sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

VIDA REDENTORISTA

  • A leitura abaixo, expressa muito a missão do Missionário Redentorista, a de ter a mesma atitude e sentimento de Jesus, a levar aos homens e mulheres de seu tempo, por meio de exemplo de continuar o Redentor, a encontrarem o verdadeiro caminho de conversão...em uma atitude sincera de humildade, reconhecendo suas faltas e buscando de todo o coração reconciliar-se com Deus e seu Filho nosso Senhor!!! 
  • Que o Senhor nos ajude a estar junto de nossa cruz...de nossas dores...de nossos sofrimentos...pois, eles pela graça de Deus, em nossa obediência se converterá em caminho de santificação e salvação!!! Vamos em frente amigos e amigas do Redentor..




Leitura da Epístola do apóstolo São Paulo aos Filipenses

Irmãos:
Se há em Cristo alguma consolação,
algum conforto na caridade,
se existe alguma consolação nos dons do Espírito Santo,
alguns sentimentos de ternura e misericórdia,
então, completai a minha alegria,
tendo entre vós os mesmos sentimentos e a mesma caridade,
numa só alma e num só coração.
Não façais nada por rivalidade nem por vanglória;
mas, com humildade,
considerai os outros superiores a vós mesmos,
sem olhar cada um aos seus próprios interesses,
mas aos interesses dos outros.
Tende em vós os mesmos sentimentos
que havia em Cristo Jesus.
Ele, que era de condição divina,
não Se valeu da sua igualdade com Deus,
mas aniquilou-Se a Si próprio.
Assumindo a condição de servo,
tornou-Se semelhante aos homens.
Aparecendo como homem, humilhou-Se ainda mais,
obedecendo até à morte, e morte de cruz.
Por isso, Deus O exaltou
e Lhe deu um nome que está acima de todos os nomes,
para que ao nome de Jesus todos se ajoelhem,
no céu, na terra e nos abismos,
e toda a língua proclame que Jesus Cristo é o Senhor,
para glória de Deus Pai.

UMA HOMENAGEM AO MEU SOBRINHO MARCOS QUE ESTÁ NO SEMINÁRIO.
 
O PRIMEIRO DA FRENTE, DA ESQUERDA.
ALGUNS FORAM CHAMADOS, MAS NEM TODOS OUVIRAM O CHAMADO.

Encontro Vocacional


Há eventos na vida que, são sem dúvidas inteiramente de Deus. É com alegria que queremos traduzir isso a partir do evento “convivência vocacional 2011”. Foi sim um tempo de Deus na vida de nossa província, um Kairós. Jovens que anseiam conhecer e viver o carisma do nosso fundador Santo Afonso. Quanto entusiasmo e desejo sincero de ingressar no processo formativo. Conheça os participantes dessa convivência através da descrição escrita e foto em anexo.

A convivência vocacional aconteceu na cidade de Ponta Grossa na casa do propedêutico com um bom número de candidatos. São eles:
1Leonardo Paredes de Almeida e  2Edmar Fernandes dos Santos  ambos de Campo Grande, jovens que despertaram o chamado vocacional através do Santuário Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, participação no JUMIRE e teve colaboração do padre Dirson e acompanhamento com padre Donizete.
3 Lucas Montesso Coelho e 4Willian Adriano Goiris ambos de Ponta Porã, receberam incentivo do padre Paulo Nascimento e acompanhamento de padre Donizete. O Lucas cursara o terceiro ano do ensino médio e o Willian fará vestibular para ingresso no primeiro ano de Filosofia em Ponta Grossa.
6Gabriel Lima de Souza Nantes e 7Thiago Gonçalves de Mello ambos de Campo Grande paróquia Nossa Senhora da Guia. O Gabriel participante ativo do JUMIRE.
8Rodrigo Augusto Lima, da cidade de Curitiba participa com a família do Santuário Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. Foi acompanhado pelo padre Mello e pelo postulante Rubens.
9Ronaldo Medeiro dos santos da cidade de Telêmaco Borba ele manifestou o desejo de entrar no processo de formação para o padre Parron e foi acompanhado pelos propedeutas especialmente pelo Diego que também é de Telêmaco Borba.
10Henrique Afonso da cidade de Campo Mourão fruto da visita da imagem peregrina Nossa senhora do rocio, padre Ademar quem o encaminhou ao padre Mello.
11Marcos Felipe Santos Aragão da cidade de Maringá entrou em contato com padre Mello fazendo o acompanhamento vocacional.
12Rafael da cidade de Londrina foi fruto do esforço dos junioristas em conjunto com o padre Mello.
13Diego Marques de Assaí, veio contato pela província de São Paulo, acompanhado pelo padre Mello e aceito para o processo de formação.
14Wanderlei Gobo Luciano da cidade de Nova Esperança.
Os conselheiros gerais insistiram tanto na promoção vocacional e disseram que nós religiosos precisamos ser signos de esperança para os nossos jovens.
Peçamos a Mãe do Perpétuo Socorro que nos proteja e que o Deus da vida nos conceda sabedoria para bem conduzir e animar nossos jovens!
O secretariado de Formação e o Secretariado vocacional agradece a todos pelo empenho e dedicação. E pedimos para que intensifiquem vossa ajuda e orações na conquista de futuras vocações para nossa província e congregação. Assim seja. Amém!


 
 
O CRISTÃO QUE ABRAÇOU DE FORMA EXEMPLAR A LÓGICA DE DEUS.
Filip 1,20c-24.27ª

“Cristo será glorificado no meu corpo,
quer eu viva quer eu morra.
Porque, para mim, viver é Cristo e morrer é lucro.
Mas, se viver neste corpo mortal é útil para o meu trabalho,
não sei o que escolher.
Sinto-me constrangido por este dilema:
desejaria partir e estar com Cristo, que seria muito melhor;
mas é mais necessário para vós
que eu permaneça neste corpo mortal.
Procurai somente viver de maneira digna do Evangelho de Cristo.
 
Oração pelos sacerdotes

Senhor Jesus Cristo que, para
testemunhar-nos o vosso amor infinito, instituístes o sacerdócio
católico, a fim de permanecerdes entre nós, pelo ministério
dos padres, enviai-nos santos sacerdotes.
Nós vos pedimos por aqueles que estão conosco, à frente da nossa comunidade, especialmente pro pároco da nossa paróquia.
Pedimos pelos missionários que andam pelo mundo, enfrentando cansaço, perigos e dificuldades, para anunciar a Palavra da Salvação.
Pedimos pelos que se dedicam ao serviço da caridade, cuidando das crianças, dos doentes, dos idosos e de todos os que sofrem e estão desamparados.
Pedimos por todos aqueles que estão a serviço do vosso Reino de justiça, de amor e de paz, seja ensinando, abençoando ou administrando os sacramentos da salvação.
Amparai e confortai, Senhor, aqueles que estão cansados e desanimados, que sofrem injustiças e perseguições pelo vosso nome ou que se sentem angustiados diante dos problemas.
Fazei que todos sintam a presença do vosso amor e a força da vossa Providência. Amém.
FONTE:http://redentoristas.blogspot.com/

 SER REDENTORISTA
 
A missão dos Redentoristas é levar as pessoas ao ponto crucial da vida cristã: o amor de Deus que é poderosamente revelado em Jesus Cristo. No centro da vida e do ministério da Congregação está o próprio mistério da redenção. Nós Redentoristas nascemos no coração de um ardoroso discípulo de Jesus, que ardia de zelo pela redenção de todos, com especial preferência pelos pobres, aqueles que tinham sido abandonados pelas práticas pastorais do seu tempo e pelos critérios da sua sociedade.
Por meio de Jesus o amor redentor do Pai atinge cada pessoa individualmente. Na perspectiva de Afonso, o amor de Deus não é anunciado abstratamente, mas por meio de histórias que ilustram o amor pessoal de Deus a cada pessoa e espera de cada qual uma resposta de conversão. A transformação do mundo se realiza por uma mudança pessoal do coração e pela obediência ao plano de Deus como foi revelado em Jesus. Como seres humanos, nós também temos uma necessidade básica de pertença, de sermos parte de um projeto mais amplo que nos conduza para além de nossos pequenos mundos pessoais. O amor redentor de Deus produz uma mudança em nossas relações, unindo-nos como comunidades na Igreja (Const. 12), a qual nos confia a missão de comunicar aos outros o amor que experimentamos no Redentor.
ORIGEM EDESENVOLVIMENTO DACONGREGAÇÃO DOSANTÍSSIMO REDENTOR
No ano de 1732, na cidade de Scala, no Reino de Nápoles, Santo Afonso Maria de Ligório, compadecido da situação dos pobres, principalmente dos habitantes na zona rural que, na época, constituíam grande parte da população, fundou a Congregação dos Missionários do Santíssimo Salvador, posteriormente (1749) chamada do Santíssimo Redentor. Deviam eles seguir o Redentor, evangelizando os pobres: “Enviou-me para evangelizar os pobres” (Lc 4,18).
Santo Afonso e seus companheiros, entre os quais brilhou São Geraldo Majela, esforçaram-se por acudir às necessidades espirituais que naquele tempo sofriam os pobres das regiões rurais, por meio principalmente de missões, de exercícios espirituais e de renovações, a exemplo de São Paulo (At 15,36).
Santo Afonso estava inflamado do desejo de pregar o Evangelho aos infiéis da África e da Ásia, como várias vezes escreveu em suas cartas, como também aos cristãos separados da Igreja Católica, tais como os Nestorianos da Mesopotâmia. Cuidou ele de acender em seus filhos a chama apostólica por meio do voto de evangelizar os infiéis proposto nas Constituições (1743), voto este que foi supresso pelos revisores romanos (1749).
Com grande constância acreditou Santo Afonso que sua Congregação, sob o patrocínio da beatíssima Virgem Maria, haveria de incansavelmente colaborar com a Igreja na obra de ganhar o mundo para Cristo. Por esse motivo tudo fez para que a Congregação se propagasse e se consolidasse pelo voto de perseverança (1740) como também pelos votos simples e para que fosse aprovada pela suprema autoridade eclesiástica. O que, finalmente, conseguiu, quando o Sumo Pontífice Bento XIV, em 25 de fevereiro de 1749, aprovou solenemente o Instituto e suas Constituições e Regras. A partir de então os confrades emitiram votos simples reconhecidos pela autoridade pontifícia. Pela Constituição Apostólica “Conditae a Christo” de Leão XIII, de 8 de dezembro de 1900, passaram a ter esses votos simples o caráter de votos religiosos públicos.
Graças principalmente ao trabalho incansável de São Clemente Maria Hofbauer († 1820), homem ornado “de admirável vigor de fé e da virtude de invencível constância”, nossa Congregação propagou-se além dos Alpes, em regiões nas quais descobriu novos campos de atuação apostólica, empregando mesmo novas formas de ação missionária, com anuência de Santo Afonso, informado sobre o assunto.
A Congregação começou a expandir-se pouco a pouco em várias partes da Europa e daí, por iniciativa do Padre José Amando Passerat († 1858), atravessou o Oceano e se espalhou pelas Américas, onde com zelo trabalhou São João Nepomuceno Neumann († 1860), e ainda por outras regiões, até que as fronteiras de sua atuação vieram a coincidir com os limites do mundo.
Assim a Congregação do Santíssimo Redentor foi ocupando progressivamente diversas áreas de atividade apostólica e assumiu a obra das missões entre os fiéis, entre os infiéis, e entre os irmãos separados da Igreja Católica.
Com o mesmo espírito missionário cultiva a Congregação o estudo científico do método pastoral, imitando Santo Afonso que em 1871 foi proclamado Doutor da Igreja e em 1950 foi declarado Patrono de todos os  confessores e moralistas, e se dedica a propor o caminho seguro para corresponder ao Evangelho e para adquirir a perfeição cristã nas diversas circunstâncias de nosso tempo.
Procurando, pois, todos os redentoristas levar adiante a obra missionária do Santíssimo Redentor e dos Apóstolos, esforçam-se diligentemente por conservar o espírito do Fundador Santo Afonso mantendo-se sempre em consonância com o dinamismo missionário da Igreja, especialmente naquilo que se relaciona com os pobres e, na medida de suas forças, atendendo as necessidades mais urgentes do mundo de hoje.
 
A VIDA APOSTÓLICADOS REDENTORISTAS
CONSTITUIÇÕES
MISSÃO DA CONGREGAÇÃODO SANTÍSSIMO REDENTOR NA IGREJA(Const. 1-2)
CAPÍTULO I – A OBRA MISSIONÁRIA DA CONGREGAÇÃO
Seção primeira: A Evangelização dos pobres (Const. 3-5)
Seção segunda: A obra da Evangelização
Art. 1o: O Evangelho da salvação (Const. 6)Art. 2o: A evangelização (Const. 7-10)Art. 3o: A finalidade da obra missionária (Const. 11-12)
Seção terceira: O modo de realizar a obra da Evangelização
Art. 4o: O dinamismo na obra missionária (Const. 13-17)Art. 5o: A cooperação na Igreja (Const. 18)Art. 6o: O diálogo com o mundo (Const. 19)
O Missionário Redentorista (Const. 20)
CAPÍTULO II – A COMUNIDADE APOSTÓLICA
Art. 1o: A comunidade (Const. 21-22)Art. 2o: A presença de Cristo na comunidade (Const. 23-25)Art. 3o: A comunidade de oração (Const. 26-33)Art. 4o: A comunidade de pessoas (Const. 34-38)Art. 5o: A comunidade de trabalho (Const. 39)Art. 6o: A comunidade de conversão (Const. 40-42)Art. 7o: A comunidade aberta (Const. 43)Art. 8o: A comunidade organizada (Const. 44-45)
CAPITULO III – A COMUNIDADE APOSTÓLICA                              DEDICADA A CRISTO REDENTOR
Art. 1o: A missão de Cristo Redentor, razão da dedicação
                (Const. 46-50)
Art. 2o: Sinais e testemunhas (Const. 51)Art. 3o: A missão unificadora de toda a vida (Const. 52-54)Art. 4o: Todos missionários (Const. 55)Art. 5o: A profissão, resposta de amor (Const. 56)Art. 6o: A castidade (Const. 57-60)Art. 7o: A pobreza (Const. 61-70)Art. 8o: A obediência (Const. 71-75)Art. 9o: O voto e o juramento de perseverança (Const. 76)
CAPÍTULO IV – A FORMAÇÃO DA                                               COMUNIDADE APOSTÓLICA
Art. 1o: O objetivo da formação (Const. 77-78)Art. 2o: A promoção das vocações (Const. 79-80)Art. 3o: A formação em geral (Const. 81)Art. 4o: Os moderadores da formação (Const. 82-83)Art. 5o: A primeira formação para a vida apostólica (Const. 84-89)Art. 6o: A formação contínua (Const. 90)
CAPÍTULO V – O GOVERNO DA COMUNIDADE APOSTÓLICA
Princípios gerais:
— aplicação dos princípios (Const. 91)— co-responsabilidade (Const. 92)— descentralização (Const. 93)subsidiaridade (Const. 94)— solidariedade (Const. 95)— adaptação das estruturas e instituições (Const. 96)
Seção primeira: A Estrutura da Congregação
Art. 1o: As divisões e as instituições da Congregação (Const. 97-99)Art. 2o: Os Capítulos e os Superiores em geral (Const. 100-103)
Seção segunda: O Regime geral
Art. 3o: O Capítulo geral (Const. 104-111)Art. 4o: O Governo geral (Const. 112-113)
I. O Superior geral e seu Vigário (Const. 114-117)II. Os Conselheiros gerais (Const. 118-119)
Art. 5o: Os Oficiais da Cúria geral (Const. 120)
Seção terceira: O Regime (vice) provincial
Art. 6o: A Província (Const. 121)
I. O Capítulo provincial (Const. 122-123)
II. O Governo provincial (Const. 124-128)III. Os Oficiais e as instituições da Província (Const. 129)
Art. 7o: A Vice-Província (Const. 130-134)Art. 8o: O governo das comunidades na (Vice) Província
               (Const. 135-140)
Art. 9o: A cooperação entre as (Vice) Províncias (Const. 141-143)
Seção Quarta: Os bens temporais da Congregação
Art. 10o: A destinação dos bens temporais (Const. 144)
Seção Quinta: A saída da Congregação
— Dispensa dos votos (Const. 145)
— Demissão (Const. 146-147)
— Subsídio caritativo aos egressos (Const. 148)
DECRETOS SOBRE A POBREZA
1. Decreto de Pio X de 31 de agosto de 1909
2. Decreto de Bento XV de 7 de maio de 1918
APÊNDICE: FÓRMULAS DE PROFISSÃO
I. Fórmula da emissão dos votos temporários
II. Fórmula da emissão dos votos perpétuos
III. Fórmula da renovação da profissão temporária
IV. Fórmula do ato da renovação da profissão

A história de Afonso de Ligório, fundador dos missionários redentoristas


CSSRSUPPLEX LIBELLUS
Apresentado ao S. Pontífice Bento XIV pelo sacerdote Afonso de Ligório e companheiros, para conseguir a aprovação apostólica da Congregação do SS. Salvador.
Santíssimo Padre!
O sacerdote napolitano Afonso de Ligório com seus demais companheiros missionários, reunidos sob o título do SS. Salvador, em humilde súplica expõem o seguinte a vossa Santidade:
Após muitos anos de exercício das missões como membro da Congregação das Missões Apostólicas, com sede na catedral de Nápoles, conhecendo o grande abandono em que jazem os pobres e principalmente os camponeses, em vastas regiões deste reino, desde 1732 uniu-se aos acima mencionados sacerdotes, seus companheiros, sob a direção de Mons. Falcoia, Bispo de Castellamare, para atender aos pobres camponeses espiritualmente mais abandonados, com missões, instruções e outros exercícios. Pois é freqüente não terem quem lhes administre os santos sacramentos e lhes anuncie a palavra de Deus, ao ponto de muitos deles morrerem na ignorância dos próprios mistérios da fé necessários para a salvação, por serem poucos os sacerdotes, que de modo especial se dedicam aos pobres camponeses, seja por causa dos gastos necessários, seja por causa dos incômodos que tal tarefa acarreta.
Por isto, os autores deste pedido, desde então, entregaram-se às missões ajudando esta pobre gente, percorrendo os campos e lugares mais abandonados das seis províncias do reino de Nápoles; e com tal fruto que o próprio augusto soberano, disto informado, sobretudo em relação aos trabalhos em beneficio dos pastores da Apúlia, concedeu, por diversos decretos, uma subvenção anual para manter esta obra, recomendando-a como extremamente proveitosa para o bem geral de seu reino.
E o próprio eminentíssimo arcebispo de Nápoles, que com tanto zelo governa sua Igreja, dignou-se chamar-nos em seu auxílio; o que foi feito nas aldeias de sua diocese, por meio de missões.
Para tal fim, os mesmos autores do presente pedido, com a aprovação canônica dos bispos e autorização régia, reuniram-se para viver em algumas casas ou retiros, fora das povoações, em diversas regiões do reino, isto é, nas dioceses de Salerno, Bovino, Nocera e ultimamente em Conza; aí, com o beneplácito apostólico da S. Congregação dos Bispos e Regulares, foi-nos concedida a igreja de Nossa Senhora “Mater Domini” com a casa adjacente e algumas rendas de um benefício do clero de Caposele e outras rendas cedidas por diversos benfeitores, principalmente pelo arcebispo daquela diocese.
Nestas casas, além das missões, que não cessamos de dar, abriu-se também a oportunidade para virem renovar suas confissões e confirmar-se pelas pregações aos camponeses das aldeias em que se pregaram missões. Além disso, nas mesmas casas, mais vezes no ano, realizaram-se exercícios espirituais fechados quer para ordenandos, quer para párocos e sacerdotes enviados pelos seus bispos e também para leigos. Isso foi de suma vantagem, pois, reformados os sacerdotes, tornaram-se dignos ministros do santuário para a salvação espiritual de seus conterrâneos.
Tudo isso segue sem interrupção, aumentando dia a dia a afluência e o proveito das pessoas. Também o Senhor derramou abundante bênção sobre esta obra não só pela conversão de tantas almas abandonadas e pelo proveito das regiões onde nos afadigamos, mas também pelo aumento do número de confrades, que se associaram ao nosso grupo, chegando, atualmente, a quarenta, mais ou menos.
Esse, Santíssimo Padre, é o estado em que se encontra a mencionada obra. Mas se Vossa Santidade não se dignar conceder a sua aprovação apostólica, a obra não poderá ter feliz continuação. Por isso, prostrados aos pés de Vossa Santidade suplicamos pelo amor que dedica à glória de Jesus Crista e à salvação espiritual de tantos pobres camponeses, que são os filhos mais abandonados da Igreja de Deus, que se digne dar o consentimento apostólico para a ereção e constituição do mencionado grupo como Congregação de sacerdotes seculares sob o título do SS. Salvador, ficando ela sujeita à jurisdição dos Ordinários locais, do mesmo modo que a Congregação dos Padres da Missão e dos Pios Operários, com esta diferença: as casas dos congregados estejam sempre fora das povoações e no meio das dioceses mais necessitadas, para assim melhor se dedicarem aos que moram na zona rural, e melhor ajudá-los.
Digne-se também Vossa Santidade aprovar as Regras que a seu tempo serão apresentadas. Esperamos que Vossa Santidade, impelido por tão grande zelo pela salvação das almas, principalmente destes pobres camponeses, (como demonstrou em sua encíclica aos bispos do reino de Nápoles, procurando na medida do possível ajudá-los por meio das santas missões) queira dar estabilidade com sua suprema autoridade apostólica a uma obra não só útil como necessária a tantas almas abandonadas, que vivem nas regiões rurais deste vastíssimo reino, destituídas do amparo espiritual.
E pela concessão, etc.
(O texto italiano encontra-se em Lettere di S. Afonso Maria De’Ligori, I vol., p. 149-151).

FONTE:http://redentorista.blogspot.com/search/label/Afonso%20de%20Lig%C3%B3rio



 

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