CONTATO
quinta-feira, 2 de julho de 2026
quarta-feira, 1 de julho de 2026
BOLETINS DO PADRE REGINALDO DO ANO DE 2026
Filhos e filhas,
Um abençoado e feliz 2026! Que o Espírito Santo seja nossa companhia constante ao longo de todo este ano, conduzindo nossos passos para que permaneçamos firmes no caminho do Senhor.
Quero refletir com vocês sobre a importância da alegria em nossas vidas. E não por falta de outros temas, mas justamente por ser um assunto que exige nossa atenção constante, proponho essa reflexão nesta primeira mensagem de 2026. A alegria cristã não é algo superficial nem passageiro; ela nasce de uma experiência profunda com Deus.
Somos chamados a viver a alegria dos Reis Magos que, ao verem novamente a estrela, ficaram radiantes de alegria (cf. Mt 2,10). Alegraram-se porque reencontraram o caminho, porque perseveraram na busca e puderam chegar até o Deus Menino, envolto em faixas, para adorá-Lo e oferecer seus presentes. Essa alegria é fruto da fidelidade e da confiança.
Devemos também nos alegrar como as mulheres na madrugada da Ressurreição que, ao encontrarem o túmulo vazio, correram cheias de alegria para anunciar aos discípulos que Jesus está vivo (cf. Mt 28,8). Essa é a alegria que transforma, que move, que impulsiona à missão.,
A alegria nos enche de energia e entusiasmo. A própria origem da palavra entusiasmo nos ajuda a compreender isso: significa “ter um deus dentro de si”, “ter alma”, “ter ânimo”. A alegria é um estado interior pleno, que nasce quando experimentamos a presença de Deus agindo em nossa vida.
São Paulo nos exorta a sermos alegres no Senhor. Por isso, precisamos cultivar a alegria todos os dias. Precisamos exercitar a surpresa boa, aquela capacidade de nos deixar tocar por Deus nas pequenas coisas. Não é maravilhoso quando, de repente, descobrimos um novo ensinamento ou compreendemos, pela primeira vez, um sentido mais profundo de uma passagem bíblica?
Muitas pessoas já partilharam comigo dizendo: “Padre, eu já tinha lido esse texto tantas vezes, mas quando o senhor explicou daquela forma, eu parei, refleti e compreendi algo que antes não percebia”. Esse processo da descoberta alegre também acontece comigo. Ao reler a Palavra de Deus, quantas vezes os versículos parecem saltar aos olhos, revelando novos significados. Essa ação do Espírito Santo alegra profundamente o meu coração.
Essa alegria simples nos prepara para a alegria plena que um dia viveremos em Deus. Por isso, precisamos estar atentos: o mundo oferece prazer, não alegria. Cria expectativas exageradas e responde a elas com frustrações. Deus, ao contrário, gera alegria verdadeira, que sustenta e permanece.
O próprio Catecismo da Igreja Católica nos ensina onde está a fonte dessa alegria: reconhecer que somos totalmente dependentes de Deus. Ele não nos abandona, mas a cada instante nos mantém no ser, nos sustenta e nos conduz. Reconhecer essa dependência é fonte de sabedoria, liberdade, confiança e alegria (cf. CIC 301).
Que neste ano que se inicia possamos permanecer alegres, conscientes de que somos criaturas amadas, cuidadas e sustentadas por Deus.
Deus abençoe,
Padre Reginaldo Manzotti
Boletim do dia 14 de Janeiro de 2026
“Tudo posso naquele que me fortalece” (Fl 4,13).
Inicio a mensagem desta semana com o lema do meu sacerdócio, porque nesta quarta-feira, dia 14, completo 31 anos de vida sacerdotal. Antes de qualquer coisa, quero agradecer a Deus. Foi Ele quem me chamou, foi Ele quem confiou em mim. Sou realizado, sou feliz como padre, e não me canso de repetir, porque é verdade: se eu nascesse de novo, padre eu seria.
Agradeço também a todas as pessoas que partilham comigo a alegria de celebrar esses 31 anos de sacerdócio. De modo especial, agradeço à minha família. Meu pai, vicentino, e minha mãe, do Apostolado da Oração, são para mim exemplos concretos de fé, de entrega e de espiritualidade. Muito do que sou nasceu nesse chão simples e fecundo.
Quando Deus me chamou, Ele me confiou uma missão da qual eu ainda não tinha plena consciência. Entrei no seminário aos 12 anos, idade em que ninguém sabe exatamente o que quer da vida. Mas Deus sabia. E Ele chamou. Assim como aconteceu com Samuel, Deus falou, mas foi preciso aprender a escutar. Samuel precisou do ouvido atento de Eli para reconhecer a voz do Senhor. Eu tive essa graça: muitos ouvidos treinados, muitas pessoas que me ajudaram a discernir, orientar e confirmar o chamado de Deus na minha vida.
Tenho consciência de que ninguém segue a Deus de uma só vez. A vocação se revela aos poucos. O que Deus sonhou para mim, eu nunca sonhei. O que Ele pensou foi infinitamente maior do que eu poderia imaginar. Reconheço minhas fragilidades, mas, inspirado em São Paulo, eu não fico olhando para trás. Eu corro, eu avanço, eu busco o prêmio que é Nosso Senhor Jesus Cristo. Evangelizar não é apenas uma missão, é uma urgência. Tenho pressa de falar de Deus, pressa de anunciar a Boa Nova, pressa de levar esperança.
Louvo a Deus por sua paciência comigo. Ele espera o tempo da maturidade e se vale das minhas fraquezas para manifestar a sua grandeza. Isso é muito claro para mim: onde a fraqueza é maior, aí se revela ainda mais a força de Deus.
Quero louvar profundamente a Igreja que me ordenou. Ninguém se ordena a si mesmo. A Igreja viu em mim sinais vocacionais e disse: este pode ser padre. Sou muito grato aos frades carmelitas. Recebi muito da Ordem do Carmo: formação, disciplina, espiritualidade e uma mãe que me acompanha até hoje, Nossa Senhora do Carmo. Mesmo não estando mais no Carmelo, a Mãe continua comigo.
Saí de Paraíso do Norte, uma cidade simples, para chegar a uma evangelização que hoje alcança capitais, milhares de emissoras, uma TV com alcance nacional e internacional. Isso só pode ser obra de Deus. Sou prova viva de que, quando Deus quer, Ele faz, e quando nós deixamos, Ele conduz.
Agradeço a todos vocês que sonham comigo e tornam esse sonho realidade, agora juntos conquistando um terreno que chamamos Nossa Terra Prometida, lugar de prodígios e graças de Deus. Somos todos vocacionados.
Cada pessoa que ajuda a Obra Evangelizar é Preciso faz parte dessa missão. Estou entregando minha vida por esta obra de evangelização e caridade. Muitas vezes não são oito, mas doze, quatorze horas de trabalho diário. Estou oferecendo o que tenho de melhor: meu tempo, minha força, meu vigor. É tempo de plantar, e vocês são os instrumentos que Deus usa para que essa obra exista e floresça.
Este Santuário é a minha casa. Depois de tantas viagens e tanto cansaço, é aqui que me sinto em família. Ao olhar para vocês, descanso o coração. Louvo a Deus por todos os colaboradores e por essa relação de comunhão que nos une.
Enquanto Deus me permitir viver, quero ser esse intermediário: ouvido atento à voz de Deus, olhar fixo em Jesus, o Cordeiro de Deus. Que Ele continue me usando para a sua glória e para o bem do seu povo.

Filhos e filhas,
Nesses dias de Quaresma, me deparei com esse ensinamento do nosso Papa Leão XIV:
“O verdadeiro problema da fé não é acreditar ou não acreditar em Deus, mas procurá-Lo! Ele deixa-se encontrar pelo coração que O procura e, talvez, a distinção correta a fazer não seja tanto entre crentes e não crentes, mas entre aqueles que procuram e aqueles que não procuram Deus”.
Essa foi uma resposta do Papa a uma carta de um poeta que se dizia “um ateu que ama a Deus”. Na resposta, Leão XIV lembra de Santo Agostinho e diz que “não pode ser ateu quem ama a Deus, quem O busca com coração sincero”. E é baseado nesse ensinamento do Papa que faço a mensagem dessa semana.
A vida é busca e encontro. Nossa grande busca é Deus, Ele é o Amado de nossa alma, como diz São João da Cruz, num dos seus poemas espirituais:
“Buscando meu Amor, meu Amado, vou por montes e vales, sem temer mil perigos. Nem flores colherei no caminho, pois segui-lo é preciso sem deter-me ou parar. Já não tenho outro ofício, só amar é o exercício. Solidão povoada, presença amorosa do Amado. Viver ou morrer, sem Ele eu não quero ser”! (São João da Cruz)
Busquemos encontrar Deus e Ele se deixará encontrar. O próprio Deus nos diz, através do profeta Jeremias: “Vocês me procurarão e me encontrarão se me buscarem de todo o coração” (Jr 29,13).
Não importa se é como nos diz a Parábola dos trabalhadores da vinha (Mt 20,1-16), ao amanhecer, ao meio dia ou ao entardecer de nossa existência vamos ter um encontro com Deus, se não pelo amor, pela dor. Deus espera pacientemente que o pecador se converta e se volte para Ele.
E assim como Papa Leão XIV, cito Santo Agostinho. Ele deu um trabalho imenso para sua mãe Santa Mônica. Ele era da “pá virada”, chegou a ter um filho com uma prostituta, era ateu e precisou ser forjado com muito custo por Deus para se tornar um homem de fé. Depois de sua experiência com Deus, Santo Agostinho diz que nossa alma foi feita para Deus e não encontraremos a paz enquanto não repousarmos em Deus. Santo Agostinho é o reflexo do anseio de todos nós.
“Tarde te amei Senhor. Tarde te amei, ó beleza tão antiga e tão nova, tarde te amei! Eis que estavas dentro e eu fora. Estavas comigo e não eu contigo. Exalaste perfume e respirei. Agora anseio por ti. Provei-te e tenho fome e sede. Tocaste-me e ardi por tua paz”.
Jesus nos revelou o Pai, Ele é o caminho que nos leva ao Pai. Ele é a luz que dissipa as trevas. Ele disse eu vim como luz (cf. Jo 12, 46), mas o mundo preferiu as trevas. Quem vive no pecado não quer luz. Todos fomos crianças e quem tem filhos sabe que quando a criança é arteira e apronta alguma coisa errada, entra dentro de casa e vai pelos cantos escuros para não ser vista, para não chamar a atenção e passar sem levar bronca e ser castigada. É a mesma coisa quem anda no pecado. Não quer luz, não quer discernimento, quer se afastar da Igreja, quer se afastar dos sacramentos, das pessoas de bem.
Pecado gera pecado, quem está no meio do pecado quer andar na escuridão do pecado, para que a podridão não venha à tona. Então, se aproximar da luz de Jesus significa olhar para nossa própria podridão, olhar para nossos pecados e dizer: “Sou eu, Senhor. Dissipe as trevas da minha vida”.
Jesus é verdade! Não a verdade do mundo que é idêntica a analgésico, tira a dor, mas não cura. A verdade do mundo fascina, ludibria, cega e engana. A verdade de Deus, muitas vezes dói, mas sempre liberta. A felicidade que buscamos e que sei que todos buscamos, só encontraremos em Deus, por Jesus. Não depositemos a razão de nossa felicidade em pessoas, não arrisquemos todos os trunfos da nossa vida em alguém. Arrisquemos em Deus, Ele é fiel.
Busquemos a luz sem trevas, a verdade sem mentiras, a felicidade absoluta que é Deus, em Cristo Jesus.
Deus abençoe,
Padre Reginaldo Manzotti
Filhos e filhas,
Convertei-vos e crede no Evangelho! (Mc 1,15)
É isso mesmo, filhos e filhas, já estamos na Quaresma, tempo favorável! No início desse tempo, recebemos as cinzas em sinal de que aceitamos e queremos fazer uma caminhada de purificação, de arrependimento e de conversão.
Ao recebermos a Imposição das Cinzas, lembramo-nos da nossa condição humana, cheia de incoerências, fraquezas, infidelidade. O gesto da Imposição das Cinzas é externo, mas deve ser fruto de uma vontade interna de mudança e conversão.
As cinzas são dos ramos bentos do ano anterior e cada um, ao recebê-las, deve ter em seu coração a vontade de se voltar para Deus e se deixar reconciliar com Ele. É o próprio Deus quem nos dá essa oportunidade, esse presente e nos propicia essa reconciliação. Como diz São Paulo: “Em Nome de Cristo nós vos suplicamos deixai-vos reconciliar com Deus” (2Cor 5,20b).
Esse é o sentido da Quaresma; nos permitir reconciliar com Deus através daquilo que nos diz a profecia de Joel: rasgando o coração (cf. Jl 2,13). É muito forte! Não é abrir o coração, é rasgar o coração. É dizer: “Senhor eu não sou nada. Eu rasgo meu coração e me derramo na Vossa presença. Eu rasgo meu coração e tiro todas as resistências à minha conversão”.
Jamais devemos olhar a Quaresma como um fardo pesado, mas sim como escreveu São Paulo na Segunda Carta aos Coríntios, que no momento favorável Deus nos ouviu e no dia da salvação, Ele nos socorreu. É agora o momento, é agora o dia da salvação (2Cor 6,2).
Tempo de Quaresma é o tempo favorável. É o tempo de conversão. É a volta à casa do Pai. É o tempo em que a nossa abertura para Deus nos faz reconciliar com Ele. É o tempo também de grandes batalhas e tribulações. Então permaneçamos cada vez mais perto de Deus para que consigamos vencer todas as lutas que nos forem apresentadas.
Filhos e filhas, muitas vezes o Inimigo quer nos afastar de Deus através do pecado, e o pecado nos aniquila, nos vicia e a Quaresma é o tempo oportuno de ajustar a nossa vida com a proposta de Deus. É o tempo de graça e de retiro, para a reflexão e conversão espiritual.
Deus quer se reconciliar conosco, porque Ele nos amou primeiro. Se alguém virou as costas, fomos nós, não Deus! O esforço da Quaresma é se deixar tocar por Deus e se deixar envolver pela Sua misericórdia. Logo não sejamos indiferentes e deixemos Deus, no seu Espírito, nos provocar.
Por isso, eu sugiro que, o propósito para a Quaresma desse ano seja diferente. Além de suprimir comidas e bebidas específicas, mais que isso é fazer o sacrifício que Deus nos propõe. Quaresma é tempo favorável para a graça, a cada ano, devemos ser pessoas melhores e esse deve ser também o intuito da Quaresma, criar novos hábitos, para sermos homens e mulheres renovados em Cristo.
Papa Leão XIV nos convida nessa Quaresma a uma forma de abstinência “muito concreta e frequentemente pouco apreciada”, ou seja, a abstinência de palavras que atingem e ferem o nosso próximo.
“Comecemos por desarmar a linguagem, renunciando às palavras mordazes, ao juízo temerário, ao falar mal de quem está ausente e não se pode defender, às calúnias.”
O Papa propõe aprender a medir as palavras e a cultivar a gentileza na família, entre amigos, nos locais de trabalho, nas redes sociais, nos debates políticos, nos meios de comunicação social e nas comunidades cristãs. “Assim, muitas palavras de ódio darão lugar a palavras de esperança e paz.”
Que saibamos viver bem esse tempo, muito propício para lembrar a Infinita misericórdia de Deus e que tenhamos uma santa e frutífera Quaresma.
Deus abençoe,
Padre Reginaldo Manzotti
Filhos e filhas,
“Deus amou de tal forma o mundo, que lhe deu seu Filho único, para que todo o que n’Ele creia não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3,16).
Nós amamos porque Deus nos amou primeiro (cf. 1Jo 4,19). Somos constantemente perdoados por Deus, que nos amou primeiro. E, porque somos perdoados e amados por Deus, devemos também perdoar.
E qual a medida do perdão? Pedro chega para Jesus e faz essa pergunta: “Senhor, quantas vezes devo perdoar?” (cf. Mt 18,21). E é impressionante que Pedro faz a pergunta e nem espera resposta, ele mesmo sugere: “Até sete vezes?” (Mt 18,19,21). Como ele foi afobado na resposta e mostrou que ele não compreendeu o mestre, Jesus explicou: “Oh! Pedro! Não sete, mas setenta vezes sete, isto é, sempre!" (cf. Mt 18,22).
É importante perceber isso, pois se trata de perdoar muitas vezes a mesma pessoa, às vezes pelos mesmos erros, pelos mesmos equívocos. Isso exige tolerância, isso exige misericórdia. Mas também pede força de vontade e empenho, porque, na maioria das vezes, trata-se de pessoas mais próximas. Primeiro, porque as atitudes de outras pessoas não nos causam tanto sofrimento e decepção quanto aquelas de quem amamos e, por isso, não esperamos receber um tratamento hostil ou deliberadamente prejudicial. Em segundo lugar, porque, muitas vezes, nesses casos, o perdão exige reconstruir a confiança, a convivência e o próprio relacionamento.
Sem querer ser egoísta ou incentivar o egoísmo, ao perdoar não devemos nos preocupar se o outro vai mudar. Não devemos nos preocupar com os efeitos que o nosso perdão vai provocar, se trará a pessoa de volta, se restaurará a amizade ou se ela também irá nos perdoar. A reconciliação é uma consequência do perdão que nem sempre acontece. O amor, para ser vivido, precisa ser recíproco; o perdão pode ser unilateral. Isso não significa que o outro precise nos perdoar, significa que nós vamos perdoar. É diferente. O perdão deve ser gratuito, unilateral. Não se devem impor condições para perdoar. Deus não age assim conosco; por mais egoístas, miseráveis e pecadores que sejamos, Ele sempre nos perdoa.
O perdão deve acontecer, principalmente por se tratar de um preceito de Nosso Senhor. Sejamos sinceros: ao perdoar, não agimos apenas movidos por amor, complacência ou benevolência; perdoamos porque foi isso que Jesus nos pediu. Quem se fecha à graça do perdão fica preso ao passado, à dor, à mágoa, à raiva e, às vezes, até ao desejo de vingança, sentimentos tóxicos que acabam bloqueando o futuro. Além disso, podem provocar doenças psicossomáticas, pois diminuem a imunidade do organismo e abrem espaço para enfermidades oportunistas.
Há também aqueles que encontram dificuldade para perdoar, porque ainda não compreenderam que perdoar não significa desculpar ou minimizar a ofensa sofrida e fingir que nada aconteceu. Agir assim é mascarar o problema, como colocar um curativo sobre uma ferida que ainda está suja. Ela pode até parecer cicatrizada, mas, por baixo da casca, a infecção permanece. Insisto: a ferida precisa ser limpa, precisa sangrar, para que possa cicatrizar.
Desculpar não é perdoar, e o perdão só cura quando reconhecemos a dor, conversamos sobre a ofensa e, mesmo admitindo ao outro que ele agiu mal e nos feriu, escolhemos não alimentar a tristeza, não guardar ressentimentos e, em Deus, perdoamos suas fraquezas e limitações.
Pode parecer difícil, mas, se fizermos de Jesus a nossa rocha firme, teremos a graça de conseguir perdoar e também de sermos perdoados.
Deus abençoe,
Padre Reginaldo Manzotti
Filhos e filhas,
Já estamos na terceira semana da Quaresma, isso mesmo, Carnaval já acabou e precisamos viver plenamente esse tempo se quisermos ressuscitar novas pessoas no domingo da Páscoa do Senhor.
E essa preparação obrigatoriamente passa pela confissão. O Sacramento da Reconciliação é um convite a fazer a experiência da misericórdia pelo perdão, por intermédio do sacerdote que age em nome de Deus e da Igreja.
Nosso Senhor Jesus Cristo, sabendo de nossas fraquezas, instituiu o sacramento da confissão e escolheu seus representantes, dando-lhes o poder de perdoar os pecados em Seu nome, como ensina São João: “Jesus soprou sobre eles, dizendo: ‘Recebam o Espírito Santo. Os pecados daqueles que vocês perdoarem, serão perdoados. Os pecados daqueles que vocês não perdoarem, não serão perdoados’” (Jo 20, 22b-23).
Jesus já havia dito em outra ocasião: "Tudo quanto ligardes na terra será ligado no céu, e tudo quanto desligardes na terra será desligado também no céu" (Mt 18, 18). Sendo assim, o sacerdote não age em seu nome, mas com a autoridade concedida por Jesus. Ou seja, mesmo sendo uma pessoa sujeita ao pecado, como todas as outras, ele atua em nome de Deus e da Igreja para absolver os pecados. É instrumento do perdão de Deus, e o fato de também possuir fraquezas o faz compreender a conduta humana e sua inclinação ao pecado, não se colocando na posição de juiz intransigente. Vale mencionar ainda que, segundo o cânon 1388, o segredo de confissão é inviolável.
Costumo dizer que a confissão é um banho espiritual que lava a alma. Da mesma forma que é preciso tomar banho todos os dias para manter o corpo limpo, há a necessidade de confessar-se para garantir a limpeza espiritual. A confissão apaga completamente os pecados, mesmo os mortais, e concede a graça santificante. Aumenta os méritos diante do Criador e permite desenvolver todas as virtudes, além de proporcionar tranquilidade de consciência, alívio das mágoas e consolo espiritual.
Para realizar uma confissão adequada, são necessárias, pelo menos, cinco condições:
1. Fazer um exame de consciência, que consiste em lembrar os pecados mortais cometidos desde a última confissão. Para que seja caracterizado pecado mortal ou matéria grave (praticar ato que caracterize grande ofensa aos Mandamentos de Deus e da Igreja) é necessário: conhecimento (estar ciente, saber que o ato a ser praticado é pecado); consentimento (ter tempo para refletir e, mesmo assim, cometer o pecado por livre e espontânea vontade). Quando falta um só adjetivo a esses 3 requisitos, é pecado venial ou leve.
2. Estar sinceramente arrependido por ter ofendido a Deus e ao próximo.
3. Ter o firme propósito de não cometer mais o(s) erro(s), confiando no auxílio da graça de Deus.
4. Confessar objetivamente os próprios pecados e não o dos outros.
5. Cumprir a penitência que o confessor indicar.
Confesse seus pecados com a fé em Jesus Cristo. E, lembre-se:
“Se confessarmos nossos pecados, fiel e justo é Ele para perdoar-nos e purificar-nos de toda iniquidade" (1 João 1, 9).
Que o Espírito Santo ilumine e impulsione sempre à confissão principalmente neste tempo de Quaresma.
Deus abençoe,
Padre Reginaldo Manzotti
Boletim do dia 18 de Março
Filhos e filhas,
Amanhã, dia 19 de março, a Igreja celebra a Festa de São José, esposo da Virgem Maria, Padroeiro da Igreja Católica, como elevado pelo Papa Pio IX em 1870. Nessa data, a Igreja celebra esse santo homem, silencioso e obediente. Nós da Obra Evangelizar o temos como protetor, pois esse santo é referência nas causas temporais, para que nunca nos falte recursos na evangelização.
Eu particularmente, tenho muita devoção a São José e cada vez mais aprendo com esse grande santo. São José é apresentado como um homem justo que observa a lei, um trabalhador, humilde e apaixonado por Maria, como nos ensinou Papa Francisco.
Diante do incompreensível, São José prefere colocar-se de lado, mas depois Deus lhe revela a sua missão. E assim José abraça a sua tarefa, o seu papel, e acompanha o crescimento do Filho de Deus, sem julgar. Ele ajudou Jesus a crescer, a se desenvolver. Assim procurou um lugar para que o filho nascesse; cuidou dele; ajudou-o a crescer; ensinou-lhe a profissão e certamente muitas outras coisas.
Em todos lugares procuro ter uma imagem de São José dormindo, propago o que aprendi com o Papa Francisco: “No meu escritório, eu tenho uma imagem de São José dormindo, e dormindo, ele cuida da Igreja. Quando eu tenho um problema ou uma dificuldade, e o escrevo em um papelzinho e o coloco embaixo da imagem de São José, para que ele sonhe sobre isso. Isso significa: para que ele reze por este problema”. (Encontro com as famílias filipinas em Manila, em janeiro de 2015).
São José, mesmo dormindo, continua intercedendo por nós, pelas famílias e pela Igreja. O culto a São José começou no século IX e um dos primeiros títulos que utilizaram para honrá-lo foi “nutritor Domini”, que significa “guardião do Senhor”.
No Experiência de Deus, junto com a novena, estamos vivendo a experiência do Cordão de São José, um verdadeiro caminho de oração e perseverança, no qual somos convidados a rezar durante 30 dias, apresentando nossas intenções e confiando na intercessão de São José, enquanto refletimos as sete dores e alegrias do santo Patriarca.
É gratificante acompanhar tantos testemunhos que não param de chegar, relatando graças e bênçãos alcançadas ao longo dessa caminhada de fé, vivida com confiança e entrega a Deus.
Por isso, convido todos a fazerem essa experiência, meditando sobre as dores e alegrias de São José, que nos ajudam a conhecê-lo mais profundamente e a compreender que, assim como nós, ele também enfrentou desafios, mas permaneceu fiel ao Senhor.
Primeira Dor: Maria, sua mãe, estava prometida em casamento a José, e, antes de viverem juntos, ela ficou grávida pela ação do Espírito Santo (Mt 1,18).
Primeira Alegria: O anjo do Senhor apareceu-lhe, em sonho, e lhe disse: José, Filho de Davi, não tenhas medo de receber Maria como tua esposa, porque ela concebeu pela ação do Espírito Santo (Mt 1, 20-21).
Segunda Dor: Veio para o que era seu, e os seus não o acolheram (Jo 1,1).
Segunda Alegria: Foram às pressas a Belém e encontraram Maria e José, e o recém-nascido, deitado na manjedoura (Lc 2,16).
Terceira Dor: Quando se completaram os oito dias para a circuncisão do menino, deram-lhe o nome de Jesus, como fora chamado pelo anjo antes de ser concebido (Lc 2,21).
Terceira Alegria: A quem porás o nome de Jesus, será chamado Filho do Altíssimo..., e o seu reino não terá fim (Lc 1, 31 e 32).
Quarta Dor: Simeão os abençoou e disse a Maria, a mãe de Jesus: Este menino vai ser causa tanto de queda como de reerguimento para muitos em Israel. Ele será um sinal de contradição. Assim serão revelados os pensamentos de muitos corações (Lc 2, 34).
Quarta Alegria: Porque meus olhos viram a tua salvação, que preparaste diante de todos os povos: luz para iluminar as nações (Lc 2, 30.32).
Quinta Dor: O Anjo do Senhor apareceu em sonho a José e lhe disse: Levanta-te, pega o menino e sua mãe e foge para o Egito! Fica lá até que eu te avise! (Mt 2,13).
Quinta Alegria: Ali ficou até à morte de Herodes, para se cumprir o que o Senhor havia dito pelo profeta: 'Do Egito chamei o meu Filho' (Mt 2,15).
Sexta Dor: José levantou-se, pegou o menino e sua mãe, entrou na terra de Israel. Mas, quando soube que Arquelau reinava na Judeia, no lugar de seu pai Herodes, teve medo de ir para lá (Mt 2, 22).
Sexta Alegria: Depois de receber um aviso em sonho, José retirou-se para a região da Galileia, e foi morar numa cidade chamada Nazaré. Isso aconteceu para se cumprir o que foi dito pelos profetas: Ele será chamado Nazareno (Mt 2,23).
Sétima Dor: Começaram a procurá-lo entre os parentes e conhecidos. Não o tendo encontrado, voltaram para Jerusalém à sua procura (Lc2, 44).
Sétima Alegria: Três dias depois, O encontraram no Templo. Estava sentado no meio dos mestres, escutando e fazendo perguntas (Lc 2,45).
Que ao contemplarmos as dores e alegrias de São José, possamos também aprender a confiar nos desígnios de Deus, mesmo quando não compreendemos os caminhos que Ele nos apresenta. São José nos ensina o silêncio que escuta, a obediência que acolhe e a fé que persevera.
E, assim como ele, que sejamos capazes de cuidar daquilo que Deus nos confia: nossa família, nossa missão e nossa própria vida espiritual. Que não nos falte coragem diante das dificuldades, nem gratidão nas alegrias, mas, em tudo, um coração fiel ao Senhor.
Peçamos hoje, com confiança, a intercessão desse grande santo, para que ele continue passando à frente de nossas causas, abrindo portas, sustentando nossas necessidades e conduzindo-nos sempre mais perto de Jesus.
Deus abençoe,
Padre Reginaldo Manzotti
Filhos e filhas,
Nesta mensagem quero convidar a uma reflexão sobre a Anunciação do Senhor, uma festa natalina comemorada dia 25 de março. Essa celebração nos apresenta Maria, que sempre nos é um modelo de fé.
Sobre isso disse Santo Agostinho: “Mais bem-aventurada, pois, foi Maria em receber Cristo pela fé do que em conceber a carne de Cristo. A consanguinidade materna, de nada teria servido a Maria, se Ela não se tivesse sentido mais feliz em acolher Cristo no seu Coração, que no seu seio”.
A Anunciação a Maria inaugura a “plenitude dos tempos” (Gl 4,4), isto é, o cumprimento das promessas e dos preparativos para a chegada do Messias. O Anjo a saúda: “Ave cheia de graça” (Lc 1,28). Na fé, Maria acolheu o anúncio, questionou, mas não duvidou, acreditou que para Deus “nada é impossível” e deu seu consentimento: "Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra”. (Lc 1,26-38).
A cheia de graça, como disse o Arcanjo, buscou a luz. E não pensemos que ela tinha clarividência, ela não entendia os fatos que aconteciam na sua vida e na de seu filho, mas em nenhum momento reclamava ou se revoltava. Ao contrário, com paciência, “guardava tudo em seu coração”.
Essa expressão mostra que enquanto humana Maria também teve momentos de obscuridade. Que não compreendia tudo. Mas diante do que não compreendia, ela mergulhava em oração. Ela buscava esclarecer em Deus. Ela buscava uma luz numa vida de escuta de Deus.
Maria foi a primeira anunciadora do Filho, ao visitar sua prima Isabel, é portadora da alegria da boa-nova e da luz do Espírito Santo. Foi pela fé que ela, ao dar à luz a Jesus, entre os animais em um estábulo, acreditou que ele era o Filho de Deus. E, quando o viu maltratado, crucificado acreditou que ele era o Salvador. Humilde e obediente, Maria se sujeita à lei mosaica da purificação, embora o mistério da concepção e do parto virginal a preserve de qualquer impureza e apresente no Templo, Aquele que é o Filho de Deus, o próprio Deus (Lc 2,22-24).
Foi pela fé e confiança em Deus que se manteve firme quando ouviu do velho Simeão a profecia, que mãe nenhuma suportaria ouvir com resignação: “Eis que este menino vai ser causa de queda e elevação de muitos em Israel. Ele será um sinal de contradição. Quanto a você, uma espada há de atravessar-lhe a alma. Assim serão revelados os pensamentos de muitos corações”.(Lc 3,34-35).
Foi pela fé, confiança e esperança em Deus, que a motivou quando precisou fugir para o Egito com o Menino Jesus nos braços para salvá-lo da morte pelo extermínio, que Herodes ordenou se fizesse aos recém-nascidos (Mt 2,13-14). No acontecimento do Calvário, aos pés da cruz, o Evangelista João (que esteve ao seu lado) mostra a mãe, mulher forte, junto do Filho, em pé, acolhendo o legado de mãe da humanidade, que Jesus deixou em Suas palavras: “Filho, eis aí tua mãe. Mãe, eis aí teu filho”. (Jo 19,25-27).
Nesses tempos, aprendamos com Maria a ter fé em Deus e assim como Ela, confiar no Deus do impossível que tudo pode, porque afinal, a tempestade vai passar.
E não quero terminar sem antes pedir uma prece pela Obra Evangelizar é Preciso, para que o Espírito Santo conduza e abra os caminhos. E também peço que ofereça uma Ave Maria pela pelos frutos do II Evangelizar é Preciso Rio de Janeiro, para que seja de bênçãos e graças.
Deus abençoe,
Padre Reginaldo Manzotti
Boletim do dia 08 de Abril
Filhos e filhas,
Ressuscitou Aleluia! Verdadeiramente ressuscitou, aleluia!
A vitória com Deus é certa! Temos essa certeza porque Jesus Ressuscitou, venceu a morte e nos garantiu a vida eterna. Ele fez nova todas as coisas!
No primeiro dia Deus fez a luz, Ele começa a criar o mundo dizendo, faça-se a luz, primeiro dia da criação. Ele podia ter feito o homem, mas Deus fez a luz. (cf. Gn 1,1-3). E no primeiro dia da semana, no raiar do sol, as mulheres foram ao túmulo e não encontraram Jesus. No primeiro dia da semana Deus disse: faça-se a luz e no primeiro dia da semana Jesus fez a luz nascer de novo para a humanidade. A ressurreição! (Mt 28,1-10).
A ressurreição vai contra qualquer princípio humano, antropológico, biológico, escatológico. Ele venceu o diabo, Ele venceu seus algozes, Ele venceu o sepulcro, e aqui reside a minha e a tua fé! Se você caminhar até a Sexta-feira Santa ou Sábado Santo e parar por aí, tudo acabou, porque a vitória de Jesus está no primeiro dia da semana. Cristo ressuscitou, essa é a diferença!
Se Jesus tivesse terminado num sepulcro eu não seria padre e você não seria católico, porque morrer todo mundo vai, não tem glória nenhuma em morrer, se olharmos para os grandes imperadores todos morreram, e os grandes impérios ruíram. Então, o que fez a diferença é o fato de Jesus Cristo ter morrido na cruz? Também não! Pouco antes de Jesus morrer na cruz mais de seis mil judeus foram crucificados de Roma até a Judeia. O que faz a diferença em Jesus Cristo é o fato de que foi o único que morreu e voltou à vida.
O sepulcro estava vazio, aqui tem algo de novo. Na nossa vida há uma única certeza, a certeza de que ninguém vai viver eternamente na Sexta-feira Santa, não se iluda, a maior parte da nossa vida é peleja, é sofrimento, é tribulação. Todos têm dificuldades, a diferença é a certeza da vitória seja nessa ou na outra vida, garantida por Cristo na Ressurreição.
Por tudo isso quis inserir na imagem de Jesus das Santas Chagas a superação da morte, as chagas de Cristo, são chagas gloriosas. Pode-se notar que são feridas cicatrizadas, são marcas de quem amou até o fim.
Outro detalhe é a pedra que está atrás de Jesus, sim a pedra do sepulcro não é mais empecilho para Cristo, ela está atrás dele, menor que ele, sendo apenas mera memória de um cárcere mortuário incapaz de reter em si a vida que resplandece com a força da ressurreição.
Não posso terminar essa mensagem sem citar que estamos prestes a celebrar a Festa da Misericórdia, agora no segundo Domingo da Páscoa. Jesus garantiu que, para aqueles que na Festa da Misericórdia recorressem a Ele, faria abrir todas as comportas de graças e bênçãos.
Ele disse a Santa Faustina:
“Nesse dia estão abertas as entranhas da Minha misericórdia. Derramo todo um mar de graças nas almas que se aproximam da Minha misericórdia. (Diário 699). E prometeu: “Todos os que clamarem minha misericórdia, pela minha própria honra, eu os defenderei na vida e principalmente na hora da morte”.
É a Festa de Cristo que, pela Sua Morte e Ressurreição, nos justifica através do Sacramento do Batismo e nos alimenta pelo Sacramento da Eucaristia.
Digo a vocês que ninguém se arrepende de recorrer à misericórdia de Jesus. Ninguém se arrepende de dizer: “Jesus pelas minhas forças eu não consigo, eu clamo à Vossa misericórdia”. Aí está a nossa salvação.
Deus abençoe,
Padre Reginaldo Manzotti
Boletim do dia 15 de Abril
Filhos e filhas,
É para a liberdade que Cristo nos libertou (cf. Gl 5,1)
Neste tempo pascal, eu convido você a refletir comigo sobre expressões que muitas vezes repetimos com facilidade, mas nem sempre compreendemos em profundidade: “O Senhor ressuscitou. O Senhor nos libertou”. Mas libertou de quê? Somos livres para quê? Como podemos afirmar que somos verdadeiramente livres?
Com frequência, nós ouvimos: “faça o exame de consciência”. Mas o que é a consciência? Se ela existe, por que tantas vezes insistimos no erro? Porque a nossa consciência pode estar deformada, enfraquecida… e assim, o pecado acaba convivendo dentro de nós.
São Pedro nos ensina:
“Pois o batismo não serve para limpar o corpo da imundície, mas é um pedido a Deus para obter uma boa consciência, em virtude da ressurreição de Jesus Cristo” (1Pd 3,21).
Filhos e filhas, nós somos livres para praticar o bem. A liberdade que Cristo nos conquistou na cruz e na ressurreição não é qualquer liberdade, é uma liberdade que nasce do sepulcro vazio, uma liberdade em Jesus, que deve nos conduzir a uma consciência reta.
Deus nos concedeu o livre-arbítrio, ou seja, a capacidade de escolher: fazer ou não fazer, agir ou não agir. Mas essa liberdade só encontra sua plenitude quando está em sintonia com Deus.
Como nos recorda a Palavra no Livro do Eclesiástico:
“Deus criou o homem e o deixou em poder de suas próprias decisões” (cf. Eclo 15,14).
Por isso, tudo o que fazemos tem consequências: para nós, para os outros e para a nossa salvação. Deus é misericordioso, mas respeita a nossa liberdade. E o caminho para escolher o bem é formar, endireitar a consciência, iluminando-a pela razão e pela graça.
No dia a dia, somos chamados a decidir o tempo todo. Não existe um roteiro pronto, precisamos usar a nossa liberdade. Mas então, como não errar? Como fazer as escolhas certas?
O ser humano pode escolher seguir a Deus ou não. Enquanto não estivermos totalmente unidos a Ele, sempre haverá essa luta: escolher o bem ou o mal, crescer na graça ou permanecer no pecado. A decisão é nossa.
Por isso, formar a consciência é um trabalho para toda a vida. A educação, a busca das virtudes, da prudência… tudo isso precisa nos conduzir à cura do medo. Muitas vezes, a pessoa se aproxima de Deus por medo, e isso pode até ser um começo. Mas a nossa relação com Deus não pode parar no medo, ela precisa amadurecer no amor.
Deus não nos quer como servos assustados, mas como filhos e filhas que amam, que confiam e que entregam a Ele a própria liberdade. A cura do medo, do egoísmo e da culpa é um caminho, um exercício constante. E quem busca uma consciência reta encontra a verdadeira paz.
Estamos todos em processo de conversão. Uma conversão que acontece todos os dias: na caridade com os pobres, na defesa da justiça, na correção fraterna, no exame de consciência, na aceitação das cruzes de cada dia.
Tomar a cruz e seguir Jesus: eis o caminho da verdadeira liberdade.
Deus abençoe,
Padre Reginaldo Manzotti
Boletim do dia 06 de Maio
Filhos e filhas,
“A mais bela obra-prima do coração de Deus é o coração de uma mãe.”
Começo a mensagem de hoje com essa frase de Santa Teresinha de Lisieux porque a maternidade é um dos mais belos mistérios que Deus confiou à humanidade. Mais do que um fato biológico, ser mãe é uma vocação, um chamado profundo ao amor que se doa, que se entrega e que se renova todos os dias. É um amor que não se explica, mas se vive, com o poder de transformar tudo ao redor.
Encontramos o modelo mais perfeito de maternidade em Nossa Senhora. Maria não teve uma vida fácil. Sua maternidade foi marcada por desafios, incertezas e dores profundas. Desde o anúncio do Arcanjo Gabriel até a cruz de seu Filho, ela viveu cada etapa com uma fé firme e um coração totalmente disponível a Deus.
Maria nos ensina que ser mãe é confiar. Quando não entendia, ela guardava tudo no coração. Sua maternidade não foi construída sobre facilidades, mas sobre fidelidade. Concebida sem pecado, Maria é a serva fiel que se ofereceu inteiramente a Deus e, acolhendo o convite da graça com seu “sim”, torna-se modelo de quem realiza a vontade do Pai e imagem da comunidade comprometida com o plano da salvação.
Do Antigo ao Novo Testamento, muitos são os personagens destacados, mas a nenhum outro foi confiado um papel tão singular na obra de salvação como foi o papel de Maria. Seu ventre foi o solo fecundo, no qual Deus, pelo Espírito Santo, gerou o Verbo. Jesus, Nosso Senhor e Salvador. No seio de Maria, Deus se fez criança e veio habitar entre nós.
O Magistério da Santa Igreja, no Concílio Vaticano II, apresentou Maria Santíssima como modelo de virtudes. A virtude é uma disposição constante e firme para fazer o bem. Permite à pessoa não apenas praticar atos bons, mas oferecer o melhor de si (CIC 1803). Na Santíssima Virgem, a Igreja alcançou já aquela perfeição sem mancha nem ruga que lhe é própria (cf. Ef. 5,27), os fiéis ainda precisam esforçar-se para vencer o pecado e crescer na santidade; e por isso elevam os olhos para Maria, que resplandece como modelo de virtudes sobre toda a família dos eleitos. (Lumen Gentium, 65)
Como bem afirmou Santo Tomaz de Aquino “A Bem-aventurada Virgem Maria é o modelo e o exemplo de todas as virtudes”. Por isso Ela é a Mãe de todas as mães, porque a própria maternidade deve ser uma escola de virtudes. Maria foi a serva humilde que jamais buscou para si mesma a atenção. Encontramos, na Bíblia, pouquíssimas palavras pronunciadas por Maria.
Maria foi preparada desde sempre para ser a Mãe do Filho de Deus, como nos ensina o Catecismo da Igreja Católica:
“Ao longo de toda a Antiga Aliança, a missão de Maria foi preparada pela missão de santas mulheres. No princípio está Eva: apesar de sua desobediência, ela recebe a promessa de uma descendência que será vitoriosa sobre o Maligno e a de ser a mãe de todos os viventes. Em virtude dessa promessa, Sara concebe um filho, apesar de sua idade avançada. Contra toda expectativa humana, Deus escolheu quem era considerado impotente e fraco para mostrar sua fidelidade à sua promessa: Ana, a mãe de Samuel, Débora, Rute, Judite e Ester, e muitas outras mulheres. Maria se sobressai entre (essas) humildes e pobres do Senhor, que dele esperam e recebem com confiança a Salvação. Com ela, Filha de Sião por excelência, depois de uma longa espera da promessa, completam-se os tempos e se instaura a nova economia”. (CIC 489)
Maria permaneceu com sua missão junto aos apóstolos: “Ao final desta missão do Espírito, Maria torna-se a ‘Mulher’, nova Eva, ‘mãe dos viventes’, Mãe do ‘Cristo total’. É nesta condição que ela está presente com os Doze, ‘com um só coração, perseverantes na oração’ (At 1,14), na aurora dos ‘últimos tempos’ que o Espírito vai inaugurar na manhã de Pentecostes, com a manifestação da Igreja”. (CIC 726)
Ela é a Mãe da Igreja, a mãe que intercede por nós junto a Jesus. Como nas Bodas de Caná, ela continua a ver nossas necessidades e levá-las ao Filho, ao mesmo tempo continua sempre a nos dizer: “Façam tudo o que meu Filho vos disser”. (cf. Jo 2,5)
Hoje, ao refletirmos sobre a maternidade, somos convidados a olhar para Maria e aprender com ela. Que cada mãe possa encontrar em Nossa Senhora consolo nas dificuldades, força nas lutas e esperança nos momentos de incerteza.
E a todos nós, fica o convite: valorizemos nossas mães enquanto podemos. Um gesto, uma palavra, um abraço, podem significar mais do que imaginamos. O amor de mãe é um presente que devemos valorizar em todos os momentos.
Que Deus abençoe todas as mães, fortaleça seus corações e recompense cada gesto de amor, mesmo aqueles que ninguém vê. E que, à luz de Maria, possamos compreender que a maternidade é, acima de tudo, um reflexo do próprio amor de Deus no mundo.
Deus abençoe e fortaleça todas as mães,
Padre Reginaldo Manzotti
Filhos e filhas,
Vivemos um tempo de graça muito especial. Aproxima-se a Solenidade de Pentecostes, o dia em que o Espírito Santo foi derramado sobre a Igreja nascente, transformando homens simples em testemunhas corajosas do Evangelho. Somos convidados a não só recordar um fato do passado, mas a viver uma experiência atual, concreta e profunda com o Espírito de Deus.
Pentecostes não é apenas uma celebração litúrgica. É um acontecimento que precisa se repetir em nossa vida. Assim como os apóstolos estavam reunidos no Cenáculo, em oração, com Maria, também nós somos chamados a entrar nesse espaço interior, esse lugar de encontro com Deus, onde o Espírito Santo pode agir com liberdade.
A Palavra de Deus nos mostra que, antes de Pentecostes, os apóstolos estavam com medo, inseguros, fechados. Mesmo tendo convivido com Jesus, ainda não tinham compreendido plenamente a missão que lhes havia sido confiada. Mas tudo mudou quando o Espírito Santo desceu sobre eles como um vento impetuoso e línguas de fogo (cf. At 2,1-4).
O medo deu lugar à coragem. A dúvida foi vencida pela fé. O silêncio foi transformado em anúncio. Pedro, que antes havia negado Jesus, agora se levanta com autoridade e proclama a verdade. João, que acompanhava com amor, passa a testemunhar com firmeza. Aqueles homens não eram mais os mesmos. O Espírito Santo os transformou profundamente.
E aqui está uma pergunta importante para nós: temos permitido essa transformação acontecer em nossa vida? Muitas vezes, vivemos uma fé superficial. Participamos da Igreja, frequentamos celebrações, recebemos os sacramentos, mas continuamos os mesmos. Entramos de um jeito e saímos do mesmo jeito. Falta algo. Falta fogo. Falta unção.
Infelizmente ainda existem corações frios espiritualmente, vidas que não foram tocadas profundamente porque ainda não houve uma verdadeira abertura ao Espírito Santo. E sem essa abertura, corremos o risco de viver um cristianismo apenas de aparência. Pentecostes nos chama a sair dessa superficialidade.
O Espírito Santo não vem para fazer pequenos ajustes. Ele vem para transformar o que realmente é necessário. Ele quer queimar em nós tudo aquilo que é vazio, superficial, egoísta. Quer renovar nossa forma de pensar, de falar, de agir. Quer nos tornar verdadeiros discípulos de Jesus.
E para isso que isso aconteça é preciso abrir o coração. Deus não invade. Ele espera. O Espírito Santo não força. Ele sopra e cabe a nós acolher esse sopro. Quantas vezes estamos fechados? Presos ao orgulho, à indiferença, ao comodismo, ao mesmo tempo que desejamos mudanças. Queremos um mundo melhor, famílias restauradas, uma Igreja mais viva, mas não permitimos que essa transformação comece em nós.
Pentecostes é esse convite: deixe Deus agir. Deixe o Espírito Santo tocar sua vida. Deixe que Ele aqueça o que está frio, ilumine o que está escuro, fortaleça o que está fraco. E quando essa transformação acontece, ela não fica escondida. Quem é tocado pelo Espírito se torna testemunha. Não consegue guardar para si. Sente a necessidade de anunciar, de servir, de amar de forma concreta. Por isso, Pentecostes também é envio.
Não fomos chamados apenas para receber, mas para transmitir. Não somos espectadores na Igreja. Somos discípulos missionários. Cada um, no seu ambiente, na sua família, no seu trabalho, é chamado a ser presença de Deus. Se não estamos sendo luz, precisamos nos perguntar: temos deixado o Espírito Santo nos iluminar?
E, por fim, Pentecostes nos recorda algo fundamental: a unidade. Naquele dia, pessoas de diferentes línguas e culturas compreenderam a mesma mensagem. O Espírito Santo une. Ele não divide. Ele constrói comunhão. Em um mundo marcado por tantas divisões, somos chamados a ser instrumentos de unidade. E isso começa dentro de nós, passa pelas nossas relações e alcança toda a Igreja.
Que nesta semana possamos viver um verdadeiro cenáculo. Que, unidos a Maria, peçamos com fé: “Vinde, Espírito Santo”.
Rezemos:
Divino Espírito Santo,
Derrama sobre mim, neste dia, os teus dons.
Peço os dons da Sabedoria, do Entendimento,
da Ciência, do Conselho, da Fortaleza,
da Piedade e do Temor de Deus.
Divino Espírito Santo,
Há tantas coisas que não compreendo.
Há tantas respostas que não tenho.
Há tantas decisões a serem tomadas.
Divino espírito Santo, amor do Pai e do Filho,
Inspira-me sempre o que devo pensar,
o que devo dizer e como devo dizer.
O que devo calar, o que devo escrever, como devo agir.
Inspira-me o que devo fazer para obter a tua glória
e a minha própria santificação.
Amém
Deus abençoe,
Padre Reginaldo Manzotti
Boletim do dia 03 de Junho
Filhos e filhas,
“Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia. Porque a minha carne é verdadeira comida e o meu sangue, verdadeira bebida” (Jo 6,54-55).
Começo essa reflexão com um versículo sobre o Pão da Vida, que é Jesus,
para nos lembrarmos de que Corpus Christi, celebrado nesta quinta-feira
(04/06), não é somente um feriado, mas, para nós católicos, é um dia de
manifestarmos publicamente nossa fé em Jesus Cristo, presente na Sagrada
Eucaristia.
Tenho recordado, em minhas homilias, o grande privilégio e também a
responsabilidade que temos: somos a Igreja na qual o próprio Cristo
permanece entre nós, presente em corpo, sangue, alma e divindade em
nossos sacrários. Por isso, insisto com carinho: façamos, ao menos às
quintas-feiras, uma visita ao Santíssimo Sacramento. Ainda que por
poucos minutos, permaneçamos em adoração, deixando que o Senhor fale ao
nosso coração.
É na
Eucaristia, filhos e filhas, que encontramos a força para a nossa
caminhada. Ali, Jesus se oferece por inteiro e nos sustenta,
ajudando-nos a viver o mandamento do amor, amando uns aos outros como
Ele nos amou.
No capítulo 6 do Evangelho segundo São João, conhecido como discurso do Pão da Vida, Jesus afirma que ele é “o pão vivo que desceu do céu”,
ou seja, Ele nos diz que o Pai o enviou ao mundo como o alimento de
vida eterna, e por isso Ele vai sacrificar a si mesmo, a sua carne.
Na cruz, Jesus deu o seu corpo e derramou o seu sangue. O Filho do homem
crucificado é o verdadeiro Cordeiro pascal, que nos faz sair da
escravidão do pecado e nos apoia no caminho para a terra prometida. E a
Eucaristia é o Sacramento da sua carne, dada para vivificar o mundo;
quem se nutre deste alimento permanece em Jesus e vive por Ele.
Nutrir-se de Jesus Eucaristia significa abandonar-nos com confiança a
Ele e deixar-nos guiar por Ele. Trata-se de acolher Jesus no lugar do
próprio “eu”. Desta forma, o amor gratuito recebido de Cristo na
Comunhão eucarística alimenta o nosso amor por Deus e pelos nossos
irmãos que encontramos no cada dia.
Ao contemplarmos o mistério de Corpus Christi, somos convidados a
fortalecer uma fé verdadeiramente inabalável, aquela que não se abala
diante das dificuldades, mas encontra na Eucaristia a sua sustentação
diária. Assim como partilho no livro Inabalável, a fé precisa ser
cultivada com constância, confiança e entrega. E é na presença real de
Jesus, no Pão da Vida, que encontramos a força para permanecer firmes,
mesmo nas tempestades. A Eucaristia nos recorda que não caminhamos
sozinhos: Cristo está conosco, nos alimenta, nos fortalece e nos conduz,
transformando a nossa fragilidade em coragem e a nossa fé em uma rocha
sólida.
Para concluir, deixo um trecho da belíssima sequência Lauda Sion, de São Tomás de Aquino, para meditarmos nesta Solenidade:
Faz-se carne o pão de trigo,
faz-se sangue o vinho amigo:
deve-o crer todo cristão.
Se não vês nem compreendes,
gosto e vista tu transcendes,
elevado pela fé.
Pão e vinho, eis o que vemos;
mas ao Cristo é que nós temos
em tão ínfimos sinais...
Alimento verdadeiro,
permanece o Cristo inteiro
quer no vinho, quer no pão.
É por todos recebido,
não em parte ou dividido,
pois inteiro é que se dá!
Deus abençoe,
Padre Reginaldo Manzotti
Boletim do dia 17 de Junho
Filhos e filhas,
Quando chega o mês de junho, o Brasil se enche de cores, música, sabores e tradições. As bandeirinhas enfeitam as ruas, as famílias se reúnem e as comunidades celebram as tradicionais festas juninas.
Mas, por trás de toda essa alegria popular, existe uma riqueza espiritual que não podemos esquecer: a homenagem a grandes santos que marcaram a história da Igreja com sua fé e testemunho de vida.
As festas juninas têm profundas raízes cristãs. Embora algumas tradições populares tenham se desenvolvido ao longo dos séculos, o coração dessas celebrações está na memória de três grandes santos: Santo Antônio, São João Batista e São Pedro. Essas festas chegaram ao Brasil por meio dos colonizadores portugueses e foram incorporadas à cultura do nosso povo, tornando-se uma das mais belas expressões da fé popular.
No dia 13 de junho, celebramos Santo Antônio. Conhecido popularmente como o santo casamenteiro, ele foi, acima de tudo, um grande pregador do Evangelho. Sua vida foi marcada pelo amor aos pobres, pela defesa da verdade e por uma profunda intimidade com Deus. Santo Antônio nos recorda que a verdadeira riqueza está em viver a caridade e colocar nossos dons a serviço do próximo.
Já no dia 24 de junho, a Igreja celebra o nascimento de São João Batista, um privilégio concedido a poucos santos no calendário litúrgico. João foi o precursor de Jesus, aquele que preparou os caminhos do Senhor e apontou para Cristo com humildade, dizendo: "É necessário que Ele cresça e eu diminua". Em um mundo que valoriza tanto a aparência e o reconhecimento, São João nos ensina a grandeza da humildade e da missão cumprida por amor a Deus.
Encerrando as celebrações, encontramos São Pedro, festejado no dia 29 de junho. Simples pescador da Galileia, ele foi escolhido por Jesus para ser a pedra sobre a qual edificaria Sua Igreja. Pedro experimentou fraquezas, dúvidas e até mesmo a queda, mas permitiu que a misericórdia de Deus transformasse sua vida. Seu testemunho nos mostra que a santidade não é reservada aos perfeitos, mas àqueles que confiam na graça divina e recomeçam sempre que necessário.
É bonito perceber que cada um desses santos representa uma virtude essencial para a vida cristã: Santo Antônio nos fala da caridade, São João Batista da humildade e São Pedro da fidelidade. Juntos, eles nos ajudam a compreender que a fé não é apenas uma tradição herdada, mas uma experiência viva que transforma o coração.
Por isso, ao participarmos das festas juninas, não nos detenhamos apenas nos elementos culturais, tão importantes para a identidade do nosso povo. Aproveitemos também a oportunidade para conhecer melhor a vida desses santos, fortalecer nossa caminhada espiritual e agradecer a Deus pelo testemunho daqueles que dedicaram a própria vida ao anúncio do Evangelho.
Que Santo Antônio nos ensine a amar. Que São João Batista nos ensine a apontar para Cristo. E que São Pedro nos ensine a permanecer firmes na fé.
Deus abençoe,
Padre Reginaldo Manzotti
Boletim do dia 24 de Junho
Filhos e filhas,
Estamos nos preparando para as 24 Horas em Oração na Presença do Senhor.
Um dia todo que o Santuário Nossa Senhora de Guadalupe e Jesus das
Santas Chagas permanece aberto em louvor e súplica ao Sagrado Coração de
Jesus. E o tema desse ano será: “Chagas que curam, Amor que restaura”.
O Coração de Cristo, a chaga do lado aberto, é a fonte da nossa cura,
porque é a fonte do Amor. Desse manancial de graças, que é o Sagrado
Coração de Jesus, um rio de misericórdia desce sobre os nossos corações
feridos, endurecidos e indiferentes ao apelo e ao amor de Deus. Por
isso, é necessário pedirmos constantemente que os nossos corações tenham
os mesmos sentimentos que o de Jesus Cristo.
Jesus, manso e humilde de coração, fazei o nosso coração semelhante ao Vosso!
Do coração de Jesus brotou água e sangue e ao mesmo tempo se cumpriu
as escrituras: “Olharão para aqueles que transpassaram” (cf. Jo
19,34-37). Os soldados não lhe quebraram as pernas porque o cordeiro
tinha que ser perfeito, sem mancha, sem defeitos e transpassaram o
coração que foi capaz de amar a humanidade sem limites.
Um coração que foi capaz de aceitar a encarnação, porque a encarnação de
Jesus já foi um transbordar de amor. Esse coração capaz de amar até as
últimas consequências, ainda fez transbordar a água do Batismo, da
purificação e o sangue da Eucaristia. O coração transbordante de Jesus
fez nascer, no momento da cruz, a vida sacramental.
A devoção ao Sagrado Coração de Jesus foi muito bem pontuada através de
Escritos Papais e, particularmente, a Carta Encíclica “Haurietis Aquas”
(Beberão águas), do Sumo Pontífice Pio XII, trata da Devoção ao Sagrado
Coração de Jesus e exorta-nos a abrirmos ao mistério de Deus e de seu
amor, deixando-nos transformar por Ele.
A devoção ao Sagrado Coração é um dos grandes desafios da nossa fé,
porque nos leva a contemplar, a experimentar e testemunhar o amor de
Deus. Para aprofundarmos na relação com Jesus, temos que parar de ser
rasos, porque isto não é próprio de quem quer experimentar o amor de
Deus.
Na devoção ao Sagrado Coração, como nos ensina o ministério da Igreja,
somos chamados a “experimentar” Jesus e todo seu amor por nós. E aqui
nos cabe uma reflexão: Qual a profundidade de nossa experiência com
Deus?
Precisamos nos perguntar isso, porque o que nos leva à experiência e ao
conhecimento é a Palavra de Deus “mastigada”, “ruminada” e tão
internalizada a ponto de não sabermos se é nosso conceito ou conceito de
Deus, como viveu São Paulo: “Eu vivo, mas já não sou eu que vivo, pois é
Cristo que vive em mim” (Gl 2,20a).
É essa a dinâmica do Coração transbordante de Jesus. “Olharão para
aquele que transpassaram”, deixemo-nos atrair por esse Coração que é
misericórdia, amor, perdão e doação.
Deus abençoe,
Padre Reginaldo Manzotti
Todo o mês de julho dedicamos ao Preciosíssimo Sangue e Nossa Senhora do Carmo, Madrinha da Obra Evangelizar é Preciso, dedicarei uma mensagem a essas devoções no tempo apropriado.
Hoje, quero dedicar esse texto a São Tomé, Apóstolo, e eu carinhosamente o chamo de Apóstolo das Santas Chagas celebrado pela Igreja dia 03 de julho. Ele é muito conhecido por ser o incrédulo, aquele que precisa “ver para crer”, mas esse fato que o torno famoso está em uma das passagens bíblicas que fundamenta a Devoção de Jesus das Santas Chagas, mais precisamente no Evangelho segundo São João, capítulo 20, versículos 24 a 29:
“Tomé, um dos Doze, chamado Dídimo, não estava com eles quando veio Jesus. Os outros discípulos disseram-lhe: Vimos o Senhor. Mas ele replicou-lhes: Se não vir nas suas mãos o sinal dos pregos, e não puser o meu dedo no lugar dos pregos, e não introduzir a minha mão no seu lado, não acreditarei!
Oito dias depois, estavam os seus discípulos outra vez no mesmo lugar e Tomé com eles. Estando trancadas as portas, veio Jesus, pôs-se no meio deles e disse: A paz esteja convosco! Depois disse a Tomé: Introduz aqui o teu dedo, e vê as minhas mãos. Põe a tua mão no meu lado. Não sejas incrédulo, mas homem de fé. Respondeu-lhe Tomé: Meu Senhor e meu Deus! Disse-lhe Jesus: Creste, porque me viste. Felizes aqueles que creem sem ter visto!” (Jo 20,24-29).
Baseado nesse texto, Tomé somos eu e você. Tomé é todo aquele que carrega uma certa suspeita, uma indecisão, mas devemos sempre nos lembrar, antes da profissão de fé vem a dúvida: “nós vimos o Senhor” Tomé disse: “se eu não ver a marca dos pregos nas mãos de Jesus, se eu não colocar o dedo na marca dos pregos e se eu não colocar a minha mão no lado dele eu não acreditarei”.
Agora, frente a essa situação, como é a ação de Jesus, sempre movido pelo amor. Com as atitudes, ele diz: se isso for preciso, eu vou tirar a tua dúvida Tomé, se for preciso te dar esse sinal, eu atenderei o seu pedido. Jesus poderia ter ressuscitado sem marca nenhuma, mas quis manter as marcas da crucificação. Como escreve Santo Agostinho: “Cristo transpassado por nós e pregado com os cravos sobre a cruz, descido da cruz e sepultado, é a nossa salvação. Ele ressuscitou do sepulcro, curado dos ferimentos e mantendo as cicatrizes”.
Suas chagas gloriosas tornam-se para os discípulos, além da comprovação de que era o Mestre ressuscitado, também cura para a incredulidade, que o apóstolo Tomé teve a coragem de verbalizar, mas certamente, a dúvida deveria estar também no coração dos demais.
Tanto que outros santos da nossa Igreja falaram sobre essa grande profissão de fé, que faço questão de transcrever aqui
Santo Agostinho: “Jesus quis de fato ajudar seus discípulos ao manter suas cicatrizes, para curar nos seus corações as feridas da incredulidade”
Santo Ambrósio escreveu: “Quem duvida que seja verdadeiro o corpo carnal de Jesus, apresentado aos apóstolos para ser tocado, no qual permaneceram os sinais dos ferimentos e os traços das flagelações? Com isso não só nossa fé é fortalecida, mas se exalta também a devoção. Ele ao invés de apagar dos seus membros os ferimentos que recebeu por nós, quis levá-los ao céu para mostrar ao Pai o preço da nossa libertação. E é neste estado que o Pai o entroniza à sua direita, enaltecendo o troféu da nossa salvação”.
Pelas suas Chagas fomos curados, pela sua cruz fomos libertados.
Deus abençoe,
Padre Reginaldo Manzotti
SÃO PIO DE PIETRELCINA
de Pietrelcina
Ó Jesus, fonte de amor e misericórdia, nós Vos agradecemos por nos terdes dado São Pio de Pietrelcina como sinal vivo de Vossa Paixão, Morte e Ressurreição. A ele destes as Vossas próprias chagas que São Pio carregou com serenidade e força, comunicando ao mundo a Vossa compaixão.
Por isso, por intercessão deste grande santo, São Pio de Pietrelcina, dai-nos a graça que tanto necessitamos:
(Faça seu pedido)
Jesus, a exemplo de São Pio, dai-nos a graça de nos unir à Vossa Paixão, nos abrigar em Suas Santas Chagas e desfrutar da Sua gloriosa ressurreição.
Jesus, por intercessão de São Pio, nos conceda as graças de que necessitamos para realizar neste mundo a nossa vocação e a nossa missão.
São Pio de Pietrelcina, ajudai-nos a viver como cristãos, a buscar o perdão e a cura de nossas feridas.
São Pio de Pietrelcina, dai-nos mais amor à Eucaristia.
São Pio de Pietrelcina, curai nossas feridas pela Confissão.
São Pio de Pietrelcina, fortalecei os enfermos.
São Pio de Pietrelcina, animai a nossa vida de oração.
São Pio de Pietrelcina, rogai por nós.
Amém!
Fonte:https://www.padrereginaldomanzotti.org.br/novena/novena-a-sao-pio-de-pietrelcina/
Conselhos
Durante o verão de 1918, a Itália foi duramente atingida pela pandemia da gripe espanhola. A situação forçou o fechamento de escolas e do comércio. Era uma época assustadora, pois todos pareciam estar com o vírus mortal.
Diante do desespero, muitos procuravam os conselhos do Padre Pio. De fato, na biografia Padre Pio: The True Story (“Padre Pio: A Verdadeira História”), edição de Our Sunday Visitor, está a resposta do santo místico diante dos questionamentos sobre a pandemia. Este foi o conselho que ele deu a uma de suas filhas espirituais:
“Em setembro, todos em San Giovanni Rotondo pareciam estar doentes, as escolas foram fechadas e o pouco comércio que havia na cidade foi interrompido. Nos dois meses seguintes, duzentas pessoas de uma população de dez mil pereceriam. As filhas espirituais de Padre Pio aproximaram-se dele aterrorizadas, implorando que ele as salvasse. ‘Não tema’, aconselhou ele a Nina Campanile. ‘Coloque-se sob a proteção da Virgem, não peque, e a doença não a vencerá’. Embora algumas das ‘filhas’ tenham adoecido, nenhuma morreu.”
Portanto, independentemente do que aconteça em nossas vidas, Padre Pio nos lembra que devemos confiar no Senhor, não temer e nos colocar sob a proteção da Virgem Maria. Vamos fazer isso nestes dias da pandemia do coronavírus?
fonte https://igrejadoscapuchinhos.org.br/padre-pio-sua-vida-seus-milagres-e-seu-legado/
“Nunca digas que estás sozinha na batalha contra os teus inimigos. Nunca digas que não tens ninguém com quem te possas abrir e confiar. Isso seria uma grande ofensa que se faria a este mensageiro celestial”, o teu anjo da guarda.
Esta carta, escrita pelo Padre Pio a Annita Rodote, sua dirigida espiritual, contém preciosas orientações aos católicos, para que cultivem um relacionamento de devoção com seus anjos da guarda. Data do dia 15 de julho de 1915.
Este documento encontra-se amplamente à disposição na internet, mas para esta publicação foi devida e cuidadosamente corrigida, adequando-se à língua portuguesa a fim de facilitar a compreensão dos leitores.
Querida filha de Jesus:
Que o teu coração sempre seja o templo da Santíssima Trindade, que Jesus aumente em teu espírito o ardor do seu amor e que Ele sempre te sorria como a todas as almas a quem Ele ama. Que Maria Santíssima te sorria durante todos os acontecimentos da tua vida, e abundantemente substitua a mãe terrena que te falta.
Que teu bom anjo da guarda vele sempre sobre ti, que possa ser teu guia no áspero caminho da vida. Que sempre te mantenha na graça de Jesus e te sustente com suas mãos, para que tu não tropeces em nenhuma pedra. Que te proteja sob suas asas de todas as armadilhas do mundo, do demônio e da carne.
Esforça-te, Annita, por ter uma grande devoção a esse anjo tão benéfico. Que consolador é saber que perto de nós há um espírito que, do berço ao túmulo, nunca nos abandona, nem mesmo quando nos atrevemos a pecar! E este espírito celestial nos guia e protege como um amigo, um irmão.
É mais consolador ainda saber que esse anjo ora sem cessar por nós, oferece a Deus todas as nossas boas ações, nossos pensamentos, nossos desejos, se são puros.
Por caridade, não te esqueças desse companheiro invisível, sempre presente, sempre pronto a nos escutar e mais ainda a nos consolar. Ó deliciosa intimidade! Ó feliz companhia! Se soubéssemos pelo menos compreendê-la…!
Mantém sempre [teu anjo] diante dos olhos da alma, recorda-te com frequência da presença desse anjo. Agradece, ora, nutre sempre para com ele uma boa companhia. Abre-te e confia a ele teus sofrimentos. Toma sempre cuidado para não ofenderes a pureza do seu olhar: toma conhecimento e fixa bem esta verdade em tua alma. Ele é muito delicado, muito sensível. Dirige-te a ele em momentos de suprema angústia e experimentarás os seus benéficos efeitos.
Nunca digas que estás sozinha na batalha contra os teus inimigos. Nunca digas que não tens ninguém com quem te possas abrir e confiar. Isso seria uma grande ofensa que se faria a este mensageiro celestial.
No que diz respeito às locuções interiores, não te preocupes, fica tranquila. O que sim deves evitar é prender o teu coração a estas locuções. Não dês muita importância a elas, mostra-te indiferente. Não a desprezes; porém não ames nem desejes tais coisas. Deves sempre responder a estas vozes assim: “Jesus, se sois vós quem me falais, fazei-me ver concretamente os efeitos da tua palavra, ou seja, as santas virtudes em mim.”
Humilha-te diante do Senhor e confia nele. Gasta tuas melhores energias com a graça divina praticando as virtudes, e deixa então que a graça opere em ti conforme a vontade de Deus. São as virtudes que santificam a alma, e não os fenômenos sobrenaturais.
Não te perturbes procurando saber entender quais locuções vêm de Deus. Um dos principais sinais de que estas locuções vêm de Deus é que, tão logo ouvimos estas vozes, nossa alma se enche de temor e perturbação, mas logo em seguida deixam a alma numa paz divina. Por outro lado, quando as locuções interiores provêm do inimigo, no início provocam uma falsa segurança, mas logo em seguida vêm uma perturbação e um mal-estar indescritíveis.
São as virtudes que santificam a alma, e não os fenômenos sobrenaturais.
Não duvido em absoluto de que Deus seja o autor de tais locuções; mas é preciso que sejas cautelosa, porque muitas vezes o inimigo pode misturar ali coisas que são dele.
Mas isso não te deve assustar: esta é uma provação à qual foram também submetidos os maiores santos e as almas mais iluminadas que, não obstante tudo isso, foram agradáveis ao olhar de Deus.
Deves somente prestar atenção a nunca crer facilmente nestas locuções, e de forma especial quando se trata daquelas que exigem que faças algo ou indicam o modo de agir. E cuida de, ao recebê-las, submeter tudo ao juízo de quem te dirige espiritualmente, obedecendo às suas decisões.
Recebe, portanto, tais locuções com muita cautela e com humilde e constante indiferença. Comporta-te dessa maneira e tudo fará crescer teus méritos diante do Senhor. Põe teu espírito em paz: Jesus te ama e muito. Quanto a ti, procura corresponder a este amor, sempre progredindo em santidade diante de Deus e dos homens.
Faze também orações vocais, pois ainda não chegou a hora de deixá-las e suporta com humildade e paciência as dificuldades que experimentas ao fazer isto. Prontifica-te também a sofrer as distrações e a aridez, mas nunca abandones a oração e a meditação. É obra do Senhor que assim deseja tratar-te para teu proveito espiritual.
Perdoa-me se termino por aqui. Só Deus sabe o muito que me custou escrever esta carta. Estou muito doente; reza bastante para que o Senhor queira logo me livrar deste corpo.
Eu te abençoo, e também à querida Francisca. Desejo que vivais e morrais nos braços de Jesus.
Frei Pio
Entre os muitos milagres de São Pio de Pietrelcina estava sua capacidade de falar com seu próprio Anjo da Guarda e com outros.
Um dia, o Padre Alessio foi falar com o Padre Pio. No entanto, Padre Pio disse-lhe: “Você não vê que estou muito ocupado?” Padre Alessio estava confuso, já que seu amigo estava simplesmente sentado em uma cadeira.
Então Padre Pio acrescentou: “Você não viu todos aqueles Anjos da Guarda indo para trás e para frente dos meus filhos espirituais trazendo mensagens deles?”
Abaixo está a oração pessoal do Padre Pio ao seu Anjo da Guarda. Ele a rezava todos os dias. E, embora nem sempre possamos ver nosso Anjo da Guarda como Padre Pio, devemos sempre tentar desenvolver um relacionamento com com os seres espirituais que diariamente protegem nossas almas.
Reze você também:
Anjo de Deus, meu guardião,a quem a bondade do Pai Celestial me confia,Ilumine, proteja e guie-me agora e para sempre.Amém.
ORAÇÃO DO PAPA JOÃO PAULO II A SÃO PIO DE PIETRELCINA
Ensine-nos, nós lhe pedimos, a humildade de coração para sermos incluídos entre os pequeninos de que fala o Evangelho, aos quais o Pai prometeu revelar os mistérios do Seu Reino.
Ajude-nos a ter um olhar de fé, capaz de reconhecer prontamente nos pobres e nos sofredores a face do próprio Jesus.
Sustente-nos nos momentos de luta e de provações e, se cairmos, faça com que experimentemos a alegria do sacramento do perdão.
Transmita-nos a terna devoção a Maria, mãe de Jesus e nossa.
Acompanhe-nos na peregrinação terrena em direção à Pátria abençoada, aonde também esperamos chegar um dia para contemplar eternamente a Glória do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.
DAS MEDITAÇÕES DE PADRE PIO
Jesus,
Que nada me separe de Ti, nem a vida, nem a morte.
Seguindo-Te em vida, ligado a Ti com todo amor,
seja-me concedido expirar contigo no Calvário,
para subir contigo à glória eterna;
Seguirei contigo nas tribulações e nas perseguições,
para ser um dia digno de amar-Te na revelada glória do Céu; para cantar-Te um hino de agradecimento por todo o Teu sofrimento por mim.
Jesus,
Que eu também enfrente como Tu, com serena paz e tranqüilidade,
todas as penas e trabalhos que possa encontrar nesta terra;
uno tudo aos Teus méritos, às Tuas penas, às Tuas expiações, às Tuas lágrimas, a fim de que colabore contigo para a minha salvação
e para fugir de todo o pecado - causa que Te fez suar sangue e Te reduziu à morte.
Destrói em mim tudo o que não seja do Teu agrado.
Com o fogo de Tua santa caridade, escreve em meu coração todas as Tuas dores.
Aperta-me fortemente a Ti, com um nó tão estreito e tão suave,
que eu jamais Te abandone nas Tuas dores. Amém!
COROINHA AO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS
I – Ó meu Jesus que dissestes: “Em verdade eu vos digo, pedi e recebereis, procurai e achareis, batei e vos será aberto!”, eu bato, procuro e peço a graça...
Pai-Nosso, Ave-Maria, Glória ao Pai.
Sagrado Coração de Jesus, confio e espero em vós.
II – Ó meu Jesus que dissestes: “Em verdade eu vos digo, tudo o que pedirdes ao Pai em meu nome, Ele vos concederá!”, ao vosso Pai, em vosso nome, eu peço a graça...
Pai-Nosso, Ave-Maria, Glória ao Pai.
Sagrado Coração de Jesus, confio e espero em vós.
III – Ó meu Jesus que dissestes: “Em verdade eu vos digo, passará o Céu e a Terra, mas minhas palavras não passarão!”, apoiado na infalibilidade de vossas palavras, eu peço a graça...
Pai-Nosso, Ave-Maria, Glória ao Pai.
Sagrado Coração de Jesus, confio e espero em vós.
Ó Sagrado Coração de Jesus, a quem é impossível não ter compaixão dos infelizes, tende piedade de nós, pobres pecadores, e concedei-nos as graças que vos pedimos, por meio do Imaculado Coração de Maria, vossa e nossa terna Mãe.
São José, Pai adotivo do Sagrado Coração de Jesus, rogai por nós.
Salve Rainha.
| FONTE: página do padre Marcelo Rossi - facebook |
Normalmente, temos nossa oração “de cabeceira” para fazer quando alguém nos pede que rezemos por uma intenção específica, né? Pode ser o Terço, o Pai Nosso ou simplesmente uma súplica sincera a Deus.
São Pio de Pietrelcina – mais conhecido como Padre Pio – tinha sua oração favorita, que ele rezava para todos que pediam. E, muitas vezes, a intenção era milagrosamente respondida por Deus.
Abaixo, reproduzimos esta oração poderosa. Na realidade, a oração foi composta por Santa Margarida Maria Alacoque e é conhecida como “Novena do Sagrado Coração de Jesus”.
O coração de Jesus é cheio de amor e compaixão. E esta oração é uma declaração de confiança neste amor, na crença de que Ele pode atender nossos pedidos, se for de sua santa vontade.
Mas devemos rezar com uma fé sincera, como o Padre Pio fazia. Esta oração não é mágica, e Deus não é um gênio que nos concede tudo o que pedimos. Mas ele sabe exatamente do que precisamos.
I. Ó, meu Jesus, que disseste: “Peçam, e lhes será dado; busquem, e encontrarão; batam, e a porta lhes será aberta”, eis me aqui que, confiando em tuas santas palavras, bato à porta, busco e peço a graça …. (formular o pedido).
Rezar: Pai Nosso, Ave Maria e Glória. “Sagrado Coração de Jesus, espero e confio em Ti”.
II. Ó, meu Jesus, que disseste: “Céus e terra passarão, mas as minhas palavras jamais passarão”, eis me aqui, e, confiando na infalibilidade de tuas santas peço a graça… (formular o pedido).
Rezar: Pai Nosso, Ave Maria e Glória. “Sagrado Coração de Jesus, espero e confio em Ti”.
III. Ó, meu Deus, que disseste: “Tudo o que pedires a meu Pai em meu nome vo-lo farei”, eis me aqui, e ao Pai Eterno e em teu nome peço a graça… (formular o pedido).
Rezar: Pai Nosso, Ave Maria e Glória. “Sagrado Coração de Jesus, espero e confio em Ti”.
Ó, Sagrado Coração de Jesus, que é incapaz de não sentir compaixão pelos infelizes, tem piedade de nós, pobres pecadores, e concede-nos as graças que pedimos em nome do Imaculado Coração de Maria, nossa Mãe. São José, pai adotivo do Sagrado Coração de Jesus, rogai por nós. Amém.
fonte:https://www.canaldefatima.org.br/uncategorized/esta-e-a-oracao-que-padre-pio-fazia-quando-rezava-por-alguem/
Qual era a opinião do Padre Pio sobre o aborto? Em uma conversa que teve com um amigo sacerdote, o santo dos estigmas mostrou que considerava essa prática não apenas o assassinato de um ser humano inocente, mas "um verdadeiro suicídio" para a humanidade.
A famosa história aconteceu no meio de uma conversa entre o Padre Pio e o frade franciscano Pellegrino Funicelli, que a descreveu em seu livro "Jack of All Trades of Padre Pio" de 1991.
Na conversa, o Pe. Funicelli disse ao santo: “Hoje o senhor negou a absolvição a uma mulher porque tinha se submetido voluntariamente a um aborto. Por que foi tão rigoroso com esta pobre infeliz? " (O Padre Pio às vezes se recusava a dar a absolvição a um penitente se mostrasse contrição insuficiente; frequentemente voltavam e só dava a absolvição se fossem sinceros).
Padre Pio respondeu: “O dia em que as pessoas perderem o horror pelo aborto será o dia mais terrível para a humanidade. O aborto não é apenas um homicídio, é também um suicídio. Não deveríamos ter a coragem de manifestar nossa fé diante daqueles que cometem dois crimes em um só ato?”.
"Suicídio?", perguntou o Pe. Pellegrino.
“O suicídio da raça humana será compreendido por aqueles que verão a terra povoada por idosos e despovoada de crianças: Queimados como um deserto”, respondeu Padre Pio.
Mais de seis milhões morreram na Itália desde que o aborto foi legalizado em 1978 no país natal do Padre Pio.
fonte:https://www.acidigital.com/noticia/45817/estas-foram-as-palavras-do-padre-pio-sobre-o-aborto
FICOU CURADA DEPOIS DE UM SONHO!!
O milagre que a Igreja – depois de longas e complexas averiguações científicas – reconheceu para a beatificação do Padre Pio aconteceu há apenas poucos anos.
Era o dia 1° de novembro de 1995, quando Consiglia De Martino se viu, de repente, às portas da morte. Consiglia, que todos chamam de Lina, morava em Ogliara, uma cidadezinha próxima de Salerno.
Naquela manhã, sentiu-se mal e descobriu um tumor do tamanho de uma laranja na garganta. Internação no hospital, tomografia e diagnóstico funesto: ruptura do “ducto torácico”; seu corpo já havia sido invadido até o pescoço com o líquido linfático. “Linfoma não-Hodgkin” foi o diagnóstico: uma doença da qual é difícil se salvar. Decidiram operá-la na manhã seguinte, mas, de noite, aconteceu o milagre. Ela, que era fiel do Padre Pio, depois de uma visita a San Giovanni Rotondo, oito anos antes, dirigiu-se em oração ao frade: “Padre Pio, pensa nisso. Confio-me a ti, ajuda-me”.
Dormiu e sonhou que o Padre Pio, lhe tocava levemente o pescoço e o tórax, dizendo-lhe:
“A intervenção cirúrgica não lhe adianta mais, opero-a eu mesmo”.
Sonho? Aparição?
O fato é que de manhã, quando os médicos preparavam a cirurgia, ela percebeu, um intenso perfume de flores. Pediu aos médicos que fosse refeita a tomografia, antes de entrar para a sala de cirurgia. Atenderam-na e ficaram estupefatos; o líquido linfático havia-se retirado de todo o corpo; o tumor no pescoço havia-se reduzido ao tamanho de uma noz e, em pouco tempo desapareceu por completo.
Incrédulos, os médicos conservaram-na no hospital ainda durante quatro dias, submetendo-a a toda espécie de exames.
No final, se renderam: reconheceram que a cura não era cientificamente explicável e a mandaram para casa. Hoje, Consiglia De Martino, está muito bem e ajuda o marido e um dos filhos na direção de um pequeno supermercado.
“Milagre”, disse logo o povo, como para outras curas prodigiosas, inexplicáveis, atribuídas ao Padre Pio. E como milagre, reconheceu-o oficialmente a Igreja no dia 21 de dezembro de 1998.
São Pio de Pietrelcina, rogai por nós!!
Fica Senhor comigo, pois preciso da tua presença para não te esquecer.
Sabes quão facilmente posso te abandonar.
Fica Senhor comigo, porque sou fraco e preciso da tua força para não cair.
Fica Senhor comigo, porque és minha vida, e sem ti perco o fervor.
Fica Senhor comigo, porque és minha luz, e sem ti reina a escuridão.
Fica Senhor comigo, para me mostrar tua vontade.
Fica Senhor comigo, para que ouça tua voz e te siga.
Fica Senhor comigo, pois desejo amar-te e permanecer sempre em tua companhia.
Fica Senhor comigo, se queres que te seja fiel.
Fica Senhor comigo, porque, por mais pobre que seja minha alma, quero que se transforme num lugar de consolação para ti, um ninho de amor.
Fica comigo, Jesus, pois se faz tarde e o dia chega ao fim; a vida passa, e a morte, o julgamento e a eternidade se aproximam. Preciso de ti para renovar minhas energias e não parar no caminho. Está ficando tarde, a morte avança e eu tenho medo da escuridão, das tentações, da falta de fé, da cruz, das tristezas. Oh, quanto preciso de ti, meu Jesus, nesta noite de exílio.
Fica comigo nesta noite, Jesus, pois ao longo da vida, com todos os seus perigos, eu preciso de ti. Faze, Senhor, que te reconheça como te reconheceram teus discípulos ao partir do pão, a fim de que a Comunhão Eucarística seja a luz a dissipar a escuridão, a força a me sustentar, a única alegria do meu coração.
Fica comigo, Senhor, porque na hora da morte quero estar unido a ti, se não pela Comunhão, ao menos pela graça e pelo amor.
Fica comigo, Jesus. Não peço consolações divinas, porque não as mereço, mas apenas o presente da tua presença, ah, isso sim te suplico!
Fica Senhor comigo, pois é só a ti que procuro, teu amor, tua graça, tua vontade, teu coração, teu Espírito, porque te amo, e a única recompensa que te peço é poder amar-te sempre mais. Com este amor resoluto desejo amar-te de todo o coração enquanto estiver na Terra, para continuar a te amar perfeitamente por toda a eternidade.
Amém.
São Pio de Pietrelcina, rogai por nós!
Deus abençoe,
Padre Reginaldo Manzotti
*Mensagem de São Padre Pio*
Na manhã do dia 20 do mês passado (setembro), na capela, após a celebração da Santa Missa, fui surpreendido por um torpor semelhante a um doce sono. Todos os meus sentidos, tanto externos quanto internos, assim como as faculdades da minha alma, foram acometidos por uma quietude indescritível. Havia completo silêncio à minha volta e dentro de mim. De repente, penetrou-me uma grande paz e abandono a uma total privação de tudo.... Tudo isso se deu num abrir e fechar de olhos.
Enquanto tudo isso acontecia, eu me achei diante de um personagem misterioso, semelhante à que vira no noite de 5 de agosto, diferente apenas no seguinte: das mãos, pés e lado estavam jorrando sangue.
Ao vê-lo fiquei aterrorizado. Eu não sei como descrever o que senti naquele instante. Senti como se estivesse morrendo, e estaria morto se o Senhor não tivesse intervindo para fortalecer o meu coração, que parecia saltar do meu peito.
A visão do personagem desapareceu, e eu percebi que as minhas mãos, pés e lado estavam trespassados e jorravam sangue. Imagine a aflição que eu senti então e que tenho continuado a experimentar a toda a hora, nestes últimos dias.
Carta para Frei Benedetto de San Marco, 191
Uma oração a Jesus
por São Pio de Pietrelcina
Oh meu Jesus,
me dê sua força
quando minha natureza fraca se rebelar
contra a angústia e o sofrimento desta vida de exílio,
e me permita aceitar tudo
com serenidade e paz.
Com toda a minha força, apego-me aos seus méritos,
seus sofrimentos, sua expiação e suas lágrimas,
para que eu possa cooperar com você
na obra da salvação.
Dá-me forças para fugir do pecado,
a única causa de Tua agonia,
Teu suor de sangue e Tua morte.
Destrói em mim tudo o que te desagrada
e enche meu coração com o fogo do teu santo amor
e todos os teus sofrimentos.
Me abraça com ternura, firmeza, perto de você
para que eu nunca te deixe
em paz em sua cruel paixão.
Peço apenas um lugar de descanso em seu coração. Amém.
QUER SER FILHO (A) ESPIRITUAL DE PADRE PIO?😃
- Este privilégio é concedido a todos aqueles que procuram viver uma vida de graça e aumentar cada vez mais a fé por meio da sua inspiração.
- Durante a sua vida, Padre Pio foi Diretor Espiritual de muitos devotos que desejaram ficar sob a sua especial orientação e protecção.
- Ele chamava-lhes “Filhos Espirituais” e sempre os advertia de que se comportassem dignamente para que “não o deixassem passar vergonha perante Deus”.
👉Você pode também tornar-se Filho Espiritual de Padre Pio.
✅CONDIÇÕES:
1) Viver intensamente sob a graça divina.
2) Provar a sua fé através de palavras e acções, levando uma vida verdadeiramente cristã.
3) Desejar permanecer sob a proteção do Padre Pio e participar dos frutos das suas orações e sofrimentos.
4) Imitar as virtudes do Padre Pio, particularmente o seu amor por Jesus Crucificado, pelo Santíssimo Sacramento, por Nossa Senhora, pelo Papa e por toda a Igreja.
5) Ter um sincero espírito de caridade para com todos.
São Padre Pio, rogai por nós!😇
Aqui estão algumas frases conhecidas de São Padre Pio, refletindo sua espiritualidade profunda e prática da fé:
1. “Nunca perca a paz, mesmo que todos estejam contra você.”
2. “A oração é a melhor arma que temos; é a chave do coração de Deus.”
3. “Aceite tudo o que Deus permitir, mas com amor e paciência.”
4. “Não tenha medo de amar a Jesus; Ele nunca rejeita quem O procura com sinceridade.”
5. “A fé é a força que nos sustenta em todos os momentos da vida.”
6. “Quem tem paciência pode obter tudo; quem não a tem, perde tudo.”
7. “A dor e o sofrimento são permitidos por Deus para nos purificar e aproximar d’Ele.”
8. “Reze, reze muito, e que sua vida seja um reflexo da misericórdia de Deus.”
9. “A confissão frequente é um caminho seguro para a paz da alma.”
10. “Nunca subestime o poder da oração silenciosa e do amor ao próximo.”
MILAGRE IMPRESSIONANTE
José María Zavala:
Gianna Vinci me relatou em Roma um desse milagres que deixam qualquer um boquiaberto. Em certa ocasião, uma mulher, doente de câncer, pediu a seu marido, agnóstico, que a levasse a San Giovanni Rotondo, pois tinha ouvido que o Padre Pio fazia milagres. O homem impôs uma condição: esperaria fora da igreja. Então a mãe entrou sozinha com o filho de dez anos. Gianna Vinci estava ali e viu tudo. A mulher ajoelhou-se no confessionário do Padre Pio enquanto este indicava ao menino que avisasse seu pai. O pequeno obedeceu: “Papai, o Padre Pio está te chamando”, disse na porta. Mas o menino… era surdo mudo! Emocionado, o pai acabou se confessando e sua esposa ficou curada do câncer naquele mesmo instante.
São Padre Pio de Pietrelcina, rogai por nós!
Fonte São Padre Pio de Pietrelcina Ofm.Cap
Guarda-te das ansiedades e preocupações, pois não há nada que impeça mais o caminho da perfeição. Coloca o teu coração, minha filha, suavemente nas chagas de Nosso Senhor, mas não pela força das armas. Tem grande confiança na sua misericórdia e bondade, pois ele nunca te abandonará, mas não deixes, por isso, de abraçar a sua santa cruz (LdP, 233).
São Padre Pio de Pietrelcina
Devoto_de_São_Padre_Pio




































