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quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

Fulton Sheen- postagens da página do Facebook

Leitura do Dia com Fulton Sheen - 9 de agosto
Tema: O Coração que Ouve
 "Maria guardava todas essas coisas, meditando-as em seu coração." – Lc 2,19
"A santidade começa quando deixamos Deus falar, e Maria foi a primeira a escutá-Lo plenamente." – Fulton Sheen

 Meditação
Maria não se apressava em responder; ela ouvia, ponderava e confiava. Sua vida foi feita de silêncios cheios de Deus. Em um mundo que grita e corre, Maria nos ensina a escutar a voz suave do Senhor e a guardar Suas palavras no coração. A escuta atenta é a raiz da fé madura.

 Oração
Mãe da Palavra Viva, ajuda-me a silenciar meu coração para que a voz de Deus seja mais clara do que o ruído do mundo.

 Ação para hoje
Reserve cinco minutos de silêncio absoluto, imaginando-se sentado(a) ao lado de Maria, aprendendo com ela a ouvir a Deus.
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Leitura do Dia com Fulton Sheen - 11 de agosto 

Tema: A paz começa dentro de nós

 “Muitos procuram a paz no mundo exterior — nas circunstâncias, nas pessoas, nas posses. Mas a verdadeira paz só floresce quando entregamos o controle da nossa vida a Deus. É então que descobrimos que a tempestade pode continuar lá fora, mas dentro reina a calma de Cristo.”
— Fulton Sheen

Reflexão:
A paz não é ausência de problemas, mas presença de Deus. Quando o coração está ancorado n’Ele, o medo perde a força e a ansiedade cede lugar à confiança. É um dom que não depende do que acontece, mas de Quem habita em nós.

Oração do Dia:
 Senhor, hoje coloco minhas preocupações em Tuas mãos. Ensina-me a descansar na Tua vontade e a manter meu coração sereno mesmo quando as ondas do mundo se levantam. Que minha paz seja reflexo da Tua presença em mim. Amém.

Se quiser, posso preparar também a leitura da noite com Sheen para fechar o dia em oração.
"Por sua natureza, o amor é uma ascensão em Cristo e uma assunção em Maria"

O fenômeno espiritual da levitação é devido a um amor tão intenso por Deus que os santos são literalmente erguidos do chão. O amor, como o fogo, queima, porque é basicamente desejo. Tente se unir cada vez mais ao objeto amado.
- Fulton Sheen
Leitura do dia com Fulton Sheen - 12 de agosto

> "A vida espiritual não é feita de grandes emoções, mas de pequenas fidelidades repetidas dia após dia. Deus constrói santos com a matéria-prima da perseverança."

Meditação:
Muitas vezes esperamos sentir algo extraordinário para acreditar que estamos crescendo espiritualmente. No entanto, Fulton Sheen lembra que a santidade se constrói nos detalhes: levantar-se para rezar mesmo sem vontade, resistir a uma tentação pequena, tratar alguém com paciência. É nesses momentos que Deus trabalha silenciosamente, moldando o coração.

Oração:
Senhor, ensina-me a ser fiel nas pequenas coisas, a perseverar mesmo quando não sinto nada, e a lembrar que o amor verdadeiro é paciente, constante e humilde. Amém.
Assunção de Maria 
“Dormição da Virgem Maria”

Esta Solenidade nos faz recordar que Maria, a primeira redimida pelo Cristo em vista da sua divina missão, foi também a primeira glorificada em corpo e alma nos céus. O dogma da Assunção de Nossa Senhora, proclamado pelo Papa Pio XII em 1950, não se preocupa em dar detalhes como se, por exemplo, Maria morreu ou não. Todavia, esta antiquíssima solenidade, celebrada desde os primórdios, sobretudo pelos cristãos orientais que a chamavam de “Dormitio Virginis Mariae”, ou seja, “Dormição da Virgem Maria”, não exclui a possibilidade da morte da Virgem Maria, uma vez que para nós cristãos, a partir de Cristo e sua Páscoa, a morte ganhou um novo sentido, passou a ser a nossa Páscoa pessoal.

O que o dogma da Assunção de Nossa Senhora afirma é que Maria não experimentou a corrupção da morte, ou seja, morrendo, foi imediatamente glorificada pelo seu Filho, sendo elevada em corpo e alma ao céu. Maria experimentou antecipadamente aquilo o que é o destino de todo cristão.
Nós sabemos que também morreremos, porém, diferentemente da Virgem Imaculada, experimentaremos a corrupção do sepulcro, e só na Parusia a nossa alma será novamente unida ao corpo glorioso que Cristo vai nos restituir. É o que nos afirma São Paulo "Como em Adão todos morrem, assim também em Cristo todos reviverão. Porém, cada qual segundo uma ordem determinada: Em primeiro lugar, Cristo, como primícias; depois, os que pertencem a Cristo por ocasião da sua vinda.” (1Cor 15,22-23)
O que nós experimentaremos por ocasião da Parusia do Senhor, Maria já experimentou e, por isso, já está unida em corpo e alma a Cristo nas alturas. É isto o que nos afirma o dogma da Assunção de Nossa Senhora
"Maria, que é a Mãe da Eucaristia, escapa à decomposição da morte"

Pelas portas de Maria, a eternidade tornou-se jovem e apareceu-nos como um Menino; através dela, como através de outro Moisés, não as Tábuas da Lei, mas o Logos foi dado e escrito em seu próprio coração; por ela, não um maná, que os homens comem e do qual morrem, mas a Eucaristia desce, que impede que os homens que a comem morram. Mas se aqueles que se comunicam com o Pão da Vida nunca morrem, o que diremos então daquele que foi o primeiro cibório vivo desta Eucaristia, e que no dia de Natal o ofereceu sobre a mesa sagrada de Belém para dizer aos Magos e aos pastores: "Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo?".
- Fulton Sheen
Nenhum adulto gostaria que a casa em que cresceu, mesmo que ninguém vivesse nela agora, estivesse sujeita à destruição violenta de uma bomba e o Todo-Poderoso que habitava em Maria não permitiria que sua casa de carne fosse submetida ao dissolução da tumba. Se os adultos amam voltar para a casa em que nasceram quando alcançam a plenitude da vida, e se tornam cada vez mais conscientes do que devem às suas mães, então por que a Vida Divina não deveria ter voltado para buscar seu berço vivo? E levar aquele "paraíso revestido de carne" para o céu para que pudesse ser cultivado pelo novo Adão?

- Fulton Sheen
Ele constrói o argumento com base em três paralelos:

1. O valor sentimental da casa natal – Sheen lembra que, mesmo que ninguém viva mais nela, ninguém gostaria que a casa onde passou a infância fosse destruída. Isso serve como analogia: o corpo de Maria foi a “casa” onde o próprio Deus habitou durante nove meses.

2. O amor filial e a gratidão – Assim como adultos maduros valorizam ainda mais suas mães, Jesus, na plenitude de Sua glória, teria um amor ainda maior por Maria. Esse raciocínio parte de uma lógica profundamente encarnacional: Jesus é verdadeiro Deus e verdadeiro homem, e, como homem, viveu o amor filial perfeito.
3. O “paraíso revestido de carne” – Aqui Sheen une tipologia bíblica e poesia: Maria é o “paraíso” onde o novo Adão (Cristo) habitou. Como o primeiro paraíso foi perdido por causa do pecado, esse novo paraíso não poderia ser entregue à corrupção.
No fundo, Sheen está dizendo: se até nós, com amor imperfeito, cuidamos das lembranças e das casas de quem amamos, quanto mais Cristo teria cuidado do corpo puríssimo de Sua Mãe, preservando-o da corrupção e levando-o ao céu.
Leitura do Dia com Fulton Sheen – Assunção de Maria

“O Senhor fez em mim maravilhas” vem do Magnificat (Lc 1,49)

A Assunção mostra que as maravilhas que Deus realizou em Maria são também um anúncio daquilo que Ele deseja fazer em nós dar-nos a ressurreição e a glória eterna.

"A Assunção de Maria não é apenas um privilégio concedido à Mãe de Deus; é também uma promessa para todos nós. O corpo que gerou o Verbo não conheceu a corrupção. Assim como Cristo ressuscitou, Maria foi elevada ao Céu em corpo e alma. O que Deus fez por Ela, Ele fará por nós, se permanecermos fiéis." – Fulton Sheen

Reflexão:
A Assunção é o coroamento da vida de Maria: humilde no início, gloriosa no fim. Ela viveu toda a sua existência dizendo “sim” a Deus, e por isso foi exaltada. Seu destino é o prenúncio do nosso — se vivermos na graça, também nós seremos chamados à glória da ressurreição.

Aplicação para hoje:
Viver na humildade e pureza de coração.
Confiar que Deus cumpre Suas promessas.
Lembrar que o Céu é o destino final dos que O amam.
Oração:
Maria Santíssima, elevada ao Céu em corpo e alma, ajuda-me a caminhar fielmente nesta vida, para que um dia eu possa participar da glória que Deus te concedeu. Amém.
Leitura do Dia com Fulton Sheen - 16 de Agosto 

Frase de Fulton Sheen:
"Se você não rezar, não terá forças para resistir à tentação."

Meditação:
A vida espiritual é como uma batalha. Sem oração, a alma fica desarmada diante do inimigo invisível. A oração não muda apenas as circunstâncias, mas sobretudo fortalece o coração, dando-lhe clareza, coragem e firmeza. Quando rezamos, não estamos simplesmente falando com Deus — estamos deixando que Ele nos revista de Sua própria força.
Oração breve:
Senhor, ensina-me a rezar todos os dias, mesmo quando eu não sentir vontade. Que a oração seja meu alimento e minha defesa em todas as lutas. Amém.
Leitura do Dia com Fulton Sheen - 21 de Agosto 

Frase de Fulton Sheen:
"Se você não vive para algo maior do que si mesmo, viverá para algo menor."
Comentário:
A vida só encontra plenitude quando é entregue a um propósito que vai além do próprio ego. Quem vive apenas para si acaba no vazio, mas quem vive para Deus e para o próximo descobre a alegria que não passa. O amor é sempre maior do que nós mesmos, e é nele que encontramos sentido.
Aplicação prática:
Hoje, faça um ato concreto de amor gratuito: um gesto de bondade sem esperar nada em troca.
Pequena oração:
“Senhor, livra-me do egoísmo e abre meu coração para viver por Ti e para os outros. Amém.”
Padre Pio e seu Anjo da Guarda

Para ele, o anjo não era uma ideia abstrata, mas uma presença viva, próxima e concreta em todas as fases de sua vida.

Alguns pontos importantes dessa experiência:

1. Desde a infância – Padre Pio já via e brincava com o Anjo da Guarda, mostrando que Deus lhe deu uma sensibilidade especial para perceber o mundo espiritual.

2. Consolação e ajuda – o Anjo cantava para ele quando estava triste, ensinava-o em estudos e até o ajudava a traduzir cartas em línguas que ele não conhecia bem.

3. Combate espiritual – nos momentos de sofrimento, quando era agredido pelos demônios, Padre Pio contava com a assistência do Anjo, que aliviava suas dores e lhe dava força.

4. A carta de 1912 – revela a grande familiaridade entre os dois: Padre Pio até chegou a “repreender” seu Anjo por parecer demorar a socorrê-lo, mas logo percebeu que seu companheiro celestial nunca o abandonava, mesmo quando o deixava passar por provações.

 A frase do Anjo a Padre Pio – “Eu estou sempre perto de você, meu amado jovem...” – é uma mensagem que vale para todos nós. Cada pessoa tem o seu Anjo da Guarda, dado por Deus, para guiar, proteger e inspirar no caminho da fé.
Osmogenesia, ou “perfume de santidade” 

Na vida de alguns santos místicos. No caso de Padre Pio, as testemunhas contam que o perfume podia ser percebido de diferentes formas: para alguns tinha cheiro de flores (rosas, violetas, lírios), para outros lembrava incenso, vinho ou até tabaco. Curiosamente, não era um perfume comum: aparecia de repente, sem causa natural, e muitas vezes servia como sinal de consolo espiritual, de presença ou de intercessão.

Na tradição cristã, o perfume é frequentemente símbolo da graça de Deus e da santidade que se difunde. Por isso, São Paulo escreve em 2Cor 2,15-16 que os cristãos são “o bom odor de Cristo” no mundo:

Para quem acolhe a fé, esse perfume é vida, esperança e alegria;
Para quem rejeita, torna-se sinal de juízo e de perda.
Assim, os “Perfumes de Padre Pio” não são apenas um fenômeno extraordinário, mas remetem a essa realidade espiritual: a santidade deixa marcas, e até um “odor” especial que aponta para Cristo.
O Crucifixo de São Padre Pio

O crucifixo de Padre Pio representa sua profunda união com a Paixão de Cristo. Diante dele, o santo capuchinho encontrava forças para suportar as provações e para oferecer sua vida em sacrifício pela salvação das almas. A ligação com o Crucificado era tão íntima que, por permissão divina, Padre Pio carregou em seu corpo os estigmas de Jesus, sentindo as dores e o sofrimento da Cruz durante grande parte de sua vida.
Mesmo em meio às maiores angústias e padecimentos, Padre Pio não perdeu a fé, não deixou de irradiar paz e jamais abandonou a alegria interior que caracteriza os filhos de São Francisco. Para ele, o crucifixo não era apenas um símbolo, mas um chamado diário a viver unido ao amor redentor de Cristo.
Diante do crucifixo, Padre Pio rezava por todos aqueles que recorriam à sua intercessão, oferecendo suas dores e suas lágrimas para que muitos encontrassem consolo, perdão e esperança. Assim, o crucifixo de Padre Pio permanece como um sinal vivo da vitória do amor sobre o sofrimento e da certeza de que, com Cristo, a Cruz se transforma em caminho de ressurreição.
Aqui estão algumas frases conhecidas de São Padre Pio, refletindo sua espiritualidade profunda e prática da fé:

1. “Nunca perca a paz, mesmo que todos estejam contra você.”

2. “A oração é a melhor arma que temos; é a chave do coração de Deus.”

3. “Aceite tudo o que Deus permitir, mas com amor e paciência.”

4. “Não tenha medo de amar a Jesus; Ele nunca rejeita quem O procura com sinceridade.”

5. “A fé é a força que nos sustenta em todos os momentos da vida.”

6. “Quem tem paciência pode obter tudo; quem não a tem, perde tudo.”

7. “A dor e o sofrimento são permitidos por Deus para nos purificar e aproximar d’Ele.”

8. “Reze, reze muito, e que sua vida seja um reflexo da misericórdia de Deus.”

9. “A confissão frequente é um caminho seguro para a paz da alma.”

10. “Nunca subestime o poder da oração silenciosa e do amor ao próximo.”
DEVEMOS SER "PEQUENO JESUS" COMO SANTA TERESINHA

A Igreja deu-nos uma santa para os nossos tempos, uma jovem freira, Santa Teresinha de Lisieux. Ela nos mostrou o caminho para nos tornarmos santos, um caminho antes de tudo muito simples.

Certa vez, durante uma conversa com o Papa João XXIII, ele me disse: “Sabe, sempre tentei evitar as coisas complicadas da vida. Sempre quero ser simples ”.
E Santa Teresinha queria ser simples em tudo. Ele, portanto, tinha duas regras. A primeira é nunca buscar satisfação e a segunda é fazer tudo, tudo suportar, por amor de Nosso Senhor. (...)

Portanto, voltando ao nosso ponto, digo que para viver nestes tempos difíceis, devemos nos tornar santos. Santo é aquele que torna Cristo amável. Esta é a definição de um santo.
- Fulton Sheen
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Na tarde de 30 de setembro de 1897, uma cena inesquecível desdobrava-se na enfermaria do Carmelo de Lisieux. Cercada de toda a comunidade ajoelhada em torno de seu leito de dores, Santa Teresinha do Menino Jesus, fitando os olhos no crucifixo, pronunciava suas últimas palavras nesta terra de exílio:
"Ó eu O amo meu Deus!!
Eu Vos amo!"
Subitamente, seus amortecidos olhos de agonizante, recuperam vida e fixam-se num ponto abaixo da imagem de Nossa Senhora. Seu rosto retoma a aparência juvenil de quando ela gozava de plena saúde. Parecendo estar em êxtase, ela fecha os olhos e expira. Um misterioso sorriso aflora-lhe aos lábios e aumenta a formosura de sua fisionomia.
"Eu não morro, eu entro na Vida."
Havia ela escrito poucos meses antes.
Sua morte, aos 24 anos, foi um reflexo de sua breve existência.
Uma vida de virtude heróica, de amor a Deus e ao próximo, levado a limites extremos e, de sofrimentos suportados, com uma radiante alegria e uma santa despretensão.
Santa Teresinha do Menino Jesus, rogai por nós!
Conta a história de uma freira que um dia espanou uma imagem de Nosso Senhor na capela. Durante seu trabalho, ele a fez cair no chão. Ela o pegou intacto, deu-lhe um beijo e o colocou de volta no lugar, dizendo: "Se você não tivesse caído, não o teria recebido". Eu ficaria surpreso se Nosso Senhor não sentisse o mesmo por nós, pois se nunca tivéssemos pecado, nunca teríamos sido capazes de chamá-lo de Salvador.
- Fulton Sheen
Os cabelos da Virgem de Guadalupe

Os cabelos soltos sob o véu de Nossa Senhora de Guadalupe possuem um simbolismo claríssimo para os astecas: indicavam que a mulher era virgem. Esse era o estilo característico usado pelas jovens donzelas do povo asteca. Assim, a imagem proclama que Maria é Virgem e Mãe, em plena harmonia com a doutrina católica.

O rosto da Virgem de Guadalupe

O rosto de Nossa Senhora não é espanhol nem indígena, mas mestiço, representando uma jovem por volta de 15 ou 16 anos. Isso é profundamente simbólico: em 1531 praticamente não existiam jovens mestiças dessa idade. É, portanto, uma profecia visível da união de dois povos, realizada por Cristo.

Além disso, entre os indígenas olhar alguém diretamente nos olhos era sinal de desafio e agressão. Por isso, Maria aparece com a cabeça levemente inclinada, o gesto náhuatl chamado “itla toloa”. Esse movimento expressa respeito, ternura e acolhimento. Ela nos diz que não somos seus escravos, mas seus filhos amados, por quem ela pensa e intercede sem cessar.
Por fim, a inclinação do rosto comunica algo ainda mais profundo:

 Maria não se apresenta como deusa.
Ela não ergue o rosto como quem exige culto.
Ela se inclina, mostrando humildade.
É uma serva, não uma divindade.

A posição da cabeça inclinada indica que:
Ela adora o Deus verdadeiro,
reverencia Aquele que está em seu ventre,
reconhece que todo poder vem de Deus e não dela,
e convida o povo a fazer o mesmo.
As estrelas do manto da Virgem de Guadalupe

O manto da Virgem não tem estrelas decorativas:
ele é um mapa do céu real.

E isso torna esse detalhe um dos mais incríveis da imagem.

As estrelas correspondem ao céu de 12 de dezembro de 1531

Astrônomos descobriram que o padrão estelar do manto corresponde exatamente à disposição das constelações no amanhecer do solstício de inverno mexicano de 1531, data da aparição.

Mais impressionante:

O manto mostra constelações visíveis do hemisfério norte,

na posição invertida como se vistas não da Terra, mas do ponto de vista de Deus olhando de cima para a Terra.

Isso é teologicamente perfeito:
 é o céu visto do céu.

As estrelas estão nos lugares certos do corpo

As constelações correspondem simbolicamente às partes do corpo da Virgem:

No ombro direito: Virgem

No peito: Leão (onde estaria o coração → o Leão de Judá)

No ventre: Gêmeos (símbolo de duas naturezas → Cristo, Deus e homem)

Na perna: Órion, o caçador, que na simbologia indígena representa o grande guerreiro de luz

Nada disso é aleatório: o corpo da Mãe carrega a linguagem do céu.

Não há pinceladas nas estrelas

Assim como em outras partes da tilma:

as estrelas não têm traço,

não têm contorno,

não mostram depósito de pigmento,

e se comportam como luz refletida, não tinta aplicada.

As estrelas indicam uma mensagem indígena

Para os nahuas, o manto estrelado significava:

“Ela é rainha do céu”

“Carrega em si o Deus que fez o sol, a lua e as estrelas”

Era um golpe direto contra as religiões astecas, que adoravam astros.
A imagem mostrava que ela é maior que o firmamento, mas traz o Deus vivo consigo.

As estrelas têm brilho próprio

Estudos fotográficos mostram que, diferentemente de pigmentos normais:

as estrelas refletem luz com intensidade uniforme,

sem desgaste,

e sem alterar a fibra.

É como se fossem parte natural do tecido, e não aplicadas a ele.
A resposta do Anjo Gabriel à Virgem Maria afirma:

“A força do Altíssimo te cobrirá com sua sombra” (Lc 1,35).

No Antigo Testamento, a “sombra” e a “nuvem” sinalizam a presença de Deus.

Durante o Êxodo, por exemplo:

Deus precedia seu povo na coluna de nuvens (Ex 13,21).

Uma nuvem cobria a tenda onde Moisés entrava para se encontrar com Deus (Ex 40,34-35).

Quando Deus descia sobre o Sinai para falar com Moisés, a montanha era coberta por densa nuvem (Ex 19,16).

Ao dizer que sobre Maria pousou a sombra do Altíssimo, Lucas quer indicar a presença real do próprio Deus nela.

Estamos diante de uma profissão de fé na divindade do Filho de Maria.

Por isso Maria é chamada Arca da Aliança, o Tabernáculo vivo, pois acolhe em si a presença divina.

No Antigo Testamento, o Fiat de Deus cria todas as coisas do nada; agora, o Fiat de Maria (“Eis aqui a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra”, Lc 1,38) torna possível a redenção de toda criatura.

Maria é o templo da Nova Aliança, muito mais precioso que aquele que Davi desejou construir ao Senhor: templo vivo, que não encerra apenas a Arca da Aliança – símbolo da presença divina – mas o próprio Emanuel, “Deus conosco”.

Maria é fidelíssima, totalmente aberta e disponível à vontade do Altíssimo. Pela colaboração de sua fé e obediência, realiza-se o mistério da salvação universal em Cristo Jesus.
O “Milagre de Natal”.

Na noite de 24 para 25 de dezembro de 1886, Santa Teresinha do Menino Jesus recebeu a grande graça de sua conversão interior.
Ela tinha então 13 anos, quase 14. Apesar de já ser adolescente, ainda conservava uma sensibilidade infantil e, segundo o costume europeu da época, colocava seus sapatos junto à lareira, esperando pequenos presentes na noite de Natal. Sem perceber que Teresinha estava ouvindo, seu pai cansado comentou que estava contente, pois aquele seria o último ano em que ela faria aquilo. Para Teresinha, foi um golpe profundo: ouvir isso de seu amado pai, a quem chamava carinhosamente de “meu rei”, feriu-lhe o coração.

Mas foi exatamente ali que ocorreu o milagre. Em vez de se deixar dominar pelo choro e pela sensibilidade excessiva, algo mudou em seu interior. Ela mesma relata que, naquele instante, Jesus a libertou de sua hipersensibilidade e lhe deu uma força de alma nova. Desceu as escadas com serenidade, recebeu os presentes com alegria sincera e, naquele momento, sua alma amadureceu. Ela dirá mais tarde que ali começou sua verdadeira vida espiritual: foi uma cura, uma conversão, uma graça profundamente ligada ao Natal.

Não é por acaso que essa transformação acontece diante do Mistério do Menino Jesus. A partir daí, Teresinha desenvolve uma devoção cada vez mais profunda ao Cristo pequeno, pobre e humilde. Ela compreende que Deus não se impõe pela força, mas se oferece na fragilidade de uma criança. É desse mistério que nascerá sua famosa “pequena via”: o caminho da confiança, da infância espiritual e do abandono total ao amor misericordioso de Deus.

Por isso, ao entrar no Carmelo, tomou o nome de Teresa do Menino Jesus e da Sagrada Face. Para ela, o Natal tornou-se o centro de sua espiritualidade: o Deus que se faz pequeno para ensinar o caminho do amor.
Primeiro Sábado do Ano Com Maria, Mãe do Silêncio e da Fidelidade

Fulton Sheen disse: Maria não foi grande por fazer muitas coisas, mas por fazer a vontade de Deus perfeitamente. No primeiro sábado do ano, ela nos convida a entregar o tempo que se inicia não ao medo do futuro, mas à providência divina. Quem coloca o ano nas mãos de Maria aprende que o sofrimento não é ausência de Deus, mas lugar de fidelidade.
Ela é, dizia Sheen, a mulher do “sim” silencioso, que transforma o cotidiano em oferta e o ordinário em eternidade. Consagrar o primeiro sábado do ano a Maria é pedir a graça de não viver para si, mas para Cristo, como ela viveu.
Que neste novo ano aprendamos com Maria a ouvir mais, a reclamar menos e a confiar sempre. Onde Maria entra, Cristo permanece; e onde Cristo permanece, o ano nunca é vazio, mesmo quando é difícil.
James Fulton Engstrom é o nome do bebê cujo caso foi reconhecido oficialmente pela Igreja Católica como milagre atribuído à intercessão do Venerável Fulton J. Sheen, abrindo caminho para sua beatificação.

Em 16 de setembro de 2010, em Illinois (EUA), James nasceu sem batimentos cardíacos e sem respiração. Durante 61 minutos, médicos tentaram reanimá-lo sem sucesso, e o óbito foi declarado. Diante da situação humanamente irreversível, os pais, Bonnie e Travis Engstrom, rezaram pedindo a intercessão de Fulton Sheen, a quem tinham grande devoção, pedindo que o menino vivesse.
De modo inesperado e sem explicação científica, o coração de James voltou a bater espontaneamente após esse longo período.

Mais impressionante ainda: o menino não apresentou danos neurológicos, algo considerado impossível pela medicina após tanto tempo sem oxigenação.

O caso foi submetido a rigorosa investigação médica, teológica e científica pelo Vaticano. Especialistas independentes confirmaram a ausência de explicação natural, e a Igreja concluiu tratar-se de um milagre verdadeiro, atribuído à intercessão de Fulton Sheen.

Este milagre é visto por muitos fiéis como um sinal claro de que Deus continua agindo na história e confirma a santidade de um dos maiores pregadores católicos do século XX.

Santos do mês de Janeiro - fonte Ironi Spuldaro

Origens 

A Igreja alegra-se com a memória conjunta destes grandes Santos doutores: Santos Basílio Magno e Gregório de Nazianzeno.

São Basílio Magno, bispo e doutor da Igreja
Origens
Basílio nasceu em Cesareia, no ano 329. Nasceu de uma família santa que buscava testemunhar, na própria vida e na formação dos filhos, o grande amor por Cristo e pela Igreja. Foi assim que, ajudado pelo pai, Basílio recebeu a primeira formação. 

O encontro com São Gregório 
Depois, passou por Constantinopla, chegando a estudar em Atenas e formar-se em retórica. A essa altura, mesmo tendo um coração bem semeado pelo Evangelho, ele começou a buscar glórias humanas, mas, ao conhecer o amigo São Gregório Nazianzeno, conheceu Cristo mais profundamente e retomou a amizade com Jesus. 

A direção do seu conhecimento: Jesus Cristo
Ele, que já era muito culto, direcionou todo o seu potencial para Aquele que é a verdade, o Logus, o Verbo que se fez carne, Jesus Cristo, Nosso Senhor e salvador. Retirou-se por um tempo dali e pôde viver uma vida de muita oração e penitência. Depois, foi inspirado a aprofundar-se na vida eremítica e também na vida monástica. Visitou o Egito, Síria, Palestina e estudou a ponto de, com seu amigo Nazianzeno, começar uma comunidade monástica.

Eleito Bispo
Aconteceu que, diante da realidade na qual o Arianismo — heresia que afirmava que Jesus Cristo não é Deus —, confundia muito as pessoas e ainda era apoiada pelo imperador do Oriente chamado Valente. Nessa altura, em Cesareia, São Basílio, em 370 d.C., foi eleito bispo, sucessor de um dos apóstolos. Homem de caridade e de testemunho, ele pôde combater e ver a verdade vencendo o Arianismo. O imperador não colocava medo nesse homem cheio do Espírito Santo. São Basílio também tinha muitas obras, não era apenas um homem de palavras; cidades de caridade surgiram por meio dele.

Páscoa
Ainda padre, ele já era um testemunho reconhecido, uma autoridade não só pela Igreja, mas pela vida. São Basílio Magno deixou uma riqueza de escritos e, principalmente, a certeza de que amigo de Jesus, felizes nós seremos. Em 379 d.C., ele partiu para o céu e intercede por nós.

Uma verdadeira amizade que levou até Cristo
São Gregório Nazianzo, doutor da Igreja
Origens

São Gregório Nazianzo nasceu no mesmo ano que Basílio (329). Seu pai era Gregório, o Velho, que depois foi Bispo de Nazianzo. Estudou em Atenas, onde conheceu Basílio, ao qual teve um forte elo de amizade e com quem conviveu no eremitério da Capadócia. Homem de estudo e poeta, recebeu a alcunha de teólogo em decorrência de sua excelente doutrina e inflamada eloquência.

Forte combatente de Heresias
Foi enviado pelo imperador Teodósio a Constantinopla para combater a difusão da heresia ariana, mas assim que chegou foi atacado por pedradas, sendo obrigado a permanecer fora dos muros de Constantinopla. Graças a seu exemplo de vida, Gregório reconduziu a cidade à ortodoxia. Não conseguiu ser Bispo de Constantinopla, como o povo desejava, pois foi hostilizado por uma facção de opositores. Despediu-se e retornou para a sua terra natal.

Obras e sua Páscoa
Retirou-se no silêncio, onde continuou a falar com Deus e com os homens. Escreveu cerca de 240 cartas de grande importância teológica e moral, além de belíssimas pela forma literária. Morreu no ano 390.

Minha oração

“Sabemos que a amizade é um dom, graça divina, por isso, a pedimos Jesus. Queremos amizades verdadeiras e queremos ser bons amigos. Que as pessoas, que nos circundem, nos levem para mais perto de Deus. Amém.”

Santos Basílio Magno e Gregório de Nazianzeno, rogai por nós!
Origens e começo da vida consagrada 

Santa Genoveva nasceu em Nanterre, próximo de Paris, na França, no ano de 422, dentro de uma família muito simples. Desde cedo, ela foi discernindo o chamado de Deus a seu respeito. Quando tinha apenas 8 anos, um bispo chamado Dom Germano estava indo da França para a Inglaterra em missão. Passou por Nanterre para uma celebração e, ao dar a bênção para o povo, teve um discernimento no Espírito Santo e chamou aquela menina de oito anos para a vida consagrada. A resposta dela foi de que não pensava em outra coisa desde pequenina.

Santa Genoveva queria ser totalmente do Senhor. Não demorou muito tempo, ela fez um voto a Deus para viver a virgindade consagrada. Com o falecimento dos pais, dirigiu-se a Paris para morar na casa de uma madrinha. Ali, viveu uma vida de oração e penitência de oferta a Deus para a salvação das almas. Então, ela foi ficando conhecida pelo seu ardor, pelo seu amor e pelo desejo de testemunhar Jesus Cristo a todos os corações.

Uma entrega inteira e fiel a Deus 

Incompreendida pelas pessoas, ela chegou a ponto de ser defendida pelo mesmo Bispo que a chamou para a vida de consagração. Em Paris, ela ficou gravemente enferma; na doença, na dificuldade, chegou a ficar 3 dias em coma. Mas, em tudo, entregava-se à vontade de Deus. E o seu coração ia se dilatando e acolhendo a realidade de tantos. Uma mulher de verdade.

Por causa da invasão do Hunos em várias regiões, chegou, em Paris, uma história que estava amedrontando muitas pessoas: os Hunos estavam chegando para invadir e destruir a capital. Não era verdade e ela o soube. Então, fez questão de falar a verdade para o povo. Eles a perseguiram e quiseram queimá-la como feiticeira. Mas a sua fidelidade a Deus sempre foi a melhor resposta.

Fama de santidade, Páscoa e Canonização

Numa outra ocasião, de fato, os Hunos estavam para invadir e destruir Paris. Santa Genoveva chamou o povo para a oração e penitência; e não aconteceu aquela invasão. A sua fama de santidade e sua humildade para comunicar Cristo Jesus iam cada vez mais longe. Santa Genoveva ia ao encontro de povos para socorrer os doentes, os famintos; uma mulher de caridade, uma santa. Muitas jovens puderam ser despertadas para uma vocação de virgindade consagrada a partir do testemunho de Santa Genoveva.

Santa Genoveva morreu em 512, aos 90 anos de idade. Seu corpo foi levado para a igreja dos Santos Apóstolos. Em 1129, a França, especialmente Paris, estava desolada por uma peste, chamada doenças dos ardentes. Estêvão, bispo de Paris, pediu ao povo que invocasse a intercessão de Santa Genoveva. Imediatamente, as curas começaram a aparecer, até que, em poucos dias, a peste desapareceu. Foi chamado de “Milagre dos Ardentes”. A partir disso, o Papa Inocêncio II ordenou celebrar-se, todos os anos, a sua memória.

Minha oração

“Ó Deus, nosso Pai, por intercessão de Santa Genoveva, afastai de nós as doenças, a fome, as guerras, as incompreensões e o ódio entre irmãos. Jamais nos falte, Senhor, a vossa proteção e auxílio nas dificuldades e provações pelas quais passamos. Nós vos louvamos e vos damos graças. Por Cristo nosso Senhor. Amém!”

Santa Genoveva, rogai por nós!
Origens 

São João Nepomuceno Neumann, natural de Boêmia, nasceu em 23 de março de 1811. Ingressou no seminário no ano de 1831, e, ao ser despertado para o chamado à vida sacerdotal, fez toda a sua formação, mas foi acolhido nos Estados Unidos, em Nova York, pelo Bispo Dom João. Ali, foi ordenado. 

Padre Redentorista
Como padre, buscou ser fiel à vontade do Senhor. São João pertenceu à congregação dos padres redentoristas e, ao exercer vários cargos, sempre foi marcado pelo serviço de humildade, de ser servo de Deus e servir ao Senhor por amor aos irmãos.

Ministério Episcopal
O Espírito Santo pôde contar com ele também para o episcopado, sendo um dos sucessores dos apóstolos. Como bispo, participou em cerca de oitenta igrejas e cerca de cem colégios; até a própria Sé, na Filadélfia, foi construída por meio do seu serviço, do seu ministério episcopal.

São João Nepomuceno Neumann: pioneiro das escolas paroquiais americanas
Um modelo
São João Nepomuceno Neumann é modelo de pastor e defensor da liberdade que salva e liberta; uma imagem, um reflexo do Bom Pastor. Gastou toda a sua vida pelo Senhor, pela Igreja e pelo povo de Deus. Zelou pelo anúncio do Evangelho e manteve um amor ardente pela Igreja e pelos necessitados.

Páscoa
Em 5 de janeiro de 1860, morreu em Filadélfia, Estados Unidos, onde ficou carinhosamente conhecido pelo povo como “bispinho”. 

Via de Santificação
Foi beatificado por Paulo VI em 1963. Em 17 de junho de 1977, a fim de participarem de sua glorificação, 30 mil pessoas atravessaram o Oceano. Sua canonização foi realizada pelo mesmo Papa que realizou a beatificação. A cerimônia foi transmitida para o mundo todo. São João Nepomuceno ficou reconhecido como pioneiro das escolas paroquiais americanas.

Minha oração

“Ao Bispo da América, rogamos por todos que moram lá. Zelai pelos brasileiros que ali moram dando a eles a graça que precisam. E para a Igreja desse país, concedei o mesmo ardor missionário e evangelização, a perpetuação do catolicismo e expansão. Amém.”

São João Nepomuceno Neumann, rogai por nós!
Origens
São Raimundo nasceu no castelo de Peñafort, em Barcelona, Espanha, no ano de 1175. Seus pais originavam-se dos antigos condes de Barcelona e eram aliados do rei Aragão. Desde cedo, muito dedicado aos estudos, ele se especializou em Bolonha, na Itália, na universidade onde se tornou também um reconhecido mestre.

Entrada na Ordem Dominicana
Deixou aquela realidade que tanto amava para obedecer ao Bispo de Barcelona, que o queria como cônego. Ele prestou esse serviço até discernir seu chamado à vida religiosa, foi quando entrou para a família dominicana e continuou em vários cargos de formação, mas aberto à realidade e às necessidades da Igreja, onde exerceu o papel de teólogo do Cardeal-bispo de Sabina; também foi legado na região de Castela e Aragão; depois, transferido para Roma, ocupou vários cargos.

Cúria Romana
Ele não buscava nem tinha em mente um projeto de ocupar este ou aquele serviço, mas foi fiel àquilo que davam a ele como trabalho para a edificação da Igreja. Na Cúria Romana, quantos cargos ligados a Teologia, Direito Canônico. Um homem de prudência, de governo. Seu último cargo foi de penitenciário-mor do Sumo Pontífice. Quiseram até escolhê-lo como Arcebispo, mas, nesta altura, ele voltou para a Espanha; quis viver em seu convento, em Barcelona, como um simples frade, mas os reis, o Papa e tantos outros sempre recorriam ao seu discernimento.

São Raimundo de Peñafort escreveu obras de sólida doutrina
Humilde homem
São Raimundo escreveu a respeito da casuística. Enfim, pelos escritos e pelos ensinos, ele investia numa ação de mestres e missionários, pois tinha consciência de que precisava de missionários bem formados para que a evangelização também fluísse. Ele não fez nada sozinho, contou com a ajuda de São Tomás de Aquino, ajudou outros a discernir a vontade do Senhor, como São Pedro Nolasco, que estava discernindo a fundação de uma nova ordem consagrada a Nossa Senhora das Mercês – os mercedários. Homem humilde que se fez servo, foi escolhido como Superior Geral dos Dominicanos. Homem de pobreza, de obediência e pureza; homem de oração.

Páscoa
Faleceu em Roma, em 1275; cem anos consumindo-se pela obra do Senhor. À beira de seu túmulo, realizou-se vários milagres, alguns foram descritos na bula de sua canonização, realizada em 1601 por Clemente VIII.

Minha oração

“Homem de grande fineza espiritual e inteligência jurídica, rogai por todos os promotores da paz, pelos que lutam pela justiça, pelos meios jurídicos civis e canônicos. Que a Igreja e a sociedade cresçam na precisão moral. Dai-nos uma conduta segundo o coração de Deus. Amém.”

São Raimundo de Peñafort, rogai por nós!
Origens
Frei Gonçalo nasceu, em 1187, em Arriconha, freguesia de Tagilde, próximo a Guimarães, norte de Portugal. Pertencente à nobre família dos Pereiras, viveu nos reinados de Dom Afonso II, Dom Sancho II e Dom Afonso III.

A Vocação
Muito cedo, ele se viu chamado ao sacerdócio. Em sua formação humana e cristã, Frei Gonçalo passou pelo Convento Beneditino, depois por Braga, lugar onde foi ordenado pelo Arcebispo. Não demorou muito para ser abade em São Paio de Riba Vizela, junto à sua terra natal.

Peregrinações
Frei Gonçalo de Amarante pôde fazer várias peregrinações que muito enriqueceram a sua vida espiritual e também apostólica. Ele foi a Roma, visitou os túmulos de São Pedro e São Paulo e tomou um “banho” da Igreja. Visitou a Terra Santa, conheceu os lugares santos por onde Jesus passou. Seu amor foi crescendo cada vez mais por Nosso Senhor.

Páscoa
Partiu para a glória em 10 de janeiro de 1262, deixando para o povo de Amarante, para todas as gerações ao norte de Portugal, para toda Europa e para todo o mundo, um testemunho de santidade que colabora para uma civilização mais justa. Seu exemplo de bondade tornou-o célebre e a sua devoção é muito popular, até mesmo no Brasil, onde é padroeiro de algumas cidades.

Frei Gonçalo de Amarante, rogai por nós!
Origens
Santo Amaro nasceu em Roma e entrou muito cedo para a vida religiosa. Filho espiritual e grande amigo de São Bento, tornou-se um beneditino com apenas 12 anos de idade. Realidades daquele tempo, mas que apontam para uma necessidade dos tempos atuais. 

Exemplo de Silêncio
Ele foi apontado, desde muito cedo, como um exemplo de silêncio e também de correspondência às exigências da vida monacal. Vida de austeridade, de ação, de oração; “ora et labora” de fato.

Amigo de São Bento
Grande amigo de São Bento, viveu momentos que ficaram registrados. São Gregório foi quem deixou o testemunho de que, certa vez, São Bento, por revelação, soube que um jovem estava para se afogar em um açude. Disse ao então discípulo Amaro que fosse ao encontro daquele jovem. Ele foi. Sem perceber, com tanta obediência, ele caminhou sobre as águas e salvou aquele jovem; só depois ele percebeu que havia acontecido aquele milagre. Retribuíram a ele, mas, claro, ele atribuiu a São Bento, pois só obedeceu.

Santo Amaro: uma bela história de vocação e santidade 
Vocação
História ou lenda, isso demonstra como Deus pode fazer o impossível aos olhos humanos na vida e por meio da vida naqueles que acreditam e buscam corresponder à vocação. Todos nós temos uma vocação comum, a mesma que Santo Amaro teve: a vocação à santidade. Esse santo foi quem sucedeu São Bento em Subiaco, quando este foi para Monte Casino. Ele foi exemplo de virtude, obediência e abertura à ação do Espírito Santo.

Páscoa
Ele morreu em 15 de janeiro de 584, aos 72 anos. Rezado contra resfriados, reumatismo e gota, contra dores musculares, Santo Amaro tornou-se muito querido pelo povo e venerado como santo taumaturgo. 

Devoção
Aliás, na viagem para França, conta-se o milagre da multiplicação dos pães num pobre convento que o acolheu, em que os pobres monges, para acolher o santo peregrino, deram-lhe o único pão que restava na despensa, mas, na manhã, por milagre, encontraram a despensa cheia de pão fresco e em abundância por mais de um mês… O símbolo da Eucaristia e da caridade está aqui claro; em muitos países ainda é costume abençoar os sanduíches, símbolo de partilha, na festa do santo.

Minha oração
“Fiel seguidor de São Bento, rogai por todos os que circundam sob esse mesmo carisma, de modo especial pelas vocações beneditinas e pelos monges que ali vivem, para que também sejam fiéis ao fundador até o fim do mundo. Amém.”

Santo Amaro, rogai por nós!