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sexta-feira, 23 de março de 2012

SEGUNDA VINDA DE CRISTO


Ajudem-Me a preparar o mundo para Minha Segunda Vinda

Recebido domingo, 22 de abril 2012, 15:30

Minha muito amada filha, a Humanidade deve saber que, o momento em que Eu Me apresentar a um mundo descrente, não está longe.
Todos os filhos de Deus, que são devotos fiéis, devem agora, pela sua lealdade a Mim, seu amado Jesus, ajudar-Me a preparar o mundo para Minha Segunda Vinda.
Tanto tempo já foi concedido para seduzir as almas de volta para o Meu Sagrado Coração.

Isto era importante, pois, sem este tempo, muitas poucas almas seriam capazes de entrar em Meu Novo Paraíso.
Eu exorto todas as pessoas, em Meu Santo Nome, para Me permitirem, para guiá-los, para ajudá-los a proclamar a verdade dos Meus ensinamentos em todos os cantos do mundo.

Preguem primeiramente Meus simples ensinamentos.

O amor dos seus próximos espera-se de todos aqueles, que se chamam Meus seguidores.

Falem apenas da Minha Segunda Vinda!

Qualquer pessoa, que denunciem vocês, lembrem-lhes que Minha promessa de voltar em glória para julgar os vivos e os mortos, vai ser cumprida durante o tempo da vida desta geração.

Meu Espírito Santo inundará as almas daqueles, a quem vocês derem a Minha Santa Palavra.

Mas primeiramente vocês devem pedir-Me esta graça especial. Antes que Eu mande vocês para fazer esta missão mais sagrada, Eu lhes chamo para Me pedir esta graça através da reza desta Cruzada de orações (48):

Cruzada de orações (48): Oração pela graça para proclamar a Segunda Vinda de Cristo:

Oh Meu Jesus,
Concede-me a graça para proclamar Sua Sagrada Palavra,
para toda a Humanidade, para que as almas possam ser salvas.
Derrame o Seu Espírito Santo sobre mim, seu humilde servo,
para que a Sua Santa Palavra possa ser ouvida e aceita,
especialmente por aquelas almas,
que precisam da sua misericórdia a mais.
Ajuda-me a honrar a Sua Santa vontade, em todos os momentos,
e nunca insultar ou condenar aqueles,
que se recusam da mão da Sua Misericórdia. Amém.


Vá agora, Meu exército, porque lhes foi dada a armadura que vocês precisam, para converter a Humanidade.

Vocês vão ser ridicularizados em sua missão, insultados e desafiados.

Saibam que, quando isso acontece, vocês realmente são filhos de Deus.

Não temam, pois Eu lhes darei a força para superar esses obstáculos.

Vou levá-los por todo o caminho. Vão em paz e amor.

Seu amado Jesus

Quando copiam as mensagens, por favor informem a fonte: www.jesusfala.com

 
Aqueles, que são leais a Mim, serão tomados, em um piscar de olhos, sem sofrimento, para o Novo Céu e a Nova Terra.
Recebido quinta-feira, 26 de abril 2012, 20:30

Minha muito amada filha, mais uma vez devo dizer a todos os filhos de Deus, de não sentir preocupações ou medo dos acontecimentos vindouros.

Toda a Humanidade irá testemunhar a Minha Misericórdia em breve e muitos, enquanto sentem remorso por seus pecados, não terão medo de Mim.

Em vez disso, suas almas serão inundadas com o Meu Divino Amor. Minha Luz irá irradiar através dos seus corpos e eles vão se alegrar.

O tempo para a Nova Era de paz traz uma enorme alegria e emoção para aqueles, que reconhecem Minha Mão de Misericórdia.

Cada pecador é convidado a viver a vida eterna e não devem ir embora por estarem confusos.

Minha Era de Paz será uma Nova Terra, onde doze Países governarão sob a Minha orientação.

Vocês vão viver em paz, amor e harmonia. O ambiente natural que vocês vêm na Terra hoje será pálida insignificância, quando comparado com o mundo que temos pela frente.

Aqueles preocupados ou assustados da sua família ou entes queridos: Trazem-nos para o Meu Novo Paraíso maravilhoso!

Rezem por eles e lhes darei graças especiais, para que possam ser dados o dom de reconhecer Meu amor.

Este é o maior desejo do Meu Pai, para ver o milagre, alegria e amor brilhar por cada um dos Seus filhos preciosos, quando Ele desvenda o Novo Paraíso.

Vocês se reunirão com seus entes queridos, que morreram em estado de graça e que ressuscitaram dos mortos.

Por que vocês não acreditam em tal presente? Quando vocês confiam na Minha promessa de Eu vir novamente, então vocês vão sentir a paz.

Tudo o que Eu peço é que vocês se preparem através da oração. Quando vocês rezam pela graça e para os outros, tudo ficará bem.

Minha Misericórdia é tão grande, que poucos vão deixar de reconhecer Minha promessa divina, de reunir todos os filhos de Deus e levar para a casa e longe do perverso aperto de Satanás e dos seus anjos demônios.

A verdade do Meu Reino será visto mesmo por ateus, que ficarão chocados. Contudo, sua descrença, na maioria dos casos, se transformará em amor humilde e aceitação.

Embora momentos difíceis estão pela frente, nada vai ser tão difícil, que vocês não possam vencê-los, através do seu amor e da sua devoção a Mim, o seu Jesus.

Por favor, não permitam que o medo fique no caminho de aceitar, com alegria, o dom do Meu Novo Paraíso.

Aqueles, que são leais a Mim, serão tomados, em um piscar de olhos, sem sofrimento, para o Novo Céu e a Nova Terra.
O que deve preocupar vocês são os pecadores endurecidos, que não irão pedir-Me o perdão e que recusarão Minha Mão e que, ao contrário, ficarão nos seus maus caminhos.

Eles precisam das suas orações!

Rezem muito pela salvação das suas almas!

Seu Amado Jesus

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Digo aos Meus Servos Sagrados:
Não cometam o erro de seus antepassados que Me rejeitaram, quando vim pela primeira vez.

Recebido terça-feira, 24 de abril 2012, 19:45

Minha amada filha, saiba que, quando uma missão como esta, que Eu agora entrego ao mundo, é tão importante como esta, muitas pessoas vão tentar pará-la.

Eles tentarão atacá-la e depreciarão aqueles que reconhecem a Minha voz, porque Eu tento transmitir Minhas mensagens para o mundo inteiro.

A escala do ódio, mostrado para estas mensagens, entregues através de você, a profetiza do Fim dos Tempos, vai continuar a aumentar.

Ouçam-Me agora, todos aqueles, que dizem que Me conhecem:
Estou preparando a Humanidade para Minha Segunda Vinda!


Se vocês acreditam em Mim e nos Meus ensinamentos e dizem que Me conhecem, então saibam que Eu estou enviando Minha profetiza do Tempo Final, juntamente com outros profetas, para torná-los dignos de entrar no Meu Reino.
Para os Meus servos sagrados (Sacerdotes, Bispos,...) digo isso:
Não cometam o erro de seus antepassados, que Me rejeitaram, quando Eu vim pela primeira vez!

Acautelai-os e ouçam a Minha chamada, porque Eu preciso de vocês para Me ajudarem a preparar as almas do Meu rebanho, antes que o grande milagre aconteça.

Vocês acham que Eu não mandaria Meus profetas, para adverti-los?

Vocês acham que Eu só iria anunciar Minha volta, sem prepará-los e permitir que as almas pereçam?

Para aqueles de vocês, que não querem falar da Minha Segunda Vinda, e ainda reclamam de entender Minha promessa para a Humanidade: Vergonha para vocês!


Sua falta de humildade significa que vocês não podem ser limpos pelo Espírito Santo.

Vocês devem pedir-Me este dom de discernimento, ou afastam-se de Mim!

Vocês Me têm por baixo. Vocês Me fazem chorar de frustração, porque vocês são Meus servos, a quem é dada a responsabilidade da salvação das almas, que é o seu ministério.

Agora Eu chamo-lhes dos Céus, Eu imploro-lhes que vocês respondem a Minha chamada!

Tenho muitas almas eleitas, que trabalham Comigo, para Me trazerem as almas das quais tenho sede.

É o seu dever levantarem do seu sono e estarem alerta ao Meu chamado!

Somente aqueles, que verdadeiramente Me amam, vão reconhecer a Minha voz.

Sou como uma mãe, uma criança vai reconhecer a sua própria mãe, e assim vocês, Meus amados servos, devem chamar-Me como uma criança e procurar a garantia de que sou Eu, seu amado Jesus, que acena-lhes para pegar a minha mão!
Vou levá-los através de uma selva de espinhos, sobre a qual vocês terão que pisar, para alcançar as portas do Meu Novo Paraíso.

Eu não lhes disse que Eu voltaria? Para julgar os vivos e os mortos?

Bem, Eu virei em breve e Eu preciso de vocês para Me ajudar a trazer todos os filhos de Deus juntos, como um só.


Muito poucos agora Me reconhecem, por causa do véu do engano, que caiu sobre todo o mundo. Muitos não acreditam em Deus Pai.

Poucos aceitam que Eu, Jesus Cristo, Seu único Filho, morreu para salvá-los. No entanto, eles estão dispostos a acreditar, e idolatram falsos deuses, que não existem.
Eu choro com uma terrível tristeza, quando testemunho jovens que riem quando Meu nome é mencionado e quando zombam de outros, que admitem publicamente que Eu existo.

Eu sofro a dor da Minha crucificação quando vejo aqueles, que se dizem cristãos e se recusam a proclamar Meus ensinamentos publicamente, por medo da ridícularização.

O mundo tem sido enganado pelo rei da mentira. Só Eu posso trazer esperança agora e salvar os filhos de Deus, do terrível destino que está sendo planejado, para causar terror em todas as nações, por estes exércitos dos poderosos grupos globais, incluindo aqueles, sob o controle do Falso Profeta e do Anti-Cristo.

Todos os Meus avisos, dada a Minha profetiza do Fim dos Tempos, a Maria da Divina Misericórdia, acontecerão.
Até que isso aconteça, nunca se esqueçam da sua lealdade para Mim, o seu Salvador Jesus Cristo.

Sem Meu amor e Minha direção vocês vão achar que é impossível guiar o navio, que é a Minha Santa Igreja na Terra.

Acordem! Não rejeitem os profetas de Deus!

Muitos afirmam agora que vêm em Meu nome, como anunciada nas Escrituras, mas não oferecem o alimento espiritual que só pode vir de Mim.

Muitos estão surgindo agora, para que a Minha principal voz pública para o mundo, contida nestas mensagens, nestes últimos tempos, será demitida.

A oração é a sua rota de volta para Meus braços.

Rezem, rezem, rezem para as graças abram os seus olhos, para que vocês possam reconhecer-Me, antes que seja tarde demais!

Preciso da sua ajuda, do seu amor e da sua lealdade.

Lembrem-se que foi por Minha causa, que vocês fizeram os seus sagrados votos. Agora quando Eu chamo vocês, não Me rejeitem!

Abracem-Me e deixem-Me guiá-los, para que vocês possam levar a Minha Igreja remanescente e salvar as almas.
Eu lhes dou a Minha bênção especial e espero que vocês respondam a Minha chamada, da seguinte forma neste Cruzada de orações (49):
Promessa de lealdade para o Clero cristão:

“Oh Jesus, eu sou Seu humilde servo.
Eu prometo meu amor e lealdade para com Você.
Peço-Lhe que me dê um sinal da Sua chamada.
Ajuda-me a abrir os meus olhos e testemunhar a Sua promessa.


Abençoe-me com a graça do Espírito Santo,
para que eu não seja enganado por aqueles,
que afirmam virem em Seu nome, mas que não falam a verdade.
Mostre-me a verdade!


Permita-me sentir o Seu amor,
para que eu possa cumprir a Sua Santíssima Vontade.
Peço-Lhe com um coração humilde, para me mostrar o caminho
em que posso ajudá-Lo a salvar as almas da Humanidade. Amém.”


Não ignorem o Meu apelo! Não rejeitem-Me quando Eu venho mais uma vez!

Desta vez não venho só para salvar a Humanidade mais uma vez, mas para cumprir a Vontade Divina do Meu amado Pai, o Deus Altíssimo.

Vão em paz.
Seu amado Jesus

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«DE ONDE HÁ-DE VIR A JULGAR
OS VIVOS E OS MORTOS»

I. «Voltará na sua glória»

CRISTO REINA, DESDE JÁ, PELA IGREJA...

668. «Cristo morreu e voltou à vida para ser Senhor dos mortos e dos vivos» (Rm 14, 9). A ascensão de Cristo aos céus significa a sua participação, na sua humanidade, no poder e autoridade do próprio Deus. Jesus Cristo é Senhor: Ele possui todo o poder nos céus e na Terra. Está «acima de todo o principado, poder, virtude e soberania», porque o Pai «tudo submeteu a seus pés»(Ef 1, 20-22). Cristo é o Senhor do cosmos (605) e da história, N'Ele, a história do homem, e até a criação inteira, encon­tram a sua «recapitulação» (606), o seu acabamento transcendente.

669. Como Senhor, Cristo é também a cabeça da Igreja, que é o seu corpo (607). Elevado ao céu e glorificado, tendo assim cumprido plenamente a sua missão, continua na terra por meio da Igreja. A redenção é a fonte da autoridade que Cristo, em virtude do Espírito Santo, exerce sobre a Igreja (608). «O Reino de Cristo já está misteriosamente presente na Igreja» (609), «gérmen e princípio deste mesmo Reino na Terra» (610).

670. Depois da ascensão, o desígnio de Deus entrou na sua consumação. Estamos já na «última hora» (1 Jo 2, 18) (611). «Já chegou pois, a nós, a plenitude dos tempos, a renovação do mundo já está irrevogavelmente adquirida e, de certo modo, encontra-se já realmente antecipada neste tempo: com efeito, ainda aqui na Terra, a Igreja está aureolada de uma verdadeira, embora imperfeita, santidade» (612). O Reino de Cristo manifesta já a sua presença pelos sinais miraculosos (613) que acompanham o seu anúncio pela Igreja (614).

... À ESPERA DE QUE TUDO LHE SEJA SUBMETIDO

671. Já presente na sua Igreja, o Reino de Cristo, contudo, ainda não está acabado «em poder e glória» (Lc 21, 27) (615) pela vinda do Rei à terra. Este Reino ainda é atacado pelos poderes do mal (616), embora estes já tenham sido radicalmente vencidos pela Páscoa de Cristo. Até que tudo Lhe tenha sido submetido (617), «enquanto não se estabelecem os novos céus e a nova terra, em que habita a justiça, a Igreja peregrina, nos seus sacramentos e nas suas instituições, que pertencem à presente ordem temporal, leva a imagem passageira deste mundo e vive no meio das criaturas que gemem e sofrem as dores do parto, esperando a manifestação dos filhos de Deus» (618). Por este motivo, os cristãos oram, sobretudo na Eucaristia (619), para que se apresse o regresso de Cristo (620), dizendo-Lhe: «Vem, Senhor» (Ap 22, 20) (621).

672. Cristo afirmou, antes da sua ascensão, que ainda não era a hora do estabelecimento glorioso do Reino messiânico esperado por Israel (622), o qual devia trazer a todos os homens, segundo os profetas (623), a ordem definitiva da justiça, do amor e da paz. O tempo presente é, segundo o Senhor, o tempo do Espírito e do testemunho (624) mas é também um tempo ainda marcado pela «desolação» (625) e pela provação do mal (626), que não poupa a Igreja (627) e inaugura os combates dos últimos dias (628). É um tempo de espera e de vigília (629).

A VINDA GLORIOSA DE CRISTO, ESPERANÇA DE ISRAEL

673. A partir da ascensão, a vinda de Cristo na glória está iminente (630) mesmo que não nos «pertença saber os tempos ou os momentos que o Pai determinou com a sua autoridade» (Act 1, 7) (631). Este advento escatológico pode realizar-se a qualquer momento (632), ainda que esteja «retido», ele e a provação final que o há-de preceder (633).

674. A vinda do Messias glorioso está pendente, a todo o momento da história (634), do seu reconhecimento por «todo o Israel» (635), do qual «uma parte se endureceu» (636) na «incredulidade» (Rm 11, 20) em relação a Jesus. E Pedro quem diz aos judeus de Jerusalém, após o Pentecostes: «Arrependei-vos, pois, e convertei-vos, para que os pecados vos sejam perdoados. Assim, o Senhor fará que venham os tempos de alívio e vos mandará o Messias Jesus, que de antemão vos foi destinado. O céu tem de O conservar até à altura da restauração universal, que Deus anunciou pela boca dos seus santos profetas de outrora» (Act 3, 19-21). E Paulo faz-se eco destas palavras: «Se da sua rejeição resultou a reconciliação do mundo, o que será a sua reintegração senão uma ressurreição de entre os mortos?» (Rm 11, 15). A entrada da totalidade dos judeus (637) na salvação messiânica, a seguir à «conversão total dos pagãos» (638), dará ao povo de Deus ocasião de «realizar a plenitude de Cristo» (Ef 4, 13), na qual «Deus será tudo em todos» (1 Cor 15, 2).

A ÚLTIMA PROVA DA IGREJA

675. Antes da vinda de Cristo, a Igreja deverá passar por uma prova final, que abalará a fé de numerosos crentes (639). A perseguição, que acompanha a sua peregrinação na Terra (640), porá a descoberto o «mistério da iniquidade», sob a forma duma impostura religiosa, que trará aos homens uma solução aparente para os seus problemas, à custa da apostasia da verdade. A suprema impostura religiosa é a do Anticristo, isto é, dum pseudo-messianismo em que o homem se glorifica a si mesmo, substituindo-se a Deus e ao Messias Encarnado (641).

676. Esta impostura anticrística já se esboça no mundo, sempre que se pretende realizar na história a esperança messiânica, que não pode consumar-se senão para além dela, através do juízo escatológico. A Igreja rejeitou esta falsificação do Reino futuro, mesmo na sua forma mitigada, sob o nome de milenarismo (642), e principalmente sob a forma política dum messianismo secularizado, «intrinsecamente perverso» (643).

677. A Igreja não entrará na glória do Reino senão através dessa última Páscoa, em que seguirá o Senhor na sua morte e ressurreição (644). O Reino não se consumará, pois, por um triunfo histórico da Igreja (645) segundo um progresso ascendente, mas por uma vitória de Deus sobre o último desencadear do mal (646), que fará descer do céu a sua Esposa (647). O triunfo de Deus sobre a revolta do mal tomará a forma de Juízo final (648), após o último abalo cósmico deste mundo passageiro (649).

II. «Para julgar os vivos e os mortos»

678. Na sequência dos profetas (650) e de João Baptista (651), Jesus anunciou, na sua pregação, o Juízo do último dia. Então será revelado o procedimento de cada um (652) e o segredo dos corações (653). Então, será condenada a incredulidade culpável, que não teve em conta a graça oferecida por Deus (654). A atitude tomada para com o próximo revelará a aceitação ou a recusa da graça e do amor divino (655). No último dia, Jesus dirá: «Sempre que o fizestes a um dos meus irmãos mais pequeninos, a Mim o fizestes» (Mt 25, 40).

679. Cristo é Senhor da vida eterna. O pleno direito de julgar definitivamente as obras e os corações dos homens pertence-Lhe a Ele, enquanto redentor do mundo. Ele «adquiriu» este direito pela sua cruz. Por isso, o Pai entregou «ao Filho todo o poder de julgar» (Jo 5, 22) (656). Ora, o Filho não veio para julgar, mas para salvar (657) e dar a vida que tem em Si (658). É pela recusa da graça nesta vida que cada qual se julga já a si próprio (659), recebe segundo as suas obras (660) e pode, mesmo, condenar-se para a eternidade, recusando o Espírito de amor (661).

Resumindo:

680. Cristo Senhor reina já pela Igreja, mas ainda não Lhe estão submetidas todas as coisas deste mundo. O triunfo do Reino de Cristo só será um facto, depois dum último assalto das forças do mal.

681. No dia do Juízo, no fim do mundo, Cristo virá na sua glória para completar o triunfo definitivo do bem sobre o mal, os quais, como o trigo e o joio, terão crescido juntos no decurso da história.

682. Quando vier; no fim dos tempos, para julgar os vivos e os mortos, Cristo glorioso há-de revelar a disposição secreta dos corações, e dará a cada um segundo as suas obras e segundo tiver aceite ou recusado a graça.

 fonte:https://www.vatican.va/archive/cathechism_po/index_new/p1s2cap2_422-682_po.html















quarta-feira, 21 de março de 2012

VIA SACRA



ORAÇÃO PREPARATÓRIA PARA A VIA SACRA

Meu Senhor Jesus Cristo, que seguistes, com amor infinito, o caminho doloroso do Calvário, e aí morrestes num patíbulo de infâmia, dai-me a graça de vos acompanhar, e de unir as minhas lágrimas ao Vosso Sangue precioso...Tenho ardente desejo de consolar o Vosso Coração tão amargurado pelos nossos pecados e de me associar à Vossa dolorosa paixão e morte...Quem me dera sofrer e morrer por Vós, que sofrestes e morrestes por mim!...Ó Jesus, eu vos amo de todo o meu coração; arrependo-me sinceramente de vos ter ofendido (e prometo, com a Vossa graça, nunca mais vos tornar a ofender). Dignai-vos, meu querido Senhor, conceder-me as indulgências com que vossos vigários enriqueceram este santo exercício, e recebei-as em satisfação dos meus pecados, e em sufrágio das almas do purgatório.- Ó Maria, Rainha dos mártires, dai-me o amor e a dor, com que acompanhastes ao Calvário, o Vosso inocentíssimo Jesus. Amém
(Angelina Scalon)

 

A Via-Sacra

A devoção da Via Sacra consiste na oração mental de acompanhar o Senhor Jesus em seus sofrimentos conhecidos como a paixão de Nosso Senhor, a partir do Tribunal de Pilatos até o Monte Calvário.
Esta maneira de meditar teve origem no tempo das Cruzadas (século X). Os fiéis que peregrinavam na Terra Santa e visitavam os lugares sagrados da Paixão de Jesus, continuaram recordando os passos da Via Dolorosa de Jerusalém. Em suas pátrias, compartilharam esta devoção à Paixão. O número de 14 estações fixou-se no século XVI.
Há muitas meditações da Via Sacra. Aqui oferecemos uma das versões do "Guia da Devoção à Misericórdia Divina", adaptada, e a nova Via-Sacra, apresentada pelo Papa João Paulo II.














"São poucas as almas que contemplam a Minha Paixão com um verdadeiro afeto. Concedo as graças mais abundantes às almas que meditam piedosamente sobre a Minha Paixão."
"Às três horas da tarde implora à Minha Misericórdia, especialmente pelos pecadores, e, ao menos por um breve tempo, reflete sobre a Minha Paixão. Esta é a hora de grande Misericórdia para o mundo inteiro
Nessa hora nada negarei à alma que Me pedir em nome da Minha Paixão."
"Procura rezar nessa hora a Via-Sacra, na medida em que te permitirem os teus deveres."

Jesus a Santa Irmã Faustina













 

Primeira Estação

Do evangelho segundo São Mateus 27, 22-23.26
Retorquiu-lhes Pilatos: "E que hei-de fazer de Jesus que é chamado Messias" Replicaram todos: "Seja crucificado!" Pilatos insistiu: "Então, que mal fez Ele" Mas eles gritavam mais ainda: "Seja crucificado!" (...) Soltou-lhes então Barrabás. E a Jesus, depois de O ter mandado açoitar, entregou-O para ser crucificado.

Jesus é condenado à morte

V. Nós Vos adoramos, Senhor Jesus e Vos bendizemos
R. Porque pela Vossa santa cruz remistes o mundo.
Senhor Jesus, por que Vos condenaram à morte? Que foi que fizestes que merecia a morte? Curaste doentes, alimentastes famintos, ressuscitastes os mortos, perdoastes aos pecadores, respeitastes as autoridades, trabalhastes para o bem da humanidade, fostes humilde, manso, bondoso, misericordioso. Por que esta sentença tão cruel e humilhante?
O nosso orgulho, inveja, egoísmo, covardia, comodismo, calúnias, apego exagerado pelas coisas deste mundo Vos condenaram. Eis aqui o segredo da injusta sentença. Tenho que perguntar-me: o que eu fiz com Cristo? Não O condenei, por acaso, a morrer?
Cristo, ajudai-me a viver o Vosso Evangelho até a morte. 

ORAÇÃO

Senhor, fostes condenado à morte porque o medo do olhar alheio sufocou a voz da consciência. E, assim, acontece que, sempre ao longo de toda a história, inocentes sejam maltratados, condenados e mortos. Quantas vezes também nós preferimos o sucesso à verdade, a nossa reputação à justiça. Dai força, na nossa vida, à voz subtil da consciência, à vossa voz. Olhai-me como olhastes para Pedro depois de Vos ter negado. Fazei com que o vosso olhar penetre nas nossas almas e indique a direcção à nossa vida. Àqueles que na Sexta-feira Santa gritaram contra Vós, no dia de Pentecostes destes a contrição do coração e a conversão. E assim destes esperança a todos nós. Não cesseis de dar também a nós a graça da conversão.


SEGUNDA ESTAÇÃO
JESUS É CARREGADO COM A CRUZ

Do evangelho segundo São Mateus 27, 27-31

Então, os soldados do governador levaram Jesus consigo para o Pretório e reuniram junto d'Ele toda a companhia. Depois de O terem despido, envolveram-n'O em um manto encarnado. Teceram uma coroa de espinhos, que Lhe puseram na cabeça, e, na mão direita, colocaram-Lhe uma cana. Ajoelharam-se diante d'Ele e escarneceram-n'O dizendo: "Salve, ó rei dos Judeus!" Depois, cuspiram n'Ele e pegaram na cana e puseram-se a bater-Lhe com ela na cabeça. No fim de O terem escarnecido, despiram-Lhe o manto, vestiram-Lhe as suas roupas e levaram-n'O para O crucificarem.

MEDITAÇÃO

Jesus, condenado como pretenso rei, é escarnecido, mas precisamente na troça aparece cruelmente a verdade. Quantas vezes as insígnias do poder trazidas pelos poderosos deste mundo são um insulto à verdade, à justiça e à dignidade do homem! Quantas vezes os seus rituais e as suas grandes palavras, verdadeiramente, não passam de pomposas mentiras, uma caricatura do dever que lhes incumbe por força do seu cargo, ou seja, colocar-se ao serviço do bem. Por isso mesmo, Jesus, Aquele que é escarnecido e que traz a coroa do sofrimento, é o verdadeiro rei. O seu cetro é justiça (cf. Sal 45/44, 7). O preço da justiça é sofrimento neste mundo: Ele, o verdadeiro rei, não reina por meio da violência, mas através do amor com que sofre por nós e connosco. Ele carrega a cruz, a nossa cruz, o peso de sermos homens, o peso do mundo. É assim que Ele nos precede e mostra como encontrar o caminho para a vida verdadeira.

ORAÇÃO
Senhor, deixastes que Vos escarnecessem e ultrajassem. Ajudai-nos a não fazer coro com aqueles que escarnecem quem sofre e quem é frágil. Ajudai-nos a reconhecer o vosso rosto em quem é humilhado e marginalizado. Ajudai-nos a não desanimar perante as zombarias do mundo quando a obediência à vossa vontade é metida a ridículo. Carregastes a cruz e convidastes-nos a seguir-Vos por este caminho (Mt 10, 38). Ajudai-nos a aceitar a cruz, a não fugir dela, a não lamentarmo-nos nem deixar que os nossos corações se abatam com as provas da vida. Ajudai-nos a percorrer o caminho do amor e, obedecendo às suas exigências, a alcançar a verdadeira alegria.


TERCEIRA ESTAÇÃO
JESUS CAI PELA PRIMEIRA VEZ

Do livro do profeta Isaías 53, 4-6
Eram os nossos males que Ele suportava, e as nossas dores que tinha sobre Si. Mas nós víamos n’Ele um homem castigado, ferido por Deus e sujeito à humilhação. Ele foi trespassado por causa das nossas culpas, e esmagado devido às nossas faltas. O castigo que nos salva, caiu sobre Ele, e por causa das suas chagas é que fomos curados. Todos nós, como ovelhas, andávamos errantes, seguindo cada qual o seu caminho. E o Senhor fez cair sobre Ele as faltas de todos nós.

MEDITAÇÃO
O homem caiu e continua a cair: quantas vezes ele se torna a caricatura de si mesmo, já não é a imagem de Deus, mas algo que mete a ridículo o Criador. Aquele que, ao descer de Jerusalém para Jericó, embateu nos ladrões que o despojaram deixando-o meio morto, sangrando na beira da estrada, não é porventura a imagem por excelência do homem? A queda de Jesus sob a cruz não é apenas a queda do homem Jesus já extenuado pela flagelação. Aqui aparece algo de mais profundo, como diz Paulo na carta aos Filipenses: «Ele que era de condição divina não reivindicou o direito de ser equiparado a Deus. Mas despojou-Se a Si mesmo tomando a condição de servo, tornando-Se semelhante aos homens (…) humilhou-Se a Si mesmo, feito obediente até à morte e morte de cruz» (Fil 2, 6-8).

Na queda de Jesus sob o peso da cruz, é visível todo este seu itinerário: a sua voluntária humilhação para nos levantar do nosso orgulho. E ao mesmo tempo aparece a natureza do nosso orgulho: a soberba pela qual desejamos emancipar-nos de Deus sendo apenas nós mesmos, pela qual cremos que não temos necessidade do amor eterno, mas queremos organizar a nossa vida sozinhos. Nesta revolta contra a verdade, nesta tentativa de nos tornarmos deus, de sermos criadores e juízes de nós mesmos, caímos e acabamos por autodestruir-nos. A humilhação de Jesus é a superação da nossa soberba: com a sua humilhação, Ele faz-nos levantar. Deixemos que nos levante. Despojemos-nos da nossa auto-suficiência, da nossa errada cisma de autonomia e aprendamos o contrário d’Ele, d’Aquele que Se humilhou, ou seja, aprendamos a encontrar a nossa verdadeira grandeza, humilhando-nos e voltando-nos para Deus e para os irmãos espezinhados.

ORAÇÃO

Senhor Jesus, o peso da cruz fez-Vos cair por terra. O peso do nosso pecado, o peso da nossa soberba deita-Vos ao chão. Mas, a vossa queda não é sinal de um destino adverso, nem é a pura e simples fraqueza de quem é espezinhado. Quisestes vir até junto de nós que, pela nossa soberba, jazemos por terra. A soberba de pensar que somos capazes de produzir o homem fez com que os homens se tenham tornado um espécie de mercadoria para comprar e vender, como que uma reserva de material para as nossas experiências, pelas quais esperamos de, por nós mesmos, superar a morte, quando, na verdade, conseguimos apenas humilhar cada vez mais profundamente a dignidade do homem. Senhor, vinde em nossa ajuda, porque caímos. Ajudai-nos a abandonar a nossa soberba devastadora e, aprendendo da vossa humildade, a pormo-nos novamente de pé.

 

QUARTA ESTAÇÃO
JESUS ENCONTRA SUA MÃE.

Do evangelho segundo São Lucas 2, 34-35.51
Simeão abençoou-os e disse a Maria, sua Mãe: "Ele foi estabelecido para a queda e o ressurgir de muitos em Israel, e para ser sinal de contradição; e uma espada Te há-de traspassar a alma. Assim se deverão revelar os intentos de muitos corações" (...) Sua mãe guardava no coração todas estas recordações.

MEDITAÇÃO
Na Via-Sacra de Jesus, aparece também Maria, sua Mãe. Durante a sua vida pública, teve de ficar de lado para dar lugar ao nascimento da nova família de Jesus, a família dos seus discípulos. Teve também de ouvir estas palavras: «Quem é a minha Mãe e quem são os meus irmãos? (…) Todo aquele que fizer a vontade de meu Pai que está nos céus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe» (Mt 12, 48.50). Pode-se agora constatar que Ela é a Mãe de Jesus não só no corpo, mas também no coração. Ainda antes de O ter concebido no corpo, pela sua obediência concebera-O no coração. Fora-Lhe dito: «Hás-de conceber no teu seio e dar à luz um filho (…) Será grande (…) O Senhor Deus dar-Lhe-á o trono de seu pai David» (Lc 1, 31-32). Mas algum tempo depois ouvira da boca do velho Simeão uma palavra diferente: «Uma espada Te há-de trespassar a alma» (Lc 2, 35). Deste modo ter-Se-á lembrado de certas palavras pronunciadas pelos profetas, tais como: «Foi maltratado e resignou-se, não abriu a boca, como cordeiro levado ao matadouro» (Is 53, 7).

Agora tudo isto se torna realidade. No coração, tinha sempre conservado as palavras que o anjo Lhe dissera quando tudo começou: «Não tenhas receio, Maria» (Lc 1, 30). Os discípulos fugiram; Ela não foge. Ela está ali, com a coragem de mãe, com a fidelidade de mãe, com a bondade de mãe, e com a sua fé, que resiste na escuridão: «Feliz daquela que acreditou» (Lc 1, 45). «Mas, quando o Filho do Homem voltar, encontrará fé sobre a terra?» (Lc 18, 8). Sim, agora Ele sabe-o: encontrará fé. E esta é, naquela hora, a sua grande consolação.

ORAÇÃO

Santa Maria, Mãe do Senhor, permanecestes fiel quando os discípulos fugiram. Tal como acreditastes quando o anjo Vos anunciou o que era incrível – que haverias de ser Mãe do Altíssimo – assim também acreditastes na hora da sua maior humilhação. E foi assim que, na hora da cruz, na hora da noite mais escura do mundo, Vos tornastes Mãe dos crentes, Mãe da Igreja. Nós Vos pedimos: ensinai-nos a acreditar e ajudai-nos para que a fé se torne coragem de servir e gesto de um amor que socorre e sabe partilhar o sofrimento.


QUINTA ESTAÇÃO
JESUS É AJUDADO A LEVAR A CRUZ PELO CIRINEU

Do evangelho segundo São Mateus 27, 32; 16, 24

Ao saírem, encontraram um homem de Cirene, chamado Simão, e requisitaram-no, para levar a cruz de Jesus. Jesus disse aos seus discípulos: "Se alguém quiser seguir-Me, renegue-se a si mesmo, pegue na sua cruz e siga-Me".

MEDITAÇÃO
Simão de Cirene regressa do trabalho, vai a caminho de casa quando se cruza com aquele triste cortejo de condenados – para ele talvez fosse um espectáculo habitual. Os soldados valem-se do seu direito de coacção e colocam a cruz às costas dele, robusto homem do campo. Que aborrecimento não deverá ter sentido ao ver-se inesperadamente envolvido no destino daqueles condenados! Faz o que deve fazer, mas certamente com grande relutância. E todavia o evangelista Marcos nomeia, juntamente com ele, também os seus filhos, que evidentemente eram conhecidos como cristãos, como membros daquela comunidade (Mc 15, 21). Do encontro involuntário, brotou a fé. Acompanhando Jesus e compartilhando o peso da cruz, o Cireneu compreendeu que era uma graça poder caminhar juntamente com este Crucificado e assisti-Lo. O mistério de Jesus que sofre calado tocou-lhe o coração. Jesus, cujo amor divino era o único que podia, e pode, redimir a humanidade inteira, quer que compartilhemos a sua cruz para completar o que ainda falta aos seus sofrimentos (Col 1, 24). Sempre que, bondosamente, vamos ao encontro de alguém que sofre, alguém que é perseguido e inerme, partilhando o seu sofrimento ajudamos a levar a própria cruz de Jesus. E assim obtemos salvação, e nós mesmos podemos contribuir para a salvação do mundo.

ORAÇÃO
Senhor, abristes a Simão de Cirene os olhos e o coração, dando-lhe, na partilha da cruz, a graça da fé. Ajudai-nos a assistir o nosso próximo que sofre, ainda que este chamamento resultasse em contradição com os nossos projectos e as nossas simpatias. Concedei-nos reconhecer que é uma graça poder partilhar a cruz dos outros e experimentar que dessa forma estamos a caminhar convosco. Fazei-nos reconhecer com alegria que é precisamente pela partilha do vosso sofrimento e dos sofrimentos deste mundo que nos tornamos ministros da salvação, podendo assim ajudar a construir o vosso corpo, a Igreja.


SEXTA ESTAÇÃO

A VERÔNICA LIMPA O ROSTO DE JESUS


Do livro do profeta Isaías 53, 2-3
O meu Servo cresceu (…) sem distinção nem beleza que atraia o nosso olhar, nem aspecto agradável que possa cativar-nos. Desprezado e repelido pelos homens, homem de dores, afeito ao sofrimento, é como aquele a quem se volta a cara, pessoa desprezível, da qual se não faz caso.

Do livro dos Salmos 27/26, 8-9
Segredou-me o coração: "Procura a sua face!" É, Senhor, o vosso rosto que eu persigo. Não escondais de mim o vosso rosto, nem rejeiteis com ira o vosso servo. Vós sois a minha ajuda, o Deus da minha salvação.

MEDITAÇÃO
«É, Senhor, o vosso rosto que eu persigo. Não escondais de mim o vosso rosto» (Sal 27/26, 8). Verónica – Berenice, segundo a tradição grega – encarna este anseio que irmana todos os homens piedosos do Antigo Testamento, o anseio que provam todos os homens crentes de verem o rosto de Deus. Em todo o caso, na Via-Sacra de Jesus, inicialmente ela limitara-se a prestar um serviço de gentileza feminina: oferecer um lenço a Jesus. Não se deixa contagiar pela brutalidade dos soldados, nem imobilizar pelo medo dos discípulos. É a imagem da mulher bondosa que, perante o turbamento e escuridão dos corações, mantém a coragem da bondade, não permite ao seu coração de entenebrecer-se: «Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus» – dissera o Senhor no Discurso da Montanha (Mt 5, 8). Ao princípio, Verónica via apenas um rosto maltratado e marcado pela dor.

Mas, o ato de amor imprime no seu coração a verdadeira imagem de Jesus: no Rosto humano, coberto de sangue e de feridas, ela vê o Rosto de Deus e da sua bondade que nos acompanha mesmo na dor mais profunda. Somente com o coração podemos ver Jesus. Apenas o amor nos torna capazes de ver e nos torna puros. Só o amor nos faz reconhecer Deus, que é o próprio amor.

ORAÇÃO

Senhor, dai-nos a inquietação do coração que procura o vosso rosto. Protegei-nos do obscurecimento do coração que vê apenas a superfície das coisas. Concedei-nos aquela generosidade e pureza de coração que nos tornam capazes de ver a vossa presença no mundo. Quando não formos capazes de realizar grandes coisas, dai-nos a coragem de uma bondade humilde. Imprimi o vosso rosto nos nossos corações, para Vos podermos encontrar e mostrar ao mundo a vossa imagem.

 


SÉTIMA ESTAÇÃO
JESUS CAI PELA SEGUNDA VEZ

Do livro das Lamentações 3, 1-2.9.16
Eu sou o homem que conheceu a miséria sob a vara do seu furor. Ele me guiou e me fez andar nas trevas e não na luz. (…) Embarrou meus caminhos com blocos de pedra, obstruiu minhas veredas. (…) Ele quebrou meus dentes com cascalho, mergulhou-me na cinza.

MEDITAÇÃO
A tradição da tríplice queda de Jesus sob o peso da cruz recorda a queda de Adão – o ser humano caído que somos nós – e o mistério da associação de Jesus à nossa queda. Na história, a queda do homem assume sempre novas formas. Na sua primeira carta, S. João fala duma tríplice queda do homem: a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida. Assim interpreta ele a queda do homem e da humanidade, no horizonte dos vícios do seu tempo com todos os seus excessos e depravações. Mas, olhando a história mais recente, podemos também pensar como a cristandade, cansada da fé, abandonou o Senhor: as grandes ideologias, com a banalização do homem que já não crê em nada e se deixa simplesmente ir à deriva, construíram um novo paganismo, um paganismo pior que o antigo, o qual, desejoso de marginalizar definitivamente Deus, acabou por perder o homem. Eis o homem que jaz no pó. O Senhor carrega este peso e cai... cai, para poder chegar até nós; Ele olha-nos para que em nós volte a palpitar o coração; cai para nos levantar.

ORAÇÃO
Senhor Jesus Cristo, carregastes o nosso peso e continuais a carregar-nos. É o nosso peso que Vos faz cair. Mas sois Vós a levantar-nos, porque, sozinhos, não conseguimos levantar-nos do pó. Livrai-nos do poder da concupiscência. Em vez do coração de pedra, dai-nos novamente um coração de carne, um coração capaz de ver. Destruí o poder das ideologias, para os homens poderem reconhecer que estão permeadas de mentiras. Não permitais que o muro do materialismo se torne intransponível. Fazei que Vos ouçamos de novo. Tornai-nos sóbrios e vigilantes para podermos resistir às forças do mal, e ajudai-nos a reconhecer as necessidades interiores e exteriores dos outros, e a socorrê-las. Erguei-nos, para podermos levantar os outros. Concedei-nos esperança no meio de toda esta escuridão, para podermos ser portadores de esperança no mundo.


OITAVA ESTAÇÃO
Jesus encontra as mulheres de Jerusalém
que choram por Ele

Do evangelho segundo São Lucas 23, 28-31
Jesus voltou-Se para elas e disse-lhes: "Mulheres de Jerusalém, não choreis por Mim; chorai antes por vós mesmas e pelos vossos filhos. Pois dias virão em que se dirá: "Felizes as estéreis, as entranhas que não tiveram filhos e os peitos que não amamentaram". Nessa altura, começarão a dizer aos montes: "Caí sobre nós", e às colinas: "Encobri-nos". Porque se fazem assim no madeiro verde, que será no madeiro seco?"

MEDITAÇÃO
As palavras com que Jesus adverte as mulheres de Jerusalém que O seguem e choram por Ele, fazem-nos reflectir. Como entendê-las? Não se trata porventura de uma advertência contra uma piedade puramente sentimental, que não se torna conversão e fé vivida? De nada serve lamentar, por palavras e sentimentalmente, os sofrimentos deste mundo, se a nossa vida continua sempre igual. Por isso, o Senhor nos adverte do perigo em que nós próprios nos encontramos. Mostra-nos a seriedade do pecado e a seriedade do juízo. Apesar de todas as nossas palavras de horror à vista do mal e dos sofrimentos dos inocentes, não somos nós porventura demasiado inclinados a banalizar o mistério do mal? Da imagem de Deus e de Jesus, no fim de contas, admitimos apenas o aspecto terno e amável, enquanto tranquilamente cancelámos o aspecto do juízo?

Como poderia Deus fazer-Se um drama com a nossa fragilidade – pensamos cá connosco –, não passamos de simples homens?! Mas, fixando os sofrimentos do Filho, vemos toda a seriedade do pecado, vemos como tem de ser expiado até ao fim para poder ser superado. Não se pode continuar a banalizar o mal, quando vemos a imagem do Senhor que sofre. Também a nós, diz Ele: Não choreis por Mim, chorai por vós próprios... porque se tratam assim o madeiro verde, que será do madeiro seco?

ORAÇÃO
Senhor, às mulheres que choravam, falastes de penitência, do dia do Juízo, quando nos encontrarmos diante da vossa face, a face do Juiz do mundo. Chamais-nos a sair da banalização do mal que nos deixa tranquilos para podermos continuar a nossa vida de sempre. Mostrai-nos a seriedade da nossa responsabilidade, o perigo de sermos encontrados, no Juízo, culpados e estéreis. Fazei com que não nos limitemos a caminhar ao vosso lado, oferecendo apenas palavras de compaixão. Convertei-nos e dai-nos uma vida nova; não permitais que acabemos por ficar como um madeiro seco, mas fazei que nos tornemos ramos vivos em Vós, a videira verdadeira, e produzamos fruto para a vida eterna (cf. Jo 15, 1-10).



NONA ESTAÇÃO-JESUS CAI PELA TERCEIRA VEZ
Do livro das Lamentações 3, 27-32
É bom para o homem suportar o jugo desde a sua juventude. Que esteja solitário e silencioso, quando o Senhor o impuser sobre ele; que ponha sua boca no pó: talvez haja esperança! Que dê sua face a quem o fere e se sacie de opróbrios. Pois o Senhor não rejeita para sempre: se Ele aflige, Ele se compadece segundo a sua grande bondade.

MEDITAÇÃO
E que dizer da terceira queda de Jesus sob o peso da cruz? Pode talvez fazer-nos pensar na queda do homem em geral, no afastamento de muitos de Cristo, caminhando à deriva para um secularismo sem Deus. Mas não deveríamos pensar também em tudo quanto Cristo tem sofrido na sua própria Igreja? Quantas vezes se abusa do Santíssimo Sacramento da sua presença, frequentemente como está vazio e ruim o coração onde Ele entra! Tantas vezes celebramos apenas nós próprios, sem nos darmos conta sequer d’Ele! Quantas vezes se contorce e abusa da sua Palavra! Quão pouca fé existe em tantas teorias, quantas palavras vazias! Quanta sujeira há na Igreja, e precisamente entre aqueles que, no sacerdócio, deveriam pertencer completamente a Ele! Quanta soberba, quanta auto-suficiência! Respeitamos tão pouco o sacramento da reconciliação, onde Ele está à nossa espera para nos levantar das nossas quedas! Tudo isto está presente na sua paixão. A traição dos discípulos, a recepção indigna do seu Corpo e do seu Sangue é certamente o maior sofrimento do Redentor, o que Lhe trespassa o coração. Nada mais podemos fazer que dirigir-Lhe, do mais fundo da alma, este grito: Kyrie, eleison – Senhor, salvai-nos (cf. Mt 8, 25).

ORAÇÃO

Senhor Jesus Cristo,
que, pela vossa humilhação sob a cruz,
revelastes ao mundo o preço da sua redenção,
concedei às pessoas do terceiro milênio
a luz da fé, para que, reconhecendo em Vós
o Servo que sofre por amor de Deus e do homem,
tenham a coragem de seguir o mesmo caminho
que, através da cruz e do despojamento,
leva à vida que não tem fim.
Jesus, sustentáculo da nossa fraqueza, a Vós
louvor e glória para sempre.
R. Amém.


DÉCIMA ESTAÇÃO
Jesus é despojado das suas vestes
Do evangelho segundo São Mateus 27, 33-36
Chegados a um lugar chamado Gólgota, quer dizer «Lugar do Crânio», deram-Lhe a beber vinho misturado com fel. Mas Jesus, quando o provou, não quis beber. Depois de O terem crucificado, repartiram entre si as suas vestes, tirando-as à sorte, e ficaram ali sentados a guardá-Lo.

MEDITAÇÃO

Jesus é despojado das suas vestes. A roupa confere ao homem a sua posição social; dá-lhe o seu lugar na sociedade, fá-lo sentir alguém. Ser despojado em público significa que Jesus já não é ninguém, nada mais é que um marginalizado, desprezado por todos. O momento do despojamento recorda-nos também a expulsão do paraíso: ficou sem o esplendor de Deus o homem, que agora está, ali, nu e exposto, desnudado e envergonha-se. Deste modo, Jesus assume mais uma vez a situação do homem caído. Jesus despojado recorda-nos o facto de que todos nós perdemos a «primeira veste», isto é, o esplendor de Deus. Junto da cruz, os soldados lançam sortes para repartirem entre si os seus míseros haveres, as suas vestes. Os evangelistas narram isto com palavras tiradas do Salmo 22, 19 e assim afirmam-nos o mesmo que Jesus há-de dizer aos discípulos de Emaús: tudo aconteceu «conforme as Escrituras». Não se trata aqui de pura coincidência, tudo o que acontece está contido na Palavra de Deus e assente no seu desígnio divino.

O Senhor experimenta todos os estádios e degraus da perdição dos homens, e cada um destes degraus é, com toda a sua amargura, um passo da redenção: é precisamente assim que Ele traz de volta para casa a ovelha perdida. Recordemos ainda que, segundo diz S. João, o objecto do sorteio era a túnica de Jesus, a qual, «toda tecida de alto a baixo, não tinha costura» (Jo 19, 23). Podemos considerar isto como uma alusão à veste do sumo sacerdote, que era «tecida como um todo», sem costura (Flávio Josefo, Antiguidades Judaicas, III, 161). Ele, o Crucificado, é realmente o verdadeiro sumo sacerdote.

ORAÇÃO

Senhor Jesus, fostes despojado das vossas vestes, exposto à desonra, expulso da sociedade. Assumistes sobre Vós a desonra de Adão, sanando-a. Assumistes os sofrimentos e as necessidades dos pobres, daqueles que são expulsos do mundo. Deste modo é que realizais a palavra dos profetas. É precisamente assim que dais significado àquilo que não tem significado. Assim mesmo nos dais a conhecer que nas mãos do vosso Pai estais Vós, nós e o mundo. Concedei-nos um respeito profundo pelo homem em todas as fases da sua existência e em todas as situações onde o encontrarmos. Dai-nos a veste luminosa da vossa graça.


DÉCIMA PRIMEIRA ESTAÇÃO
Jesus pé pregado na Cruz
Do evangelho segundo São Mateus 27, 37-42

Puseram por cima da cabeça d'Ele um letreiro escrito com a causa da condenação: "Este é Jesus, o Rei dos Judeus". Foram então crucificados com Ele dois salteadores, um à direita e outro à esquerda. Os que passavam dirigiam-Lhe insultos, abanavam a cabeça e diziam: "Tu que demolias o Templo e o reedificavas em três dias, salva-Te a Ti mesmo, se és Filho de Deus, e desce da cruz!" De igual modo, também os sumos sacerdotes troçavam, juntamente com os escribas e os anciãos, e diziam: "Salvou os outros e a Si mesmo não pode salvar-Se! É Rei de Israel! Desça agora da cruz, e acreditaremos n'Ele".

MEDITAÇÃO

Jesus é pregado na cruz. O sudário de Turim permite formar uma ideia da crueldade incrível deste processo. Jesus não toma a bebida anestesiante que Lhe fora oferecida: conscientemente assume todo o sofrimento da crucifixão. Todo o seu corpo é martirizado; cumpriram-se as palavras do Salmo: «Eu, porém, sou um verme e não um homem, o opróbrio dos homens e a abjecção da plebe» (Sal 22/21, 7). «Como um homem (…) diante do qual se tapa o rosto, menosprezado e desestimado. Na verdade Ele tomou sobre Si as nossas doenças, carregou as nossas dores» (Is 53, 3-4). Detenhamo-nos diante desta imagem de sofrimento, diante do Filho de Deus sofredor. Olhemos para Ele nos momentos de presunção e de prazer, para aprendermos a respeitar os limites e a ver a superficialidade de todos os bens puramente materiais. Olhemos para Ele nos momentos de calamidade e de angústia, para reconhecermos que precisamente assim estamos perto de Deus. Procuremos reconhecer o seu rosto naqueles que tendemos a desprezar. Diante do Senhor condenado, que não quer usar o seu poder para descer da cruz, mas antes suportou o sofrimentos da cruz até ao fim, pode assomar ainda outro pensamento. Inácio de Antioquia, ele mesmo preso com cadeias pela sua fé no Senhor, elogiou os cristãos de Esmirna pela sua fé inabalável: afirma que estavam, por assim dizer, pregados com a carne e o sangue à cruz do Senhor Jesus Cristo (1, 1). Deixemo-nos pregar a Ele, sem ceder a qualquer tentação de nos separarmos nem ceder às zombarias que pretendem levar-nos a fazê-lo.

ORAÇÃO
Senhor Jesus Cristo, fizestes-Vos pregar na cruz, aceitando a crueldade terrível deste tormento, a destruição do vosso corpo e da vossa dignidade. Fizestes-Vos pregar, sofrestes sem evasões nem descontos. Ajudai-nos a não fugir perante o que somos chamados a realizar. Ajudai-nos a fazermo-nos ligar estreitamente a Vós. Ajudai-nos a desmascarar a falsa liberdade que nos quer afastar de Vós. Ajudai-nos a aceitar a vossa liberdade «ligada» e a encontrar nesta estreita ligação convosco a verdadeira liberdade.


DÉCIMA SEGUNDA ESTAÇÃO
Jesus morre na Cruz
Do evangelho segundo São Mateus 27, 45-50.54

A partir do meio-dia, houve trevas em toda a região, até às três horas da tarde. E, pelas três horas da tarde, Jesus bradou com voz forte: "Eli, Eli, lemá sabachthani", quer dizer, "Meu Deus, Meu Deus, porque Me abandonaste?" Alguns dos presentes ouviram e disseram: «Está a chamar por Elias». E logo um deles correu a pegar numa esponja, ensopou-a em vinagre, pô-la numa cana e deu-Lhe a beber. Mas os outros disseram: «Deixa lá! Vejamos se Elias vem salvá-Lo». E Jesus, dando novamente um forte brado, expirou.
Entretanto, o centurião e os que estavam com ele de guarda a Jesus, ao verem o tremor de terra e o que estava a suceder, ficaram aterrados e disseram: «Ele era, na verdade, Filho de Deus».

MEDITAÇÃO
No cimo da cruz de Jesus – nas duas línguas do mundo de então, o grego e o latim, e na língua do povo eleito, o hebraico – está escrito quem é: o Rei dos Judeus, o Filho prometido a David. Pilatos, o juiz injusto, tornou-se profeta sem querer. Perante a opinião pública mundial é proclamada a realeza de Jesus. O próprio Jesus não tinha aceite o título de Messias, enquanto poderia induzir a uma ideia errada, humana, de poder e de salvação. Mas, agora, o título pode estar escrito ali publicamente sobre o Crucificado. Ele, assim, é verdadeiramente o rei do mundo. Agora foi verdadeiramente «elevado». Na sua descida, Ele subiu. Agora cumpriu radicalmente o mandamento do amor, cumpriu a oferta de Si próprio, e precisamente deste modo Ele é agora a manifestação do verdadeiro Deus, daquele Deus que é amor. Agora sabemos quem é Deus. Agora sabemos como é a verdadeira realeza. Jesus reza o Salmo 22, que começa por estas palavras: «Meu Deus, meu Deus, porque Me abandonaste?» (Sal 22/21, 2). Assume em Si mesmo todo o Israel, a humanidade inteira, que sofre o drama da escuridão de Deus, e faz com que Deus Se manifeste precisamente onde parece estar definitivamente derrotado e ausente. A cruz de Cristo é um acontecimento cósmico. O mundo fica na escuridão, quando o Filho de Deus sofre a morte. A terra treme. E junto da cruz tem início a Igreja dos pagãos. O centurião romano reconhece, compreende que Jesus é o Filho de Deus. Da cruz, Ele triunfa sem cessar.

ORAÇÃO
Senhor Jesus Cristo, na hora da vossa morte, o sol escureceu. Sois pregado na cruz sem cessar. Precisamente nesta hora da história, vivemos na escuridão de Deus. Pelo sofrimento sem medida e pela maldade dos homens o rosto de Deus, o vosso rosto, aparece obscurecido, irreconhecível. Mas foi precisamente na cruz que Vos fizestes reconhecer. Precisamente enquanto sois Aquele que sofre e que ama, sois aquele que é elevado. Foi precisamente lá que triunfastes. Ajudai-nos a reconhecer, nesta hora de escuridão e confusão, o vosso rosto. Ajudai-nos a crer em Vós e a seguir-Vos precisamente na hora da escuridão e da privação. Mostrai-Vos novamente ao mundo nesta hora. Fazei com que a vossa salvação se manifeste.



DÉCIMA TERCEIRA ESTAÇÃO
Jesus é descido da Cruz e entregue a sua Mãe
Do evangelho segundo São Mateus 27, 54-55

O centurião e os que estavam com ele de guarda a Jesus, ao verem o tremor de terra e o que estava a suceder, ficaram aterrados e disseram: «Ele era, na verdade, Filho de Deus». Estavam ali, a observar de longe, muitas mulheres, que tinham seguido Jesus desde a Galileia, para O servirem.

MEDITAÇÃO
Jesus morreu, o seu coração é trespassado pela lança do soldado romano e dele brotam sangue e água: misteriosa imagem do rio dos sacramentos, do Baptismo e da Eucaristia, dos quais, em virtude do coração trespassado do Senhor, renasce incessantemente a Igreja. E não Lhe são quebradas as pernas, como aos outros dois crucificados; deste modo Ele aparece como o verdadeiro cordeiro pascal, ao qual nenhum osso deve ser quebrado (cf. Ex 12, 46). E agora que tudo suportou, vemos que Ele, apesar de toda a confusão dos corações, apesar do poder do ódio e da cobardia, não ficou sozinho. Os fiéis existem. Junto da cruz, estavam Maria, sua Mãe, a irmã de sua Mãe, Maria, Maria de Magdala e o discípulo que Ele amava. Agora chega também um homem rico, José de Arimateia: o rico encontra modo de passar pela buraco de uma agulha, porque Deus lhe dá a graça. Sepulta Jesus no seu túmulo ainda intacto, num jardim: o cemitério onde fica sepultado Jesus transforma-se em jardim, no jardim donde fora expulso Adão quando se separara da plenitude da vida, do seu Criador. O túmulo no jardim faz-nos saber que o domínio da morte está para terminar. E chega também um membro do Sinédrio, Nicodemos, a quem Jesus tinha anunciado o mistério do renascimento pela água e pelo Espírito. Até no Sinédrio, que tinha decidido a sua morte, há alguém que acredita, que conhece e reconhece Jesus após a sua morte. Sobre a hora do grande luto, da grande escuridão e do desespero, aparece misteriosamente a luz da esperança. O Deus escondido permanece em todo o caso o Deus vivo e próximo. O Senhor morto permanece em todo o caso o Senhor e nosso Salvador, mesmo na noite da morte. A Igreja de Jesus Cristo, a sua nova família, começa a formar-se.

ORAÇÃO
Senhor, descestes à escuridão da morte. Mas o vosso corpo é recolhido por mãos bondosas e envolvido num cândido lençol (Mt 27, 59). A fé não está completamente morta, não se pôs totalmente o sol. Quantas vezes parece que Vós estais a dormir. Como é fácil a nós, homens, afastar-nos dizendo para nós mesmos: Deus morreu. Fazei com que, na hora da escuridão, reconheçamos que em todo o caso Vós estais lá. Não nos deixeis sozinhos quando tendemos a desanimar. Ajudai-nos a não deixar-Vos sozinho. Dai-nos uma fidelidade que resista no desânimo e um amor que Vos acolha no momento mais extremo da vossa necessidade, como a vossa Mãe, que Vos abraçou de novo no seu regaço. Ajudai-nos, ajudai os pobres e os ricos, os simples e os sábios, a ver através dos seus medos e preconceitos e a oferecer-Vos a nossa capacidade, o nosso coração, o nosso tempo, preparando assim o jardim no qual possa dar-se a ressurreição.



DÉCIMA QUARTA ESTAÇÃO
Jesus é sepultado

Do evangelho segundo São Mateus 27, 59-61

José pegou no corpo de Jesus, envolveu-o num lençol limpo e depositou-o no seu túmulo novo, que tinha mandado escavar na rocha. Depois, rolou uma grande pedra para a porta do túmulo e retirou-se. Entretanto, estavam ali Maria de Magdala e a outra Maria, sentadas em frente do sepulcro.

MEDITAÇÃO
Jesus, desonrado e ultrajado, é deposto com todas as honras num túmulo novo. Nicodemos traz uma mistura de mirra e aloés de cem libras destinada a emanar um perfume precioso. Agora na oferta do Filho revela-se, como sucedera já na unção de Betânia, um excesso que nos recorda o amor generoso de Deus, a «superabundância» do seu amor. Deus faz generosamente oferta de Si próprio. Se a medida de Deus é superabundante, também para nós nada deveria ser demasiado para Deus. Foi o que o próprio Jesus nos ensinou no discurso da Montanha (Mt 5, 20). Mas é preciso lembrar também as palavras de S. Paulo a propósito de Deus, que «por nosso meio faz sentir em todos os lugares o odor do seu conhecimento. Somos, para Deus, o bom odor de Cristo» (2 Cor 2, 14-15). Na putrefacção das ideologias, a nossa fé deveria ser de novo o perfume que reconduz às pegadas da vida. No momento da deposição, começa a realizar-se a palavra de Jesus: «Em verdade, em verdade vos digo: Se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas, se morrer, dá muito fruto» (Jo 12, 24).

Jesus é o grão de trigo que morre. Do grão de trigo morto começa a grande multiplicação do pão que dura até ao fim do mundo: Ele é o pão de vida capaz de saciar em medida superabundante a humanidade inteira e dar-lhe o alimento vital: o Verbo eterno de Deus, que Se fez carne e também pão, para nós, através da cruz e da ressurreição. Sobre a sepultura de Jesus resplandece o mistério da Eucaristia.

ORAÇÃO
Senhor Jesus Cristo, na sepultura fizestes vossa a morte do grão de trigo, tornastes-Vos o grão de trigo morto que produz fruto ao longo de todos os tempos até à eternidade. Do sepulcro brilha em cada tempo a promessa do grão de trigo, do qual provém o verdadeiro maná, o pão de vida em que Vós mesmo Vos ofereceis a nós. A Palavra eterna, através da encarnação e da morte, tornou-Se a Palavra próxima: Colocais-Vos nas nossas mãos e nos nossos corações para que a vossa Palavra cresça em nós e produza fruto. Dais-Vos a Vós próprio através da morte do grão de trigo, para que nós tenhamos a coragem de perder a nossa vida para encontrá-la; para que também nós nos fiemos da promessa do grão de trigo. Ajudai-nos a amar cada vez mais o vosso mistério eucarístico e a venerá-lo – a viver verdadeiramente de Vós, Pão do Céu. Ajudai-nos a tornarmo-nos o vosso «odor», a tornar palpáveis os vestígios da vossa vida neste mundo. Do mesmo modo que o grão de trigo se eleva da terra como caule e espiga, assim também Vós não podeis ficar no sepulcro: o sepulcro está vazio porque Ele – o Pai – não Vos «abandonou na habitação dos mortos nem permitiu que a vossa carne conhecesse a decomposição» (cf. Act 2, 31; Sal 16, 10 LXX). Não, Vós não experimentastes a corrupção. Ressuscitastes e destes espaço à carne transformada no coração de Deus. Fazei com que possamos alegrar-nos com esta esperança e possamos levá-la jubilosamente pelo mundo; fazei que nos tornemos testemunhas da vossa ressurreição.

Pai nosso, que estais no céu, santificado seja o Vosso nome, venha a nós o Vosso Reino, seja feita a Vossa vontade, assim na terra como é no céu. O pão nosso de cada dia, nos dai hoje, perdoai as nossas dívidas, assim como nós perdoamos os nossos devedores, e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal, Amém.

Em Latim:
Pater noster, qui es in cælis; sanctificetur nomen tuum; adveniat regnum tuum; fiat voluntas tua, sicut in cælo et in terra. Panem nostrum cotidianum da nobis hodie; et dimitte nobis debita nostra, sicut et nos dimittimus debitoribus nostris; et ne nos inducas in tentationem; sed libera nos a malo.

 

FONTE: ORKUT, GOOGLE, COMUNIDADE GLORIOSA VINDA DE CRISTO E SITE:www.derradeirasgracas.com

 

 


 

 

 

 

 


 

 

 

 



 

 

 

























terça-feira, 20 de março de 2012

JESUS CRUCIFICADO

 
PAIXÃO DE CRISTO
O SIGNIFICADO SOCIAL DO LAVA-PÉS

1 – O gesto do lavar-pés transforma as relações de domínio em relações de serviço.
2 – O lava-pés supera as rupturas e divisões, criando relações de aliança.
3 – Inverter o comportamento egoístico em atitude altruísta é fruto do lava-pés. O outro se torna amigo e irmão, os inimigos são acolhidos como amigos.
4 – O lava-pés coloca o outro de pé, levanta os caídos.
5 – Lavar os pés encurtar distancias, vencer diferenças, superar divisões, transformando inimigos em amigos.
6 – O lava-pés nos coloca aos pés das vitimas em atitude de serviço.
7 – Pela força do lava-pés, ninguém será mais espezinhado, chutado, pisado pelo poder, pelo domínio, pela vingança.
8 – O lava-pés nos faz caminhantes e peregrinos em direção ao irmão.
9 – Tem os pés sujos quem alimenta ódio, raiva, vingança no coração.
10 – É indigna a celebração eucarística num contexto de discórdia e divisão, numa situação de indiferença pelos pobres, porque não está na lógica de lava-pés.
11 – O lava-pés é o abraço de reconciliação, é o encontro de perdão, é o dialogo dos diferentes.
12 – Pelo lava-pés caem a discriminação, o racismo, a exclusão, a mentalidade de privilégios e de classes.
13 – O lava-pés é acolhimento, hospitalidade e cura dos pés feridos, pela aceitação das próprias fraquezas e das dos outros.
14 – O lava-pés é uma inversão de critérios, pelas qual o outro se torna centro. O nome do lava-pés, hoje, é voluntariado, altruísmo, solidariedade, gratuidade.
15 – O lava-pés confirma: quem salva não é o poder, mas o amor.
16 – O lava-pés faz da Igreja “casa e escola de comunhão”, onde os pobres se sentem em casa.
17 – O lava-pés nos faz misericordiosos, compreensivos e samaritanos, com a coragem da solidariedade e uma nova roupagem para a caridade.
18 – Inclinando-se para lavar os pés dos discípulos, Jesus explica de forma inequívoca o sentido da Eucaristia. O amor fraterno é a prova da autenticidade das nossas celebrações eucarísticas.
19 – O lava-pés indica o poder da ternura e a fraqueza da violência. Ou vivemos todos como irmãos, ou morremos todos como loucos.
20 – Pelo lava-pés percebemos: quem se inclina perante o próximo, eleva-se diante de Deus. É superada a relação senhor – escravo pela relação de aliança e de igualdade.
21 – Enxergamos bem, lá onde estão nossos pés. É preciso ir ao povo, ser companheiro de viagem; os pés fazem a gente ver melhor. Compremos pares de sandálias e andemos ao encontro dos outros.
22 – Lava-pés é despir-se do poder, revestir-se com o avental do servo e desamarrar as sandálias, colocando-se no lugar do outro. Assim fez o bom samaritano.
23 – O lava-pés é escola de relacionamento e acolhimento, atitude de confiança que supera competições, pretensões, invejas e arbítrios.
24 – Lava-pés é desejar os desejos dos outros, querer o bem do outro, interessar-se pelos interesses dos outros, sofrer a dor dos outros e ajudar a carregar seus fardos.
25 – Lava-pés é libertar-se do narcisismo, da aparência, da presunção.
26 – Lava-pés é troca das gratificações pela gratuidade e pelo altruísmo.
27 – Lava-pés é esvaziamento de si e elevação do outro; é a satisfação pelo bem estar alheio. A lógica do lava-pés é não prejudicar e saber alegrar-se com o sucesso dos outros.
28 – Lava-pés é compaixão, tolerância e respeito pelo outro. Tratar os outros como tratamos nossos melhores amigos.
29 – Lava-pés é descer de nosso pedestal e chegar até o chão, deixando que o pó e o barro nos revelem de que formos feitos. “É preciso colocar-se abaixo do pó que os pés das pessoas pisam” (Gandhi).
30 – Quem vive o lava-pés poderás ser um mártir, nunca um algoz.
Paixão do Senhor

Quem nunca se perguntou sobre o sofrimento no mundo? Por que pessoas morrem de fome, vítimas da guerra e da violência? Por que algumas crianças morrem doentes? Por que existem tantos sofrimentos sem razão? Eu também pergunto...
Existem muitos tipos de pessoas que procuram ajuda espiritual. Um dos casos mais típicos é o daqueles que trazem a incompreensão de sua dor: “Sou fiel a Deus, procuro fazer o meu melhor, mas agora estou sofrendo. Por quê?” Costumo responder nestes casos: “Por que Ele?” Por que o homem mais santo do mundo foi crucificado? Por que o próprio Deus, que só fez o bem às pessoas, foi condenado a morte por aqueles que entendiam de Escritura, de lei de Deus...? Por que Ele não desceu da cruz?
 
Cristo morreu porque quis assumir a nossa vida, mesmo na dor. Por que também Ele está no mundo imperfeito e limitado onde cabe a dor, o sangue, a lágrima. Não queremos a dor, mas esquecemos de que não somos deuses, somos humanos, e mesmo um Deus humano, morreu. Vivemos no mundo ainda limitado que geme e chora, esperando o dia de sua redenção. Não estamos ainda no paraíso, é bom que se diga.
Cristo morreu para ser solidário com todos que sofrem. Ele não é um sacerdote incapaz de se compadecer de nossa dor, mas experimentado no sofrimento, pode oferecer consolo e cura a todos que sofrem (2ª. Leitura). Sim, Deus não tira toda dor do mundo por mágica, mas assume a dor do mundo, mostrando-nos que é parte da existência e que ele pode sofrer conosco: nossa tristeza, nossa doença, nossa angústia e nossa morte. Claro que amanhã veremos que o sofrimento não é a última palavra da existência.
Cristo morreu como conseqüência de sua opção pelo Reino do Pai. Se você sofre porque quer, é burrice. Se você sofre, porque tem medo de lutar contra uma determinada situação, é fraqueza e talvez burrice. Mas se você sofre as conseqüências de uma opção de vida (pela verdade, justiça, pelo bem dos seres humanos, por sua família), então sua dor é redentora. Jesus, que não era masoquista, aceitou a vontade do Pai (Faça-se a tua vontade!): não aceitou morrer por morrer, mas aceitou não fugir diante de suas opções: amar a todos, oferecer-se por todos, proclamar a verdade sem medo das conseqüências! O resultado foi sua morte: um dom que doou tudo, até a última gota.
Diante da cruz, muitas atitudes... Os sacerdotes e mestres da lei o condenaram, o povo foi omisso, as mulheres choraram, os discípulos fugiram, Pilatos lavou as mãos, Dimas pediu perdão, o outro ladrão zombou, o soldado jogou uma lança... Hoje cada um de nós tem uma atitude diante de Jesus: resignação, tristeza, identificação, pena, amor...
E estamos nós aqui: eu e você. Vamos sair do nosso lugar, vamos olhar e beijar Aquele que nos amou e nos ama! Pilatos também o olhou,
Judas também o beijou! E agora é nossa vez! O que você vê quando dirige o seu olhar para aquele que traspassaram? E o que significará mais este beijo na imagem daquele que derramou o sangue por todos nós?

FONTE:ORKUT