quinta-feira, 6 de julho de 2017

BOLETINS ENVIADOS PELO PADRE REGINALDO NO ANO DE 2017




 Boletim do dia 02 de Março

Filhos e filhas,

Na tarde do último domingo, dia 28 de fevereiro, tive a graça de partilhar a imagem oficial para devoção pública e pessoal das Santas Chagas de Jesus.

Tudo começou nas 24 horas em Oração do ano passado quando foi pedido a Deus: “dai-nos uma devoção fruto do Teu Coração”. E foi quando nos veio a Devoção das Santas Chagas de Jesus. Primeiro veio ícone, que está no Santuário Nossa Senhora de Guadalupe, em Curitiba (PR), abrindo a porta capela do Santíssimo Sacramento. 
Sobre o Ícone do Senhor das Santas Chagas assim se expressou o Teólogo e artista Paulo Biscaia: “a iconografia cristã tem por objetivo principal retratar o mistério de Cristo, da Igreja, dos Santos. As cores e gestos retratados nas figuras cristãs colaboram para a apresentação do mistério de Deus entre os homens”. 
No ícone retratado, as cores pelas quais as vestes são representadas seguem o perfil adotado pela escola iconográfica do Mosteiro da Ressurreição em Ponta Grossa, que possui grande referência na pessoa de D. Ruberval Monteiro – OSB, cujas obras encontram-se espalhadas ao longo do território nacional, e também no exterior, sobretudo na Itália.
O azul ao mesmo tempo que é a cor do cosmos, do criado, é a cor do Criador, símbolo Dele. O vermelho apresenta a realidade do sangue e da paixão, do humano que é sacrificado, do martírio. Também a cor da realeza e do poder. Assim, fica entendido que tanto no azul como no vermelho aparecem os símbolos da humanidade e da divindade. 
No dourado ou ouro, as tradições do oriente, bizantina e russa, atribuem a iluminação e o esplendor da eternidade. Amarelo e ouro assumem no conjunto iconográfico a iluminação da Luz de Deus.
As chagas não estão sangrando, e de fato são como um furo, de prego. As Santas Chagas de Jesus dolorosas e gloriosas são presentes, mas não estão sangrando mais. 
O rosto de Jesus tem um olhar firme, não é de um adolescente nem de um ancião, é de um home de 33 anos que não tem sorriso e nem tristeza, tem afirmação, profundidade.
Os pés estão calçados com sandálias, ressaltando a importância da missão: Ide e evangelizai a todos os povos. Estar a serviço! 
Com uma mão ele lembra, sou Deus uno e trino, o Pai, o Filho e o Espírito Santo, mas na outra mão um envio, porque evangelizar é preciso.
Existem alguns elementos importantíssimos que não se deve perder ou mudar:
A cruz, onde Jesus foi capaz de chegar, por amor. Esse elemento deve nos lembrar de onde Ele esteve e que nós também somos chamados a carregar a nossa cruz.
O resplendor porque aquele que perseverar até o fim será salvo em Cristo Jesus. 
A pedra do sepulcro não é mais empecilho para Cristo, ela está atrás dele, menor que ele, sendo apenas memória, pois a pedra rolou e o sepulcro vazio, Ele deixou. E assim como Ele rolou a pedra do sepulcro, Ele vai rolar as pedras do nosso caminho.
Jesus está pisando de uma tampa mortuária, como que se estivesse dizendo: eu venci a morte!
Assim, a iconografia em seus símbolos abre as portas à catequese, à promessa eterna e ilimitada de um Deus que sendo eterno entra no tempo dos homens. 
Por fim, O Senhor das Santas Chagas nos ensina que por meio de suas chagas somos curados, somos evangelizados, somos evangelizadores. Nos ensina que quando tocamos seu lado podemos abandonar a incredulidade. Ensina ainda que ao tocar suas chagas podemos experimentar a alegria da Ressurreição.
Das chagas divinas emana a força da Igreja que segue e acredita que Evangelizar é preciso.

Deus abençoe,
Padre Reginaldo Manzotti
 

Boletim do dia 17 de Maio

Filhos e filhas,

Quem verdadeiramente ama, reza. Quem verdadeiramente reza, ama. Somos chamados a ser tocados pelo Senhor por meio de uma vida de oração, para que o amor Dele se manifeste em nós. Todos os dias somos chamados a estar na presença de Deus em oração. Mas para nos colocarmos diante Dele é preciso, primeiramente, silenciar o nosso interior, para então fazer uma oração. Mas o que rezar?

Rezar a Palavra de Deus, rezar a vida, pedir mais graças santificantes que temporais. É importante que em cada oração o coração esteja junto, aquilo que rezamos precisa ser nossa vida. Uma alma sem oração é como um carro sem gasolina, ou seja, não funciona. O combustível mais seguro para que Deus nos mantenha no caminho do bem são a oração, a fé e o amor.

Ninguém experimenta o amor de Deus se não viver na Sua presença. Quem não leva a sério sua vida com Deus, se perde. Não importa se consagrado, religioso, sacerdote ou leigo, se perde. Portanto, devemos sempre olhar para a bússola de Deus, a fim de sabermos para onde estamos indo. Todo problema espiritual que tivermos, devemos prestar a devida atenção, pois está em risco a nossa salvação.

Uma das formas de cuidar da nossa vida espiritual é através dos Sacramentos, principalmente a Confissão. Eu não consigo entender alguém que diz ser da Igreja Católica e não tem uma vida de confissão.

Temos que purificar a nossa fé, não podemos ficar com o coração dividido. Ou somos inteiros de Deus ou não somos nada. Deus não tenta ninguém, mas Ele permite que sejamos tentados. Ele é forte e poderoso, mas o inimigo existe e quer semear em nosso coração a dúvida e a confusão.

Nossa alma tem fome de Deus e precisa ser alimentada em Deus, por meio do Sacramento da Eucaristia, ela é o alimento eterno. Temos necessidade de comungar. Ao receber Jesus, na verdade, é Ele que nos envolve com seu amor.

Devemos dar mais valor a Eucaristia. É preciso, após cada comunhão, adorar Cristo Vivo dentro de nós. Isso nos cura. Caso deixemos de experimentar o amor de Deus, e se em algum momento da vida nos cansarmos e nos dermos conta de nossa imperfeição, devemos nos colocar diante Dele e recomeçar. Ele estenderá as mãos para que cheguemos mais perto de Seu amor, pois a Sua misericórdia é infinita.

Deus abençoe!

Padre Reginaldo Manzotti 

Boletim do dia 31 de Maio

Filhos e filhas,

Nesta quarta-feira, estamos celebrando a Visitação de Nossa Senhora e já nos preparando para a Festa de Pentecostes. Maria a “bendita entre todas as mulheres”, foi a primeira pessoa a receber a manifestação do Espírito Santo em plenitude, quando abrigou em Seu ventre, o Filho do Altíssimo, concebido pelo poder do Espírito Santo.

Depois também, quando Ela e os Apóstolos reunidos no Cenáculo, recebem a efusão do Espírito Santo. Assim Maria que já O possuía, teve os dons estimulados para junto com os Apóstolos, formar a Igreja.

Esse acontecimento foi o derramamento de uma unção, de um Espírito Santo que vem sobre nós, sobre a Igreja, e a sustenta alicerçada. O fogo do Espírito Santo incendiou o coração dos Apóstolos fazendo com que eles tivessem uma transformação.

Ao sair do Cenáculo, Pedro não era o mesmo de quando entrou. Assim como também João não era mais o mesmo quando entrou com Maria. Eles sentiram aquela força que veio do alto para capacitá-los, para realmente fazer com que eles fossem para o mundo.

Ao celebrarmos esta festa, devemos realmente viver um novo Pentecostes. Cada vez mais, nós católicos batizados, que participamos da Igreja em diversas funções, como leitores, cantores, entre outros, não sejamos meros “papa hóstias”. Não sejamos meros cristãos que participam da Igreja, mas vem e voltam da mesma maneira.

Nada toca o coração. Com nossas almas geladas, tanto faz como tanto fez porque falta Pentecostes, falta unção. Não deixamos o fogo do Espírito queimar a alma. Não cedemos a Deus e Ele não consegue trabalhar em nós. Temos o título de cristão, mas não temos unção de cristão.

Comungamos Jesus, mas não fazemos comunhão com Ele. Rezamos da boca para fora e vivemos numa hipocrisia, porque não deixamos que o Espírito Santo faça o que fez com os apóstolos. Deveríamos permitir e pedir que o Espírito Santo viesse sobre nós e queimasse o que é fútil, pueril, o que é máscara, o que é alma gelada e coração duro.

Estamos com as portas do coração fechadas e, às vezes, queremos também fechar as portas da própria Igreja, quando com tanto empenho nosso Papa e bispos nos colocam a necessidade de uma nova evangelização.

Precisamos nos fazer e fazer discípulos de Jesus. Se não estamos conseguindo, alguma coisa está errada. Se não estamos conseguindo ajudar a construir um mundo melhor e a ser luz é porque não temos a luz.

E onde buscar essa luz? No Espírito Santo, da mesma forma que a Igreja nascente surgiu em Pentecostes, nós precisamos passar por essa transformação em nossas vidas, senão a Palavra de Deus não ecoa. A semente não brota, não produz. Nossas comunidades não afloram. Nossa vida espiritual não decola para Deus. Vem ano, vai ano e ficamos na mesmice entrando na Igreja como se entrássemos em um “shopping”. Estamos perdendo a noção do sagrado! Por isso não podemos nos fechar a esse fogo que queima e faz insuportável viver sem Deus.

Dai-nos a graça, Senhor, de um novo Pentecostes. Amém!

Deus abençoe,

Padre Reginaldo Manzotti
 


Boletim do dia 14 de junho

 
Filhos e filhas, 

A Festa de Corpus Christi, que este ano celebramos dia 15 de junho, nos convida a celebrar o mistério da Eucaristia, o Sacramento do Corpo e Sangue de Jesus Cristo. Todos os anos acontece em uma quinta-feira, devido a Quinta-Feira Santa, quando se deu instituição deste sacramento.
Durante a última ceia com seus apóstolos, Jesus mandou que celebrassem Sua memória comendo o pão e bebendo o vinho que se transformariam em seu Corpo e Sangue.

Em nenhum versículo da Sagrada Escritura, a Eucaristia é apresentada como um mero "símbolo" do corpo de Cristo. Na verdade, nela está presente o próprio Cristo: corpo, sangue, alma e divindade. Essa é a verdadeira doutrina sobre a Eucaristia ensinada por Cristo e pelos apóstolos, até porque se a Eucaristia fosse apenas um "símbolo", uma "lembrança", ela não poderia constituir-se num alimento para a vida eterna.

O primeiro relato que foi escrito está na Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios:
“De fato, eu recebi pessoalmente do Senhor aquilo que transmiti para vocês. Na noite em que foi entregue, o Senhor Jesus tomou o pão e, depois de dar graças, o partiu e disse: ‘Isto é o meu corpo que é para vocês; façam isto em memória de mim’. Do mesmo modo, após a Ceia, tomou também o cálice, dizendo: ‘Este cálice é a Nova Aliança no meu sangue; todas as vezes que vocês beberem dele, façam isso em memória de mim’. Portanto, todas as vezes que vocês comem deste pão e bebem deste cálice, estão anunciando a morte do Senhor, até que ele venha” (1Cor 11,23-26).

O Papa João Paulo II assim falou sobre a Eucaristia: “Debaixo das aparências do pão e do vinho consagrados, permanece conosco o mesmo Jesus dos Evangelhos, que os discípulos encontraram e seguiram, viram crucificado e ressuscitado, cujas chagas Tomé tocou, prostrando-se em adoração e exclamando: ‘Meu Senhor e Meu Deus!’”.

Há também um trecho belíssimo da exortação apostólica de Bento XVI, chamada “Sacramentum Caritatis”, em que o Papa emérito comenta sobre a Eucaristia: “Sacramento da Caridade, a santíssima Eucaristia é a doação que Jesus Cristo faz de Si mesmo, revelando-nos o amor infinito de Deus por cada homem. Neste sacramento admirável, manifesta-se o amor 'maior': o amor que leva a "dar a vida pelos amigos" (Jo 15, 13). De fato, Jesus "amou-os até ao fim" (Jo 13, 1). Com estas palavras, o evangelista introduz o gesto de infinita humildade que Ele realizou: na vigília da sua morte por nós na cruz, pôs uma toalha à cintura e lavou os pés dos seus discípulos. Do mesmo modo, no sacramento eucarístico, Jesus continua a amar-nos "até ao fim, até o dom do seu corpo e do seu sangue. Que enlevo se deve ter apoderado do coração dos discípulos à vista dos gestos e palavras do Senhor durante aquela Ceia! Que maravilha deve suscitar, também no nosso coração, o mistério eucarístico!”

Olhar para Jesus no Sacramento do Altar é ter a consciência de que somos amados por Deus e reconhecer os sinais desse amor presentes nos acontecimentos da nossa vida.

Deus abençoe,

Padre Reginaldo Manzotti

Boletim Informativo -  05 de julho

Filhos e filhas,

No último final de semana iniciamos o mês de julho, muito celebrativo para a Obra Evangelizar, pois no dia 16, comemoramos a Madrinha da Obra, Nossa Senhora do Carmo. Sobre Ela falarei oportunamente. Aqui, gostaria de me debruçar sobre as nossas ações no mundo.

Jesus nos pede que caminhemos de forma transparente, que nossas ações não deponham contra nós, que a nossa forma de agir seja de acordo com a Luz.

Sempre insisto em falar da misericórdia, que vem das cinco chagas de Jesus, mas não podemos esquecer que essa primeira consciência nos é importante hoje, porque estamos mergulhados no mundo. Estamos sob uma lei, sob uma constituição. Estamos sob o peso de uma justiça humana, mas nós não somos deste mundo. A nossa pátria final é junto de Deus, então nossa alma anseia por esta volta a Deus.

Estamos no mundo, mas não somos do mundo, por isso Jesus intercede ao Pai: “Não te peço para tirá-los do mundo, mas para guardá-los do Maligno” (Jo 17,15). Veja o que diz Nosso Senhor: “Pai proteja meus discípulos, proteja o meu rebanho do Maligno. Proteja de tudo aquilo que é força do mal e para que eles recebam esta graça diz ao final ‘eu me ofereço em favor deles’” (cf. Jo 17,12-19).

Gente, que coisa linda! Que gesto de amor! “Eu me ofereço Pai, eu me consagro por eles. Guarde-os do Maligno”. Quando estou escrevendo meus livros e os envio para correção teológica, se iniciei a palavra maligno, inimigo, satanás, com letra minúscula, meu censor Frei Clodovis Boff, que é uma pessoa de conhecimento incrível, me devolve circulado com o início em maiúsculo. Por que estou citando isto? Porque o mal existe e não podemos subestimá-lo. Porque a tentação não vem de Deus, como disse São Tiago: “Quando tentado, que ninguém diga: “Deus está me tentando”. Porque Deus não é tentado a fazer o mal nem tenta a ninguém”. (Tg 1,13). Deus permite as tribulações, não como um castigo para punir, para nos fazer sofrer, mas para nos corrigir. Como um Pai que nos ama e nos aceita como filhos, Deus nos corrige (cf. Hb 12,6-8).

Muitos quando passam por tribulações acabam desistindo de tudo ou veem na tribulação uma ausência de Deus e não é verdade. A tribulação, principalmente, é sinal de que estamos no caminho. As provações nos tiram do mundo e, de alguma forma, nos elevam para Deus, porque nas provações produzimos frutos de uma fé transformada, amadurecida, purificada. Produzimos frutos de esperança e perseverança. Aprendemos a esperar em Deus, não cruzar os braços e esperar que Deus faça tudo, mas um esperar ativo, uma presença ativa em Deus. A provação aumenta nossa confiança em Deus e o quanto somos necessitados do Seu amor. Deus nos dá forças para lutar e nos livra do mal.

Como escreve Joseph Ratzinger, Papa Emérito Bento XVI, em seu livro Jesus de Nazaré: “A este respeito diz São Cipriano: “Quando dizemos “livrai-nos do mal”, então nada mais resta para pedir.

Quando nós alcançamos a proteção pedida contra o mal, então estamos seguros e protegidos contra tudo o que o demônio e o mundo possam realizar. Que medo poderia vir do mundo para aqueles cujo protetor no mundo é Deus”? Esta certeza deu suporte aos mártires e permitiu-lhes estarem alegres e confiantes num mundo cheio de ameaças e eles mesmos “salvos” no mais profundo de si, libertados para a verdadeira liberdade”. Quando nos colocamos na presença de Deus, vencemos e mantemos viva a esperança de um dia saciar Nele a nossa alma, definitivamente!


Deus abençoe,
Padre Reginaldo Manzotti


FAMÍLIA:

Filhos e filhas,

Estamos vivendo a Semana Nacional da Família. Todos os anos, tendo como espelho,  modelo e ideal a Sagrada Família de Nazaré,  a Igreja propõe esta semana de oração e reflexão sobre temas e desafios que envolvem e ameaçam as famílias nos dias atuais.

A Igreja sempre reconheceu e exaltou a importância da família para a construção de uma sociedade equilibrada, justa e fraterna. São João Paulo II a descrevia como a célula mãe da sociedade e a conclamava a ser um santuário de amor, uma pequena igreja doméstica.

Atualmente, um dos grandes desafios que rondam as famílias é a influencia negativa, especialmente pela mídia pejorativa, onde há muito empenho em mostrar situações desastrosas, conflitivas, problemáticas e quase não se mostra relações saudáveis que possam servir de estímulos para se construir uma relação verdadeira.

As nossas crianças e adolescentes estão muito expostos a uma influência terrível e nunca imaginada. Essa influência vai implantando na mentalidade infantil e adolescente uma ideia descompromissada, de sexo fácil, de ficar e deixar. E, de imediato não conseguimos ter uma dimensão concreta sobre esta influência, porque acontece em doses homeopáticas, um pouquinho a cada dia, é em longo prazo, mas o efeito fica. Quando a gente desperta, o estrago está feito. Muitas vezes, estamos chegando tarde, a mídia está ocupando o espaço dos educadores, pais e evangelizadores.

Outro desafio é a necessidade de renovação da vida conjugal, em muitas situações em que o casal se defronta com responsabilidades e para que subsista nos tempos modernos, com as grandes mudanças que vem acontecendo, é preciso uma nova postura na relação.

O amor pode acabar.  O amor se traduz em gestos concretos, por exemplo, o que mais machuca duas pessoas envolvidas numa relação, marido e mulher, e  que vai arranhando o amor, é a desconsideração. É aquela tendência do ser humano de machucar as pessoas não valorizando as qualidades, mas apontando sempre os defeitos e quando a desconsideração se torna crônica, provavelmente este casal, chegou perto da dissolução da relação, porque o ser humano não suporta viver numa relação em que nunca  ele é valorizado. Esta valorização tem que acontecer no dia a dia do relacionamento. Não é uma valorização extraordinária, num momento especial, porque é no dia a dia que a relação vai se enfraquecendo.

Ninguém se casa para a infelicidade e para carregar o peso de uma relação que, às vezes se torna até doentia, uma relação pesada onde não há momentos de alegria, não há momentos prazerosos, não há um compartilhar, uma cumplicidade.

É preciso investir numa formação preventiva, salientando a importância da fase do namoro, do conhecimento mútuo e do noivado. É preciso que os jovens se preparem bem para viver bem uma relação conjugal e familiar. Vale a pena investir na família, ela traz alegria e realização a todos nós.


Deus abençoe,
Padre Reginaldo Manzotti