domingo, 4 de abril de 2021

TRATADO DA VERDADEIRA DEVOÇÃO A SANTÍSIMA VIRGEM

 Ganhei esse livro da minha irmã, não conhecia esse Tratado, fiquei encantada com o conteúdo, para divulgar pesquisei nesse site:

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O método de consagração do Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem.

Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima VirgemO método de consagração a Virgem Maria segundo o “Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem”, de São Luís Maria Grignion de Montfort, está escrito nesse livro e tem três momentos distintos. Num primeiro momento, o Santo nos ajuda a conhecer melhor Maria e fala da necessidade da nossa consagração a ela. Depois, São Luís nos mostra como viver a consagração. No final, o Tratado nos dá um itinerário, um caminho, de preparação para a consagração. Este escrito sintetiza o método de consagração, que é semelhante a outros métodos, mas tem como diferencial uma teologia mais desenvolvida a respeito da devoção a Virgem Maria.


Nos primeiros capítulos do Tratado, São Luís Maria nos ajuda a compreender a devoção a Santíssima Virgem. Ele nos apresenta a pessoa de Maria no desígnio da Salvação e, consequentemente, em relação a nós. Segundo ele, a perfeita devoção a Nossa Senhora tem esse nome porque esta é uma perfeita consagração a Jesus Cristo. “Quanto mais uma alma se consagrar a Maria, mais consagrada estará a Jesus Cristo” (TVD 120). Esta consagração é a que mais nos conforma a Jesus porque nos conformamos a Maria, que foi a pessoa que mais se conformou com Ele.

Depois de conhecer melhor a Virgem Maria e a consagração total a ela, São Luís nos fala da vivência da “escravidão de amor”. Este método comporta dois tipos de prática espiritual. O primeiro tipo são as práticas exteriores, que são as orações propostas pelo Santo para o crescimento espiritual. Além disso, faz parte deste método de consagração ter um sinal exterior, como uma corrente, um anel, uma medalha, que não é obrigatório, mas é uma prática salutar. Quanto às práticas interiores, que são mais importantes, trata-se de uma mudança radical no nosso relacionamento com o Senhor e com a Virgem Maria. Quem se consagra por esse método deve fazer tudo por Maria, com Maria, em Maria e para Maria. Nestas práticas interiores está o segredo da eficácia dessa consagração para a nossa santificação e para o nosso crescimento espiritual. Devemos oferecer a Maria as nossas orações, jejuns, penitências, boas obras. Tudo que o que fazemos, entregamos nas mãos da Virgem Maria, para que ela, como Mãe de Jesus e nossa, ofereça a Ele nosso sacrifício.

No final do Tratado, São Luís apresenta os exercícios espirituais de preparação para a consagração total a Virgem Maria. Depois da preparação, para fazer a consagração, o método tem uma fórmula própria, que também está no final do livro. Algumas edições contém também as orações preparatórias para fazer a consagração e outras orações que fazem parte da devoção mariana.

Assim, o método de consagração, segundo o Tratado de São Luís, nos ajuda a conhecer a Virgem Maria, a nos consagrar a ela e viver essa consagração. Trata-se de um método completo, pois nos dá a conhecer todas as etapas da consagração, permitindo que conheçamos cada uma delas. Por isso, este é um método excepcional para fazer a consagração total e para vivê-la bem. Por fim, o método do Tratado comporta a perseverança, por isso, aconselha-se que se retome a sua leitura sempre, como fez o beato Papa João Paulo II  durante toda a sua vida. Ter o Tratado como livro de cabeceira é o segredo da santidade de muitos santos e santas. Por isso, queira fazer parte deste exército de escravos fiéis da Virgem Maria, que esperam com as lâmpadas acesas até a segunda vinda do Senhor (cf. Lc 12, 35).

 

 O “Tratado da Verdadeira Devoção a Santíssima Virgem” é uma obra de São Luís Maria Grignion de Montfort (☆1673 – ✝1716), escrita por ele pouco antes de sua morte. O livro nos fala da devoção a Nossa Senhora e da necessidade da consagração a Ela. Além disso, o Tratado nos dá um método simples e eficaz de consagração, de nos entregar inteiramente a Maria.

O manuscrito do Tratado ficou perdido durante 130 anos, de 1712 a 1842, quando foi encontrado em uma caixa por um padre da congregação fundada por Montfort. Isto foi predito pelo Santo em seu Escrito: “Prevejo que muitos animais frementes virão em fúria para rasgar com seus dentes diabólicos este pequeno escrito […] Ou pelo menos procurarão envolver este livrinho nas trevas e no silêncio duma arca, a fim de que não apareça” (TVD 114).

A finalidade deste livro, segundo São Luís Maria, é mostrar como Maria Santíssima ainda é desconhecida, o que é uma das razões de Jesus Cristo não ser conhecido como deve ser. O Tratado nos leva ao conhecimento do Reino da Virgem Maria e ao conhecimento do Reino de Cristo. São Luís também diz que Jesus veio ao mundo por Maria e por Ela deve voltar no fim dos tempos: “Ela deu Jesus Cristo ao mundo a primeira vez, a há de fazê-lo resplandecer também na segunda vez” (TVD 13).


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O Padre Francisco Amaral escreveu o livro Sou todo teu, Maria, no livro você entende melhor sobre o Tratado da Verdadeira Devoção a Santíssima Virgem

https://blog.cancaonova.com/tododemaria/tratado/

https://www.youtube.com/c/PadreFranciscoAmaral/about

São Luís Maria Grignion de Montfort

Nascido na França, no ano de 1673, de uma família muito numerosa, ele sentiu bem cedo o desejo de seguir o sacerdócio e, assim, percorreu o caminho dos estudos.

Como padre, São Luís começou a comunicar o Santo Evangelho e a levar o povo, por meio de suas missões populares, a viver Jesus pela intercessão e conhecimento de Maria. Foi grande pregador, homem de oração, amante da Santa Cruz, dos doentes e pobres; como bom escravo da Virgem Santíssima não foi egoísta e fez de tudo para ensinar a todos o caminho mais rápido, fácil e fascinante de unir-se perfeitamente a Jesus, que consistia na consagração total e liberal à Santa Maria.

São Luís já era um homem que praticava sacrifícios pela salvação das almas, e sua maior penitência foi aceitar as diversas perseguições que o próprio Maligno derramou sobre ele; tanto era assim que foi à Roma para pedir ao Papa permissão para sair da França, mas esse não lhe concedeu tal pedido. Na força do Espírito e auxiliado pela Mãe de Deus, que nunca o abandonara, São Luís evangelizou e combateu na França os jansenistas, os quais estavam afastando os fiéis dos sacramentos e da misericórdia do Senhor.

São Luís, que morreu em 1716, foi quem escreveu o “Tratado da verdadeira devoção à Santíssima Virgem”, que influencia ainda hoje, muitos filhos de Maria. Influenciou, inclusive, o saudoso Papa João Paulo II que, por viver o que São Luís nos partilhou, adotou como lema o Totus Tuus, Mariae, isto é, “Sou todo teu, ó Maria”.

São Luís Maria Grignion de Montfort, rogai por nós!

fonte:https://santo.cancaonova.com/santo/sao-luis-maria-grignion-de-montfort-devoto-a-virgem-maria/ 

 

São Luís, que morreu em 1716, foi quem escreveu o “Tratado da verdadeira devoção à Santíssima Virgem”, que influencia ainda hoje, muitos filhos de Maria. Influenciou inclusive o saudoso Papa João Paulo II, que por viver o que São Luís nos partilhou, adotou como lema o Totus Tuus, Mariae, isto é, “Sou todo teu, ó Maria”.

1- “Só Deus é a minha ternura, só Deus é o meu sustentáculo, só Deus é todo o meu bem, a minha vida e a minha riqueza».

2- “Ó Virgem fiel, tornai-me em todas as coisas um perfeito discípulo, imitador e escravo da Sabedoria encarnada, Jesus Cristo, vosso Filho».

3-“Dêem preferência às aldeias mais que às cidades, aos pobres mais do que aos ricos”.

4-“Tome a sua cruz! E não deverá arrastá-la, sacudi-la, reduzi-la ou escondê-la. Pelo contrário, leve-a bem erguida nas suas mãos, sem impaciência, nem azedume, nem murmurações…enfim sem qualquer vergonha ou respeito humano…”.

5- “O Senhor não considera tanto o sofrimento em si mesmo, mas sim a maneira como se sofre”.

6- “É por Maria que procuro e que vou encontrar Jesus, que eu esmagarei a cabeça da serpente e vencerei todos os meus inimigos e a mim mesmo, para a maior glória de Deus”.

7- “O conhecimento da Sabedoria eterna não é apenas o mais nobre e o mais doce, mas ainda o mais útil e o mais necessário, já que a vida eterna consiste em conhecer a Deus e seu filho Jesus Cristo”.

8- “Deus ama tanto as crianças que as coloca como prioridade do Reino dos céus. Por isso, quando temos um coração de criança que é dócil a palavra de Deus e busca praticar o que Jesus ensinou, acabamos escolher o caminho mais fácil para chegar a salvação: o caminho da pequenez”.

9- “Os pobres e crianças seguiam-no por toda parte, considerando-o um entre elas. Viam nesse querido Salvador tanta simplicidade, benignidade, condescendência e caridade que se acotovelavam à sua volta para se aproximarem d’Ele”.

10- “Jamais a cruz sem Jesus nem Jesus sem a cruz!”.

11- “Se examinarmos atentamente o resto da vida de Jesus, veremos que foi por Maria que ele quis começar seus milagres”.

12-“Tal é a vontade de Deus, que tudo tenhamos por Maria e assim será enriquecida, elevada e honrada pelo Altíssimo, aquela que, em toda a vida, quis ser pobre, humilde e escondida até ao nada”.

13- “Mil graças a Maria! este Jesus que eu possuo é, com efeito, seu fruto, e sem ela eu jamais o teria”.

14-“Deus, vendo que somos indignos de receber suas graças diretamente de suas mãos divinas, dá-as a Maria, a fim de obtermos por ela o que ele nos quer dar.“

15-“Que todos os homens, os estudiosos e os simples, os justos e os pecadores, os maiorais e os pequenos, louvem e honrem a JESUS e Maria, dia e noite, através da oração do Santíssimo Rosário. “Saudai a Maria que tem trabalhado muito entre vós.” (Rm 16,6)

16-“Peço que estejam atentos, a fim de não pensarem que o Rosário é de pouca importância, como dizem os ignorantes e alguns grandes intelectuais orgulhosos. Longe de insignificante, o Rosário é um tesouro de valor incalculável e inspirado por DEUS”.

17-“Ser vosso devoto, ó Virgem Santíssima, é uma arma de Salvação que Deus dá, àqueles que quer salvar”.

18-“O cristão que não medita sobre os mistérios do Rosário é muito ingrato a Nosso Senhor e mostra o quão pouco ele se preocupa por tudo que o Salvador Divino sofreu para salvar o Mundo.”

19-“Reconhecerão que Ela [ A Virgem Maria] é o meio mais seguro, mais fácil, mais rápido e mais perfeito de chegar a Jesus Cristo, e se lhe entregarão de corpo e alma, sem restrições, para assim também pertencerem a Jesus Cristo”.

20-“Jesus Cristo, nosso Salvador, verdadeiro Deus e verdadeiro Homem, deve ser o fim último de todas as nossas devoções”.

21-“É lamentável ver como a maioria das pessoas rezam o Santo Rosário, extremamente rápido e murmurando, fazendo com que as palavras não sejam pronunciadas claramente.”

22-“Quem encontar Maria, encontrará a Vida [ Jesus Cristo]”.

23-“Digo que devemos pertencer a Jesus Cristo e servi-lo, não como servos mercenários, mas como escravos amorosos, que, por efeito de um grande amor, se dedicam a servi-lo como escravos, pela honra exclusiva de lhe pertencer”.

24-“(A Virgem Santíssima) É tão caridosa que ninguém repele, que implore sua intercessão, ainda que seja um pecador; pois, como dizem os Santos, nunca se ouviu dizer, desde que o mundo é mundo, que alguém que tenha recorrido à Santíssima Virgem, com confiança e perseverança, tenha sido desamparado ou repelido”.

25-‎”O Rosário é mais valioso que os salmos, pois: Assim como a realidade é mais importante que a prefiguração, e o corpo mais importante do que a sombra, da mesma forma o Rosário é mais grandioso que o Saltério de Davi que nada mais fez que prefigurá-lo.”

26-“Confesso com toda a Igreja que Maria é uma pura criatura saída das mãos do Altíssimo. Comparada, portanto, á Majestade Infinita ela é menos que um átomo, é , antes um nada, pois que só ele é ” Aquele que é” (Ex 3,14).

27-“Tudo que convém a DEUS pela Natureza, convém a Maria pela Graça”.

28-“Maria é um lugar Santo, o Santo dos Santos, em que se formam e modelam os Santos”.

29-“Só Maria achou graça diante de DEUS (Lc 1,30), sem auxílio de qualquer outra criatura”.

fonte: https://jovensconectados.org.br/frases-marcantes-de-sao-luis-maria-grignion-de-montfort-devoto-a-virgem-maria.html

 

 

sexta-feira, 2 de abril de 2021

A confissão é um sacramento de cura

A confissão é um sacramento de cura

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Cada vez mais e mais pessoas têm buscado a cura da alma, fiéis têm também encurtado o tempo de uma confissão para outra, mas é preciso ficar atento, pois não basta confessar-se várias vezes, é preciso confessar-se bem. Mas como fazer isso?

Bom, confessar-se é dizer a verdade, relatar algo que foi feito; confessar significa assumir tal ato. No caso da confissão sacramental, significa dizer os pecados, os erros cometidos contra os mandamentos de Deus.

Foto: Daniel Mafra/cancaonova.com

Quatro passos necessários para uma boa confissão

Podemos dizer que são necessários quatro passos. No primeiro, a pessoa deve colocar-se em oração, pedir a Deus a graça de uma sincera contrição; no segundo, fazer um bom exame de consciência ao rezar, lembrar como foi a caminhada da última confissão até o presente; depois, buscar o sacerdote e confessar. Por fim, após a confissão, cumprir a penitência.

O primeiro passo é rezar, orar a Deus e pedir um coração arrependido do mal realizado, pois nem sempre este se arrepende; muitas vezes, a consciência está laxa, ou seja, até sabe que errou, mas não veio o arrependimento. A oração será esse pedido a Deus, para que se convença do mal e se arrependa.

Segundo passo: importante fazer um bom exame de consciência, ou seja, fazer um balanço desde a última confissão sobre os males cometidos. Nesse momento, vale dizer que pecado confessado é pecado perdoado. Se um pecado foi confessado e não mais cometido, não se confessa novamente. Outra dica interessante: se você tem dificuldades, medo ou vergonha de se confessar, faça o seguinte: anote seus pecados. Isso ajudará muito você e o sacerdote.

O terceiro passo: buscar um sacerdote católico, um padre ligado à Igreja Católica Apostólica Romana, pois ele recebeu o múnus, o serviço de celebrar este sacramento pela autoridade do bispo que o ordenou e do bispo local. É em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo e da Igreja que o padre perdoa os pecados.

Não se preocupe: “O que o padre vai pensar de mim?” ou “O padre é pecador como eu!”. O padre não vai ficar pensado nisso. Imagine! Se assim fosse, não iria conseguir viver só pensando nos males do ser humano. Ele recebe a graça de acolher, ouvir, dar uma direção. Pela imposição das mãos dos apóstolos, pela graça da sucessão apostólica, os sacerdotes são colaboradores dos bispos, dos primeiros apóstolos que deram este poder para os outros apóstolos até chegar aos de hoje. Por que confessamos? Porque acreditamos no perdão e na autoridade de perdoar pecados concedida por Jesus Cristo aos apóstolos (Jo 20,22-23). O padre é pecador, mas é um escolhido; e independente de sua santidade, quando ele ministra e perdoa os pecados, a pessoa está perdoada.

O quarto passo: depois de confessar, o padre dá alguma orientação. Pode ser que ele peça para o fiel rezar o ato de contrição; depois, dá a penitência. Sobre o ato de contrição, existem fórmulas longas, outras curtas e também pode ser rezado espontaneamente. O padre, normalmente, dá alguma penitência para que o fiel repare o mal; pode ser uma oração, um gesto para que se retome à santidade perdida pelo pecado. E se o padre não deu penitência? Acalme-se! A confissão é válida. Faça uma oração e tenha atitudes de um cristão, ou seja, retome a vivência dos mandamentos, viva a vida perguntando-se como Jesus faria se estivesse no seu lugar.

Não banalize o sacramento da confissão

A confissão é uma bênção, por isso não a banalize, não a trate de qualquer forma. Examine a sua consciência, confesse-se e proponha-se a não mais pecar. Seja firme com você mesmo e tenha atenção às brechas que você deixa para o inimigo. Quando se deixa de rezar e vigiar, qualquer um se torna presa fácil.

Reze sua oração pessoal, vá à Missa, tenha devoções e reze o terço. Vigie. Esse ambiente é legal? Esse programa convém? Por fim, como foi dito acima, lembre-se de que não basta se confessar várias vezes, é preciso confessar-se e romper com o pecado. Com a graça de Deus, siga em frente e tenha a santidade como meta.

Como fazer um bom exame de consciência

Para você fazer uma boa confissão é preciso examinar a sua consciência

É preciso avaliar a consciência com coragem, segundo a luz do Espírito Santo. E nada de esconder algo do sacerdote, pois ali ele representa o próprio Jesus.

1 – Amo Deus mais do que as coisas, as pessoas e os meus programas? Ou será que tenho adorado deuses falsos, como o prazer do sexo antes ou fora do casamento, o prazer da gula, o orgulho de aparecer, a vaidade de me exibir, de querer ser “o bom” etc.?

Cultivo de superstições

2 – Eu tenho, contra a lei de Deus, buscado poder, conhecimento, riquezas, soluções para meus problemas em coisas proibidas como horóscopos, mapa astral, leitura de cartas, búzios, tarôs, pirâmides, cristas, espiritismo, macumba, candomblé, magia negra, invocação dos mortos, leitura das mãos etc.? Tenho cultivado superstições? Figas, amuletos, duendes, gnomos e coisas parecidas? Ouço músicas que me influenciam e provocam alienação, violência, desejo de sexo, rebeldia e depravação?

3 – Rezo, confio em Deus, procuro a Igreja, participo da Santa Missa aos domingos? Eu me confesso? Comungo?

4 – Leio os Evangelhos, a Palavra viva de Jesus, ou será que o Senhor é um desconhecido para mim?

5 – Respeito, amo e defendo Deus, Nossa Senhora, os anjos e santos e as coisas sagradas? Ou será que sou um blasfemador que age como um inimigo de Jesus?

6 – Amo, honro, ajudo meus pais e irmãos, a minha família? Ou será que eu sou “um problema a mais” dentro da minha casa? Eu faço os meus pais chorarem? Eu sou um filho que só sabe exigir e exigir? Eu minto e sou fingido com eles? Vivo o mandamento: “Honrar pai e mãe”?

Viver a castidade

7 – Como vai o meu namoro? Faço da minha garota um objeto de prazer para mim, como um cigarro que eu fumo e jogo a “bita” fora? Ela é uma “pessoa” com a qual quero conviver ou é apenas uma “coisa” para me dar prazer?

8 – Vivo a vida sexual antes do casamento, fora do plano de Deus? Peco por pensamentos, palavras e atos com relação a assuntos como masturbação, revistas pornográficas, filmes, desfiles eróticos e roupas provocantes? Vivo o homossexualismo?

9 – Respeito meu corpo e minha saúde, que são dons de Deus? Ou será que eu destruo o meu corpo, que é o templo do Espírito Santo, com a prostituição, as drogas, as aventuras de alto risco, as brigas, violências, provocações etc.?

10 – Sou honesto ou será que tapeio os outros? Engano meus pais? Pego dinheiro escondido deles? Será que eu roubei algo de alguém, mesmo que seja algo sem muito valor? Já devolvi?

Sou uma pessoa vingativa

11 – Fiz mal para alguém? Feri alguém com palavras, pensamentos, atitudes, tapas e armas? Neguei o meu perdão a alguém? Desejei vingança? Tenho ódio de alguém?

12 – Eu falo mal dos outros? Vivo fofocando, destruindo a honra e o bom nome das pessoas? Sou caluniador e mexeriqueiro? Vivo julgando e condenando os outros? Sou compassivo, paciente e manso? Sei perdoar, como Jesus manda?

13 – Sou humilde, simples, prestativo e amigo de verdade?

14 – Vivo a caridade, sei sofrer para ajudar quem precisa de mim?
Partilho o que tenho com os irmãos ou sou egoísta?

15 – Sou desapegado das coisas materiais, do dinheiro?


Pecado da gula

16 – Sou guloso? Vivo só para comer ou como para viver?

17 – Eu bebo sem controle? Deixo que o álcool destrua minha vida e desgrace a minha família?

18 – Sou preguiçoso? Não trabalho direito? Deixo todas as minhas coisas jogadas e mal-arrumadas, estragando-se?

19 – Sinto raiva de alguém e não perdoo o mal que ele me fez? Desejo vingança contra alguém? Sou maldoso?

20 – Sou invejoso? Ciumento? Vivo desejando o mal para os outros?

Trecho do livro: ‘Jovem, levanta-te’

fonte:https://formacao.cancaonova.com/espiritualidade/vida-de-oracao/como-fazer-um-bom-exame-de-consciencia/

 

O sigilo do sacramento da confissão

Dentre os sacramentos da Igreja, dois recebem o título de sacramentos de cura. São eles: sacramento da penitência e unção dos enfermos.

Sobre o sacramento da penitência, o conhecemos por diferentes nomes, e cada um tem o seu significado próprio:

1. Sacramento da conversão: realiza sacramentalmente o convite de Jesus à conversão.

O sigilo do sacramento da confissão

Foto Ilustrativa: Daniel Mafra/cancaonova.com

2. Sacramento da penitência: consagra um esforço pessoal e eclesial de conversão, de arrependimento e satisfação do cristão pecador.

3. Sacramento de confissão: a confissão dos pecados diante do presbítero é elemento essencial desse sacramento.

4. Sacramento da reconciliação: concede ao pecador o amor de Deus que reconcilia. O penitente faz a experiência do amor misericordioso do Pai.

O sacramento da confissão tem o sigilo inviolável

Quando falamos em confissão, muitos fiéis carregam no coração o medo; não raro, há aqueles que se perguntam: “O padre não contará meus pecados para outras pessoas?”. Sobre essa questão, os documentos da Igreja afirmam o caráter inviolável do segredo da confissão. O presbítero que acolhe o penitente, ouve seus pecados e lhe administra a absolvição está sob o sigilo sacramental, isso significa que aqueles pecados ouvidos não serão revelados em hipótese alguma.

Sobre o sigilo sacramental, os documentos da Igreja afirmam: “O sigilo sacramental é inviolável, por isso, é absolutamente ilícito ao confessor, de alguma forma, trair o penitente por palavras ou de qualquer outro modo e por qualquer que seja a causa.


Tem a obrigação de guardar segredo também o intérprete, se houver, e todos aqueles a quem, por qualquer motivo, tenha chegado o conhecimento de pecados por meio da confissão” (Código de Direito Canônico, 893).

“Dada a delicadeza e a grandeza deste ministério e o respeito devido às pessoas, a Igreja declara que todo sacerdote que ouve confissões está obrigado a guardar segredo absoluto sobre os pecados que os seus penitentes lhe confessaram, sob penas severíssimas. Tão pouco pode servir-se dos conhecimentos que a confissão lhe proporciona sobre a vida dos penitentes. Esse segredo, que não admite exceções, é chamado ‘sigilo sacramental’, porque aquilo que o penitente manifestou ao sacerdote fica ‘selado’ pelo sacramento” (Catecismo da Igreja Católica, 1476).

Confissão

O termo “sigilo” vem do latim sigillum, selo, lacre. Uma vez ouvida a confissão dos pecados, o presbítero sela com seu silêncio aquilo que foi ouvido. Não poderá jamais revelar para outrem o segredo dos pecados apontados pelo penitente. Esse sigilo sacramental é extremamente sério, tanto que o Código de Direito Canônico assim expressa no Cânon 1388: “O confessor que viola diretamente o sigilo sacramental incorre em excomunhão latae sententiae reservada à Sé apostólica; quem o faz só indiretamente seja punido conforme a gravidade do delito”.

Essa violação do sigilo sacramental é direta quando se revela o pecado ouvido em confissão e a pessoa do penitente, quer indicando o nome, quer ainda manifestando pormenores que qualquer pessoa pode deduzir de quem se trata. É indireta quando não se revela tão claramente a pessoa do penitente, mas o modo de agir ou de falar do confessor é tal que origina o perigo de que alguém a conheça.

fonte: https://formacao.cancaonova.com/igreja/doutrina/o-sigilo-do-sacramento-da-confissao/ 




quarta-feira, 31 de março de 2021

Novena em honra à Santa Gravidez da Virgem Maria

Novena em honra à Santa Gravidez da Virgem Maria https://blog.cancaonova.com/imaculadocoracaodemaria/files/2019/03/images-2.jpeg?file=2019/03/images-2.jpeg

No dia da Anunciação do Anjo à Nossa Senhora (25 de março), convidamos você a rezar a novena da Santa Gravidez da Virgem Maria. Diariamente, durante os nove meses de espera do Menino Jesus (de 25 de março até 25 de dezembro), ou seja, da Anunciação até o Natal do Senhor, coloque-se diante de Deus, fazendo a oração a seguir.

Oração à Nossa Senhora

“Ó Maria, virgem Imaculada, Porta do Céu e causa da Nossa Alegria, respondendo com generosidade ao Anúncio do Arcanjo São Gabriel, vós pudestes dar curso ao plano de Deus para nossa salvação. Vós fostes, pela Providência Santíssima desde toda a eternidade, constituída vaso de eleição e moradia digna do Verbo Encarnado. Pelo vosso “sim” e fidelidade ao Pai celeste, o Espírito Santo teceu em vossas entranhas Jesus, nosso Senhor e Salvador.

Eis que desejando que o Filho de Deus que quis nascer em Vós, nasça também em meu coração e conceda-me o perdão de meus pecados, prostro-me aos vossos pés e vos imploro, Nossa Senhora Achiropita, Aparecida e Rosa mística, com todo o fervor de minha alma, que vos digneis alcançar-me, do vosso Filho, a graça que tanto necessito…

(colocar a graça desejada através da novena da santa gravidez)

Ouvi minha súplica, ó Virgem Santíssima, Nossa Senhora de Caná e de Pentecostes, Vós que, perante o trono da Graça, sois a “Onipotência Suplicante”, enquanto vou meditando, com reverência e filial afeto, todos os momentos de dor e de alegria, de desolação e de providência, que vos acompanharam em vossa bendita e singular Gestação, na qual trouxestes em vosso ventre por nove meses o Filho do Deus Altíssimo.

Mãe da obediência e Medianeira de todas as graças, Vós esperastes o tempo necessário para trazer ao mundo o Rei do universo. Eis que, com fé e fidelidade, aguardo a graça que vos suplico, embora me pareça muito difícil de acontecer, impossível ou até demorada para chegar. Ajudai-me, pois, ó Mãe da ternura, virgem do silêncio e da escuta, a sofrer em santa espera o tempo e as demoras de Deus, com sobriedade de vida, alegria e perseverança. Fazei que eu jamais desanime ou seja pelo inimigo vencido.

Conduzi-me ao paraíso de Vosso Dulcíssimo Jesus e passai a frente, ó Mãe desatadora dos Nós, de cada uma de minhas necessidades, perigos ou aflições, desatando e desembaraçando por vossa força e poder um dos nós que eu, o mundo ou o nosso inimigo comum causamos em minha vida, caminhada e vocação.

E se não bastassem os meus pecados, Ó Senhora dos Remédios, do Bom parto e do Perpétuo Socorro, ainda vos peço, em virtude dos vossos cuidados e suplícios para com Jesus em Vosso ventre, por todas as mães grávidas, para que tenham uma boa hora, e também por todas aquelas que passam por uma gestação delicada, pelas que são atormentadas pela ideia de abortar seus filhos e pelas que não podem ou não consegue tê-los.

Ó Senhora do Carmo, das Dores e da Defesa, mão e colo que embalaram Jesus, consolai todas as mães que rezam pela volta de seus filhos ao lar e aos bons costumes. Recompensai as mães que geram filhos para Deus, instituindo-os na fé e entregando-os a vida sacerdotal e religiosa.

Nossa Senhora da Anunciação, rogai por nós.

Nossa Senhora de Belém, rogai por nós. Amém.

Rezar 9 Ave-Marias, em honra de cada um dos 9 meses em que Jesus esteve no ventre de Nossa Senhora acompanhadas da seguinte jaculatória: “Benditas sejam a Santa Gravidez e a Imaculada Conceição da bem-aventurada sempre virgem Maria, Mãe de Deus e nossa Mãe”.

fonte:https://comshalom.org/novena-da-santa-gravidez-de-nossa-senhora/


https://i.ytimg.com/vi/B8UTG81V6Fw/maxresdefault.jpgVamos rezar juntos a Novena em honra à Santa Gravidez de Nossa Senhora. Essa novena é muito especial, porque acompanhamos toda a gestação de Nossa Senhora, desde a Anunciação do arcanjo São Gabriel (25 de março) até o nascimento de Jesus, o Natal (25 de dezembro). Ela deve ser rezada diariamente durante 9 meses. É uma oração poderosa, que torna possível muitos impossíveis. Vamos rezar? 

 Oração inicial "Ó Maria, Virgem Imaculada, Porta do Céu e causa da nossa alegria, respondendo com generosidade ao Anúncio do Arcanjo São Gabriel, vós pudestes dar curso ao plano de Deus para a minha salvação. Vós fostes, pela Providência Santíssima desde toda a eternidade, constituída morada digna do Filho de Deus Encarnado. Pelo vosso “sim” e fidelidade ao Pai Celeste, o Espírito Santo teceu em vosso ventre  Jesus, nosso Senhor e Salvador. Eis que desejando que o Filho de Deus, que quis nascer em Vós, nasça também em meu coração e conceda-me o perdão de meus pecados, prostro-me aos vossos pés e vos imploro, com todo o fervor de minha alma, que vos digneis alcançar-me do vosso Filho a graça que tanto necessito… (faça seu pedido) ... Ouvi minha súplica, ó Virgem Santíssima, vós que perante o Trono da Graça sois a “Onipotência Suplicante”, enquanto vou meditando com reverência e filial afeto todos os momentos de dor e de alegria, de desolação e de providência que vos acompanharam em vossa bendita e singular Gestação, na qual trouxestes em vosso ventre por nove meses o Filho do Deus Altíssimo. Amém." - Rezar 24 Ave-Marias em honra de cada hora do dia dos 9 meses em que Jesus esteve no ventre de Nossa Senhora, acompanhadas da seguinte jaculatória: "Bendita seja a Santa Gravidez e a Imaculada Conceição da Bem-Aventurada Virgem Maria, Mãe de Deus e Nossa Mãe."

fonte https://rezandojunto.blogspot.com/

quarta-feira, 10 de março de 2021

Boletins do padre Reginaldo Manzotti- ano 2021

 


06 de Janeiro de 2021

Filhos e filhas,

Feliz 2021! Que neste novo ano que se inicia, possamos ainda mais confiar em Deus e superar desafios, na humildade e fraternidade.

É o primeiro boletim do ano, é tempo de renovar as esperanças, fazer novos planos, traçar metas em todas as áreas de nossa vida. Deus nos reserva muitas graças e nos quer felizes, mas pelo livre arbítrio que nos concedeu, tudo dependerá do nosso esforço pessoal e disciplina. Sempre é possível avançar mais rumo àquilo que Deus pensou para nós e Jesus veio revelar: uma vida plena e abundante.

A Igreja sempre reconheceu e exaltou a importância da família para a construção de uma sociedade equilibrada, justa e fraterna. São João Paulo II a descrevia como a célula mãe da sociedade e a conclamava a ser um santuário de amor, uma pequena Igreja doméstica.

A família foi colocada à prova no ano de 2020, como também nos anos anteriores. Mas, em particular, as famílias tiveram que, juntos, aprender a conviver frente a uma nova realidade que exige tantos dos pais, quanto dos filhos.

Por isso, sugiro algumas reflexões para que em 2021 toda família viva em harmonia e paz:

Perdoem-se sempre

O perdão é o remédio para a cura espiritual do ser humano. O perdão liberta e nos devolve a paz. Ao se perdoarem sobre algo que os magoou e acertarem como devem agir, não toquem mais no assunto.

Mantenham o respeito

Busquem focar a atenção naquilo que os une, nos pontos comuns. Rezem um pelo outro e busquem seguir com o olhar para o mesmo horizonte. O sucesso ou o fracasso da relação depende de quem faz parte dela, ou seja, do casal. Não abandonem o barco antes de começarem a remar. Não desistam na primeira dificuldade. Sejam persistentes e façam tudo o que puderem para sempre reavivar a chama do sentimento que um dia fez com que quisessem passar a vida inteira juntos.

Na vida de fé

Devemos dar graças ao Senhor e confiar a Ele nossas preocupações por meio de nossas orações, conforme São Paulo recomenda: “Não vos inquieteis com nada! Em todas as circunstâncias, apresentai a Deus as vossas preocupações, mediante a oração, as súplicas e a ação de graças” (Fl 4, 6). O Espírito Santo, que ensina a Igreja e a faz recordar de tudo o que Jesus disse, também educa para a vida de fé.

Essas são apenas algumas orientações em algumas áreas importantes da vida que nos proporcionarão um ano melhor e uma vida mais feliz.

Deus abençoe,

Padre Reginaldo Manzotti

 27 de Janeiro

Filhos e filhas,

A fé é um dom gratuito de Deus, oferecido a todos os homens, sem exceção. Chamamos de dons infusos a fé, a esperança e a caridade.

A fé é como uma semente. Quando nascemos, Deus planta em nós a semente da fé e nós nascemos com esta semente. É uma semente em potencial, que ainda não é ato, mas compete a nós darmos condições materiais para que a fé cresça.  Ou seja, a fé é dom de Deus que não nasce separadamente da vontade humana, porque ninguém acredita se não quiser. Também ninguém acredita sem que Deus o permita.

A fé precisa ser estimulada, precisa ser exercitada e para isso, requer algumas atitudes importantes. Podemos tomar como exemplo o dom de tocar violão. A pessoa tem o dom mas precisa treinar, estudar e exercitar.

Para exercitar a fé precisamos ter caridade, pois a fé cresce na prática da caridade. Outro exercício fundamental é a vivência sacramental. Buscar os sacramentos da confissão e da comunhão, mesmo que não tenha vontade e não o faça por sentimento.

Santa Teresa D’Ávila ensinava que quando se tem vontade de ir à missa, vai. Mas, se no domingo seguinte não se tem, não se deve deixar de ir, porque é justamente quando se vai sem ter vontade, que se vai pela fé. É o mesmo com a oração: quando se reza sem vontade, sem prazer, se age pela fé e o valor desta oração é dobrado. Não é uma questão de sentir prazer, sentir vontade, é uma questão de atitude. Não podemos reduzir a fé ao sensacionalismo, ao sentimento de estar com vontade ou não.

E por fim, mas não menos importante, quem deseja exercitar a fé deve realizar com constância a leitura da palavra de Deus. A fé unida a inteligência e a razão voa com maior facilidade. Voltemos ao exemplo do dom da música, se não exercitamos os dedos, a memória auditiva e a habilidade, nós perdemos este dom, pois não o desenvolvemos. Assim também é com a fé.

Gostaria de salientar que Jesus não menciona se há oração fraca ou forte, porém Jesus diz: “Tudo que pedirdes com fé na oração, vós o alcançareis” (Mt 21, 22). A fé, dom de Deus, deve crescer a cada dia em nós.

Grande ou pequenina como um grão de mostarda, mas capaz de transportar montanhas (Mt 17, 20), mais preciosa que o ouro segundo São Pedro (1Pd 1, 7) a fé exige uma verdadeira pessoal e intransferível experiência com Jesus Cristo. Pessoal e intransferível porque cada discípulo terá que fazer a sua.

A partir dessa experiência com Jesus Cristo, a fé nos compromete a realizar, momento a momento, o que Deus espera de nós.

“Fé é acreditar no que você não vê; a recompensa da fé é ver o que você acredita” (Santo Agostinho).

Deus abençoe,

Padre Reginaldo Manzotti

17 de Fevereiro

Filhos e filhas,

Já estamos na Quaresma e mais uma vez a Pandemia nos impõe muitas penitências. E mesmo com todas as restrições, começou o tempo de conversão, tempo favorável para um “voltar-se para Deus”. Começou a caminhada para a Páscoa do Senhor.

Já falando da Páscoa, padre? Explico. Ao comentar o salmo 148, Santo Agostinho nos fala do mistério pascal de Cristo celebrado pela Igreja em dois momentos pedagógicos. O primeiro é aquele que antecede a Páscoa e que denominamos de Quaresma e Semana Santa. Já o segundo refere-se ao mistério pascal da ressurreição e glorificação ao Senhor.

Tudo que celebramos na Igreja está inserido no mistério Pascal, principalmente a Quaresma. Num primeiro momento, somos chamados a perceber um Cristo Senhor que enfrentou tribulações, tentações, traições e por fim, a morte, dando-nos uma grande lição com sua obediência ao Pai até as últimas consequências: a crucificação.

Tudo na Quaresma está estabelecido para favorecer a conversão. Porém, não entendamos conversão como mero fruto de nossa capacidade de autocrítica ou de um sincero exame de consciência, mas sim como dom de Deus que vem a nós por Cristo Jesus.

Nesse sentido, todo esforço de viver intensamente a Quaresma através das obras da penitência (jejum, oração e caridade) é para aperfeiçoar a santidade já recebida no batismo. A Quaresma é um tempo muito forte para todos nós, para purificação e iluminação. Tudo favorece a isso.

Observe os sinais externos que a própria Igreja nos dá. Analise a abertura da Quaresma que é feita na Quarta-feira de Cinzas, quando elas são colocadas na nossa cabeça lembrando o próprio Cristo que nos pede “Convertei-vos e crede no Evangelho”, mesmo que nesse ano de uma forma diferente.

Atente para a cor roxa com a qual os sacerdotes se vestem e são revestidos alguns altares, nas flores e ornamentações, demonstrando a sobriedade que o tempo exige.

Perceba o silêncio dos Aleluias e Glórias não entoados nas nossas assembleias litúrgicas, a espera de explodirem com o Cristo, que vencerá a morte na madrugada da ressurreição.

Escute atentamente a liturgia da palavra que, nos cinco domingos da Quaresma, propicia um mergulho profundo nas águas do batismo, que brotam do cordeiro imolado. Você já se deu conta que sempre no primeiro domingo da Quaresma, a liturgia versa sobre a tentação de Jesus no deserto, como exemplo para superarmos nossos próprios demônios?

Reze a Via Sacra como exercício penitencial, colocando nossos pés nas pegadas de nosso Senhor, que foi obediente ao Pai até o fim. Exalte a cruz através da qual Cristo redimiu e salvou toda a humanidade. Intensifique as obras da penitência quaresmal: o jejum, a oração e a caridade.

Celebre com intensidade e profundidade o mistério pascal no tempo da Quaresma!

“Com Cristo quero viver, com Cristo quero sofrer para com Cristo Ressuscitar”.

Deus abençoe,

Padre Reginaldo Manzotti

 Boletim do dia 24 de Março

Filhos e filhas,

Na próxima sexta-feira acontece a Live ‘Compromisso de Amor’ e, desde já, eu te convido para acompanhar e participar! Nossa intenção é ajudar o maior número de pessoas que conseguirmos. Por isso, peço que você colabore fazendo a doação de alimentos durante a live. É nosso dever de cristão estender a mão a quem precisa e alimentar os famintos.

Feito esse convite, quero abordar nesta mensagem um assunto muito necessário hoje em dia: o ato de PERDOAR. O perdão deve acontecer, principalmente, por se tratar de um preceito de Nosso Senhor. Não devemos perdoar por sermos movidos por amor, complacência ou benevolência, mas sim porque foi isso que Jesus nos pediu.

Quem se fecha à graça do perdão fica preso ao passado, à dor, à magoa, à raiva e às vezes até ao desejo de vingança, sentimentos tóxicos que acabam bloqueando o futuro. Além disso, podem gerar doenças psicossomáticas, pois reduzem a imunidade do organismo e abrem espaço para as enfermidades oportunistas.

Há também aqueles que acham difícil perdoar porque ainda não entenderam que perdoar não se trata de desculpar, minimizar a ofensa sofrida e fingir que nada aconteceu. Agir dessa forma significa mascarar o problema, como colocar um curativo em cima de uma ferida que ainda contém sujeira. Ela pode até aparentar estar cicatrizada, mas, por baixo da casca, a infecção permanece. Insisto: a ferida precisa ser raspada e sangrada para acontecer a cicatrização. Desculpar não é perdoar.

O perdão só cura quando reconhecemos a dor, conversamos sobre a ofensa. E, apesar de admitir ao outro que ele agiu mal e nos machucou, escolhemos não alimentar a tristeza, não guardar ressentimentos e, em Deus, perdoamos suas fraquezas e limitações. Quando se perdoa, não se esquece. A memória do que passamos não se apaga e nem Deus pede façamos isso. Mas, se no momento em que lembrarmos daquilo que nos fizeram brotar o sentimento de mágoa ou dor, é sinal de que não houve perdão. Quando perdoamos de fato, a lembrança daquilo que foi cometido contra nós deixa de ter poder destrutivo e não desperta mais emoções negativas e nos proporciona força para prosseguir. Já os que não trilham esse caminho, tendem a se tornar agressivos e vingativos.

Jesus nos ensinou a rezar na Oração do Pai Nosso: “perdoai-nos, assim como perdoamos quem nos tem ofendido”. São Paulo também recomenda essa prática em sua carta aos Colossenses ao afirmar: “Suportem-se uns aos outros e se perdoem mutuamente, sempre que tiverem queixa contra alguém. Cada um perdoe o outro, do mesmo modo que o Senhor perdoou vocês” (Cl 3,13). Jesus, na cruz nos dá o grande exemplo: “Pai, perdoa-lhes; porque não sabem o que fazem” (Lc 23,34). Não guardemos magoas, não fiquemos rancorosos, não azedemos nossa alma, pois a ausência do perdão bloqueia até a oração

A Quaresma é, por excelência, o tempo propício à conversão e reconciliação com Deus. Por isso, se você guarda alguma mágoa, pequena ou grande, aproveite esse tempo forte e faça a experiência do perdão. Liberte-se para realmente viver a Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus.

Deus abençoe,

Padre Reginaldo Manzotti

 

Boletim do dia 31 de Março

Filhos e filhas,

“Antes da festa da Páscoa, Jesus sabia que tinha chegado a sua hora. A hora de passar deste mundo para o Pai. Ele, que tinha amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim”. (Jo 13,1)

Estamos em plena Semana Santa, que se iniciou com o Domingo de Ramos. Mais uma vez em plena Pandemia, o que nos leva a fazer dos nossos lares local de celebração da Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus. Nesta Quinta-feira Santa, começaremos o Tríduo Pascal, que é o coração da liturgia cristã.

Jesus Cristo, em sua vida e missão, assume e conduz à perfeição o que prefigurava a Páscoa antiga. A memória do Êxodo, como passagem da escravidão para a liberdade, encontra sua culminância na atitude de amor e de serviço de Jesus Cristo.

Celebrar o Tríduo Pascal é celebrar toda a história de nossa salvação. É viver intensamente a memória da passagem de Jesus Cristo no meio de nós. Com sua atitude de amor ao Pai e serviço aos irmãos, Jesus marca de uma maneira decisiva a história da humanidade e inaugura uma nova maneira de viver como irmãos e como filhos de um mesmo Pai.

Cremos que ele é o Alfa e o Ômega, a revelação do Deus da Aliança e Sua vida e a missão manifestam de forma perfeita o que é o amor e a fidelidade de Deus.

A cruz, escândalo aparente de um Deus que fracassa, torna-se o lugar referencial de salvação para a humanidade. A morte foi vencida e o amor tem a última palavra.

Fazer a memória da Paixão, morte e ressurreição do Senhor Jesus com as celebrações que nos propõe a Igreja é tornar-se contemporâneo desses acontecimentos salvíficos. É para nós cristãos a memória de um acontecimento fundador de nossa identidade cristã. É Ele o fundamento da nossa fé e de nosso agir cristão.

Nós, os seguidores de Jesus Cristo, somos os responsáveis por esta memória. Mas, esta memória cristã é comprometedora, de tal maneira que o caminho do servidor não é tranquilidade, mas sim luta, doação e serviço até as últimas consequências, a exemplo de nosso Mestre e Senhor.

Assim, para o discípulo seguidor de Jesus Cristo, a vida é um constante caminhar em que Deus é a fonte e também a meta a se alcançar. Em Jesus Cristo, o Pai já nos fez entrar, no que Ele nos prometeu e que será plenamente manifestado quando da vinda de Seu filho na glória, como está escrito na Carta aos Hebreus: “Não temos aqui a nossa pátria definitiva, mas buscamos a pátria futura” (Hb 13, 14).

Não é ao paraíso perdido que nós sonhamos voltar. A Pátria que buscamos é a cidade nova, a Jerusalém celeste. Ou seja, o Reino definitivo, a Aliança plenamente realizada, objeto de nossa esperança cristã.

Se somos Igreja que celebra o mistério da paixão, morte e ressurreição de Jesus é porque cremos que para toda a humanidade hoje, apesar das ameaças e da violência assustadora, Ele é a luz, a esperança e a Boa Nova de salvação.

Procuremos com todo o empenho preparar e viver bem a celebração do Tríduo Pascal, para que possamos participar frutuosamente do Mistério da nossa salvação, que culmina com a Celebração da Páscoa do Senhor.

O Domingo da Páscoa é como diz o Salmista: “O dia que o Senhor fez para nós: alegremo-nos e nele exultemos!”. Por isso, nenhum cristão católico pode deixar de celebrar a Eucaristia neste dia.

É o dia do Povo de Deus fazer o grande eco: “Jesus ressuscitou! Ele está vivo! Alegrai-vos!”

Deus abençoe,

Padre Reginaldo Manzotti

 


Filhos e filhas,

A vitória com Deus é certa! Temos essa certeza porque Jesus Ressuscitou, venceu a morte e nos garantiu a vida eterna. Mas, para chegarmos até a glória da ressurreição, é necessário também passar pela Cruz. Na Cruz está a redenção e Jesus só ressuscitou porque morreu. Por isso, é fundamental em nossa vida aceitarmos a cruz, na certeza de que com Deus a vitória é certa.

O caminho de Jesus passa pelo calvário e em nosso itinerário de discípulos missionários de Cristo. Compreender as últimas frases de Nosso Senhor Jesus é primordial. São João cita como sendo sete, mas em particular a última é a confirmação e realização de tudo que Jesus passou: “Tudo está consumado.” (Jo 19,28) Consumatum est, tudo foi bem feito, tudo está completo. A última palavra de Jesus é como a última observação que Deus faz no livro do Gênesis, quando tendo criado tudo disse que tudo era bom (cf. Gn 1,31).

Consumatum est, tudo foi feito para nossa salvação, para nossa redenção. Cristo não só se esvaziou fisicamente, Ele se sente abandonado a ponto de gritar: “Meu Deus, meu Deus por que me abandonaste?” (cf. Mt 27,46). Ele certamente buscou em Deus uma resposta e Ele cobriu o mundo com as trevas. A mesma que cobria a Terra, narrada no livro do Gênesis antes da criação do mundo. No 1º dia Deus fez a luz e Ele começa a criar o mundo dizendo, faça-se a luz. Ele podia ter feito o homem, mas Deus fez a luz (cf. Gn 1,1-3). E no primeiro dia da semana, no raiar do sol, as mulheres foram ao túmulo e não encontraram Jesus. No 1º dia da semana, Deus disse faça-se a luz e no primeiro dia da semana, Jesus fez a luz nascer de novo para a humanidade.

A ressurreição vai contra qualquer princípio humano, antropológico, biológico e escatológico. Ele venceu o diabo, Ele venceu seus algozes, Ele venceu o sepulcro e aqui reside a minha e a tua fé! Se você caminhar até a Sexta-feira Santa ou Sábado Santo e parar por aí, tudo acabou, pois a vitória de Jesus está no primeiro dia da semana. Cristo ressuscitou, essa é a diferença!

Se Jesus tivesse terminado num sepulcro eu não seria padre e você não seria católico, porque morrer todo mundo vai e não tem glória nenhuma em morrer. Se olharmos para os grandes imperadores, todos morreram e os grandes impérios ruíram. Então, o que fez a diferença é o fato de Jesus Cristo ter morrido na cruz? Também não! Pouco antes de Jesus morrer na cruz, mais de seis mil judeus foram crucificados de Roma até a Judeia. O que faz a diferença em Jesus Cristo é o fato de que foi o único que morreu e voltou à vida. O sepulcro estava vazio, aqui tem algo de novo.

Na nossa vida há uma única certeza: a certeza de que ninguém vai viver eternamente na Sexta-feira Santa. Não se iluda, a maior parte da nossa vida é peleja, é sofrimento, é tribulação. Todos têm dificuldades, mas a diferença é a certeza da vitória, seja nessa ou na outra vida, garantida por Cristo na Ressurreição. O poder do inimigo no homem foi cruel, mas Aquele (Jesus) que foi obediente e humilde viu a mão de Deus, que O ressuscitou.

Todos nós que entendermos que não importa como, nem em que circunstâncias, não importa em que silêncio ou a sensação de abandono, obedecer a Deus é o melhor caminho para sermos vitoriosos. Tudo estava consumado e Jesus foi vitorioso.

Deus abençoe,

Padre Reginaldo Manzotti

 

 

 

33 dias em oração pelo fim da pandemia do coronavírus e proteção

Atendendo ao convite da Irmã Zélia estamos fazendo as orações desde o dia 06/03/2021 


Mas resolvi incluir a oração de São Miguel Arcanjo

Para cada dia rezar a oração ao Espírito Santo, novena, Terço da Misericórdia e oração do Escudo do Sagrado Coração de Jesus.


 
Vinde Espírito Santo
 
Vinde Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do Vosso Amor. Enviai o Vosso Espírito e tudo será criado e renovareis a face da terra.
Oremos: Ó Deus que instruíste os corações dos vossos fiéis, com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos da sua
consolação.Por Cristo Senhor Nosso. Amém
Rezar a Novena correspondente ao dia
 
Terço da Misericórdia
 
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém!
Reza-se: Pai-Nosso; Ave-Maria e o Creio.
Nas contas do Pai-Nosso, reza-se:
Eterno Pai, eu Vos ofereço o Corpo e Sangue, a Alma e Divindade de Vosso diletíssimo Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, em expiação dos nossos pecados e do mundo inteiro.
Nas contas das Ave-Marias, reza-se:
Pela Sua dolorosa Paixão, tende misericórdia de nós e do mundo inteiro. (10 vezes)
Ao fim do terço, reza-se:
Deus Santo, Deus Forte, Deus Imortal, tende piedade de nós e do mundo inteiro.
 

 
Oração do Escudo do Sagrado Coração de Jesus
 
Alto! Detenha-se, demônio; detenha-se toda maldade, todo perigo, todo desastre. Detenham-se todos os assaltos, todas as balas de bandidos, todas as tentações. Detenha-se todo inimigo, toda enfermidade, e detenham-se nossas paixões desordenadas, pois o Sagrado Coração de Jesus está comigo!
Alto! O coração de Jesus está Comigo. Venha a nós o Vosso Reino.

 

“São Miguel Arcanjo, defendei-nos no combate,
sede o nosso refúgio contra as maldades e ciladas do demônio.
Ordene-lhe Deus, instantemente o pedimos,
e vós, príncipe da milícia celeste, pela virtude divina,
precipitai no inferno a satanás e aos outros espíritos malignos,
que andam pelo mundo para perder as almas.
Amém".

 



Primeiro dia

Hoje traze-me a humanidade inteira, especialmente todos os pecadores e mergulha-os no oceano da minha Misericórdia. Com isso Me consolarás na amarga tristeza em que Me afunda a perda das almas.

Misericordiosíssimo Jesus, de quem é próprio ter compaixão de nós e nos perdoar, não olheis os nossos pecados, mas a confiança que depositamos em Vossa infinita bondade. Acolhei-nos na mansão do vosso compassivo Coração e nunca nos deixeis sair dele. Nós vo-lo pedimos pelo amor que Vos une ao Pai e ao Espírito Santo.

Eterno Pai, olhai com misericórdia para toda humanidade, encerrada no Coração compassivo de Jesus, mas especialmente para os pobres pecadores. Pela Sua dolorosa Paixão, mostrai-nos a Vossa Misericórdia, para que glorifiquemos a onipotência da Vossa Misericórdia, por toda a eternidade. Amém.


Segundo dia

Hoje traze-Me as almas dos sacerdotes e religiosos e mergulha-as na minha insondável Misericórdia. Elas Me deram força para suportar a amarga Paixão. Por elas, como por canais, corre para a humanidade a minha Misericórdia.

Misericordiosíssimo Jesus, de quem provém tudo que é bom, aumentai em nós a graça, para que pratiquemos dignas obras de misericórdia, a fim de que aqueles que olham para nós, glorifiquem o Pai da Misericórdia que está no Céu.

Eterno Pai, dirigi o olhar da vossa Misericórdia para a porção eleita da vossa vinha: para as almas dos sacerdotes e religiosos. Concedei-lhes o poder da vossa bênção e, pelos sentimentos do Coração de vosso Filho, no qual estão encerradas, dai-lhes a força da vossa luz, para que possam guiar os outros nos caminhos da salvação e juntamente com eles cantar a glória da vossa insondável Misericórdia, por toda a eternidade. Amém.


Terceiro dia

Hoje traze-Me todas as almas piedosas e fiéis e mergulha-as no oceano da minha Misericórdia. Estas almas consolaram-Me na Via-sacra; foram aquela gota de consolações em meio ao mar de amarguras.

Misericordiosíssimo Jesus, que concedeis prodigamente a todas as graças do tesouro da vossa Misericórdia, acolhei-nos na mansão do vosso compassivo Coração e não nos deixeis sair dele pelos séculos; suplicamo-Vos pelo amor inconcebível de que está inflamado o vosso Coração para com o Pai Celestial.

Eterno Pai, olhai com Misericórdia para as almas fiéis, como a herança do vosso Filho. Pela sua dolorosa Paixão concedei-lhes a vossa bênção e cercai-as da vossa incessante proteção, para que não percam o amor e o tesouro da santa fé, mas com toda a multidão dos Anjos e dos Santos glorifiquem a vossa imensa Misericórdia, por toda a eternidade. Amém.


Quarto dia

Hoje traze-Me os pagãos e aqueles que ainda não Me conhecem e nos quais pensei na minha amarga Paixão. O seu futuro zelo consolou o meu Coração. Mergulha-os no mar da minha Misericórdia.

Misericordiosíssimo Jesus, que sois a luz de todo o mundo, aceitai na mansão do vosso compassivo Coração as almas dos pagãos que ainda não Vos conhecem. Que os raios da vossa graça os iluminem para que também eles, juntamente conosco, glorifiquem as maravilhas da vossa Misericórdia e não os deixeis sair da mansão do vosso compassivo Coração.

Eterno Pai, olhai com Misericórdia para as almas dos pagãos e daqueles que ainda não Vos conhecem e que estão encerrados no Coração compassivo de Jesus. Atraí-as à luz do Evangelho. Essas almas não sabem que grande felicidade é amar-Vos. Fazei com que também elas glorifiquem a riqueza da vossa Misericórdia, por toda a eternidade. Amém.


Quinto dia

Hoje traze-Me as almas dos Cristãos separados da Unidade da Igreja e mergulha-as no mar da minha Misericórdia. Na minha amarga Paixão dilaceravam o meu Corpo e o meu Coração, isto é, a minha Igreja. Quando voltam à unidade da Igreja, cicatrizam-se as minhas Chagas e dessa maneira eles aliviam a minha Paixão.

Misericordiosíssimo Jesus que sois a própria Bondade, Vós não negais a luz àqueles que Vos pedem, aceitai na mansão do vosso compassivo Coração as almas dos nossos irmãos separados, e atraí-os pela vossa luz à unidade da Igreja e não os deixeis sair da mansão do vosso compassivo Coração, mas fazei com que também eles glorifiquem a riqueza da vossa Misericórdia.

Eterno Pai, olhai com Misericórdia para as almas dos nossos irmãos separados que esbanjaram os vossos bens e abusaram das vossas graças, permanecendo teimosamente nos seus erros. Não olheis para os seus erros, mas para o amor do vosso Filho e para a sua amarga Paixão, que suportou por eles, pois também eles estão encerrados no Coração compassivo de Jesus. Fazei com que também eles glorifiquem a vossa Misericórdia por toda a eternidade. Amém.


Sexto dia

Hoje traze-Me as almas mansas, assim como as almas das criancinhas, e mergulha-as na minha Misericórdia. Estas almas são as mais semelhantes ao meu Coração. Elas reconfortaram-Me na minha amarga Paixão da minha agonia. Eu as vi quais anjos terrestres que futuramente iriam velar junto aos meus altares. Sobre elas derramo torrentes de graças. Só a alma humilde é capaz de aceitar a minha graça; às almas humildes favoreço com a minha confiança.

Misericordiosíssimo Jesus, que dissestes: “Aprendei de Mim que sou manso e humilde de coração”, aceitai na mansão do vosso compassivo Coração as almas mansas e humildes e as almas das criancinhas. Estas almas encantam o Céu todo e são a especial predileção do Pai Celestial, são como um ramalhete diante do trono de Deus, com cujo perfume o próprio Deus se deleita. Estas almas têm a mansão permanente no Coração compassivo de Jesus e cantam sem cessar um hino de amor e misericórdia pelos séculos.

Eterno Pai, olhai com Misericórdia para as almas mansas e humildes e para as almas das criancinhas, que estão encerradas na mansão compassiva do Coração de Jesus. Estas almas são as mais semelhantes a vosso Filho; o perfume destas almas eleva-se da Terra e alcança o vosso trono. Pai de Misericórdia e de toda bondade, suplico-Vos pelo amor e predileção que tendes para com estas almas, abençoai o mundo todo, para que todas as almas cantem juntamente a glória à vossa Misericórdia, por toda a eternidade. Amém.


Sétimo dia

Hoje traze-Me as almas que veneram e glorificam de maneira especial a minha Misericórdia e mergulha-as na minha Misericórdia. Estas almas foram as que mais sofreram por causa da minha Paixão e penetraram mais profundamente no meu espírito. Elas são a imagem viva do meu Coração compassivo. Estas almas brilharão com especial fulgor na vida futura. Nenhuma delas irá ao fogo do Inferno; defenderei cada uma delas de maneira especial na hora da morte.

Misericordiosíssimo Jesus, cujo Coração é o próprio amor, aceitai na mansão do vosso compassivo Coração as almas que honram a glorificam de maneira especial a grandeza da vossa Misericórdia. Estas almas tornadas poderosas pela força do próprio Deus, avançam entre penas e adversidades, confiando na vossa Misericórdia. Estas almas estão unidas com Jesus e carregam sobre os seus ombros a humanidade toda. Elas não serão julgadas severamente, mas a vossa Misericórdia as envolverá no momento da morte.

Eterno Pai, olhai com Misericórdia para as almas que glorificam e honram o vosso maior atributo, isto é, a vossa inescrutável Misericórdia; elas estão encerradas no Coração compassivo de Jesus. Estas almas são o Evangelho vivo e as suas mãos estão cheias de obras de misericórdia; suas almas repletas de alegria cantam um hino de misericórdia ao Altíssimo. Suplico-Vos, ó Deus, mostrai-lhes a vossa Misericórdia segundo a esperança e confiança que em Vós colocaram. Que se cumpra nelas a promessa de Jesus, que disse: “As almas que veneram a minha insondável Misericórdia, Eu mesmo as defenderei durante a vida, especialmente na hora da morte, como minha glória.” Amém.


Oitavo dia

Hoje traze-Me as almas que se encontram na prisão do Purgatório e mergulha-as no abismo da minha Misericórdia; que as torrentes do meu Sangue refresquem o seu ardor. Todas estas almas são muito amadas por Mim, pagam as dívidas à minha Justiça. Está em teu alcance trazer-lhes alívio. Tira do tesouro da minha Igreja todas as indulgências e oferece-as por elas. Oh, se conhecesses o seu tormento, incessantemente oferecerias por elas a esmolas do espírito e pagarias as suas dívidas à minha Justiça.

Misericordiosíssimo Jesus, que dissestes que quereis misericórdia, eis que estou trazendo à mansão do vosso compassivo Coração as almas do Purgatório, almas que Vos são muito queridas e que no entanto devem dar reparação à vossa Justiça; que as torrentes de Sangue e Água que brotaram do vosso Coração apaguem as chamas do fogo do Purgatório, para que também ali seja glorificado o poder da vossa Misericórdia.

Eterno Pai, olhai com Misericórdia para as almas que sofrem no Purgatório e que estão encerradas no Coração compassivo de Jesus. Suplico-Vos que, pela dolorosa Paixão de Jesus, vosso Filho, e por toda a amargura de que estava inundada a sua Alma santíssima, mostreis vossa Misericórdia às almas que se encontram sob o olhar da vossa Justiça; não olheis para elas de outra forma senão através das Chagas de Jesus, vosso Filho muito amado, porque nós cremos que a vossa bondade e Misericórdia são incomensuráveis. Amém.


Nono dia

Hoje traze-Me as almas tíbias e mergulha-as no abismo da minha Misericórdia. Estas almas ferem mais dolorosamente o meu Coração. Foi da alma tíbia que a minha Alma sentiu repugnância no Horto. Elas levaram-Me a dizer: Pai afasta de Mim este cálice, se assim for a vossa vontade. Para elas, a última tábua de salvação é recorrer a minha Misericórdia.

Ó compassivo Jesus, que sois a própria Compaixão, trago à mansão do vosso compassivo Coração as almas tíbias; que se aqueçam no fogo do vosso amor puro estas almas geladas, que, semelhantes a cadáveres, Vos enchem de tanta repugnância. Ó Jesus, muito compassivo, usai a onipotência da vossa Misericórdia e atraí-as até ao fogo do vosso amor e concedei-lhes o amor santo, porque Vós tudo podeis.

Eterno Pai, olhai com Misericórdia para as almas tíbias e que estão encerradas no Coração compassivo de Jesus. Pai de Misericórdia, suplico-Vos pela amargura da Paixão do vosso Filho e por sua agonia de três horas na Cruz, permiti que também elas glorifiquem o abismo da vossa Misericórdia… Amém. Diário 1210-1228

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