. Foi eleito dom Anuar Battisti, até então bispo diocesano de Toledo, no sudoeste paranaense.

Na Catedral de Maringá lotada, com a presença do núncio apostólico, de 25 bispos , além de mais de 100 padres, no dia 24 de novembro de 2004, dom Anuar Battisti foi empossado arcebispo de Maringá.

http://arquimaringa.org.br/2011/historia

domingo, 17 de maio de 2026

Fulton Sheen- postagens da página do Facebook

Leitura do Dia com Fulton Sheen - 9 de agosto
Tema: O Coração que Ouve
 "Maria guardava todas essas coisas, meditando-as em seu coração." – Lc 2,19
"A santidade começa quando deixamos Deus falar, e Maria foi a primeira a escutá-Lo plenamente." – Fulton Sheen

 Meditação
Maria não se apressava em responder; ela ouvia, ponderava e confiava. Sua vida foi feita de silêncios cheios de Deus. Em um mundo que grita e corre, Maria nos ensina a escutar a voz suave do Senhor e a guardar Suas palavras no coração. A escuta atenta é a raiz da fé madura.

 Oração
Mãe da Palavra Viva, ajuda-me a silenciar meu coração para que a voz de Deus seja mais clara do que o ruído do mundo.

 Ação para hoje
Reserve cinco minutos de silêncio absoluto, imaginando-se sentado(a) ao lado de Maria, aprendendo com ela a ouvir a Deus.
https://www.facebook.com/share/1Ao6PSrj3q/
Leitura do Dia com Fulton Sheen - 11 de agosto 

Tema: A paz começa dentro de nós

 “Muitos procuram a paz no mundo exterior — nas circunstâncias, nas pessoas, nas posses. Mas a verdadeira paz só floresce quando entregamos o controle da nossa vida a Deus. É então que descobrimos que a tempestade pode continuar lá fora, mas dentro reina a calma de Cristo.”
— Fulton Sheen

Reflexão:
A paz não é ausência de problemas, mas presença de Deus. Quando o coração está ancorado n’Ele, o medo perde a força e a ansiedade cede lugar à confiança. É um dom que não depende do que acontece, mas de Quem habita em nós.

Oração do Dia:
 Senhor, hoje coloco minhas preocupações em Tuas mãos. Ensina-me a descansar na Tua vontade e a manter meu coração sereno mesmo quando as ondas do mundo se levantam. Que minha paz seja reflexo da Tua presença em mim. Amém.

Se quiser, posso preparar também a leitura da noite com Sheen para fechar o dia em oração.
"Por sua natureza, o amor é uma ascensão em Cristo e uma assunção em Maria"

O fenômeno espiritual da levitação é devido a um amor tão intenso por Deus que os santos são literalmente erguidos do chão. O amor, como o fogo, queima, porque é basicamente desejo. Tente se unir cada vez mais ao objeto amado.
- Fulton Sheen
Leitura do dia com Fulton Sheen - 12 de agosto

> "A vida espiritual não é feita de grandes emoções, mas de pequenas fidelidades repetidas dia após dia. Deus constrói santos com a matéria-prima da perseverança."

Meditação:
Muitas vezes esperamos sentir algo extraordinário para acreditar que estamos crescendo espiritualmente. No entanto, Fulton Sheen lembra que a santidade se constrói nos detalhes: levantar-se para rezar mesmo sem vontade, resistir a uma tentação pequena, tratar alguém com paciência. É nesses momentos que Deus trabalha silenciosamente, moldando o coração.

Oração:
Senhor, ensina-me a ser fiel nas pequenas coisas, a perseverar mesmo quando não sinto nada, e a lembrar que o amor verdadeiro é paciente, constante e humilde. Amém.
Assunção de Maria 
“Dormição da Virgem Maria”

Esta Solenidade nos faz recordar que Maria, a primeira redimida pelo Cristo em vista da sua divina missão, foi também a primeira glorificada em corpo e alma nos céus. O dogma da Assunção de Nossa Senhora, proclamado pelo Papa Pio XII em 1950, não se preocupa em dar detalhes como se, por exemplo, Maria morreu ou não. Todavia, esta antiquíssima solenidade, celebrada desde os primórdios, sobretudo pelos cristãos orientais que a chamavam de “Dormitio Virginis Mariae”, ou seja, “Dormição da Virgem Maria”, não exclui a possibilidade da morte da Virgem Maria, uma vez que para nós cristãos, a partir de Cristo e sua Páscoa, a morte ganhou um novo sentido, passou a ser a nossa Páscoa pessoal.

O que o dogma da Assunção de Nossa Senhora afirma é que Maria não experimentou a corrupção da morte, ou seja, morrendo, foi imediatamente glorificada pelo seu Filho, sendo elevada em corpo e alma ao céu. Maria experimentou antecipadamente aquilo o que é o destino de todo cristão.
Nós sabemos que também morreremos, porém, diferentemente da Virgem Imaculada, experimentaremos a corrupção do sepulcro, e só na Parusia a nossa alma será novamente unida ao corpo glorioso que Cristo vai nos restituir. É o que nos afirma São Paulo "Como em Adão todos morrem, assim também em Cristo todos reviverão. Porém, cada qual segundo uma ordem determinada: Em primeiro lugar, Cristo, como primícias; depois, os que pertencem a Cristo por ocasião da sua vinda.” (1Cor 15,22-23)
O que nós experimentaremos por ocasião da Parusia do Senhor, Maria já experimentou e, por isso, já está unida em corpo e alma a Cristo nas alturas. É isto o que nos afirma o dogma da Assunção de Nossa Senhora
"Maria, que é a Mãe da Eucaristia, escapa à decomposição da morte"

Pelas portas de Maria, a eternidade tornou-se jovem e apareceu-nos como um Menino; através dela, como através de outro Moisés, não as Tábuas da Lei, mas o Logos foi dado e escrito em seu próprio coração; por ela, não um maná, que os homens comem e do qual morrem, mas a Eucaristia desce, que impede que os homens que a comem morram. Mas se aqueles que se comunicam com o Pão da Vida nunca morrem, o que diremos então daquele que foi o primeiro cibório vivo desta Eucaristia, e que no dia de Natal o ofereceu sobre a mesa sagrada de Belém para dizer aos Magos e aos pastores: "Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo?".
- Fulton Sheen
Nenhum adulto gostaria que a casa em que cresceu, mesmo que ninguém vivesse nela agora, estivesse sujeita à destruição violenta de uma bomba e o Todo-Poderoso que habitava em Maria não permitiria que sua casa de carne fosse submetida ao dissolução da tumba. Se os adultos amam voltar para a casa em que nasceram quando alcançam a plenitude da vida, e se tornam cada vez mais conscientes do que devem às suas mães, então por que a Vida Divina não deveria ter voltado para buscar seu berço vivo? E levar aquele "paraíso revestido de carne" para o céu para que pudesse ser cultivado pelo novo Adão?

- Fulton Sheen
Ele constrói o argumento com base em três paralelos:

1. O valor sentimental da casa natal – Sheen lembra que, mesmo que ninguém viva mais nela, ninguém gostaria que a casa onde passou a infância fosse destruída. Isso serve como analogia: o corpo de Maria foi a “casa” onde o próprio Deus habitou durante nove meses.

2. O amor filial e a gratidão – Assim como adultos maduros valorizam ainda mais suas mães, Jesus, na plenitude de Sua glória, teria um amor ainda maior por Maria. Esse raciocínio parte de uma lógica profundamente encarnacional: Jesus é verdadeiro Deus e verdadeiro homem, e, como homem, viveu o amor filial perfeito.
3. O “paraíso revestido de carne” – Aqui Sheen une tipologia bíblica e poesia: Maria é o “paraíso” onde o novo Adão (Cristo) habitou. Como o primeiro paraíso foi perdido por causa do pecado, esse novo paraíso não poderia ser entregue à corrupção.
No fundo, Sheen está dizendo: se até nós, com amor imperfeito, cuidamos das lembranças e das casas de quem amamos, quanto mais Cristo teria cuidado do corpo puríssimo de Sua Mãe, preservando-o da corrupção e levando-o ao céu.
Leitura do Dia com Fulton Sheen – Assunção de Maria

“O Senhor fez em mim maravilhas” vem do Magnificat (Lc 1,49)

A Assunção mostra que as maravilhas que Deus realizou em Maria são também um anúncio daquilo que Ele deseja fazer em nós dar-nos a ressurreição e a glória eterna.

"A Assunção de Maria não é apenas um privilégio concedido à Mãe de Deus; é também uma promessa para todos nós. O corpo que gerou o Verbo não conheceu a corrupção. Assim como Cristo ressuscitou, Maria foi elevada ao Céu em corpo e alma. O que Deus fez por Ela, Ele fará por nós, se permanecermos fiéis." – Fulton Sheen

Reflexão:
A Assunção é o coroamento da vida de Maria: humilde no início, gloriosa no fim. Ela viveu toda a sua existência dizendo “sim” a Deus, e por isso foi exaltada. Seu destino é o prenúncio do nosso — se vivermos na graça, também nós seremos chamados à glória da ressurreição.

Aplicação para hoje:
Viver na humildade e pureza de coração.
Confiar que Deus cumpre Suas promessas.
Lembrar que o Céu é o destino final dos que O amam.
Oração:
Maria Santíssima, elevada ao Céu em corpo e alma, ajuda-me a caminhar fielmente nesta vida, para que um dia eu possa participar da glória que Deus te concedeu. Amém.
Leitura do Dia com Fulton Sheen - 16 de Agosto 

Frase de Fulton Sheen:
"Se você não rezar, não terá forças para resistir à tentação."

Meditação:
A vida espiritual é como uma batalha. Sem oração, a alma fica desarmada diante do inimigo invisível. A oração não muda apenas as circunstâncias, mas sobretudo fortalece o coração, dando-lhe clareza, coragem e firmeza. Quando rezamos, não estamos simplesmente falando com Deus — estamos deixando que Ele nos revista de Sua própria força.
Oração breve:
Senhor, ensina-me a rezar todos os dias, mesmo quando eu não sentir vontade. Que a oração seja meu alimento e minha defesa em todas as lutas. Amém.
Leitura do Dia com Fulton Sheen - 21 de Agosto 

Frase de Fulton Sheen:
"Se você não vive para algo maior do que si mesmo, viverá para algo menor."
Comentário:
A vida só encontra plenitude quando é entregue a um propósito que vai além do próprio ego. Quem vive apenas para si acaba no vazio, mas quem vive para Deus e para o próximo descobre a alegria que não passa. O amor é sempre maior do que nós mesmos, e é nele que encontramos sentido.
Aplicação prática:
Hoje, faça um ato concreto de amor gratuito: um gesto de bondade sem esperar nada em troca.
Pequena oração:
“Senhor, livra-me do egoísmo e abre meu coração para viver por Ti e para os outros. Amém.”
Padre Pio e seu Anjo da Guarda

Para ele, o anjo não era uma ideia abstrata, mas uma presença viva, próxima e concreta em todas as fases de sua vida.

Alguns pontos importantes dessa experiência:

1. Desde a infância – Padre Pio já via e brincava com o Anjo da Guarda, mostrando que Deus lhe deu uma sensibilidade especial para perceber o mundo espiritual.

2. Consolação e ajuda – o Anjo cantava para ele quando estava triste, ensinava-o em estudos e até o ajudava a traduzir cartas em línguas que ele não conhecia bem.

3. Combate espiritual – nos momentos de sofrimento, quando era agredido pelos demônios, Padre Pio contava com a assistência do Anjo, que aliviava suas dores e lhe dava força.

4. A carta de 1912 – revela a grande familiaridade entre os dois: Padre Pio até chegou a “repreender” seu Anjo por parecer demorar a socorrê-lo, mas logo percebeu que seu companheiro celestial nunca o abandonava, mesmo quando o deixava passar por provações.

 A frase do Anjo a Padre Pio – “Eu estou sempre perto de você, meu amado jovem...” – é uma mensagem que vale para todos nós. Cada pessoa tem o seu Anjo da Guarda, dado por Deus, para guiar, proteger e inspirar no caminho da fé.
Osmogenesia, ou “perfume de santidade” 

Na vida de alguns santos místicos. No caso de Padre Pio, as testemunhas contam que o perfume podia ser percebido de diferentes formas: para alguns tinha cheiro de flores (rosas, violetas, lírios), para outros lembrava incenso, vinho ou até tabaco. Curiosamente, não era um perfume comum: aparecia de repente, sem causa natural, e muitas vezes servia como sinal de consolo espiritual, de presença ou de intercessão.

Na tradição cristã, o perfume é frequentemente símbolo da graça de Deus e da santidade que se difunde. Por isso, São Paulo escreve em 2Cor 2,15-16 que os cristãos são “o bom odor de Cristo” no mundo:

Para quem acolhe a fé, esse perfume é vida, esperança e alegria;
Para quem rejeita, torna-se sinal de juízo e de perda.
Assim, os “Perfumes de Padre Pio” não são apenas um fenômeno extraordinário, mas remetem a essa realidade espiritual: a santidade deixa marcas, e até um “odor” especial que aponta para Cristo.
O Crucifixo de São Padre Pio

O crucifixo de Padre Pio representa sua profunda união com a Paixão de Cristo. Diante dele, o santo capuchinho encontrava forças para suportar as provações e para oferecer sua vida em sacrifício pela salvação das almas. A ligação com o Crucificado era tão íntima que, por permissão divina, Padre Pio carregou em seu corpo os estigmas de Jesus, sentindo as dores e o sofrimento da Cruz durante grande parte de sua vida.
Mesmo em meio às maiores angústias e padecimentos, Padre Pio não perdeu a fé, não deixou de irradiar paz e jamais abandonou a alegria interior que caracteriza os filhos de São Francisco. Para ele, o crucifixo não era apenas um símbolo, mas um chamado diário a viver unido ao amor redentor de Cristo.
Diante do crucifixo, Padre Pio rezava por todos aqueles que recorriam à sua intercessão, oferecendo suas dores e suas lágrimas para que muitos encontrassem consolo, perdão e esperança. Assim, o crucifixo de Padre Pio permanece como um sinal vivo da vitória do amor sobre o sofrimento e da certeza de que, com Cristo, a Cruz se transforma em caminho de ressurreição.
Aqui estão algumas frases conhecidas de São Padre Pio, refletindo sua espiritualidade profunda e prática da fé:

1. “Nunca perca a paz, mesmo que todos estejam contra você.”

2. “A oração é a melhor arma que temos; é a chave do coração de Deus.”

3. “Aceite tudo o que Deus permitir, mas com amor e paciência.”

4. “Não tenha medo de amar a Jesus; Ele nunca rejeita quem O procura com sinceridade.”

5. “A fé é a força que nos sustenta em todos os momentos da vida.”

6. “Quem tem paciência pode obter tudo; quem não a tem, perde tudo.”

7. “A dor e o sofrimento são permitidos por Deus para nos purificar e aproximar d’Ele.”

8. “Reze, reze muito, e que sua vida seja um reflexo da misericórdia de Deus.”

9. “A confissão frequente é um caminho seguro para a paz da alma.”

10. “Nunca subestime o poder da oração silenciosa e do amor ao próximo.”
DEVEMOS SER "PEQUENO JESUS" COMO SANTA TERESINHA

A Igreja deu-nos uma santa para os nossos tempos, uma jovem freira, Santa Teresinha de Lisieux. Ela nos mostrou o caminho para nos tornarmos santos, um caminho antes de tudo muito simples.

Certa vez, durante uma conversa com o Papa João XXIII, ele me disse: “Sabe, sempre tentei evitar as coisas complicadas da vida. Sempre quero ser simples ”.
E Santa Teresinha queria ser simples em tudo. Ele, portanto, tinha duas regras. A primeira é nunca buscar satisfação e a segunda é fazer tudo, tudo suportar, por amor de Nosso Senhor. (...)

Portanto, voltando ao nosso ponto, digo que para viver nestes tempos difíceis, devemos nos tornar santos. Santo é aquele que torna Cristo amável. Esta é a definição de um santo.
- Fulton Sheen
https://www.facebook.com/share/1KZPyRrVEH/
Na tarde de 30 de setembro de 1897, uma cena inesquecível desdobrava-se na enfermaria do Carmelo de Lisieux. Cercada de toda a comunidade ajoelhada em torno de seu leito de dores, Santa Teresinha do Menino Jesus, fitando os olhos no crucifixo, pronunciava suas últimas palavras nesta terra de exílio:
"Ó eu O amo meu Deus!!
Eu Vos amo!"
Subitamente, seus amortecidos olhos de agonizante, recuperam vida e fixam-se num ponto abaixo da imagem de Nossa Senhora. Seu rosto retoma a aparência juvenil de quando ela gozava de plena saúde. Parecendo estar em êxtase, ela fecha os olhos e expira. Um misterioso sorriso aflora-lhe aos lábios e aumenta a formosura de sua fisionomia.
"Eu não morro, eu entro na Vida."
Havia ela escrito poucos meses antes.
Sua morte, aos 24 anos, foi um reflexo de sua breve existência.
Uma vida de virtude heróica, de amor a Deus e ao próximo, levado a limites extremos e, de sofrimentos suportados, com uma radiante alegria e uma santa despretensão.
Santa Teresinha do Menino Jesus, rogai por nós!
Conta a história de uma freira que um dia espanou uma imagem de Nosso Senhor na capela. Durante seu trabalho, ele a fez cair no chão. Ela o pegou intacto, deu-lhe um beijo e o colocou de volta no lugar, dizendo: "Se você não tivesse caído, não o teria recebido". Eu ficaria surpreso se Nosso Senhor não sentisse o mesmo por nós, pois se nunca tivéssemos pecado, nunca teríamos sido capazes de chamá-lo de Salvador.
- Fulton Sheen
Os cabelos da Virgem de Guadalupe

Os cabelos soltos sob o véu de Nossa Senhora de Guadalupe possuem um simbolismo claríssimo para os astecas: indicavam que a mulher era virgem. Esse era o estilo característico usado pelas jovens donzelas do povo asteca. Assim, a imagem proclama que Maria é Virgem e Mãe, em plena harmonia com a doutrina católica.

O rosto da Virgem de Guadalupe

O rosto de Nossa Senhora não é espanhol nem indígena, mas mestiço, representando uma jovem por volta de 15 ou 16 anos. Isso é profundamente simbólico: em 1531 praticamente não existiam jovens mestiças dessa idade. É, portanto, uma profecia visível da união de dois povos, realizada por Cristo.

Além disso, entre os indígenas olhar alguém diretamente nos olhos era sinal de desafio e agressão. Por isso, Maria aparece com a cabeça levemente inclinada, o gesto náhuatl chamado “itla toloa”. Esse movimento expressa respeito, ternura e acolhimento. Ela nos diz que não somos seus escravos, mas seus filhos amados, por quem ela pensa e intercede sem cessar.
Por fim, a inclinação do rosto comunica algo ainda mais profundo:

 Maria não se apresenta como deusa.
Ela não ergue o rosto como quem exige culto.
Ela se inclina, mostrando humildade.
É uma serva, não uma divindade.

A posição da cabeça inclinada indica que:
Ela adora o Deus verdadeiro,
reverencia Aquele que está em seu ventre,
reconhece que todo poder vem de Deus e não dela,
e convida o povo a fazer o mesmo.
As estrelas do manto da Virgem de Guadalupe

O manto da Virgem não tem estrelas decorativas:
ele é um mapa do céu real.

E isso torna esse detalhe um dos mais incríveis da imagem.

As estrelas correspondem ao céu de 12 de dezembro de 1531

Astrônomos descobriram que o padrão estelar do manto corresponde exatamente à disposição das constelações no amanhecer do solstício de inverno mexicano de 1531, data da aparição.

Mais impressionante:

O manto mostra constelações visíveis do hemisfério norte,

na posição invertida como se vistas não da Terra, mas do ponto de vista de Deus olhando de cima para a Terra.

Isso é teologicamente perfeito:
 é o céu visto do céu.

As estrelas estão nos lugares certos do corpo

As constelações correspondem simbolicamente às partes do corpo da Virgem:

No ombro direito: Virgem

No peito: Leão (onde estaria o coração → o Leão de Judá)

No ventre: Gêmeos (símbolo de duas naturezas → Cristo, Deus e homem)

Na perna: Órion, o caçador, que na simbologia indígena representa o grande guerreiro de luz

Nada disso é aleatório: o corpo da Mãe carrega a linguagem do céu.

Não há pinceladas nas estrelas

Assim como em outras partes da tilma:

as estrelas não têm traço,

não têm contorno,

não mostram depósito de pigmento,

e se comportam como luz refletida, não tinta aplicada.

As estrelas indicam uma mensagem indígena

Para os nahuas, o manto estrelado significava:

“Ela é rainha do céu”

“Carrega em si o Deus que fez o sol, a lua e as estrelas”

Era um golpe direto contra as religiões astecas, que adoravam astros.
A imagem mostrava que ela é maior que o firmamento, mas traz o Deus vivo consigo.

As estrelas têm brilho próprio

Estudos fotográficos mostram que, diferentemente de pigmentos normais:

as estrelas refletem luz com intensidade uniforme,

sem desgaste,

e sem alterar a fibra.

É como se fossem parte natural do tecido, e não aplicadas a ele.
A resposta do Anjo Gabriel à Virgem Maria afirma:

“A força do Altíssimo te cobrirá com sua sombra” (Lc 1,35).

No Antigo Testamento, a “sombra” e a “nuvem” sinalizam a presença de Deus.

Durante o Êxodo, por exemplo:

Deus precedia seu povo na coluna de nuvens (Ex 13,21).

Uma nuvem cobria a tenda onde Moisés entrava para se encontrar com Deus (Ex 40,34-35).

Quando Deus descia sobre o Sinai para falar com Moisés, a montanha era coberta por densa nuvem (Ex 19,16).

Ao dizer que sobre Maria pousou a sombra do Altíssimo, Lucas quer indicar a presença real do próprio Deus nela.

Estamos diante de uma profissão de fé na divindade do Filho de Maria.

Por isso Maria é chamada Arca da Aliança, o Tabernáculo vivo, pois acolhe em si a presença divina.

No Antigo Testamento, o Fiat de Deus cria todas as coisas do nada; agora, o Fiat de Maria (“Eis aqui a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra”, Lc 1,38) torna possível a redenção de toda criatura.

Maria é o templo da Nova Aliança, muito mais precioso que aquele que Davi desejou construir ao Senhor: templo vivo, que não encerra apenas a Arca da Aliança – símbolo da presença divina – mas o próprio Emanuel, “Deus conosco”.

Maria é fidelíssima, totalmente aberta e disponível à vontade do Altíssimo. Pela colaboração de sua fé e obediência, realiza-se o mistério da salvação universal em Cristo Jesus.
O “Milagre de Natal”.

Na noite de 24 para 25 de dezembro de 1886, Santa Teresinha do Menino Jesus recebeu a grande graça de sua conversão interior.
Ela tinha então 13 anos, quase 14. Apesar de já ser adolescente, ainda conservava uma sensibilidade infantil e, segundo o costume europeu da época, colocava seus sapatos junto à lareira, esperando pequenos presentes na noite de Natal. Sem perceber que Teresinha estava ouvindo, seu pai cansado comentou que estava contente, pois aquele seria o último ano em que ela faria aquilo. Para Teresinha, foi um golpe profundo: ouvir isso de seu amado pai, a quem chamava carinhosamente de “meu rei”, feriu-lhe o coração.

Mas foi exatamente ali que ocorreu o milagre. Em vez de se deixar dominar pelo choro e pela sensibilidade excessiva, algo mudou em seu interior. Ela mesma relata que, naquele instante, Jesus a libertou de sua hipersensibilidade e lhe deu uma força de alma nova. Desceu as escadas com serenidade, recebeu os presentes com alegria sincera e, naquele momento, sua alma amadureceu. Ela dirá mais tarde que ali começou sua verdadeira vida espiritual: foi uma cura, uma conversão, uma graça profundamente ligada ao Natal.

Não é por acaso que essa transformação acontece diante do Mistério do Menino Jesus. A partir daí, Teresinha desenvolve uma devoção cada vez mais profunda ao Cristo pequeno, pobre e humilde. Ela compreende que Deus não se impõe pela força, mas se oferece na fragilidade de uma criança. É desse mistério que nascerá sua famosa “pequena via”: o caminho da confiança, da infância espiritual e do abandono total ao amor misericordioso de Deus.

Por isso, ao entrar no Carmelo, tomou o nome de Teresa do Menino Jesus e da Sagrada Face. Para ela, o Natal tornou-se o centro de sua espiritualidade: o Deus que se faz pequeno para ensinar o caminho do amor.
Primeiro Sábado do Ano Com Maria, Mãe do Silêncio e da Fidelidade

Fulton Sheen disse: Maria não foi grande por fazer muitas coisas, mas por fazer a vontade de Deus perfeitamente. No primeiro sábado do ano, ela nos convida a entregar o tempo que se inicia não ao medo do futuro, mas à providência divina. Quem coloca o ano nas mãos de Maria aprende que o sofrimento não é ausência de Deus, mas lugar de fidelidade.
Ela é, dizia Sheen, a mulher do “sim” silencioso, que transforma o cotidiano em oferta e o ordinário em eternidade. Consagrar o primeiro sábado do ano a Maria é pedir a graça de não viver para si, mas para Cristo, como ela viveu.
Que neste novo ano aprendamos com Maria a ouvir mais, a reclamar menos e a confiar sempre. Onde Maria entra, Cristo permanece; e onde Cristo permanece, o ano nunca é vazio, mesmo quando é difícil.
James Fulton Engstrom é o nome do bebê cujo caso foi reconhecido oficialmente pela Igreja Católica como milagre atribuído à intercessão do Venerável Fulton J. Sheen, abrindo caminho para sua beatificação.

Em 16 de setembro de 2010, em Illinois (EUA), James nasceu sem batimentos cardíacos e sem respiração. Durante 61 minutos, médicos tentaram reanimá-lo sem sucesso, e o óbito foi declarado. Diante da situação humanamente irreversível, os pais, Bonnie e Travis Engstrom, rezaram pedindo a intercessão de Fulton Sheen, a quem tinham grande devoção, pedindo que o menino vivesse.
De modo inesperado e sem explicação científica, o coração de James voltou a bater espontaneamente após esse longo período.

Mais impressionante ainda: o menino não apresentou danos neurológicos, algo considerado impossível pela medicina após tanto tempo sem oxigenação.

O caso foi submetido a rigorosa investigação médica, teológica e científica pelo Vaticano. Especialistas independentes confirmaram a ausência de explicação natural, e a Igreja concluiu tratar-se de um milagre verdadeiro, atribuído à intercessão de Fulton Sheen.

Este milagre é visto por muitos fiéis como um sinal claro de que Deus continua agindo na história e confirma a santidade de um dos maiores pregadores católicos do século XX.
O Sagrado Coração de Jesus é uma das devoções mais profundas e tradicionais da fé católica. Ele representa o amor infinito e misericordioso de Cristo por toda a humanidade. Essa devoção une aspectos espirituais, teológicos e simbólicos da vida, paixão e ressurreição de Jesus.

O Sagrado Coração de Jesus simboliza:

Amor incondicional: Um coração que ama até o fim, mesmo diante da rejeição e do pecado humano.

Misericórdia divina: Um coração ferido, mas sempre disposto a perdoar.

Sacrifício redentor: Um coração que sangra por amor, remetendo à crucifixão e ao lado perfurado de Cristo.

Presença viva de Cristo: Um convite ao encontro íntimo com Jesus, especialmente por meio da Eucaristia.
Nas Escrituras, o CRUCIFIXO, e não a cruz nua, está prefigurada.

Javé respondeu a Moisés: FAÇA UMA SERPENTE DE BRONZE E COLOQUE-A SOBRE UM PEDESTAL. Se alguém for mordido e olhar para ela, viverá...E assim Moisés confeccionou UMA SERPENTE DE BRONZE. Nm21,8as.

Em Jo 3,14 ouvimos a interpretação do Senhor do texto de Nm 21: 

O Filho do Homem deve ser levantado como Moisés Levantou A SEPENTE DE BRONZE no deserto, para que todo aquele que crer possa ter a vida eterna no Senhor.

Portanto nossa " Serpente de Bronze " é Cristo : o pedestal é a Cruz. 

Devemos olhar o CRUCIFIXO e não para a cruz nua. Naturalmente, quando honramos a cruz, sempre o fazemos relacionando-a com o Senhor crucificado. A mesma coisa acontece com São Paulo, nos vangloriamos da Cruz ( Gl 6,14). Pora outro lado, a Escritura encoraja os fiéis a olhar " para Aquele que foi transpassado", isto é, Jesus crucificado: Jo 19,37; Zc 12,10.

Não há nada de errado na representação do Crucifixo e na Cruz, porque nenhum dos dois é um ídolo que " adoramos" (Ex 20,25).

Agora se alguém considerar o " crucifixo como uma imagem proibida, também deveria cancelar a cruz pela mesma razão.
As 7 dores de Maria à luz de Fulton Sheen 

O Venerável Fulton Sheen nos ensinou algo profundo: a Virgem Maria não foi uma espectadora passiva da redenção ela participou com amor, fé e sofrimento unidos ao seu Filho, .

Maria sofreu tudo o que Jesus sofreu… não no corpo, mas no coração de Mãe.

Desde a profecia de Simeão, quando ouviu que uma espada atravessaria sua alma, até o silêncio do sepulcro, cada dor foi um “sim” renovado à vontade de Deus.

Para Sheen, as dores de Maria revelam: Um amor que não foge do sacrifício - Uma fé que permanece na escuridão - Uma entrega total ao plano de Deus

Na fuga para o deserto, no desespero de perder o Menino, no encontro doloroso no caminho do Calvário, na cruz, e ao receber o corpo de seu Filho… Maria viveu o verdadeiro martírio do coração. (Martírio da alma)
Ele dizia:“Antes de haver um altar no Calvário, houve um altar no coração de Maria.”
 As dores de Maria nos ensinam que: 
O sofrimento, quando unido a Deus, não é em vão.Amar de verdade exige entrega.E confiar em Deus, mesmo sem entender, é o caminho da santidade.
Que a Virgem das Dores nos ensine a permanecer firmes na fé, mesmo nas cruzes da vida. 
"A maior história de amor de todos os tempos está contida na Eucaristia". 

-Fulton Sheen

Deus não apenas amou a humanidade à distância, mas quis permanecer presente, próximo e acessível.

Na Eucaristia, não se trata apenas de um símbolo ou lembrança, mas de uma entrega real e contínua. É o mesmo Cristo que se ofereceu na cruz que se dá como alimento espiritual. Esse gesto revela um amor que não se esgota no sofrimento do Calvário, mas que se prolonga no tempo, alcançando cada geração, cada pessoa, de forma íntima e pessoal.

Enquanto muitas histórias de amor humanas são marcadas por limites, falhas e fins, a Eucaristia apresenta um amor absoluto: fiel mesmo diante da indiferença, silencioso mesmo quando ignorado, e constante mesmo quando não correspondido. É um amor que se doa sem exigir, que se esconde na simplicidade do pão e do vinho, mas que carrega uma grandeza infinita.
Ali, Deus se faz pequeno para que o homem possa se aproximar. Ele se torna alimento para sustentar, fortalecer e transformar. É um amor que não apenas fala, mas se entrega; não apenas promete, mas permanece.

Por isso, a Eucaristia não é apenas um rito é um encontro. Um encontro com o Amor que se deixou partir para poder ser partilhado, que se deixou consumir para poder dar vida. E é nesse mistério silencioso que se encontra, de fato, a maior história de amor já escrita.
Santa e Feliz Páscoa!

A todos os amigos de Fulton Sheen, desejo que esta Páscoa seja um tempo de renovação profunda na fé e no amor de Cristo.

"A Cruz nos revela que, se não houver Sexta-Feira Santa em nossa vida, nunca haverá Domingo de Páscoa. A menos que haja uma coroa de espinhos, nunca haverá uma auréola de luz. A menos que haja um corpo açoitado, nunca haverá um corpo glorificado. A morte do eu inferior é a condição para a ressurreição do eu superior."

Que Cristo Ressuscitado ilumine nossos caminhos e nos conceda a verdadeira paz.
Santa e Feliz Páscoa!
A Sagrada Escritura nos anunciou: "Então aparecerá no céu um grande prodígio, uma Mulher que terá o sol por manto" (Apocalipse, 12, 1).

Durante séculos e séculos a Igreja disse em seus cânticos a Maria: "Electa ut Sol", belo como o sol, que dá a volta ao mundo espalhando sua luz por toda parte, exceto onde os homens se resguardam, aquecendo o que está frio, abrindo os botões transformá-los em flores e dar força ao que está enfraquecido. Fátima não é um aviso, mas uma esperança!

Enquanto o homem pega o átomo e o desintegra para aniquilar o mundo, Maria move o sol como um brinquedo pendurado em seu pulso para convencer o mundo de que Deus lhe deu um enorme poder sobre a natureza, mas não para a morte, mas para a luz, vida e esperança.

Maria é o elo de ligação e nos garante que não seremos destruídos porque a própria usina atômica, o sol, é um brinquedo em suas mãos.

Da mesma forma que Cristo atua como Mediador entre Deus e o homem, a Virgem atua como Mediadora entre o mundo e Cristo.

Uma terceira guerra mundial não é necessária, e será ainda menos necessária se colocarmos a Mulher contra o átomo.

- Fulton Sheen
O ESPÍRTO SANTO NÃO É UMA "FORÇA", MAS UMA PESSOA DIVINA.

O Espírito Santo não pode ser reduzido a uma simples força impessoal. As Sagradas Escrituras revelam claramente que Ele possui personalidade, isto é, características próprias de um ser pessoal, e não de uma energia abstrata.

01. Os atributos da personalidade do Espírito Santo

A Bíblia atribui ao Espírito Santo os três elementos fundamentais da personalidade:

a) Inteligência (capacidade de conhecer):
“Porque o Espírito penetra todas as coisas, até mesmo as profundezas de Deus” (1Cor 2,10).
b) Vontade própria ou volição (capacidade de escolher e desejar):
“Mas um só e o mesmo Espírito opera todas estas coisas, distribuindo-as particularmente a cada um como quer” (1Cor 12,11).
c) Sensibilidade ou emoção (capacidade de amar, alegrar-se ou entristecer-se):
“E não entristeçais o Espírito Santo de Deus, no qual fostes selados para o dia da redenção” (Ef 4,30).

Esses atributos não podem ser aplicados a uma força impessoal, mas apenas a alguém que é verdadeiramente pessoa.

02. Atividades pessoais atribuídas ao Espírito Santo

As Escrituras também atribuem ao Espírito Santo ações que só podem ser realizadas por uma pessoa:

Fala: Ap 2,7
Ensina: Jo 14,26
Testemunha: Jo 15,26
Ordena e envia: At 13,2
Intercede: Rm 8,26
Guia: Rm 8,14

Essas ações confirmam que o Espírito Santo age com consciência, intenção e autoridade.

03. Nossa relação com o Espírito Santo

Por ser uma Pessoa, o Espírito Santo pode ser tratado de modo digno ou indigno. A Bíblia adverte que certas atitudes humanas O ofendem:

Entristecer: Is 63,10; Ef 4,30
Blasfemar: Mt 12,31–32
Rebelar-se contra Ele: Is 63,10
Resistir: Gn 6,3
Ultrajar (fazer agravo): Hb 10,29
Apagar Sua ação: 1Ts 5,19
Mentir ao Espírito Santo: At 5,3–4

Nada disso faria sentido se o Espírito Santo fosse apenas uma força.

04. A divindade do Espírito Santo

As Escrituras ensinam claramente que o Espírito Santo é Deus. Nele encontram-se os atributos próprios da divindade:
Eternidade: Hb 9,14
Onipotência: Gn 1,2; Lc 1,35; Rm 8,11
Onipresença: Sl 139,7
Onisciência: 1Cor 2,10
Obra da Criação: Jó 33,4; Sl 104,30
Portanto, o Espírito Santo não é uma criatura, nem uma força criada, mas verdadeiro Deus, consubstancial ao Pai e ao Filho.

Mesmo que alguém tentasse afirmar que o Espírito Santo fosse apenas uma “força” em Deus, essa ideia levaria a um grave erro: Um Deus “sem Espírito” não seria perfeito. 

A Revelação cristã ensina que Deus é Trindade:

Pai, Filho e Espírito Santo, três Pessoas distintas, um só Deus verdadeiro.

Negar a personalidade e a divindade do Espírito Santo é negar o testemunho claro das Escrituras e da fé cristã desde os tempos apostólicos.