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domingo, 4 de maio de 2025

As Indulgências no Ano Jubilar 2025- Como obter a Indulgência Plenária

 https://media.vaticannews.va/media/content/dam-archive/vaticannews/images-multimedia/chiesa/chiesa-luglio--2018/Il%20Perdon%20d'Assisi,%20come%20ottenere%20l'indulgenza%20plenariaAEM.jpg/_jcr_content/renditions/cq5dam.thumbnail.cropped.750.422.jpeg


As Indulgências no Ano Jubilar 2025
"A indulgência permite-nos descobrir como é ilimitada a misericórdia de Deus. Não é por acaso que, na antiguidade, o termo «misericórdia» era cambiável com o de «indulgência», precisamente porque pretende exprimir a plenitude do perdão de Deus que não conhece limites."(Spes non confundit - BULA DE PROCLAMAÇÃO DO JUBILEU ORDINÁRIO DO ANO 2025)

por Gianni Valente

Em 2025 a Igreja Católica repropõe a celebração do Ano Jubilar como um tempo especial de remissão e perdão, ocasião para viver intensamente a cura e a libertação dos pecados e de outras "dívidas" que pesam sobre as vidas e as almas.

A possibilidade de pedir e obter indulgências é parte integrante e relevante da tradição dos Jubileus «Não é por acaso que, na antiguidade, o termo «misericórdia» era cambiável com o de «indulgência», precisamente porque pretende exprimir a plenitude do perdão de Deus que não conhece limites», escreve o Papa Francisco na Bula que anuncia o Jubileu de 2025 (Spes non confundit § 23).

O que se segue é um breve vademecum ("manual") que contém as indicações elementares sobre o que é preciso fazer - em Roma, na Terra Santa e em todas as partes do mundo - para pedir o dom da indulgência durante o Jubileu.



13/05/2024


Jubileu, as normas para obter indulgências
A Penitenciaria Apostólica divulgou o documento que indica as modalidades, as práticas e os lugares sagrados, em Roma e no mundo inteiro, onde será possível obter esse dom de ...
O que é Indulgência


«A indulgência é a remissão, diante de Deus, da pena temporal devida pelos pecados já perdoados quanto á culpa [isto é, para os quais a absolvição já foi obtida pela confissão, ndr.], que o fiel, devidamente disposto e em certas condições, alcança por meio da Igreja, a qual, como dispensadora da redenção, distribui e aplica, com autoridade, o tesouro das satisfações de Cristo e dos Santos» (Codex Iuris Canonici, Can. 992).

O que é a pena temporal


O pecado tem duas consequências. Em primeiro lugar, se for grave, envolve a privação da comunhão com Deus e a pena eterno. Ele é cancelado toda vez que se recorre frutuosamente ao Sacramento da Confissão e assim se é readmitido à comunhão com Deus no estado de graça sobrenatural. Em segundo lugar, «todo o pecado, mesmo venial, traz consigo um apego desordenado às criaturas, o qual precisa de ser purificado, quer nesta vida quer depois da morte, no estado que se chama Purgatório. Esta purificação liberta do que se chama «pena temporal» do pecado».(Catecismo da Igreja Católica, n.1472).

Esta segunda consequência do pecado, isto é, a pena temporal, à qual ainda se pode estar obrigado apesar do perdão dos pecados obtido na Confissão, pode ser redimida aqui em baixo, na terra (com voluntárias orações e penitências, com obras de piedade, de mortificação e da caridade), ou na vida após a morte, no purgatório.
O que é a Indulgência Plenária

A Indulgência Plenária por si só perdoa toda a pena temporal dos pecados já perdoados no que diz respeito à culpa (o que, para os pecados mortais, requer necessariamente a Confissão sacramental).


13/05/2024

Jubileu 2025: concessão da indulgência, tornar-se peregrinos de esperança
Leia na íntegra as normas para a concessão da indulgência em vista do Jubileu de 2025, publicadas hoje (13/05) pela Penitenciaria Apostólica do Vaticano.
Quem pode obter as indulgências


Qualquer pessoa batizada e não excomungada pode obter indulgências. Para lucrá-las, o fiel batizado deve estar na graça de Deus, isto é, sem pecado mortal, porque a dívida da pena temporal não pode ser perdoada senão após o cancelamento da culpa e a remissão da pena eterna operada pelo Sacramento da Confissão ou, na impossibilidade de confessar-se, por um ato de sincera contrição, com o propósito de buscar o sacramento da penitência assim que possível.
É necessária, ademais, a intenção de obter a indulgência, pois o benefício é concedido apenas a quem positivamente pretende recebê-lo.

Como obter a Indulgência Plenária


Para obter a Indulgência Plenária, além de cumprir o ato ao qual a Igreja agrega a indulgência, devem ser sempre cumpridas as seguintes condições:

- confessar -se (a confissão deve ser “individual e íntegra”);
- receber a comunhão eucarística;
- rezar de acordo com as intenções do Papa (por exemplo, um Pai Nosso e uma Ave Maria).
Como cada fiel pode obter diariamente a Indulgência Plenária durante o Jubileu do Ano 2025
As normas para a concessão da Indulgência durante o Jubileu ordinário do Ano de 2025, publicadas em 13 de maio de 2024 pela Penitenciária Apostólica, cujo Penitenciário-Mor é o cardeal Angelo De Donatis, indicam os atos que poderão levar a cada dia à aquisição da Indulgência Plenária durante toda a duração do Ano Santo.

Além de observar as condições habituais (desapego do pecado, mesmo venial, confissão sacramental, comunhão eucarística e oração segundo as intenções do Santo Padre), para receber diariamente a Indulgência Plenária jubilar o fiel poderá praticar atos de diferentes naturezas, somo segue:

* Peregrinações e visitas a lugares sagrados

Os fiéis poderão obter a Indulgência Jubilar quando se dirigirem em peregrinação a qualquer lugar sagrado do Jubileu, participando naquele local na Santa Missa, ou na Via Sacra, ou na recitação do Santo Rosário ou do hino Akathistos; ou a uma celebração penitencial, que termine com as confissões individuais dos penitentes.

- Em Roma e na Itália

Caso estiverem em Roma, para pedir a indulgência plenária, os fiéis poderão peregrinar pelo menos a uma das quatro Basílicas Papais Maiores (São Pedro no Vaticano, Santissimo Salvador em Latrão, Santa Maria Maior, São Paulo Fora-dos-Muros).

Por ocasião particular do Ano Jubilar, além dos referidos locais de peregrinação, também poderão ser visitadas a Basílica de Santa Croce em Jerusalém, a Basílica de San Lorenzo al Verano, a Basílica de São Sebastião (etapas que completam a visita chamada “das sete Igrejas”, tão acara a São Filipe Neri), o Santuário do Amor Divino, a Igreja de Santo Spirito in Sassia, a Igreja de São Paulo alle Tre Fontane (lugar de martírio do Apóstolo), as Catacumbas Cristãs.

Ademais, se poderá visitar - e ali realizar as práticas piedosas exigidas - as igrejas dos caminhos jubilares dedicadas respectivamente ao Iter Europaeum e as igrejas dedicadas às Padroeiras da Europa e Doutoras da Igreja (Basílica de Santa Maria sopra Minerva, Santa Brigida em Campo de' Fiori, Igreja de Santa Maria della Vittoria, Igreja de Trinità dei Monti, Basílica de Santa Cecília em Trastevere, Basílica de Sant'Agostino em Campo Marzio).

Na Itália, poderão ser realizadas peregrinações jubilares também às duas Basílicas Papais menores de Assis, de São Francisco e de Santa Maria dos Anjos; as Basílicas Pontifícias de Nossa Senhora de Loreto, de Nossa Senhora de Pompeia, de Santo Antônio em Pádua.

- Na Terra Santa

Na terra de Jesus será possível realizar peregrinações jubilares e pedir a Indulgência Plenária visitando pelo menos uma das três Basílicas do Santo Sepulcro em Jerusalém, da Natividade em Belém, da Anunciação em Nazaré.

- Em todo o mundo

Nas outras circunscrições eclesiásticas, os fiéis poderão alcançar a Indulgência Jubilar se, individualmente ou em grupo, visitarem com devoção qualquer lugar sagrado (Basílicas menores, igrejas catedrais, santuários marianos) designado como lugar jubilar por cada bispo diocesano, como também santuários nacionais ou internacionais, indicados pelas Conferências Episcopais, e alí, por um adequado período de tempo, praticarem a Adoração Eucarística e a meditação, concluindo com o Pai Nosso, a Profissão de Fé em qualquer forma legítima e invocações a Maria, Mãe de Deus.

Os fiéis sinceramente arrependidos, mas impossibilitados de participar nas peregrinações e visitas piedosas por motivos graves (por exemplo, monges e monjas de clausura, os doentes e os reclusos), podem lucrar a Indulgência Jubilar nas mesmas condições se, unidos em espírito com o os fiéis presentes, especialmente nos momentos em que as palavras do Sumo Pontífice ou dos Bispos diocesanos forem transmitidas pelos meios de comunicação, recitarem o Pai Nosso, a Profissão de fé em qualquer forma legítima e outras orações conformes aos propósitos do Ano Santo.
* Obras de misericórdia e de penitência


Além disso, sem realizar peregrinações ou visitas piedosas aos lugares jubilares, os fiéis poderão lucrar a Indulgência Jubilar:

- Participando nas Missões Populares;

- Participando de Exercícios Espirituais ou Encontros de Formação sobre textos do Concílio Vaticano II e do Catecismo da Igreja Católica, a serem realizados em uma igreja ou outro local adequado;

- Realizando Obras de Misericórdia corporais e espirituais;

- Realizando Atos Penitenciais como:

a) Redescobrir o valor penitencial da sexta-feira, abstendo-se durante pelo menos um dia de distrações fúteis (induzidas, por exemplo, pelos meios de comunicação e redes sociais) e de consumos supérfluos (por exemplo, jejuando ou praticando a abstinência segundo as normas gerais da Igreja e dedicar uma quantia proporcional de dinheiro aos pobres);

b) Apoiar obras de carácter religioso ou social, especialmente em favor da defesa e proteção da vida em todas as suas fases, das crianças abandonadas, dos jovens em dificuldade, dos idosos necessitados ou solitários, dos migrantes dos vários países;

c) Dedicar uma parte razoável do seu tempo livre a atividades voluntárias que sejam de interesse da comunidade ou a outras formas semelhantes de compromisso pessoal.

Apesar da regra geral segundo a qual só se pode lucrar somente umaIndulgência Plenária por dia (ver Enchiridion Indulgentiarum, IV ed., norma 18, § 1), a instrução da Penitenciária Apostólica com as normas para receber Indulgências Plenárias durante o Ano Jubilar 2025 determina que “os fiéis que terão praticado o ato de caridade a favor das almas do Purgatório, se se aproximarem legitimamente do sacramento da Comunhão uma segunda vez no mesmo dia, poderão obter duas vezes no mesmo dia a Indulgência plenária, aplicável apenas aos defuntos (entende-se no âmbito de uma celebração eucarística)".

*Agência Fides

FONTE: https://www.vaticannews.va/pt/vaticano/news/2024-12/jubileu-2025-vademecum-indulgencias.html

sábado, 15 de março de 2025

ORATÓRIO - CAPELA DE JESUS DAS SANTAS CHAGAS

 

clique aqui para enviar a oração - capela do Santíssimo ao vivo.

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veja mais informações sobre a capelinha no site;

https://evangelizarepreciso.com.br/ 


Bênção das Santas Chagas
Para a Proteção do Lar

O Senhor esteja convosco
Ele está no meio de nós
Que a divina bênção vos acompanhe,
Que o Espírito Santo ilumine os vossos pensamentos
E que o Seu poder aja em toda parte.
Tudo o que se encontra nesta casa,
Os que nela entram,
Os que dela saem,
Que Jesus,
Nas Suas Santas Chagas,
Vos abençoe e vos preserve do mal
Para que nenhuma desgraça se aproxime de vós.
O Senhor vos abençoe
E vos guarde
Que Ele faça seu rosto
Brilhar sobre vós
Que Ele se compadeça de vós
E vos dê a paz
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.


Amém. 

 

 


 + Por Suas Santas Chagas,

+ Suas Chagas Gloriosas,

+ O Cristo Senhor me proteja e me guarde.

(Padre ou dirigente)

Eu creio, ó Jesus, que estás verdadeira e realmente presente no Santíssimo Sacramento. Creio que Vossas mãos, Vossos pés e Vosso Sagrado peito conservam, debaixo dos véus Eucarísticos, como na glória dos Céus, os sagrados sinais das Chagas abertas pelos cravos e pela lança.

Beijo em espírito, adoro com fé, considero com amor, reconhecimento e admiração esses Estigmas benditos, fixando neles o olhar de minha alma para agradecer-Vos a grandiosidade do Vosso Amor e da Vossa Misericórdia.

Ó, Senhor Jesus, deixai-me adentrar as Vossas cinco Chagas com Maria Santíssima, Vossa Mãe, São João, Madalena, São Francisco de Assis, Santo Frei Pio de Pietrelcina e tantos outros Santos de todos os séculos que muito terna e amorosamente as tem compreendido e amado.

(Todos)

Suplico-Vos ó Senhor Jesus, curai-me e libertai-me, pelos méritos das Vossas Santas Chagas.

Purificai-me! Esclarecei-me! Inflamai-me de amor e piedade pelas Vossas Santas, Salvadoras e Redentoras Chagas!

De joelhos me prostro ante Vossa imagem sagrada.

(Todos)

Oh! Salvador meu, minha consciência me diz que tenho sido eu que Vos cravou na cruz, com estas minhas mãos, todas as vezes que tenho ousado cometer um pecado mortal.

Deus meu, meu amor e meu tudo, digno de toda adoração e amor, vendo como tantas vezes me haveis cumulado de bênçãos, me acho de joelhos, convencido de que ainda posso reparar as injúrias com que Vos tenho ofendido. Ao menos posso me compadecer, posso dar-Vos graças por todo o que haveis feito por mim. Perdoai-me, Senhor meu. Por isso com o coração e com os lábios digo: Perdoai-me, Senhor meu.

(Coloque aqui os seus pedidos neste dia de contemplação às Chagas Dolorosas e Gloriosas, de Jesus das Santas Chagas)

Segunda-feira

Ao contemplar a Chaga da mão direita: Santíssima Chaga da mão direita de meu Jesus, Vos adoro.

Me dói, Bom Jesus, de ver-Vos sofrer tão dolorosa pena. Vos dou graças, oh! Jesus de minha vida, por ter-me acumulado de benefícios e graças, e isso apesar de minha obstinação ao pecado.

Ofereço ao Eterno Pai o sofrimento e o amor de Vossa Santíssima Humanidade e suplico me ajude a fazer tudo para maior honra e Glória de Deus.

Terça-feira

Ao contemplar a Chaga da mão esquerda: Santíssima Chaga da mão esquerda de meu Jesus, Vos adoro.

Me dói, Bom Jesus, de ver-Vos sofrer tão dolorosa pena. Vos dou graças, oh! Jesus de minha vida, porque por Vosso amor haveis livrado a mim de sofrer a flagelação e a eterna condenação, que tenho merecido por causa de meus pecados.

Ofereço, ao Eterno Pai, o sofrimento e o amor de Vossa Santíssima Humanidade e suplico me ajude a fazer bom uso de minhas forças e de minha vida, para produzir frutos dignos da glória e vida eterna e assim desarmar a justa ira de Deus.

Quarta-feira

Ao contemplar a Chaga do pé esquerdo: Santíssima Chaga do pé esquerdo de meu Jesus, Vos adoro.

Me dói, Bom Jesus, ver-Vos sofrer aquela pena dolorosa. Vos dou graças, oh! Jesus de minha alma, porque haveis sofrido tão atrozes dores para deter-me em minha carreira ao precipício, sofrendo-Vos a causa dos pulsantes espinhos de meus pecados.

Ofereço ao Eterno Pai, o sofrimento e o amor de Vossa Santíssima Humanidade para ressarcir meus pecados, que detesto com sincera contrição.

Quinta-feira

Ao contemplar a Chaga do pé direito: Santíssima Chaga do pé direito de meu Jesus, Vos adoro.

Me dói, Bom Jesus, de ver-Vos sofrer tão dolorosa pena. Vos dou graças, oh! Jesus de minha vida, por aquele amor que sofreu tão atrozes dores, derramando sangue para castigar meus desejos pecaminosos e andadas em prol do prazer.

Ofereço ao Eterno Pai, o sofrimento e o amor de Vossa Santíssima Humanidade, e peço a graça de chorar minhas transgressões e de perseverar no caminho do bem, cumprindo fidelissimamente os mandamentos de Deus.

Sexta-feira

Ao contemplar a Chaga do Sacratíssimo peito: Santíssima Chaga do Sacratíssimo peito de meu Jesus, Vos adoro.

Me dói, Bom Jesus, de ver-Vos sofrer tão grande injúria. Vos dou graças, oh! Bom Jesus, pelo amor que me tendes, ao permitir que Vos abrissem o peito, com uma lançada e assim derramar a última gota de sangue, para redimir-me.

Ofereço ao Eterno Pai esta oferta e o amor de Vossa Santíssima Humanidade, para que minha alma possa encontrar em Vosso Coração transpassado um seguro Refúgio. Assim seja.

Sábado

Ao contemplar as Vossas cinco Chagas Senhor Jesus, Vos adoro.

Me dói, Bom Jesus, de ver-Vos sofrer tão grande injúria. Vos dou graças, oh! Bom Jesus, pelo amor que me tendes, ao permitir que Vos fosse martirizado sob Vossas cinco Chagas, curai-me e libertai-me, basta-me uma única gota de sangue, para redimir-me.

Ofereço ao Eterno Pai, a minha vida e o amor de Vossa Santíssima Humanidade, que por nossa remissão possamos ser dignos a exemplo de Jesus vencer a morte e a fazer tudo para maior honra e Glória de Deus

Oração de Conclusão

Todos os dias

(Padre)

Deus de infinita misericórdia, que por meio do Vosso Filho Unigênito, pregado na Cruz, quisestes salvar todos os homens, concedei-nos que, venerando na Terra as Suas Santas Chagas, mereçamos gozar no Céu o fruto Redentor do Seu Sangue.

Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Amém.

fonte: https://evangelizarepreciso.com.br/jesus-das-santas-chagas/contemplacao/

Origem da Devoção

A devoção às Santas Chagas de Jesus é antiga, nasceu no maior sacrifício de amor da Igreja Católica: no madeiro da Cruz. A partir desse momento, as Chagas Dolorosas transformam-se em glória e revelam as virtudes de Cristo em cada uma das cinco marcas da Paixão.

Como abraçamos a Devoção

A devoção a Jesus das Santas Chagas tocou o coração do Padre Reginaldo Manzotti durante o evento “24 Horas em Oração na Presença do Senhor” em 2015. Diante do Santíssimo, ele pediu: “Senhor, dai-nos uma devoção para seguir”.

Nesse momento, ao olhar para o quadro de Jesus Misericordioso, Suas Chagas Dolorosas e Gloriosas se destacaram e revelaram a devoção que deveria ser abraçada. Isso aconteceu exatamente quando a Obra completava 10 anos, como um presente do Senhor.

Desde então, a Associação Evangelizar É Preciso abraçou essa devoção que, inclusive, é inspiração para um dos nossos Carismas: “A devoção a Jesus nas Suas Santas Chagas”.

Principal propósito

A Devoção às Santas Chagas de Jesus é principalmente de cura e libertação. Está na própria oração do Terço de Jesus das Santas Chagas: “Eterno Pai, eu Vos ofereço as Santas Chagas de Nosso Senhor Jesus Cristo; para curar as de nossas almas”.

Consagração a Jesus das Santas Chagas

Amado Jesus, Senhor das Santas Chagas.

Quisestes conservar em Vosso Corpo Glorioso as cicatrizes das Vossas cinco Chagas, para que sejam uma lembrança de Vossa Paixão, uma prova de Vossa Ressurreição e da vitória sobre a morte e o pecado.

Por Vossas Chagas benditas, Vos consagro a minha vida e ações, dores e sofrimentos para que a cada dia eu possa Vos servir e propagar o Vosso amor.

Eu Vos entrego todo o meu ser, a minha liberdade, a minha memória, o meu entendimento, a minha vontade, dispõe de mim como quiser, Senhor.

Ajudai-me na missão de Mensageira(o) da devoção às Vossas Santas Chagas.

Dai-me um coração grande, generoso e humilde que possa se compadecer e acolher os que necessitam.

Levai-me aonde quiseres ir e colocai em minha boca as palavras que quiseres falar.

Fazei, Senhor, que trazendo sempre impressos na mente e no coração as Vossas Santas Chagas eu tire delas abundantes frutos de graça e de virtude para mim e para todos que eu visitar em Vosso Nome.

Fazei, Senhor, que venerando na Terra as Vossas Santas Chagas, mereçamos gozar no Céu o fruto Redentor do Vosso Sangue.

Amém.

 

fonte: https://evangelizarepreciso.com.br/jesus-das-santas-chagas/sobre-a-devocao/

Há devoções tão antigas como o Calvário e que tiveram pontos altos na vida e na história da Igreja. Entre estas está a devoção das Santas Chagas.

Parece ser da vontade de Deus reavivar tal devoção, como meio de santificação pessoal e reparação pelos pecadores. Perante tanta maldade e desordem, desprezo pelo divino e indiferença pela ofensa ao Criador, só a reparação pode salvar o mundo. Daí a necessidade de almas reparadoras. E a devoção das Santas Chagas é eminentemente reparadora.

Santo Agostinho, São João Crisóstomo, São Bernardo, São Boaventura, São Tomás de Aquino e São Francisco de Assis fizeram desta devoção objeto especial do seu zelo apostólico.

Em seu livro de 1761, A Paixão e a Morte de Jesus Cristo, Santo Afonso Maria de Ligorio, fundador dos Padres Redentoristas, listou, entre vários exercícios piedosos, o Terço das Cinco Chagas de Jesus Crucificado.
O Rosário das Santas Chagas (também chamado de "Terço das Santas Chagas" disponível aqui no Pocket Terço) foi introduzido pela primeira vez no início do século 20 pela Venerável Irmã Maria Marta Chambon, religiosa católica romana leiga do Mosteiro da Ordem de Visitação em Chambéry, França.

AS SANTAS CHAGAS

O Senhor, ao manifestar-Se à Irmã Maria Marta Chambon, do Mosteiro da Visitação de Santa Maria Chambery, falecida em odor de santidade em 21 de Março de 1909, encarregou-a de invocar constantemente as Suas Chagas e de avivar esta devoção no mundo. Para este fim, revelou-lhe com palavras vivas os tesouros que encerram essas feridas abertas na Sua Carne imaculada.
Deveis repetir com freqüência, junto aos doentes esta aspiração: "MEU JESUS, PERDÃO E MISERICÓRDIA, PELOS MÉRITOS DE VOSSAS SANTAS CHAGAS." Esta oração aliviará a alma e o corpo. Muitas pessoas experimentarão a eficácia destas aspirações.
O pecador que disser a oração seguinte, alcançará perdão: "PAI ETERNO, EU VOS OFEREÇO AS CHAGAS DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO, PARA CURAR AS DE NOSSAS ALMAS". 

 


† Por Suas Santas Chagas
† Suas chagas Gloriosas
† O Cristo Senhor me proteja e me guarde

Senhor Jesus, foste elevado na Cruz para que por Vossas Santas Chagas, sejam curadas as de nossas almas. Eu Vos louvo e agradeço pelo Vosso ato redentor. Carregaste em Vosso próprio corpo os meus pecados e de toda a humanidade. Nas Vossas Santas Chagas coloco minhas intenções. Minhas preocupações, ansiedades e angustias. Minhas enfermidades físicas e psíquicas. Meus sofrimentos, dores, alegrias e necessidades. Em vossas Santas Chagas Senhor coloco minha família. Envolvei Senhor a mim e meus familiares protegendo-nos do mal.

(instante de silencio)

Senhor, ao mostrar Vossas Santas Chagas Gloriosas a Tomé e o mandando tocar em Vosso lado aberto, o curaste da incredulidade. Eu Vos peço, Senhor, permita-me refugiar em Vossas Santas Chagas e por mérito desses sinais de Vosso amor curai a minha falta de fé. Ó Jesus, pelos méritos de Vossa Paixão, Morte e Ressurreição, dai-me a graça de viver os frutos da nossa redenção.
Amém.fonte: 

https://pocketterco.com.br/terco/novena-das-santas-chagas

quinta-feira, 13 de março de 2025

SÃO LUÍZ GONZAGA

 21 DE JUNHO – DIA DE SÃO LUÍS GONZAGA



São Luís Gonzaga – “O Deus que me chama é Amor”

Altíssimo foi o grau de santidade por ele alcançado pela via da inocência. Nada de terreno o atraía, vivia em contemplação e todas as suas ações estavam em conformidade plena com os desígnios divinos.

Então, o que faremos, Irmão Luís? — perguntou o Padre Provincial, ao entrar no quarto do enfermo.

— Estamos a caminho, Padre.

— Para onde?

— Para o Céu… Se não impedirem meus pecados, espero, pela misericórdia de Deus, ir para lá.

Esta era a disposição de alma do jovem noviço da Companhia de Jesus, que interrompera seus estudos de Teologia por força de uma grave doença e há três meses jazia prostrado no leito. Oito dias antes, predissera que estes seriam para ele os últimos.

“Morrerei esta noite”

Já pela manhã, pediu o Viático, o qual só lhe foi trazido à tarde, por julgarem-no ainda com saúde. Passou o dia em atos de fé, petição e adoração. Os padres jesuítas não se consolavam por perder o santo irmão, e tentavam persuadi-lo de que sua hora ainda não chegara. Ele, inflexível, respondia:

— Morrerei esta noite. Morrerei esta noite.

Padres e noviços de todas as casas, tendo sabido da predição de sua morte, acorreram para despedir-se dele, encomendar-se às suas orações e pedir seus últimos conselhos. A doença minara-lhe a saúde do corpo, mas a alma a cada momento crescia em santidade. Assim, atendia a todos com afeto, prometendo lembrar-se deles no Céu.

Tendo anoitecido e vendo o Padre Reitor que Luís ainda falava com facilidade, concluiu que não morreria nessa noite e deu ordem aos irmãos para se recolherem a dormir. Ficaram no quarto apenas dois sacerdotes para auxiliar o enfermo, além do seu confessor, São Roberto Belarmino.

Luís não escondia sua profunda alegria. Ir para o Céu, unir-se definitivamente com Deus: era o que mais almejara durante sua curta vida!

Passado algum tempo, disse ao confessor:

— Padre, podeis fazer a encomendação.

O sacerdote logo a fez, com muita compenetração e devoção. Recolhido, calmo e confiante, Luís aguardava o momento supremo, o qual não tardou: por volta das vinte horas, com os olhos fixos no crucifixo que segurava em suas mãos, entrou serenamente nas terríveis dores da agonia. Nenhum gemido lhe saiu dos lábios, seu olhar não se desviou um instante sequer d’Aquele que tanto sofrera por nós na Cruz. Pronunciando o Santíssimo Nome de Jesus, entregou sua alma a Deus na mais inteira paz.

O perfeito pensa constantemente em Deus

Luís Gonzaga era dessas almas diletas, sobre as quais Deus derrama graças e dons em superabundância para mantê-las na inocência. Altíssimo foi o grau de santidade alcançado por ele nessa via. Nada de terreno o atraía, vivia em contemplação e todas as suas ações estavam em conformidade plena com os desígnios divinos. 
Primeira comunhão de São Luís Gonzaga. Igreja da Companhia de Jesus, Quito-Equador. (imagem: Arautos do Evangelho)

Eis como o famoso dominicano Padre Garrigou-Lagrange descreve uma alma nesse estado de perfeição:

“Depois da purificação passiva do espírito, os perfeitos conhecem a Deus de uma maneira quase experimental, não mais passageira, porém quase contínua. Não somente durante as horas da Missa, do Ofício Divino ou demais orações, mas também no meio das ocupações exteriores, sua alma permanece voltada para Deus. Por assim dizer, eles não perdem sua presença e guardam a união atual com Ele.

“Compreenderemos com facilidade a questão se a analisarmos em contraposição ao estado de alma do egoísta. Este pensa sempre em si mesmo e, naturalmente, refere tudo a si; entretém-se sem cessar consigo mesmo sobre suas veleidades, suas tristezas, ou suas superficiais alegrias; sua conversa íntima, por assim dizer, é incessante, mas vã, estéril e esterilizante para todos. O perfeito, ao contrário, em lugar de pensar em si, pensa constantemente em Deus, em Sua glória, na salvação das almas e, para isso, faz tudo convergir para este objetivo, como por instinto. Sua conversa íntima não é consigo mesmo, mas com Deus”.1

Vejamos alguns episódios da existência terrena, breve, mas pervadida de santidade, de São Luís Gonzaga, que refletem bem sua inocente alma.

Retidão desde a infância

Nasceu em 9 de março de 1568, no castelo de Castiglione, Itália. Foi o primeiro filho de Dom Fernando Gonzaga, Marquês de Castiglione e Príncipe do Sacro Império, e de Dona Marta Tana, dama da Rainha Isabel de Valois.

Muito agradava à marquesa ver quão bem seu filho assimilava, desde pequeno, suas maternais instruções de piedade. Seu pai, porém, se inquietava, pois temia que a devoção o desviasse da carreira das armas, à qual se destinavam os primogênitos.



Quando Luís tinha cinco anos de idade, o marquês recebeu ordem de partir para Túnis à frente de três mil homens da infantaria italiana e, devendo passar em revista as tropas na cidade de Casalmaior, levou-o consigo, para acostumá-lo ao sabor das armas. Passou o menino lá alguns meses e, na convivência com a soldadesca, aprendeu algumas palavras indecorosas, as quais passou a repetir, sem saber seu significado.

De volta a Castiglione, foi repreendido por seu preceptor, e não apenas nunca mais proferiu tais palavras, mas manifestava grande enfado quando ouvia alguém pronunciá-las. Muito se envergonhou por essa falta e, quando já religioso, costumava contá-la para “provar” como fora mau desde criança.

Devoção a Maria e virtudes exemplares

Quando Luís fez nove anos de idade, Dom Fernando o levou, juntamente com seu irmão Rodolfo, para a corte do Grão-duque da Toscana. A Providência Divina utilizou esses dois anos em que ele viveu em Florença para fazê-lo progredir nos caminhos da santidade. A leitura de um livro sobre os mistérios do Rosário fez desabrochar em sua alma a devoção a Maria Santíssima. Contribuiu também para tal a fervorosa devoção a Nossa Senhora da Anunciata, venerada nessa cidade. Tanto se lhe inflamou o coração pela Virgem que quis oferecer a Ela seu voto de virgindade.



As diversas virtudes já eram robustas em sua alma. Adquirira uma completa guarda dos sentidos, uma obediência total aos superiores, além de um profundo recolhimento de alma e elevação de espírito.

Deus rapidamente construía a bela catedral da alma de Luís, o qual, com a simplicidade de uma criança, deixava-se conduzir pelo Pai celestial. Tendo passado para a corte de Mântua, não só conservou os hábitos de oração, mas sublimou-os pelas práticas de mortificação. Obrigado pelos médicos a seguir uma dieta alimentar, para curar-se de uma enfermidade, tomou tal gosto pela penitência que, ultrapassando as receitas indicadas, entregou-se aos mais rigorosos jejuns. Considerava ter feito uma lauta refeição quando comia um ovo inteiro!

Intensa vida sobrenatural

De volta ao solar paterno, foi cumulado de graças místicas extraordinárias. Quando se punha a considerar os atributos divinos, experimentava uma tão grande consolação que derramava lágrimas suficientes para empapar vários lenços. Algumas vezes ficava tão arrebatado que perdia completamente os sentidos exteriores. Sua mente estava toda posta no sobrenatural, e sobre as coisas de Deus versavam todas as suas palavras.

Em 1580, chegou a Castiglione o Cardeal Carlos Borromeu, Visitador Apostólico do Papa Gregório XIII. Muito se admirou o Cardeal por ver como aquele pequeno “anjo” discorria sobre os temas da Religião. No final de duas horas de conversa com ele, decidiu o Cardeal dar-lhe por primeira vez a Sagrada Eucaristia.

Aos treze anos de idade sentiu o chamado religioso. Por ser ainda muito jovem, nada comunicou a seus pais, mas redobrou suas austeridades. Aboliu o uso da lareira em seu quarto; levantava-se de madrugada e, de joelhos, rezava durante longo tempo, mesmo durante os rigores do inverno lombardo.

Cada vez mais inquieto à vista dos progressos do filho na trilha da piedade, o Marquês de Castiglione decidiu, para distraí-lo, dirigir-se com toda a família para Madri e colocá-lo como pajem do filho do rei Felipe II. Luís, entretanto, com a alma ancorada em Deus, permaneceu firme e resoluto em seus propósitos, no meio dos prazeres e honras da corte.



Conquista da permissão paterna

“Para qual ordem religiosa sou chamado?” — perguntava-se o jovem pajem. Optou pela Companhia de Jesus. Além da nobre função do ensino à qual esta se dedicava, motivou essa escolha o fato de os jesuítas serem proibidos, pela regra, de ascender a qualquer cargo, salvo se por ordem direta do Papa. Assim, renunciaria para sempre não só às honras do mundo, mas também às eclesiásticas.

Gritos de cólera e ameaças de açoites foi a resposta do marquês ao pedido de seu filho para entregar-se a Deus, na Ordem fundada por Santo Inácio. Usou de sua influência para conseguir que algumas altas dignidades eclesiásticas tentassem dissuadi-lo de sua vocação, ou ao menos fazê-lo entrar por um caminho que conduzisse às possíveis honras do cardinalato. Não tiveram sucesso maior que o das ondas furiosas do mar sobre a rocha. Pediu-lhe o pai, então, que esperasse a volta à Itália para decidir. Não podia se conformar em perder aquele filho tão dotado, no qual pusera toda a esperança da principesca casa dos Gonzaga.

Começou, então, um período de dois árduos anos de luta para conquistar a permissão paterna de abandonar tudo e seguir a Cristo. Foi a mais dura — e talvez a mais gloriosa — fase de sua vida. Essa luta encerrou-se com um episódio comovedor: certo dia o marquês, olhando pelo buraco da fechadura do quarto de seu filho, viu-o ajoelhado e se flagelando. Só então dobrou-se e lhe deu a tão almejada autorização.

A alegria de entrar na casa do Senhor

“Que alegria quando me vieram dizer: vamos subir à casa do Senhor!” (Sl 121, 1). Chancelada pelo imperador a renúncia pública a seus direitos de filho primogênito, entrou Luís no noviciado da Companhia de Jesus, em Roma. Em todos os lugares por onde passou, o nobre religioso deixou atrás de si o suave aroma de suas virtudes. Despojou-se de tudo quanto podia lembrar sua antiga condição, buscando para si as humilhações e o último lugar. Chegava a enrubescer de vergonha ao ouvir elogios à nobreza de sua família. 
Morte de São Luís. Museu da Santa Cova, Manresa-Espanha (imagem: Arautos do Evangelho).

Os noviços disputavam lugar a seu lado nas horas de recreação, pelo prazer de participar de suas elevadas conversas. E consideravam seus objetos pessoais como verdadeiras relíquias. No estudo de Filosofia e Teologia, mostrou-se tão sábio que defendeu, com aplausos, uma tese diante de três Cardeais e outras autoridades.

Vendo seus superiores o valor da joia que tinham em mãos e, ao mesmo tempo, a fragilidade de sua saúde, multiplicaram os desvelos por ele. Recorreram em vão a uma mudança de ares, na esperança de que lhe faria bem. À vista do insucesso dessa terapêutica, o Padre Reitor deu-lhe ordem de, por um determinado período, não se deter em pensamentos elevados, pois talvez estes o estivessem prejudicando…

Permitiu a Providência esse equívoco para fazer brilhar mais ainda as qualidades de alma daquele “anjo”. Dessa vez a obediência, por ele tão amada, custou-lhe grandes esforços: sair de seu constante estado de oração — confessou a um de seus companheiros — era um enorme tormento, pois, mal se distraía, seu pensamento voava para a consideração dos mistérios divinos.

Vítima da caridade

Em 1591, sua caridade para com o próximo encontrou uma ótima ocasião para expandir-se até o heroísmo: atender as pobres vítimas da peste que assolava a Cidade Eterna. Não tardou, porém, em ser ele próprio contagiado.

Mas Deus, que decidira colher tão cedo este viçoso lírio, não quis levá-lo antes de ele espargir seus últimos perfumes. Três meses de uma febre ardente, aceita com total abnegação, encerraram os 23 anos de sua permanência na Terra.

Seu confessor, São Roberto Belarmino, afirmou que São Luís tinha levado uma vida perfeita e fora confirmado em graça.2 Mais tarde, declararia Santa Madalena de ­Pazzi, a propósito de uma visão que tivera da glória imensa da qual gozava no Céu este filho de Santo Inácio de Loyola: “Enquanto viveu, Luís manteve seu olhar sempre atento em direção ao Verbo, e é por isso que ele é tão grande. […] Oh! Quanto ele amou na terra! É por isso que hoje no Céu possui Deus numa soberana plenitude de amor”.3

Luís Gonzaga foi beatificado por Paulo V, em 1605, e canonizado a 13 de dezembro de 1726, por Bento XIII, quem o declarou padroeiro da juventude.

Modelo de santidade no amor

“No entardecer de nossa vida, seremos julgados segundo o amor”.4 É para esse amor, em uma entrega total, que Deus nos chama desde a juventude, tal qual o fez ao moço rico do Evangelho: “Vem e segue-Me!” (Mt 19, 21).

Que a juventude atual — tão carente de modelos a seguir e tão confundida acerca do amor — não tome a atitude do moço rico, entristecendo-se por ter de desapegar-se das coisas do mundo, mas reencontre o exemplo de seu patrono, São Luís Gonzaga. A isso a incentivou o saudoso Papa João Paulo II, dirigindo-se aos jovens de Mântua:

“São Luís é sem dúvida um santo a ser redescoberto em sua alta estatura cristã. É um modelo indicado também à juventude de nosso tempo, um mestre de perfeição e um experimentado guia no caminho da santidade. ‘O Deus que me chama é Amor, como posso circunscrever este amor, quando para isto seria pequeno demais o mundo inteiro?’— lê-se em uma de suas anotações”.5

_______________Ir. Maria Teresa Ribeiro Matos, EP

_____Notas

1 GARRIGOU-LAGRANGE, OP, Réginald. Les trois ages de la vie intérieure. 7.ed. Paris: Les éditions du Cerf, 1951, v.II, p.555-556.
2 Cf. CEPARI, Pe. Virgilio. Vida de São Luís Gonzaga. Roma: Officina Poligrafica, 1910, p.37.
3 GUÉRANGER, Prosper. L’année liturgique. 14.ed. Tours: Alfred Mame et fils, 1922, v.III, p.253.
4 SAN JUAN DE LA CRUZ. Avisos y sentencias, n.57. Burgos: Biblioteca Mística Carmelitana, 1931, v.XIII, p.238.
5 Homilia em Castiglione, por ocasião do IV centenário da morte do santo, 22/6/1991.

☞ NOTA: Para conhecer acerca da devoção de São Luís Gonzaga ao Sagrado Coração, CLIQUE AQUI.

(Fonte: revista Arautos do Evangelho, nº 102, Junho/2010, “Vida de Santos”)

fonte: https://soutodoteumaria.com.br/21-de-junho-dia-de-sao-luis-gonzaga/

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SÃO LUÍS (GONZAGA) E O SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS 

Santo Inácio de Loyola e São Luís Gonzaga adorando o Sagrado Coração de Jesus.

Em abril de 1600, no convento de Santa Maria dos Anjos, em Florença, estava a extática (Santa) Magdalena de Pazzi a considerar, com dez de suas Irmãs, uma preciosa relíquia – um osso de um dedo de S. Luís. Enquanto consigo revolvia de que bela alma fora instrumento aquele osso que tinha na mão, arrebatada de improviso a contemplar à glória de São Luís, em alta voz, como por vezes costumava, de modo que as outras Irmãs puderam escrever suas palavras, exclamou: “Oh! quanta é a gloria de Luís, filho de Inácio! … Quando era mortal dispensava setas ao Coração do Verbo; e agora, no céu, essas setas repousam em seu coração; porque aquelas comunicações que ele merecia com os atos de amor e união que fazia, agora as entende e goza …”.

Serafim em carne humana, abrasado no divino amor, Luís ateou sempre na contemplação da cruz e da Humanidade sacratíssima de Cristo as chamas que nesta terra o consumiam e ao presente o beatificam no céu.

O incêndio de pura caridade para com seu estremecido Jesus, que lavrava nesse coração ilibado, com muita razão lhe mereceu que espontaneamente os fieis considerem a essa virtude como característica própria de S. Luís e nele vejam um dos mais notáveis precursores da virgem de Paray no culto do Coração dulcíssimo de nosso Redentor.

Poucos dias depois das revelações de Paray, o Pe. Croiset, em seu famoso livro sobre a devoção ao Coração de Jesus, entre outros meios para alcançar um terno amor ao Coração divino apontava o recurso especial ao “Beato Luís Gonzaga”.

Por isso escrevia-lhe Santa Margarida Maria, a 10 de agosto de 1689: “Visto como V. R. indica a devoção ao Beato Luís Gonzaga como meio eficaz para alcançar um grande amor ao Coração Santíssimo de Jesus, ser-lhe-íamos muito agradecidas, se nos quisesse mandar uma imagem dele, do mesmo tamanho que a do Pe. De la Colombière, para colocá-la em nossa capela do Sagrado Coração…

Esse mesmo livro traz uma gravura, em que vem representada a Virgem SS. em ato de apontar o Coração de Jesus a São Francisco de Sales e a S. Luís Gonzaga, como para indicar, na pessoa do primeiro a ordem da Visitação, a qual pertencia Santa Margarida Maria, e no segundo a Companhia de Jesus, que deu à Santa, como diretor, o Ven. Pe. De la Colombière. São Luís Gonzaga intercedendo pelo jovem noviço Nicolau Celestini.

Outro apostolo igualmente incansável do Coração divino, o Pe. de Gallifet, em seu livro não menos celebre, sobre as excelências do culto do Sagrado Coração, também concede a São Luís lugar de destaque entre as almas de modo especial consagradas a esse culto suavíssimo.

Se durante a vida foi S. Luiz um Serafim abrasado no amor do Coração de Jesus, mostrou-se, depois da sua morte, apóstolo de nossa devoção querida. Para comprová-lo, quero, aqui, em poucas linhas, referir um fato que teve grande fama. Deu-se o acontecimento três dias após o breve apostólico de Clemente XIII que, para toda a Igreja, instituía a festa do Sagrado Coração, designando para a mesma a primeira sexta-feira depois da oitava do Corpo de Deus.

Em 1675, jazia gravemente enfermo, no noviciado romano da Companhia de Jesus, o jovem Nicolau Celestini. Tudo sofria com admirável paciência o exemplar noviço, e com inteiríssima resignação à vontade de Deus. Tinha, porém, um ardente desejo de não passar desta vida sem confortar-se com o Viatico do Senhor. Mais se inflamou neste desejo santo, ao ouvir os discursos que faziam os circunstantes sobre o Sacratíssimo Coração de Jesus, de que fora devotíssimo, e cuja festa havia sido, poucos dias antes, a 7 de fevereiro, aprovada pela Santa Sé.

Acrescia a isto que, não podendo ele ver absolutamente nada, contudo, quando se lhe punha diante dos olhos uma devota imagem do Sagrado Coração, contemplava-a com atenção e claramente a distinguia, o que aumentou nele a confiança de que seus anseios seriam satisfeitos. Rogou, pois, que lhe dessem de beber água misturada com um pouco da farinha milagrosamente multiplicada por São Luís. Assim se fez, e a segunda vez a prova deu feliz resultado, por onde pôde receber o sagrado Viático, e ainda uma vez apertar ao peito o Coração do amoroso Jesus, antes de o ver, já sem véu, como esperava, no paraíso.

Desenganado do médico, aguardava sereno o fatal desenlace, quando, de um modo portentoso, interveio a prolongar-lhe a vida o nosso São Luís. O que se deu, narrou-o o próprio Celestini, e disse como naquela manhã, estando a ponto de ser novamente assaltado de convulsões, começara a ver a imagem de São Luís, que não pudera ainda ver em todo o tempo da doença, e que assim continuara a vê-la por toda a manhã. Ultimamente, tinha-o visto como inflamar-se de improviso, e resplandecer com luz brilhantíssima, do meio da qual, em certo modo, saíra, adiantando-se para ele, o amabilíssimo São Luís, não de perfil e só em busto, como no quadro, mas inteiro e com o rosto voltado para o enfermo. Estava vestido como o representa o relevo no altar do Colégio Romano; na mão esquerda trazia um crucifixo, ficando livre a direita. Com esta tinha-lhe o Santo feito sinal de se aproximar, e Nicolau se esforçara por achegar-se a ouvir o que queria seu celeste amigo; mas, recaindo logo de costas e tornando-se a deitar, continuara sempre a vê-lo, sem poder-se ter que não exclamasse: “Quanto sois belo, meu S. Luís!” A um novo aceno do Santo, levantara-se outra vez, e ouvira dele estas palavras: “Que queres, a saúde ou a morte?” Ao que respondendo Nicolau: “Seja feita a vontade de Deus”, prosseguiu o benigníssimo Santo: “Pois que na tua doença nada mais desejaste que o Sagrado Viático, e em tudo o mais te conformaste com a vontade de Deus, o Senhor, por minha intercessão, te conserva a vida, contanto que cuides em te aperfeiçoar, e procures em todo o tempo dela propagar o culto do Sagrado Coração de Jesus, que é sumamente agradável ao céu.”

Dito isto, lançou-lhe a bênção, e deixando-o completamente são, desapareceu.

 

https://pbs.twimg.com/media/FWOMZW6XkAEN2Gs?format=jpg&name=4096x4096 

 ( https://www.imagensbonitas.com.br/2022/06/sao-luiz-gonzaga.html)

ORAÇÃO A SÃO LUÍS GONZAGA

Ó Luís Santo, adornado de angélicos costumes, eu, indigníssimo devoto vosso, recomendo-vos singularmente a castidade da minha alma e do meu corpo. Rogo-vos, por vossa angélica pureza, que intercedais por mim ante o Cordeiro lmaculado, Cristo Jesus, e sua Mãe Santíssima, a Virgem das Virgens, e me preserveis de todo o pecado grave. Não permitais que eu seja manchado com nódoa alguma de impureza; mas, quando me virdes em tentação ou perigo de pecar, afastai de meu coração todos os pensamentos e afetos impuros, e, despertando em mim a lembrança da eternidade, e de Jesus crucificado, imprimi profundamente no meu coração o sentimento do santo temor de Deus; e inflamai-me no amor divino, para que, imitando-vos na terra, mereça gozar de Deus convosco no Céu. Amém.

Pai Nosso, Ave Maria. (100 dias de indulgencia, uma vez ao dia. Pio VII, 6 de março de 1806. Vid. Beringer-Steinen, t. I, 192 1, n . 512, p. 245-246).

NOTA: São Luís Gonzaga foi festejado no último domingo, dia 21 de Junho.

(Fonte: in São Luiz Gonzaga Padroeiro da Juventude Catholica, Esboço Biographico e Devocionario, Casa Mayença, São Paulo/1926, Cap. XVII e Devocionário, pp. 64-69 e 79-80. Texto revisto e atualizado)

fonte; https://soutodoteumaria.com.br/sao-luis-gonzaga-e-o-sagrado-coracao-de-jesus/ 



terça-feira, 11 de março de 2025

SANTO ANTÔNIO MARIA CLARET - ORAÇÃO - TRISÁGIO


---Essa é uma oração milenar da Igreja, que visa reproduzir a oração que os Anjos tributam a Deus Uno e Trino. A designação Triságio deriva do grego Tris-agion, três vezes Santo, começando com o louvor “Santo Deus, Santo Forte, Santo Imortal”.

Inicialmente concebida para recorrer a Deus em tempos difíceis, veio a ser posteriormente enriquecida com indulgências anexas à sua recitação e sucessivamente incluída em muitos devocionários ou reimpressa isoladamente.

Santo Antonio Maria Claret, em uma revelação recebida no dia 27 de agosto de 1861, fica sabendo que ela é um dos 3 remédios que podem evitar os Grandes Castigos que Deus está preparando sobre a humanidade. Os outros 2 remédios são: o Santíssimo Sacramento na santa missa, recebendo-o em estado de graça, frequentemente e com devoção, sacramentalmente e espiritualmente; e a oração do Rosário recitada diariamente, meditando os mistérios.

****

Início: Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.

Oferecimento

Rogamo-Vos, Senhor, pelo estado da Santa Igreja e Prelados dela; pela exaltação da fé católica, extirpação das heresias, paz e concórdia entre os príncipes cristãos, conversão de todos os infiéis, hereges e pecadores, pelos agonizantes e caminhantes, pelas benditas almas do purgatório e mais piedosos fins de nossa Santa Madre Igreja. Amém. Bendita seja a santa e indivídua Trindade, agora e sempre por todos os séculos dos séculos.
Amém.
Abri, Senhor, meus lábios.
E a minha boca anunciará Vossos louvores.
Meu Deus, em meu favor benigno atende.
Senhor, apressai-Vos a socorrer-me.
Glória seja ao Eterno Pai. Glória seja ao Eterno Filho. Glória ao Espírito Santo.
Amém. Aleluia.

(no tempo da Quaresma se diz conforme abaixo): Louvor seja a Vós, Senhor, Rei da eterna glória.

Ato de Contrição

Amorosísimo Deus, trino e uno, Pai, Filho e Espírito Santo, em quem creio, em quem espero, a quem amo com todo o meu coração, corpo, alma, sentidos e potências; por serdes Vós meu Pai, meu Senhor e meu Deus, infinitamente bom e digno de ser amado sobre todas as coisas; pesa-me, Trindade Santíssima, pesa-me, Trindade misericordiosíssima, pesa-me, Trindade amabilíssima, de Vos ter ofendido só por serdes Vós quem sois; proponho, e Vos dou palavra, de nunca mais Vos ofender e de morrer antes do que pecar; espero de Vossa suma bondade e misericórdia infinita, que me perdoareis todos os meus pecados, e me dareis graças para perseverar num verdadeiro amor e cordialíssima devoção a Vossa sempre amabilíssima Trindade. Amém.

HINO

Já se afasta o sol radioso,

Ó luz perene, ó Trindade,

Infundi em nós ardoroso

O fogo da caridade.


Na alvorada Vos louvamos

E na hora vespertina;

Concedei-nos que o façamos

Também na glória divina.


Ao Pai, ao Filho e a Vós,

Espírito consolador,

Sem cessar como até aqui

Se dê eterno louvor. Amém.

ORAÇÃO AO PAI

Ó Pai Eterno, fora o prazer de Vos possuir, eu não vejo mais do que tristeza e tormento, embora digam outra coisa os amadores da vaidade. Que me importa que diga o sensual que sua felicidade está em gozar de seus prazeres? Que me importa que diga também o ambicioso que seu maior contentamento é gozar de sua glória vã? Eu pela minha parte nunca cessarei de repetir com Vossos Profetas e Apóstolos, que a minha suma felicidade, meu tesouro e minha glória é unir-me a meu Deus, e manter-me inviolavelmente unido a Ele.

Recita-se um Pai-Nosso, uma Ave-Maria, e nove vezes:

Santo, Santo, Santo, Senhor Deus dos exércitos, cheios estão os céus e a terra de Vossa glória.

(responde-se, se possível em coro):

Glória ao Pai, glória ao Filho, glória ao Espírito Santo.

ORAÇÃO AO FILHO

Ó Verdade eterna, fora da qual eu não vejo outra coisa senão enganos e mentiras. Oh! E como tudo me aborrece a vista de Vossos suaves atrativos! Oh! Como me parecem mentirosos e asquerosos os discursos dos homens, em comparação das palavras da vida, com as quais Vós falais ao coração daqueles que Vos escutam. Ah! Quando será a hora em que Vós me tratareis sem enigma e me falareis claramente no seio de Vossa glória? Oh! Que trato! Que beleza! Que luz!

Recita-se um Pai-Nosso, uma Ave-Maria, e nove vezes:

Santo, Santo, Santo, Senhor Deus dos exércitos, cheios estão os céus e a terra de Vossa glória.

(responde-se, se possível em coro):

Glória ao Pai, glória ao Filho, glória ao Espírito Santo.

ORAÇÃO AO ESPÍRITO SANTO

Ó Amor, ó Dom do Altíssimo, centro das doçuras e da felicidade do mesmo Deus; que atrativo para uma alma ver-se no abismo de Vossa bondade e toda cheia de Vossas inefáveis consolações! Ah! Prazeres enganadores! Como haveis de poder comparar-vos com a menor das doçuras que um Deus, quando quer, sabe derramar sobre uma alma fiel? Oh! Se uma só partícula delas é tão deliciosa, quanto mais será quando Vós as derramardes como uma torrente sem medida e sem reserva? Quando será isto, meu Deus, quando será?

Recita-se um Pai-Nosso, uma Ave-Maria e nove vezes:

Santo, Santo, Santo, Senhor Deus dos exércitos, cheios estão os céus e a terra de Vossa glória.

(responde-se, se possível em coro):

Glória ao Pai, glória ao Filho, glória ao Espírito Santo.

Antífona

A Vós, Deus Pai, a Vós, Filho Unigênito, a Vós, Espírito Santo, Paráclito, santa e indivídua Trindade, de todo coração Vos confessamos, louvamos e bendizemos. A Vós seja dada a glória pelos séculos dos séculos. Amém.

Bendigamos ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo.
Louvemo-Los e exaltemo-Los em todos os séculos.

Oração

Senhor Deus uno e trino, dai-me continuamente Vossa graça, Vossa caridade e a Vossa comunicação para que no tempo e na eternidade Vos amemos e glorifiquemos. Deus Pai, Deus Filho, Deus Espírito Santo numa deidade por todos os séculos dos séculos. Amém.

DEPRECAÇÃO DEVOTA À SANTÍSSIMA TRINDADE:

Deprecação quer dizer: Súplica.


V : Pai Eterno, Onipotente Deus! R: Que toda criatura Vos ame e glorifique.

V : Verbo Divino, Imenso Deus! R: Que toda criatura Vos ame e glorifique.

V : Espírito Santo, Infinito Deus! R: Que toda criatura Vos ame e glorifique.

V : Santíssima Trindade e um só Deus Verdadeiro! R: Que toda criatura Vos ame e glorifique.

V : Rei dos Céus, Imortal e Invisível! R: Que toda criatura Vos ame e glorifique.

V : Criador, conservador e governador de todo o criado! R: Que toda criatura Vos ame e glorifique.

V : Vida nossa, em Quem, de Quem e por Quem vivemos! R: Que toda criatura Vos ame e glorifique.

V : Vida Divina e uma em três pessoas! R: Que toda criatura Vos ame e glorifique.

V : Céu divino de excelsitude majestosa! R: Que toda criatura Vos ame e glorifique.

V : Céu Supremo do céu, oculto aos homens! R: Que toda criatura Vos ame e glorifique.

V : Sol Divino e incriado! R: Que toda criatura Vos ame e glorifique.

V : Círculo perfeitíssimo de capacidade infinita! R: Que toda criatura Vos ame e glorifique.

V : Alimento Divino dos anjos! R: Que toda criatura Vos ame e glorifique.

V : Belo íris, arco de clemência! R: Que toda criatura Vos ame e glorifique.

V : Astro primeiro e Trino, que iluminais o mundo! R: Que toda criatura Vos ame e glorifique.

V : De todo o mal de alma e corpo! R: Livrai-nos, Trino Senhor!

V : De todo pecado e ocasião de culpa! R: Livrai-nos, Trino Senhor!

V : De Vossa ira e indignação! R: Livrai-nos, Trino Senhor!

V : Da morte repentina e improvisa! R: Livrai-nos, Trino Senhor!

V : Das insídias e assaltos do demônio! R: Livrai-nos, Trino Senhor!

V : Do espírito de desonestidade e das suas sugestões! R: Livrai-nos, Trino Senhor!

V : Da concupiscência da carne! R: Livrai-nos, Trino Senhor!

V : De toda ira, ódio e má vontade! R: Livrai-nos, Trino Senhor!

V : Das pragas da peste, fome, guerra e terremoto! R: Livrai-nos, Trino Senhor!

V : Dos inimigos da fé católica! R: Livrai-nos, Trino Senhor!

V : De nossos inimigos e suas maquinações! R: Livrai-nos, Trino Senhor!

V : Da morte eterna! R: Livrai-nos, Trino Senhor!

V : Por Vossa Unidade em Trindade e Trindade em Unidade! R: Livrai-nos, Trino Senhor!

V : Pela igualdade essencial de Vossas pessoas! R: Livrai-nos, Trino Senhor!

V : Pela sublimidade do mistério de Vossa Trindade! R: Livrai-nos, Trino Senhor!

V : Pelo inefável nome da Vossa Trindade! R: Livrai-nos, Trino Senhor!

V : Pelo portentoso de Vosso nome, Uno e Trino! R: Livrai-nos, Trino Senhor!

V : Pelo muito que Vos agradam as almas que são devotas de Vossa Santíssima Trindade! R: Livrai-nos, Trino Senhor!

V : Pelo grande amor com que livrais dos males aos povos onde há algum devoto de Vossa Trindade Amável! R: Livrai-nos, Trino Senhor!

V : Pela virtude divina, que nos devotos de Vossa Trindade Santíssima, reconhecem os demônios contra si mesmos! R: Livrai-nos, Trino Senhor!

V : Nós pecadores! R: Rogamo-Vos, ouvi-nos!

V : Que saibamos resistir ao demônio com as armas da devoção à Vossa Trindade! R: Rogamo-Vos, ouvi-nos!

V : Que embelezeis cada dia mais, com as cores da Vossa graça, Vossa imagem que está em nossas almas! R: Rogamo-Vos, ouvi-nos!

V : Que todos os fiéis se esmerem em ser muito devotos de Vossa Santíssima Trindade! R: Rogamo-Vos, ouvi-nos!

V : Que todos alcancemos as muitas felicidades que estão vinculadas para os devotos dessa Vossa Trindade adorável! R: Rogamo-Vos, ouvi-nos!

V : Que ao confessarmos os mistérios de Vossa Trindade, se desfaçam os erros dos infiéis! R: Rogamo-Vos, ouvi-nos!

V : Que todas as almas do purgatório gozem muito refrigério em virtude do Mistério de Vossa Trindade! R: Rogamo-Vos, ouvi-nos!

V : Que Vos digneis ouvir-nos pela Vossa piedade! R: Rogamo-Vos, ouvi-nos!

V : Santo Deus, Santo Forte, Santo Imortal, livrai-nos, Senhor, de todo mal! R: Rogamo-Vos, ouvi-nos!

Obséquios ou oferecimentos à Santíssima Trindade

Ó beatíssima Trindade, eu Vos prometo que com todo esforço e empenho hei de procurar salvar minha alma, visto como Vós a criastes à Vossa imagem e semelhança e para o céu. E também por amor Vosso procurarei salvar a alma de meu próximo.
Para salvar minha alma e dar-Vos glória e louvor, sei que hei de guardar a divina lei; eu empenho minha palavra para guardá-la como a menina de meus olhos e procurar, outrossim, que os outros guardem-na.
Aqui na terra hei de exercitar-me em louvar-Vos e espero fazê-lo depois com maior perfeição no céu; e por isso com frequência rezarei o Triságio e o verso: “Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo”. E procurarei, além disso, que os outros Vos louvem. Amém.
 Fonte: https://quemrezasesalva.com.br/oracao/trisagio

Santo Antônio Maria Claret, fundador dos Claretianos e Claretianas

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Origens 

Santo Antônio Maria Claret nasceu em Sallent, uma cidade próxima de Barcelona, em 1807. De uma família numerosa, foi educado de modo profundamente cristão. Distinguiu-se logo pela sua devoção à Virgem Maria e à Eucaristia, mas, como em todas as famílias numerosas, teve que dar uma mão. Por isso, dedicou-se à atividade de tecelão junto com seu pai. Porém, sabia bem que o seu lugar não era aquele.

Vida Sacerdotal 

Santo Antônio Maria Claret ajudou o pai numa fábrica de tecidos até os 22 anos. Abandonou tudo e ingressou para o seminário, pois almejava um sacerdócio santo. Aos 28 anos, foi ordenado sacerdote. Dedicou-se de corpo e alma ao serviço ministerial, desejando consagrar-se nas difíceis missões da Espanha. 

Congregação dos Missionários Filhos do Imaculado Coração de Maria

Seu ideal, entretanto, ultrapassava os limites de sua paróquia. Ao ver a pobreza dos missionários e as portas se abrindo, Santo Antônio Maria Claret, com amigos sacerdotes, tratou de fundar a Congregação dos Missionários Filhos do Imaculado Coração de Maria, conhecidos como Claretianos.

Santo Antônio Maria Claret: Grande Impulsionador da Fé na Mãe de Deus

O Carisma

O Carisma era evangelizar todos os setores por meio da caridade de Cristo que constrangia, por isso dizia: “Não posso resistir aos impulsos interiores que me chamam para salvar almas. Tenho sede de derramar o meu sangue por Cristo!”. Mal tinha fundado a Congregação, o Espírito o nomeou para Arcebispo de Santiago de Cuba, onde fez de tudo, até arriscar a própria vida, para defender os oprimidos da ilha e converter a todos. Conta-se que, ao chegar às terras cubanas, foi logo visitar e consagrar o apostolado a Nossa Senhora do Cobre.

Evangelizador 

Com os amigos, o Arcebispo Santo Antônio Maria Claret evangelizou milhares de almas, isso por meio de missões populares e escritos, que chegaram a 144 obras. Não obstante, em Cuba, em 1855, com a ajuda da venerável Maria Antônia Paris, fundou o ramo feminino da Congregação: as “Religiosas de Maria Imaculada” também chamadas “Missionárias Claretianas”.

A Missão: Evangelizar pela caridade de Cristo

Páscoa

Em 1857, a Rainha da Espanha convocou Antônio para voltar a Madrid, e teve de obedecer, para ser seu Confessor. Ligado à monarquia espanhola, seu destino mudou, em 1868, foi exilado, com a rainha, para Paris, onde continuou as suas pregações. Em Roma, participou do Concílio Vaticano I, no qual defendeu a infalibilidade do Pontífice. Enfim, refugiou-se no mosteiro de Fontfroide, em Narbona, na França, onde faleceu em 1870.

Via de Santificação

Foi beatificado, em 1934, pelo Papa Pio XI, e canonizado por Pio XII em 1950. Pelo seu amor ao Imaculado Coração de Maria e pelo seu apostolado do Rosário, tem uma estátua de mármore no interior da Basílica de Fátima.

Oração de Santo Antônio Maria Claret

“Ó Deus, que aos vossos pastores associastes Santo Antônio Maria Claret, animado de ardente caridade e da fé que vence o mundo, dai-nos, por sua intercessão, perseverar na caridade e na fé, para participarmos de sua glória. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso filho, na unidade do Espírito Santo. Amém.”

Minha oração

“Zeloso pastor das almas, pedimos a tua graça sobre os ramos claretianos, para que sigam fielmente o teu exemplo e carisma, a fim de que, assim, o nome de Jesus seja amado e adorado em todos os cantos do mundo. Amém.”

Santo Antônio Maria Claret, rogai por nós!

fonte: https://santo.cancaonova.com/santo/santo-antonio-maria-claret-fundador-dos-claretianos-e-claretianas/

 



Santo Antônio Maria Claret foi um grande missionário e evangelizador. O bispo nutria um profundo desejo de que as pessoas conhecessem a Deus e não se perdessem no Inferno, por isso dedicou grande parte de sua vida às missões. Muito devoto da Santíssima Virgem, adotou “Maria” em seu nome na crisma. Além disso, fundou a Congregação dos Missionários Filhos do Imaculado Coração de Maria, em homenagem à especial devoção ao Coração de Maria.

Ele também desempenhou um papel importante no Concílio Vaticano I, defendendo verdades da fé, sobretudo a infalibilidade papal. Neste artigo, você vai explorar a vida e a missão desde santo que converteu a muitos, inclusive nobres e reis da Espanha, com a sua pregação; além de conhecer seus principais escritos, dentre eles “Os Exercícios Espirituais de Santo Inácio comentados por Antônio Maria Claret”.
Quem foi Santo Antônio Maria Claret?

Santo Antônio Maria Claret nasceu em 1807 em Sallent, Espanha, em uma família profundamente religiosa e devota do Santíssimo Sacramento e de Maria Santíssima. Desde jovem, Claret manifestou seu desejo de se tornar sacerdote 1 e iniciou seus estudos sob a orientação do Padre João Riera. No entanto, as circunstâncias o levaram a trabalhar na fábrica de tecidos de seu pai, onde demonstrou notável habilidade na arte têxtil.

Durante esse período, Claret enfrentou momentos de tibieza espiritual, dedicando suas forças e seu pensamento ao trabalho. No entanto, ele superou diversas tentações recorrendo ao socorro da Virgem Maria, como um episódio em que foi salvo de um afogamento por Sua intercessão.

Em determinado momento de sua vida, Claret compreendeu que esta era a vontade de Deus e decidiu deixar tudo para seguir a sua vocação sacerdotal. Assim, ao longo de sua vida, ele desempenhou papéis notáveis como sacerdote, missionário, bispo de Santiago de Cuba e apóstolo da imprensa. Além disso, fundou a congregação dos Claretianos e dedicou-se incansavelmente à evangelização, sendo reconhecido como “santo de todos”, pelo Papa Pio XII.

Além de sua atividade missionária, Claret teve uma forte experiência mística e foi confessor da rainha Isabel II da Espanha. Ele teve um grande impacto na renovação espiritual de seu tempo, não apenas em Cuba, mas também na Espanha e em outros países. Foi canonizado em 1950 e sua festa é celebrada em 24 de outubro.
Missões apostólicas

Após ser ordenado sacerdote em 1835, ele partiu para Roma com o desejo de se tornar um missionário, como relata em sua autobiografia. O Senhor me fez conhecer que não só tinha de pregar aos pecadores, mas também catequizar, pregar aos simples dos campos e aldeias, etc. 2

Em Roma, Claret conheceu um padre da Companhia de Jesus, que o instruiu nos Exercícios Espirituais de Santo Inácio e o direcionou para a Companhia de Jesus, onde iniciou o noviciado. No entanto, devido a uma doença, ele teve que interromper esse período de formação e retornar à Espanha.

Sendo assim, nos sete anos seguintes, Claret dedicou-se a pregar e realizar missões populares na Catalunha e nas Ilhas Canárias. Nesta missão, destacou-se pela sua eloquência como orador e seu estilo de vida ascético. Ele percorria a região a pé, como um peregrino, sempre com a Bíblia e o Breviário em mãos. Muitos milagres foram associados às suas pregações. 3

Com muita freqüência tinha de pregar nas praças, porque as igrejas não comportavam tanta gente vinda das mais diversas povoações para ouvir a santa missão. 4 […] Naquelas ilhas fiquei durante quinze meses e, ajudado pela graça de Deus, pude trabalhar todos os dias. […] Suportei algumas dificuldades, mas alegremente porque estava convicto de que era a vontade de Deus e de Maria Santíssima e que serviriam para a conversão e salvação de tanta gente. 5
Congregação dos Claretianos

Em maio de 1849, em Barcelona, Santo Antônio Maria Claret expressou seu desejo de criar uma congregação de sacerdotes a dois cônegos amigos que acolheram a ideia. Em julho do mesmo ano, Claret reuniu um grupo de sacerdotes em um retiro para iniciar formalmente a Congregação dos Missionários Filhos do Imaculado Coração de Maria, também chamados de Missionários Claretianos.

Saímos desse retiro muito fervorosos, resolvidos e determinados a perseverar. Graças a Deus e a Maria Santíssima todos perseveraram muito bem. 6 Assim iniciamos e assim continuamos vivendo uma vida perfeitamente comum, todos entregues aos trabalhos do sagrado ministério. 7

Em 1855, já bispo de Santiago de Cuba, com a ajuda da venerável Maria Antónia Paris, fundou o ramo feminino da Congregação, as “Religiosas de Maria Imaculada”, também chamadas “Missionárias Claretianas”. 3
Brasão da congregação fundada por Santo Antônio Maria Claret
Santo Antônio Maria Claret como arcebispo de Santiago de Cuba e suas missões na região

Ao receber a notícia de que seria nomeado arcebispo de Santiago de Cuba, Claret relata que ficou atônito. 8 Não queria aceitar por sentir-se indigno e incapaz, mas também não queria desobedecer ao bispo. Sendo assim, procurou padres amigos e pediu que rezassem por ele. Dois meses depois, ele aceita o cargo e, neste chamado, vê seu anseio missionário tornar-se realidade.

Ao chegar na capital cubana, ele se deparou com uma diocese desorganizada, pois há muito tempo estava sem um pastor que a dirigisse. O clero estava reduzido e mal preparado, o seminário em condições precárias, e inúmeras igrejas abandonadas. Determinado a revitalizar a fé na região, Claret convocou um Sínodo diocesano, estabelecendo a obrigação para os sacerdotes de realizarem exercícios espirituais.3

Além disso, ele trouxe de volta religiosos expulsos do país e percorreu toda a extensão de seu vasto território, incluindo os lugares mais remotos. Claret também lutou para combater a pobreza que assolava a região. 3 Apesar de ser perseguido, atacado e ferido, Claret continuava perseverante e a sua dedicação à conversão gerou muitos frutos. Em uma de suas missões populares, tamanha foi a multidão que buscava o sacramento da confissão após ouvir suas palavras que foram necessários cerca de 40 sacerdotes para atender a todos.
Confessor da rainha

Durante seu período como arcebispo em Cuba, Santo Antônio Maria Claret também atuou como confessor da Rainha Isabel II da Espanha. 3 Sua presença influenciou positivamente a vida da rainha, mas causou agitação política, até que ela foi deposta e exilada na França. Claret morre em 1870, no mosteiro de Fontfroide, em Narbona, na França. Sem dúvida deixou um legado duradouro por meio de seu serviço como arcebispo e missionário.
Escritos de Santo Antônio Maria Claret

Santo Antônio Maria Claret relata em sua autobiografia a importância de ler bons livros. 9 Ele escreveu diversas obras, incluindo catecismos, livretos, folhetos e sua autobiografia.

A experiência me ensinou que um dos meios mais poderosos para a propagação do bem é a imprensa, ao mesmo tempo em que é a arma mais poderosa para se propagar o mal, quando dela se abusa. Por meio da imprensa podem-se produzir muitos livros bons e folhetos para o louvor de Deus. Nem todos querem ou podem ouvir a divina palavra, mas todos podem ler ou ouvir a leitura de um bom livro. Nem todos podem ir à igreja ouvir a palavra divina, porém o livro irá à sua casa. 10

Santo Antônio Maria Claret reconhecia a importância de disponibilizar material espiritual acessível às pessoas de sua época. Seu primeiro livro, que continha conselhos espirituais para religiosas em Vic, surgiu da intenção de deixar registrado o que havia pregado, e a sugestão de um amigo o levou a publicá-lo.

Vendo os bons resultados, ele continuou escrevendo livros como “Avisos às Moças”, “Aos Pais”, “Às Crianças” e “Aos Jovens”, adaptando-se às necessidades da sociedade à medida que as percebia 11 Assim, Claret produzia um material espiritual direcionado a diversos públicos e questões da época, como orientações contra blasfêmias e impureza. Seus escritos são práticos, focados na moralidade e na espiritualidade — por isso são atemporais —, refletindo sua missão de difundir a fé e a virtude.
Exercícios Espirituais de Santo Inácio comentados por Santo Antônio Maria Claret

Uma das principais obras de Claret são os comentários feitos aos exercícios espirituais de Santo Inácio. Os Exercícios Espirituais de Santo Inácio de Loyola, fundador da Companhia de Jesus, são uma série de práticas e meditações espirituais destinadas a aprofundar a relação com Deus e promover o crescimento espiritual. Geralmente são exercícios ministrados por sacerdotes em retiros, no entanto Claret enriquece essa obra, tornando-a acessível a um público mais amplo.

Santo Antônio Maria Claret experimentou pessoalmente os benefícios de tais práticas e, ao publicar seus comentários sobre a obra, torna os exercícios acessíveis a todos — não apenas a sacerdotes ou pessoas que participam de retiros. Ele acreditava que os Exercícios Espirituais poderiam ser uma ferramenta poderosa não só para a conversão de sacerdotes, mas também para o fortalecimento da fé dos leigos.

Preguei várias vezes esses exercícios aos leigos, […] e, pelo que pude observar, produzem frutos mais sólidos do que a pregação de missões. A esse respeito escrevi um livro intitulado Exercícios de Santo Inácio. Foi muito bem aceito. Os exercícios produziram e produzem maravilhosos efeitos. Quando bem feitos, os pecadores se convertem, os justos se conservam ou se aperfeiçoam na graça. Que tudo seja para a maior glória de Deus. Devo dizer que por este livro sua majestade a rainha faz anualmente os exercícios espirituais e aconselha às camareiras que os façam também através dele. 12
Serva de Deus Claretiana em processo de beatificação

Madre Leônia Milito, nasci da na Itália em 1913, foi uma missionária claretiana com profunda devoção religiosa e dedicação aos pobres. Ingressou no Instituto das Pobres Filhas de Santo Antônio na Itália aos 21 anos, onde adotou o nome Leônia em honra a São Leão Magno. Sua relação com o Brasil começou quando ela manifestou interesse em ajudar na missão brasileira. Em 1953, ela chegou ao Brasil e, após algumas idas e vindas, se estabeleceu em Londrina, no Paraná, onde, junto com o bispo, inaugurou a Congregação das Missionárias de Santo Antônio Maria Claret.

Ao longo de 22 anos à frente da congregação, Madre Leônia abriu quase 100 casas e realizou mais de 100 obras em todo o mundo. Seu desejo era realizar ainda muito mais, no entanto em 1980 ela foi vítima fatal de um acidente de trânsito enquanto estava em missão. Em sua homenagem, foi erguida uma capela no local do acidente, e Leônia foi nomeada a Padroeira da Vida no Trânsito, em 2009.

Madre Leônia pode se tornar a primeira santa a ter realizado missões em terras paranaenses. Seu processo de canonização começou em 1998 e atualmente ela é considerada uma Serva de Deus. Muitos lembram de sua vida com devoção e há diversas homenagens em sua memória, incluindo a Avenida Madre Leônia Milito em Londrina e a Casa da Memória Madre Leônia Milito.
Madre Leônia Milito
Oração à Santo Antônio Maria Claret

“Ó glorioso santo, vós que em vida sofrestes tantos tipos de violência e perseguições, como atentados, assaltos e ameaças de morte, mas que, pela vossa fé e confiança em Deus e no Imaculado Coração de Maria, todas as vezes nos livrastes desses males, intercedei por mim; e livrai-me do perigo de ser assaltado, roubado ou sequestrado. Afastai de mim e de minha família toda espécie de violência física e moral. Amém!”

Rezar um Pai-Nosso por todas as pessoas que se encontram em perigo ou nas mãos de malfeitores.

fonte: https://bibliotecacatolica.com.br/blog/formacao/santo-antonio-maria-claret/#exerc%C3%ADcios-espirituais



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