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quinta-feira, 2 de abril de 2026

Fulton Sheen- postagens da página do Facebook

Leitura do Dia com Fulton Sheen - 9 de agosto
Tema: O Coração que Ouve
 "Maria guardava todas essas coisas, meditando-as em seu coração." – Lc 2,19
"A santidade começa quando deixamos Deus falar, e Maria foi a primeira a escutá-Lo plenamente." – Fulton Sheen

 Meditação
Maria não se apressava em responder; ela ouvia, ponderava e confiava. Sua vida foi feita de silêncios cheios de Deus. Em um mundo que grita e corre, Maria nos ensina a escutar a voz suave do Senhor e a guardar Suas palavras no coração. A escuta atenta é a raiz da fé madura.

 Oração
Mãe da Palavra Viva, ajuda-me a silenciar meu coração para que a voz de Deus seja mais clara do que o ruído do mundo.

 Ação para hoje
Reserve cinco minutos de silêncio absoluto, imaginando-se sentado(a) ao lado de Maria, aprendendo com ela a ouvir a Deus.
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Leitura do Dia com Fulton Sheen - 11 de agosto 

Tema: A paz começa dentro de nós

 “Muitos procuram a paz no mundo exterior — nas circunstâncias, nas pessoas, nas posses. Mas a verdadeira paz só floresce quando entregamos o controle da nossa vida a Deus. É então que descobrimos que a tempestade pode continuar lá fora, mas dentro reina a calma de Cristo.”
— Fulton Sheen

Reflexão:
A paz não é ausência de problemas, mas presença de Deus. Quando o coração está ancorado n’Ele, o medo perde a força e a ansiedade cede lugar à confiança. É um dom que não depende do que acontece, mas de Quem habita em nós.

Oração do Dia:
 Senhor, hoje coloco minhas preocupações em Tuas mãos. Ensina-me a descansar na Tua vontade e a manter meu coração sereno mesmo quando as ondas do mundo se levantam. Que minha paz seja reflexo da Tua presença em mim. Amém.

Se quiser, posso preparar também a leitura da noite com Sheen para fechar o dia em oração.
"Por sua natureza, o amor é uma ascensão em Cristo e uma assunção em Maria"

O fenômeno espiritual da levitação é devido a um amor tão intenso por Deus que os santos são literalmente erguidos do chão. O amor, como o fogo, queima, porque é basicamente desejo. Tente se unir cada vez mais ao objeto amado.
- Fulton Sheen
Leitura do dia com Fulton Sheen - 12 de agosto

> "A vida espiritual não é feita de grandes emoções, mas de pequenas fidelidades repetidas dia após dia. Deus constrói santos com a matéria-prima da perseverança."

Meditação:
Muitas vezes esperamos sentir algo extraordinário para acreditar que estamos crescendo espiritualmente. No entanto, Fulton Sheen lembra que a santidade se constrói nos detalhes: levantar-se para rezar mesmo sem vontade, resistir a uma tentação pequena, tratar alguém com paciência. É nesses momentos que Deus trabalha silenciosamente, moldando o coração.

Oração:
Senhor, ensina-me a ser fiel nas pequenas coisas, a perseverar mesmo quando não sinto nada, e a lembrar que o amor verdadeiro é paciente, constante e humilde. Amém.
Assunção de Maria 
“Dormição da Virgem Maria”

Esta Solenidade nos faz recordar que Maria, a primeira redimida pelo Cristo em vista da sua divina missão, foi também a primeira glorificada em corpo e alma nos céus. O dogma da Assunção de Nossa Senhora, proclamado pelo Papa Pio XII em 1950, não se preocupa em dar detalhes como se, por exemplo, Maria morreu ou não. Todavia, esta antiquíssima solenidade, celebrada desde os primórdios, sobretudo pelos cristãos orientais que a chamavam de “Dormitio Virginis Mariae”, ou seja, “Dormição da Virgem Maria”, não exclui a possibilidade da morte da Virgem Maria, uma vez que para nós cristãos, a partir de Cristo e sua Páscoa, a morte ganhou um novo sentido, passou a ser a nossa Páscoa pessoal.

O que o dogma da Assunção de Nossa Senhora afirma é que Maria não experimentou a corrupção da morte, ou seja, morrendo, foi imediatamente glorificada pelo seu Filho, sendo elevada em corpo e alma ao céu. Maria experimentou antecipadamente aquilo o que é o destino de todo cristão.
Nós sabemos que também morreremos, porém, diferentemente da Virgem Imaculada, experimentaremos a corrupção do sepulcro, e só na Parusia a nossa alma será novamente unida ao corpo glorioso que Cristo vai nos restituir. É o que nos afirma São Paulo "Como em Adão todos morrem, assim também em Cristo todos reviverão. Porém, cada qual segundo uma ordem determinada: Em primeiro lugar, Cristo, como primícias; depois, os que pertencem a Cristo por ocasião da sua vinda.” (1Cor 15,22-23)
O que nós experimentaremos por ocasião da Parusia do Senhor, Maria já experimentou e, por isso, já está unida em corpo e alma a Cristo nas alturas. É isto o que nos afirma o dogma da Assunção de Nossa Senhora
"Maria, que é a Mãe da Eucaristia, escapa à decomposição da morte"

Pelas portas de Maria, a eternidade tornou-se jovem e apareceu-nos como um Menino; através dela, como através de outro Moisés, não as Tábuas da Lei, mas o Logos foi dado e escrito em seu próprio coração; por ela, não um maná, que os homens comem e do qual morrem, mas a Eucaristia desce, que impede que os homens que a comem morram. Mas se aqueles que se comunicam com o Pão da Vida nunca morrem, o que diremos então daquele que foi o primeiro cibório vivo desta Eucaristia, e que no dia de Natal o ofereceu sobre a mesa sagrada de Belém para dizer aos Magos e aos pastores: "Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo?".
- Fulton Sheen
Nenhum adulto gostaria que a casa em que cresceu, mesmo que ninguém vivesse nela agora, estivesse sujeita à destruição violenta de uma bomba e o Todo-Poderoso que habitava em Maria não permitiria que sua casa de carne fosse submetida ao dissolução da tumba. Se os adultos amam voltar para a casa em que nasceram quando alcançam a plenitude da vida, e se tornam cada vez mais conscientes do que devem às suas mães, então por que a Vida Divina não deveria ter voltado para buscar seu berço vivo? E levar aquele "paraíso revestido de carne" para o céu para que pudesse ser cultivado pelo novo Adão?

- Fulton Sheen
Ele constrói o argumento com base em três paralelos:

1. O valor sentimental da casa natal – Sheen lembra que, mesmo que ninguém viva mais nela, ninguém gostaria que a casa onde passou a infância fosse destruída. Isso serve como analogia: o corpo de Maria foi a “casa” onde o próprio Deus habitou durante nove meses.

2. O amor filial e a gratidão – Assim como adultos maduros valorizam ainda mais suas mães, Jesus, na plenitude de Sua glória, teria um amor ainda maior por Maria. Esse raciocínio parte de uma lógica profundamente encarnacional: Jesus é verdadeiro Deus e verdadeiro homem, e, como homem, viveu o amor filial perfeito.
3. O “paraíso revestido de carne” – Aqui Sheen une tipologia bíblica e poesia: Maria é o “paraíso” onde o novo Adão (Cristo) habitou. Como o primeiro paraíso foi perdido por causa do pecado, esse novo paraíso não poderia ser entregue à corrupção.
No fundo, Sheen está dizendo: se até nós, com amor imperfeito, cuidamos das lembranças e das casas de quem amamos, quanto mais Cristo teria cuidado do corpo puríssimo de Sua Mãe, preservando-o da corrupção e levando-o ao céu.
Leitura do Dia com Fulton Sheen – Assunção de Maria

“O Senhor fez em mim maravilhas” vem do Magnificat (Lc 1,49)

A Assunção mostra que as maravilhas que Deus realizou em Maria são também um anúncio daquilo que Ele deseja fazer em nós dar-nos a ressurreição e a glória eterna.

"A Assunção de Maria não é apenas um privilégio concedido à Mãe de Deus; é também uma promessa para todos nós. O corpo que gerou o Verbo não conheceu a corrupção. Assim como Cristo ressuscitou, Maria foi elevada ao Céu em corpo e alma. O que Deus fez por Ela, Ele fará por nós, se permanecermos fiéis." – Fulton Sheen

Reflexão:
A Assunção é o coroamento da vida de Maria: humilde no início, gloriosa no fim. Ela viveu toda a sua existência dizendo “sim” a Deus, e por isso foi exaltada. Seu destino é o prenúncio do nosso — se vivermos na graça, também nós seremos chamados à glória da ressurreição.

Aplicação para hoje:
Viver na humildade e pureza de coração.
Confiar que Deus cumpre Suas promessas.
Lembrar que o Céu é o destino final dos que O amam.
Oração:
Maria Santíssima, elevada ao Céu em corpo e alma, ajuda-me a caminhar fielmente nesta vida, para que um dia eu possa participar da glória que Deus te concedeu. Amém.
Leitura do Dia com Fulton Sheen - 16 de Agosto 

Frase de Fulton Sheen:
"Se você não rezar, não terá forças para resistir à tentação."

Meditação:
A vida espiritual é como uma batalha. Sem oração, a alma fica desarmada diante do inimigo invisível. A oração não muda apenas as circunstâncias, mas sobretudo fortalece o coração, dando-lhe clareza, coragem e firmeza. Quando rezamos, não estamos simplesmente falando com Deus — estamos deixando que Ele nos revista de Sua própria força.
Oração breve:
Senhor, ensina-me a rezar todos os dias, mesmo quando eu não sentir vontade. Que a oração seja meu alimento e minha defesa em todas as lutas. Amém.
Leitura do Dia com Fulton Sheen - 21 de Agosto 

Frase de Fulton Sheen:
"Se você não vive para algo maior do que si mesmo, viverá para algo menor."
Comentário:
A vida só encontra plenitude quando é entregue a um propósito que vai além do próprio ego. Quem vive apenas para si acaba no vazio, mas quem vive para Deus e para o próximo descobre a alegria que não passa. O amor é sempre maior do que nós mesmos, e é nele que encontramos sentido.
Aplicação prática:
Hoje, faça um ato concreto de amor gratuito: um gesto de bondade sem esperar nada em troca.
Pequena oração:
“Senhor, livra-me do egoísmo e abre meu coração para viver por Ti e para os outros. Amém.”
Padre Pio e seu Anjo da Guarda

Para ele, o anjo não era uma ideia abstrata, mas uma presença viva, próxima e concreta em todas as fases de sua vida.

Alguns pontos importantes dessa experiência:

1. Desde a infância – Padre Pio já via e brincava com o Anjo da Guarda, mostrando que Deus lhe deu uma sensibilidade especial para perceber o mundo espiritual.

2. Consolação e ajuda – o Anjo cantava para ele quando estava triste, ensinava-o em estudos e até o ajudava a traduzir cartas em línguas que ele não conhecia bem.

3. Combate espiritual – nos momentos de sofrimento, quando era agredido pelos demônios, Padre Pio contava com a assistência do Anjo, que aliviava suas dores e lhe dava força.

4. A carta de 1912 – revela a grande familiaridade entre os dois: Padre Pio até chegou a “repreender” seu Anjo por parecer demorar a socorrê-lo, mas logo percebeu que seu companheiro celestial nunca o abandonava, mesmo quando o deixava passar por provações.

 A frase do Anjo a Padre Pio – “Eu estou sempre perto de você, meu amado jovem...” – é uma mensagem que vale para todos nós. Cada pessoa tem o seu Anjo da Guarda, dado por Deus, para guiar, proteger e inspirar no caminho da fé.
Osmogenesia, ou “perfume de santidade” 

Na vida de alguns santos místicos. No caso de Padre Pio, as testemunhas contam que o perfume podia ser percebido de diferentes formas: para alguns tinha cheiro de flores (rosas, violetas, lírios), para outros lembrava incenso, vinho ou até tabaco. Curiosamente, não era um perfume comum: aparecia de repente, sem causa natural, e muitas vezes servia como sinal de consolo espiritual, de presença ou de intercessão.

Na tradição cristã, o perfume é frequentemente símbolo da graça de Deus e da santidade que se difunde. Por isso, São Paulo escreve em 2Cor 2,15-16 que os cristãos são “o bom odor de Cristo” no mundo:

Para quem acolhe a fé, esse perfume é vida, esperança e alegria;
Para quem rejeita, torna-se sinal de juízo e de perda.
Assim, os “Perfumes de Padre Pio” não são apenas um fenômeno extraordinário, mas remetem a essa realidade espiritual: a santidade deixa marcas, e até um “odor” especial que aponta para Cristo.
O Crucifixo de São Padre Pio

O crucifixo de Padre Pio representa sua profunda união com a Paixão de Cristo. Diante dele, o santo capuchinho encontrava forças para suportar as provações e para oferecer sua vida em sacrifício pela salvação das almas. A ligação com o Crucificado era tão íntima que, por permissão divina, Padre Pio carregou em seu corpo os estigmas de Jesus, sentindo as dores e o sofrimento da Cruz durante grande parte de sua vida.
Mesmo em meio às maiores angústias e padecimentos, Padre Pio não perdeu a fé, não deixou de irradiar paz e jamais abandonou a alegria interior que caracteriza os filhos de São Francisco. Para ele, o crucifixo não era apenas um símbolo, mas um chamado diário a viver unido ao amor redentor de Cristo.
Diante do crucifixo, Padre Pio rezava por todos aqueles que recorriam à sua intercessão, oferecendo suas dores e suas lágrimas para que muitos encontrassem consolo, perdão e esperança. Assim, o crucifixo de Padre Pio permanece como um sinal vivo da vitória do amor sobre o sofrimento e da certeza de que, com Cristo, a Cruz se transforma em caminho de ressurreição.
Aqui estão algumas frases conhecidas de São Padre Pio, refletindo sua espiritualidade profunda e prática da fé:

1. “Nunca perca a paz, mesmo que todos estejam contra você.”

2. “A oração é a melhor arma que temos; é a chave do coração de Deus.”

3. “Aceite tudo o que Deus permitir, mas com amor e paciência.”

4. “Não tenha medo de amar a Jesus; Ele nunca rejeita quem O procura com sinceridade.”

5. “A fé é a força que nos sustenta em todos os momentos da vida.”

6. “Quem tem paciência pode obter tudo; quem não a tem, perde tudo.”

7. “A dor e o sofrimento são permitidos por Deus para nos purificar e aproximar d’Ele.”

8. “Reze, reze muito, e que sua vida seja um reflexo da misericórdia de Deus.”

9. “A confissão frequente é um caminho seguro para a paz da alma.”

10. “Nunca subestime o poder da oração silenciosa e do amor ao próximo.”
DEVEMOS SER "PEQUENO JESUS" COMO SANTA TERESINHA

A Igreja deu-nos uma santa para os nossos tempos, uma jovem freira, Santa Teresinha de Lisieux. Ela nos mostrou o caminho para nos tornarmos santos, um caminho antes de tudo muito simples.

Certa vez, durante uma conversa com o Papa João XXIII, ele me disse: “Sabe, sempre tentei evitar as coisas complicadas da vida. Sempre quero ser simples ”.
E Santa Teresinha queria ser simples em tudo. Ele, portanto, tinha duas regras. A primeira é nunca buscar satisfação e a segunda é fazer tudo, tudo suportar, por amor de Nosso Senhor. (...)

Portanto, voltando ao nosso ponto, digo que para viver nestes tempos difíceis, devemos nos tornar santos. Santo é aquele que torna Cristo amável. Esta é a definição de um santo.
- Fulton Sheen
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Na tarde de 30 de setembro de 1897, uma cena inesquecível desdobrava-se na enfermaria do Carmelo de Lisieux. Cercada de toda a comunidade ajoelhada em torno de seu leito de dores, Santa Teresinha do Menino Jesus, fitando os olhos no crucifixo, pronunciava suas últimas palavras nesta terra de exílio:
"Ó eu O amo meu Deus!!
Eu Vos amo!"
Subitamente, seus amortecidos olhos de agonizante, recuperam vida e fixam-se num ponto abaixo da imagem de Nossa Senhora. Seu rosto retoma a aparência juvenil de quando ela gozava de plena saúde. Parecendo estar em êxtase, ela fecha os olhos e expira. Um misterioso sorriso aflora-lhe aos lábios e aumenta a formosura de sua fisionomia.
"Eu não morro, eu entro na Vida."
Havia ela escrito poucos meses antes.
Sua morte, aos 24 anos, foi um reflexo de sua breve existência.
Uma vida de virtude heróica, de amor a Deus e ao próximo, levado a limites extremos e, de sofrimentos suportados, com uma radiante alegria e uma santa despretensão.
Santa Teresinha do Menino Jesus, rogai por nós!
Conta a história de uma freira que um dia espanou uma imagem de Nosso Senhor na capela. Durante seu trabalho, ele a fez cair no chão. Ela o pegou intacto, deu-lhe um beijo e o colocou de volta no lugar, dizendo: "Se você não tivesse caído, não o teria recebido". Eu ficaria surpreso se Nosso Senhor não sentisse o mesmo por nós, pois se nunca tivéssemos pecado, nunca teríamos sido capazes de chamá-lo de Salvador.
- Fulton Sheen
Os cabelos da Virgem de Guadalupe

Os cabelos soltos sob o véu de Nossa Senhora de Guadalupe possuem um simbolismo claríssimo para os astecas: indicavam que a mulher era virgem. Esse era o estilo característico usado pelas jovens donzelas do povo asteca. Assim, a imagem proclama que Maria é Virgem e Mãe, em plena harmonia com a doutrina católica.

O rosto da Virgem de Guadalupe

O rosto de Nossa Senhora não é espanhol nem indígena, mas mestiço, representando uma jovem por volta de 15 ou 16 anos. Isso é profundamente simbólico: em 1531 praticamente não existiam jovens mestiças dessa idade. É, portanto, uma profecia visível da união de dois povos, realizada por Cristo.

Além disso, entre os indígenas olhar alguém diretamente nos olhos era sinal de desafio e agressão. Por isso, Maria aparece com a cabeça levemente inclinada, o gesto náhuatl chamado “itla toloa”. Esse movimento expressa respeito, ternura e acolhimento. Ela nos diz que não somos seus escravos, mas seus filhos amados, por quem ela pensa e intercede sem cessar.
Por fim, a inclinação do rosto comunica algo ainda mais profundo:

 Maria não se apresenta como deusa.
Ela não ergue o rosto como quem exige culto.
Ela se inclina, mostrando humildade.
É uma serva, não uma divindade.

A posição da cabeça inclinada indica que:
Ela adora o Deus verdadeiro,
reverencia Aquele que está em seu ventre,
reconhece que todo poder vem de Deus e não dela,
e convida o povo a fazer o mesmo.
As estrelas do manto da Virgem de Guadalupe

O manto da Virgem não tem estrelas decorativas:
ele é um mapa do céu real.

E isso torna esse detalhe um dos mais incríveis da imagem.

As estrelas correspondem ao céu de 12 de dezembro de 1531

Astrônomos descobriram que o padrão estelar do manto corresponde exatamente à disposição das constelações no amanhecer do solstício de inverno mexicano de 1531, data da aparição.

Mais impressionante:

O manto mostra constelações visíveis do hemisfério norte,

na posição invertida como se vistas não da Terra, mas do ponto de vista de Deus olhando de cima para a Terra.

Isso é teologicamente perfeito:
 é o céu visto do céu.

As estrelas estão nos lugares certos do corpo

As constelações correspondem simbolicamente às partes do corpo da Virgem:

No ombro direito: Virgem

No peito: Leão (onde estaria o coração → o Leão de Judá)

No ventre: Gêmeos (símbolo de duas naturezas → Cristo, Deus e homem)

Na perna: Órion, o caçador, que na simbologia indígena representa o grande guerreiro de luz

Nada disso é aleatório: o corpo da Mãe carrega a linguagem do céu.

Não há pinceladas nas estrelas

Assim como em outras partes da tilma:

as estrelas não têm traço,

não têm contorno,

não mostram depósito de pigmento,

e se comportam como luz refletida, não tinta aplicada.

As estrelas indicam uma mensagem indígena

Para os nahuas, o manto estrelado significava:

“Ela é rainha do céu”

“Carrega em si o Deus que fez o sol, a lua e as estrelas”

Era um golpe direto contra as religiões astecas, que adoravam astros.
A imagem mostrava que ela é maior que o firmamento, mas traz o Deus vivo consigo.

As estrelas têm brilho próprio

Estudos fotográficos mostram que, diferentemente de pigmentos normais:

as estrelas refletem luz com intensidade uniforme,

sem desgaste,

e sem alterar a fibra.

É como se fossem parte natural do tecido, e não aplicadas a ele.
A resposta do Anjo Gabriel à Virgem Maria afirma:

“A força do Altíssimo te cobrirá com sua sombra” (Lc 1,35).

No Antigo Testamento, a “sombra” e a “nuvem” sinalizam a presença de Deus.

Durante o Êxodo, por exemplo:

Deus precedia seu povo na coluna de nuvens (Ex 13,21).

Uma nuvem cobria a tenda onde Moisés entrava para se encontrar com Deus (Ex 40,34-35).

Quando Deus descia sobre o Sinai para falar com Moisés, a montanha era coberta por densa nuvem (Ex 19,16).

Ao dizer que sobre Maria pousou a sombra do Altíssimo, Lucas quer indicar a presença real do próprio Deus nela.

Estamos diante de uma profissão de fé na divindade do Filho de Maria.

Por isso Maria é chamada Arca da Aliança, o Tabernáculo vivo, pois acolhe em si a presença divina.

No Antigo Testamento, o Fiat de Deus cria todas as coisas do nada; agora, o Fiat de Maria (“Eis aqui a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra”, Lc 1,38) torna possível a redenção de toda criatura.

Maria é o templo da Nova Aliança, muito mais precioso que aquele que Davi desejou construir ao Senhor: templo vivo, que não encerra apenas a Arca da Aliança – símbolo da presença divina – mas o próprio Emanuel, “Deus conosco”.

Maria é fidelíssima, totalmente aberta e disponível à vontade do Altíssimo. Pela colaboração de sua fé e obediência, realiza-se o mistério da salvação universal em Cristo Jesus.
O “Milagre de Natal”.

Na noite de 24 para 25 de dezembro de 1886, Santa Teresinha do Menino Jesus recebeu a grande graça de sua conversão interior.
Ela tinha então 13 anos, quase 14. Apesar de já ser adolescente, ainda conservava uma sensibilidade infantil e, segundo o costume europeu da época, colocava seus sapatos junto à lareira, esperando pequenos presentes na noite de Natal. Sem perceber que Teresinha estava ouvindo, seu pai cansado comentou que estava contente, pois aquele seria o último ano em que ela faria aquilo. Para Teresinha, foi um golpe profundo: ouvir isso de seu amado pai, a quem chamava carinhosamente de “meu rei”, feriu-lhe o coração.

Mas foi exatamente ali que ocorreu o milagre. Em vez de se deixar dominar pelo choro e pela sensibilidade excessiva, algo mudou em seu interior. Ela mesma relata que, naquele instante, Jesus a libertou de sua hipersensibilidade e lhe deu uma força de alma nova. Desceu as escadas com serenidade, recebeu os presentes com alegria sincera e, naquele momento, sua alma amadureceu. Ela dirá mais tarde que ali começou sua verdadeira vida espiritual: foi uma cura, uma conversão, uma graça profundamente ligada ao Natal.

Não é por acaso que essa transformação acontece diante do Mistério do Menino Jesus. A partir daí, Teresinha desenvolve uma devoção cada vez mais profunda ao Cristo pequeno, pobre e humilde. Ela compreende que Deus não se impõe pela força, mas se oferece na fragilidade de uma criança. É desse mistério que nascerá sua famosa “pequena via”: o caminho da confiança, da infância espiritual e do abandono total ao amor misericordioso de Deus.

Por isso, ao entrar no Carmelo, tomou o nome de Teresa do Menino Jesus e da Sagrada Face. Para ela, o Natal tornou-se o centro de sua espiritualidade: o Deus que se faz pequeno para ensinar o caminho do amor.
Primeiro Sábado do Ano Com Maria, Mãe do Silêncio e da Fidelidade

Fulton Sheen disse: Maria não foi grande por fazer muitas coisas, mas por fazer a vontade de Deus perfeitamente. No primeiro sábado do ano, ela nos convida a entregar o tempo que se inicia não ao medo do futuro, mas à providência divina. Quem coloca o ano nas mãos de Maria aprende que o sofrimento não é ausência de Deus, mas lugar de fidelidade.
Ela é, dizia Sheen, a mulher do “sim” silencioso, que transforma o cotidiano em oferta e o ordinário em eternidade. Consagrar o primeiro sábado do ano a Maria é pedir a graça de não viver para si, mas para Cristo, como ela viveu.
Que neste novo ano aprendamos com Maria a ouvir mais, a reclamar menos e a confiar sempre. Onde Maria entra, Cristo permanece; e onde Cristo permanece, o ano nunca é vazio, mesmo quando é difícil.
James Fulton Engstrom é o nome do bebê cujo caso foi reconhecido oficialmente pela Igreja Católica como milagre atribuído à intercessão do Venerável Fulton J. Sheen, abrindo caminho para sua beatificação.

Em 16 de setembro de 2010, em Illinois (EUA), James nasceu sem batimentos cardíacos e sem respiração. Durante 61 minutos, médicos tentaram reanimá-lo sem sucesso, e o óbito foi declarado. Diante da situação humanamente irreversível, os pais, Bonnie e Travis Engstrom, rezaram pedindo a intercessão de Fulton Sheen, a quem tinham grande devoção, pedindo que o menino vivesse.
De modo inesperado e sem explicação científica, o coração de James voltou a bater espontaneamente após esse longo período.

Mais impressionante ainda: o menino não apresentou danos neurológicos, algo considerado impossível pela medicina após tanto tempo sem oxigenação.

O caso foi submetido a rigorosa investigação médica, teológica e científica pelo Vaticano. Especialistas independentes confirmaram a ausência de explicação natural, e a Igreja concluiu tratar-se de um milagre verdadeiro, atribuído à intercessão de Fulton Sheen.

Este milagre é visto por muitos fiéis como um sinal claro de que Deus continua agindo na história e confirma a santidade de um dos maiores pregadores católicos do século XX.
O Sagrado Coração de Jesus é uma das devoções mais profundas e tradicionais da fé católica. Ele representa o amor infinito e misericordioso de Cristo por toda a humanidade. Essa devoção une aspectos espirituais, teológicos e simbólicos da vida, paixão e ressurreição de Jesus.

O Sagrado Coração de Jesus simboliza:

Amor incondicional: Um coração que ama até o fim, mesmo diante da rejeição e do pecado humano.

Misericórdia divina: Um coração ferido, mas sempre disposto a perdoar.

Sacrifício redentor: Um coração que sangra por amor, remetendo à crucifixão e ao lado perfurado de Cristo.

Presença viva de Cristo: Um convite ao encontro íntimo com Jesus, especialmente por meio da Eucaristia.
Nas Escrituras, o CRUCIFIXO, e não a cruz nua, está prefigurada.

Javé respondeu a Moisés: FAÇA UMA SERPENTE DE BRONZE E COLOQUE-A SOBRE UM PEDESTAL. Se alguém for mordido e olhar para ela, viverá...E assim Moisés confeccionou UMA SERPENTE DE BRONZE. Nm21,8as.

Em Jo 3,14 ouvimos a interpretação do Senhor do texto de Nm 21: 

O Filho do Homem deve ser levantado como Moisés Levantou A SEPENTE DE BRONZE no deserto, para que todo aquele que crer possa ter a vida eterna no Senhor.

Portanto nossa " Serpente de Bronze " é Cristo : o pedestal é a Cruz. 

Devemos olhar o CRUCIFIXO e não para a cruz nua. Naturalmente, quando honramos a cruz, sempre o fazemos relacionando-a com o Senhor crucificado. A mesma coisa acontece com São Paulo, nos vangloriamos da Cruz ( Gl 6,14). Pora outro lado, a Escritura encoraja os fiéis a olhar " para Aquele que foi transpassado", isto é, Jesus crucificado: Jo 19,37; Zc 12,10.

Não há nada de errado na representação do Crucifixo e na Cruz, porque nenhum dos dois é um ídolo que " adoramos" (Ex 20,25).

Agora se alguém considerar o " crucifixo como uma imagem proibida, também deveria cancelar a cruz pela mesma razão.
As 7 dores de Maria à luz de Fulton Sheen 

O Venerável Fulton Sheen nos ensinou algo profundo: a Virgem Maria não foi uma espectadora passiva da redenção ela participou com amor, fé e sofrimento unidos ao seu Filho, .

Maria sofreu tudo o que Jesus sofreu… não no corpo, mas no coração de Mãe.

Desde a profecia de Simeão, quando ouviu que uma espada atravessaria sua alma, até o silêncio do sepulcro, cada dor foi um “sim” renovado à vontade de Deus.

Para Sheen, as dores de Maria revelam: Um amor que não foge do sacrifício - Uma fé que permanece na escuridão - Uma entrega total ao plano de Deus

Na fuga para o deserto, no desespero de perder o Menino, no encontro doloroso no caminho do Calvário, na cruz, e ao receber o corpo de seu Filho… Maria viveu o verdadeiro martírio do coração. (Martírio da alma)
Ele dizia:“Antes de haver um altar no Calvário, houve um altar no coração de Maria.”
 As dores de Maria nos ensinam que: 
O sofrimento, quando unido a Deus, não é em vão.Amar de verdade exige entrega.E confiar em Deus, mesmo sem entender, é o caminho da santidade.
Que a Virgem das Dores nos ensine a permanecer firmes na fé, mesmo nas cruzes da vida. 
"A maior história de amor de todos os tempos está contida na Eucaristia". 

-Fulton Sheen

Deus não apenas amou a humanidade à distância, mas quis permanecer presente, próximo e acessível.

Na Eucaristia, não se trata apenas de um símbolo ou lembrança, mas de uma entrega real e contínua. É o mesmo Cristo que se ofereceu na cruz que se dá como alimento espiritual. Esse gesto revela um amor que não se esgota no sofrimento do Calvário, mas que se prolonga no tempo, alcançando cada geração, cada pessoa, de forma íntima e pessoal.

Enquanto muitas histórias de amor humanas são marcadas por limites, falhas e fins, a Eucaristia apresenta um amor absoluto: fiel mesmo diante da indiferença, silencioso mesmo quando ignorado, e constante mesmo quando não correspondido. É um amor que se doa sem exigir, que se esconde na simplicidade do pão e do vinho, mas que carrega uma grandeza infinita.
Ali, Deus se faz pequeno para que o homem possa se aproximar. Ele se torna alimento para sustentar, fortalecer e transformar. É um amor que não apenas fala, mas se entrega; não apenas promete, mas permanece.

Por isso, a Eucaristia não é apenas um rito é um encontro. Um encontro com o Amor que se deixou partir para poder ser partilhado, que se deixou consumir para poder dar vida. E é nesse mistério silencioso que se encontra, de fato, a maior história de amor já escrita.

ORAÇÕES PARA A SEMANA SANTA

 




Santa Teresinha
impulsionou a devoção da Sagrada Face de Jesus Cristo e inspirou-se para inúmeros textos, entre eles essa oração:

Ó Jesus, que na Vossa crudelíssima paixão vos tornastes “opróbrio dos homens, e o homem das dores”, eu adoro Vossa Divina Face sobre a qual resplandece a beleza e ternura da divindade que agora se tornou para mim como a face de um “leproso” (Is 53,4).

Mas sob estes traços desfigurados, reconheço Vosso infinito amor e ardentemente desejo amar-Vos e fazer-Vos amar por todos os homens.

As lágrimas que com tanta abundância correram de Vossos olhos se me afiguram quais pérolas preciosas, que eu quisera recolher para, com seu valor infinito, resgatar as almas dos pobres pecadores.

Ó Jesus, Vossa face é a única beleza que encanta meu coração. De boa mente quero, renunciar na terra a doçura de Vosso olhar e o inefável ósculo de Vossa boca divina, mas suplico-Vos, imprime em meu coração Vossa divina imagem, e inflamai-me com vosso amor, a fim de que possa um dia contemplar Vossa face gloriosa no céu.

Amém!

fonte: https://www.a12.com/redacaoa12/oracoes/oracao-a-sagrada-face-por-santa-teresinha#:~:text=R%C3%A1dio%20POP%20*%20R%C3%A1dio%20POP.%20*%20empregos. 

FRASES:

Senhor, mostrai-nos a Vossa Face e seremos salvos.

Oh! Sagrada Face de Jesus, compadecei-vos de nós e do mundo inteiro.

Eterno Pai, ofereço-vos a Face adorável de Vosso Divino Filho para abrandar a cólera de Vossa Justiça, obter a santificação do clero, o perdão dos pecadores e o alívio das almas do purgatório.


Coroa em honra das Santas Chagas

Senhor Jesus Cristo, nós Vos amamos, honramos, adoramos, damos louvores e graças pela Chaga do Vosso Pé Esquerdo, pela dor e pelo Sangue que dela jorrou.

Senhor Jesus Cristo, nós Vos amamos, honramos, adoramos, damos louvores e graças pela Chaga do Vosso Pé Direito, pela dor e pelo Sangue que dela jorrou.

Senhor Jesus Cristo, nós Vos amamos, honramos, adoramos, damos louvores e graças pela Chaga da Vossa Mão Esquerda, pela dor e pelo Sangue que dela jorrou.

Senhor Jesus Cristo, nós Vos amamos, honramos, adoramos, damos louvores e graças pela Chaga da Vossa Mão Direita, pela dor e pelo Sangue que dela jorrou.

Senhor Jesus Cristo, nós Vos amamos, honramos, adoramos, damos louvores e graças pela Chaga do Vosso Sagrado Coração, pelo Sangue e Água que dela jorraram, e nesta Chaga escondemos nossas almas. Amém.

fonte: https://quemrezasesalva.com.br/oracao/coroa-em-honra-das-santas-chagas 

 


TERÇO DE JESUS DAS SANTAS CHAGAS

No início:
Fazer o sinal da Cruz, rezar o creio e após…
 

Oh! Jesus, Divino Redentor, tende Misericórdia de nós e do mundo inteiro.
Deus Santo, Deus Forte, Deus Imortal, tende piedade de nós e do mundo inteiro.
Graça, Misericórdia, Meu Jesus; nos perigos presentes, cobri-nos com Vosso preciosíssimo Sangue.
Eterno Pai, tende Misericórdia de nós, pelo Sangue de Jesus Cristo, Vosso Filho Unigênito, tende Misericórdia de nós, Vos suplicamos. Amém.

 Contas grandes:
 Eterno Pai, eu Vos ofereço as santas Chagas de Nosso Senhor Jesus Cristo; Para curar as de nossas almas.
 

Contas pequenas:
 Meu Jesus, perdão e misericórdia: Pelos méritos de Vossas Santas Chagas.
 

Terminando o rosário, deve-se rezar três vezes:
Eterno Pai, eu Vos ofereço as Santas Chagas de Nosso Senhor Jesus Cristo; Para curar as de nossas almas.

Amém

fonte: https://evangelizarepreciso.com.br/



✝️ *LADAINHA DA SAGRADA FACE EM REPARAÇÃO PELAS BLASFÊMIAS E PELA CONVERSÃO DOS BLASFEMADORES*
Senhor, tende piedade de nós,
Cristo, tende piedade de nós,
Senhor, tende piedade de nós.
Cristo, ouvi-nos,
Cristo, atendei-nos.
Santíssima Virgem Maria, rogai por nós
Ó Face Adorável, que foi adorada com profundo respeito por Maria Santíssima e São José, quando a viram pela primeira vez, *TENDE PIEDADE DE NÓS*
Ó Face Adorável, que no estábulo de Belém arrebatastes com alegria os anjos, os pastores e os magos,
Ó Face Adorável, que no Templo, com um dardo de amor, transpassastes o velho santo Simeão e a profetisa Ana,
Ó Face Adorável, banhada em lágrimas em Vossa Santa Infância,
Ó Face Adorável, que, quando aparecestes no templo aos doze anos de idade, enchestes de admiração os doutores da lei,
Ó Face Adorável, lívida de pureza e enrubescida de caridade,
Ó Face Adorável, mais bela que o sol, mais adorável que a lua, mais brilhante que as estrelas,
Ó Face Adorável, cujo frescor suplanta as rosas da primavera,
Ó Face Adorável, mais preciosa do que ouro, prata e diamantes,
Ó Face Adorável, cujos encantos são arrebatadores, e cuja graça é tão atraente,
Ó Face Adorável, cuja característica é a nobreza,
Ó Face Adorável, contemplada pelos anjos,
Ó Face Adorável, doce deleite dos santos,
Ó Face Adorável, obra-prima do Espírito Santo, na qual o Pai Eterno em Vós compraz,
Ó Face Adorável, deleite de Maria e José,
Ó Face Adorável, inefável espelho das perfeições Divinas,
Ó Face Adorável cuja beleza é sempre antiga e sempre nova,
Ó Face Adorável que apaziguais a ira de Deus,
Ó Face Adorável que fazeis tremer os maus,
Ó Face Adorável tesouro de graças e de bençãos,
Ó Face Adorável, exposta no deserto às inclemências do tempo,
Ó Face Adorável, ressequida pelo calor do sol e banhada de suor em Vossas jornadas,
Ó Face Adorável cuja expressão é toda divina,
Ó Face Adorável, cuja modéstia e doçura atraíam os justos e os pecadores,
Ó Face Adorável, que santamente beijastes as criancinhas, após te-las abençoado,
Ó Face Adorável, perturbada e em lágrimas no túmulo de Lázaro,
Ó Face Adorável, brilhante como o sol e radiante de glória no Monte Tabor,
Ó Face Adorável entristecida ao contemplar Jerusalém e chorando sobre aquela ingrata cidade,
Ó Face Adorável curvada sobre a terra, no jardim das Oliveiras, e coberta de confusão por nossos pecados,
Ó Face Adorável banhada em sangrento suor,
Ó Face Adorável beijada por Judas, o traidor,
Ó Face Adorável, cuja santidade e majestade subjugaram em terror os soldados, lançando-os ao chão,
Ó Face Adorável golpeada por um vil verdugo, com os olhos vergonhosamente vendados e profanados pelas mãos sacrílegas dos Vossos inimigos,
Ó Face Adorável contaminada com saliva e desfigurada por inúmeros golpes e bofetadas,
Ó Face Adorável, cujo olhar Divino feristes o coração de Pedro, com um dardo de tristeza e amor,
Ó Face Adorável, por nós humilhada nos tribunais de Jerusalém,
Ó Face Adorável, que preservastes Vossa serenidade quando Pilatos pronunciou a fatal sentença,
Ó Face Adorável, coberta, com suor e sangue, e caída na lama sob o pesado fardo da Cruz,
Ó Face Adorável, digna de todo o nosso respeito, veneração e adoração,
Ó Face Adorável, enxugada com um véu pelas mãos de uma piedosa mulher, no caminho do Calvário,
Ó Face Adorável, elevada no instrumento do mais vergonhoso castigo,
Ó Face Adorável, em cuja fronte fostes coroada de espinhos,
Ó Face Adorável, de cujos olhos entornastes lágrimas de sangue,
Ó Face Adorável, em cuja boca Vos derramaram fel e vinagre,
Ó Face Adorável, cujos cabelos e barba foram arrancados pelos executores,
Ó Face Adorável,reputada como a de um leproso,
Ó Face Adorável, cuja beleza incomparável foi obscurecida sob a terrível nuvem dos pecados do mundo,
Ó Face Adorável, coberta com os dolorosos tons da morte,
Ó Face Adorável, lavada e ungida por Maria e pelas santas mulheres, e envolta em uma mortalha,
Ó Face Adorável, estendida no sepulcro,
Ó Face Adorável, toda resplandecente de glória e beleza no dia da ressurreição,
Ó Face Adorável, toda deslumbrante com luz no momento de Vossa Ascensão,
Ó Face Adorável, escondida na Eucaristia,
Ó Face Adorável, que com grande poder e majestade aparecereis entre as nuvens no fim dos tempos,
Ó Face Adorável, que fareis tremer os pecadores,
Ó Face Adorável, que plenificareis os justos de alegria por toda a eternidade,
Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, perdoai-nos, Senhor
Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, ouvi-nos,
Senhor Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, tende piedade de nós.
Oração: Eu Vos bendigo, adoro Vos, e amo-Vos, ó adorável Face de Jesus, meu amado, nobre selo da Divindade, rendo-me a Vós, com todas as forças da minha alma, e humildemente suplico para que imprimais em nós todos os aspectos da Vossa divina semelhança. Amém.
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ORAÇÃO DA CABEÇA ADORÁVEL DE JESUS

Composta pela Madre Carmela Prestigiacomo, fundadora das Irmãs do Sagrado Coração do Verbo Encarnado

1 - Adorabilíssima Cabeça de Jesus, sede da Santíssima Trindade, volvei-vos propícia às nossas súplicas e ouvi-nos.

Pai Nosso, Ave, Glória.

2 - Adorabilíssima Cabeça de Jesus, objeto das complacências do Divino Pai, difundi sobre todo o gênero humano as luzes da vossa Divina Inteligência, aclarai de novo a nossa mente com a luz inacessível de vossa graça, bani do nosso intelecto as trevas do erro, a fim de que possamos contemplar com viva fé, a vossa Infinita grandeza, conhecer profundamente os divinos mistérios e, com a luz dos vossos divinos ensinamentos, possamos nos encaminhar na reta estrada da eterna salvação.

Pai Nosso, Ave, Glória.

3 - Adorabilíssima Cabeça de Jesus, receptáculo divino do Espírito Santo, expandi os raios da vossa infinita Sabedoria sobre a terra, a fim de que dissipados os erros, derrotada a heresia e debelado o príncipe das trevas com todos os seus sequazes, se renove nos cristãos a vida de graça e de santidade, para sermos feitos dignos de participar dos frutos copiosos da vossa Sacratíssima Paixão.

Pai Nosso, Ave, Glória.

4 - Adorabilíssima Cabeça de Jesus, fonte inexausta de bênçãos, atraí todos a vós com a virtude salvífica de vossa Santíssima Paixão e Morte, enchei-nos com os tesouros inefáveis de vossa graça, defendei-nos do inimigo insidioso, a fim de que livremente e de todo o coração, possamos vos servir com mais fervor, praticar com toda constância os vossos divinos preceitos e mostrar-nos perfeitos seguidores do vosso Evangelho e verdadeiros membros do corpo místico da Igreja de que sois vós a Cabeça.

Pai Nosso, Ave, Glória.

5 - Adorabilíssima Cabeça de Jesus, objeto delicadíssimo do nosso amor, olhai com olhos de misericórdia todos os pecadores, convertei-os à vossa graça, chamai-nos de novo para o vosso amor, esclarecei-lhes a inteligência com um raio de vossa luz, a fim de que arrependidos retornem a vós, confirmai os justos, inflamai todos com o vosso amor e que todos vos louvando, vos bendizendo e vos glorificando nesta vida, possam ter a ventura de gozar a visão da augustíssima Trindade.

Pai Nosso, Ave, Glória.

Oração

Eu vos saúdo, adoro-vos, amo-vos, ó Cabeça Adorável de Jesus, meu amado, nobre imagem da Divindade; a vós me dedico com todas as forças da minha alma, vos rogo humildemente que imprimais na minha mente os pensamentos mais puros e mais santos e que infundais no meu intelecto as luzes da vossa Divina Inteligência, a fim de que sempre mais vos conheça, vos ame e vos bendiga por toda a eternidade.

Eterno Pai, olhai a Cabeça de vosso Filho Jesus, nós vô-la apresentamos cheios de confiança para implorar o vosso perdão.

Advogado misericordiosíssimo, Ele inclina a Cabeça sobre a cruz e aceita a morte pela salvação dos homens: recebei, meu Deus, a oferta de sua santíssima vida e, pelos seus méritos infinitos, ouvi-o quando Ele intercede por nós, pobres e miseráveis pecadores. Assim seja.

(Sua Santidade Pio X em 30.01.1904 concedeu indulgência parcial cada vez que se recite esta Coroinha)
 

fonte: https://eoverbosefezcarne.substack.com/p/mistica-do-verbo-encarnado