segunda-feira, 29 de setembro de 2014

SÃO FRANCISCO DE ASSIS

SÃO FRANCISCO DE ASSIS

São Francisco foi um grande santo, e um homem cheio de alegria. "A sua simplicidade, a sua fé, o seu amor por Cristo, a sua bondade por cada homem o fizeram feliz
em toda situação. Olhando para ele, compreendemos que é este o segredo
da verdadeira felicidade: tornarmo-no santos!" (Papa Bento XVI)



Glorioso São Francisco, Santo da simplicidade, do amor e da alegria.
No céu contemplais as perfeições infinitas de Deus.
Lançai sobre nós o vosso olhar cheio de bondade.
Socorrei-nos em nossas necessidades espirituais e corporais.
Rogai ao nosso Pai e Criador que nos conceda as graças que pedimos por vossa intercessão, vós que sempre fostes tão amigo dele.
E inflamai o nosso coração de amor sempre maior a Deus e aos nossos irmãos, principalmente os mais necessitados.
São Francisco de Assis, rogai por nós.
Amém.



São Francisco de Assis nasceu em 1182, tendo partido para a Eternidade em 1226, aos 44 anos de idade. Na região e na época em que viveu era grande o apego ao luxo e às riquezas, o que minava a sociedade e causava danos à Igreja. Propôs ele um novo ideal de pobreza, obediência e castidade, tendo fundado a Ordem dos Frades Menores (franciscanos), que se expandiu pelo mundo através de várias ramificações. Também, com Santa Clara, fundou a ordem das Clarissas.

Havia se iniciado o século XIII. O jovem filho de um bem sucedido comerciante da cidade de Assis, até então apegado às amizades, aos bens materiais e às atrações do mundo, como a quase totalidade dos rapazes de sua idade, começa a inclinar-se à carreira das armas. Em uma batalha foi preso, tendo de aguardar cerca de um ano até ser resgatado, quando então foi prostrado por uma doença. Recuperado, tentou novamente engajar-se em um exército, porém o chamado de Deus foi mais forte: o jovem João, apelidado Francisco (nome pelo qual se tornou conhecido), voltou-se para o Criador, pois passou a vê-lo com os olhos do espírito ao considerar as virtudes através das quais Ele se revelava.
A juventude e a conversão

Francisco trabalhava como comerciante, e mesmo gostando de obter lucros jamais se prendeu desesperadamente ao dinheiro e às riquezas, gostando, por vezes, de ajudar os pobres. Era muito rico, mas não avarento, e sim pródigo e gastador; um negociante esperto, mas ao mesmo tempo esbanjador insensato. Era gentil, paciente, afável e manso, mas nem sempre as qualidades se sobressaíam naquele jovem que tinha por objetivo a vida mundana.
Certa vez um pobre adentrou a loja em que estava Francisco ocupado com os negócios, para pedir uma esmola pelo amor de Deus, sendo despedido com rispidez sem nada ganhar. A consciência de Francisco logo o acusou, dizendo: "se ele tivesse pedido algo em nome de algum conde ou barão, com certeza o terias atendido; quanto mais não o deverias ter feito pelo Rei dos reis e Senhor de todos". Tomou ali Francisco a decisão de nunca mais negar o que lhe fosse pedido em nome de tão grande Senhor.

Francisco passou a dar generosas esmolas aos pobres que encontrava, inclusive distribuindo suas roupas e outros bens, procurando assim seguir o mandamento do amor ao próximo tantas vezes ilustrado pelos fatos e parábolas narrados nas Sagradas Escrituras. Passou a ser alvo de críticas e deboches por parte dos habitantes da região, e de grande raiva por parte de seu pai, dotado de profundo apego a todos os bens e riquezas que acumulara no comércio de tecidos em que enriquecera.
A rejeição ao mundo e a entrega à pobreza

O conflito familiar chegou a tal ponto que o pai de Francisco, Pedro de Bernardone, levou o caso ao bispo, acusando o filho de dissipar sua fortuna e exigindo uma compensação por tudo o que fora por ele retirado de sua loja para dar aos pobres. Então o jovem, inspirado pelo Espírito Santo, tomou a decisão inimaginável por todos os que ali presenciavam a cena: entregou ao avarento progenitor tudo o que tinha consigo, inclusive as próprias roupas, e disse: doravante não mais direi "meu pai Pedro de Bernardone", e sim "Pai nosso que estais no Céu".
Coberto apenas pelo cilício (um áspero couro animal destinado a incomodar a pele, que usava sob as roupas para combater certos impulsos corporais), Francisco foi então abrigado pela capa cedida pelo bispo, ali renunciando publicamente à herança; pediu a bênção episcopal e partiu para a vida de pobreza, passando depois a ter por companheiros vários amigos que quiseram seguir a mesma via de perfeição. Não chegara sequer aos 25 anos quando esses fatos ocorreram. Era o início da família franciscana, que não se restringiu ao sexo masculino, pois Francisco, com a jovem Clara - que se inclinou a seguir os passos desse santo homem -, fundou o ramo feminino, que obteve do papa Inocêncio III o reconhecimento do direito de ser pobre e de nada possuir.

Diz-se que Francisco e a Pobreza contraíram um casamento místico. Na verdade, conforme estudos aprofundados feitos nos antiquíssimos escritos históricos e alegóricos a respeito do Fundador e dos primeiros franciscanos, nota-se que o que Francisco fez foi uma vassalagem mística com a Pobreza, a quem se entregou para servi-la. A ela se referia como "minha senhora", expressão que na época caracterizava uma obediência e com a qual se entregava àquela virtude que tanto admirava.

Entre as mais famosas e importantes virtudes, que no homem preparam um lugar para Deus e ensinam o caminho melhor e mais rápido para chegar até Ele, a santa Pobreza sobressai a todos por uma certa prerrogativa e supera os títulos das outras por uma beleza singular. Ela é fundamento e guardiã das virtudes todas, e entre as conhecidas virtudes evangélicas ela tem, merecidamente, um lugar de honra. Essas palavras iniciam o texto alegórico que mostra a relação mística entre o Fundador franciscano e a Senhora Pobreza, esposa de Cristo.


Irmão Sol, irmão vento, irmã água, irmão fogo

Vendo a presença de Deus em tudo, Francisco compôs o belíssimo Cântico das Criaturas em que manifesta irmandade até mesmo com os seres inanimados ao neles perceber que, como o homem, foram criados pelo Altíssimo, a quem é devido todo o louvor:

Altíssimo, omnipotente, bom Senhor,
Teus são o louvor, a glória, a honra, e toda a bênção.
Só a ti, Altíssimo, são devidos,
e nenhum homem é digno de te mencionar.

Louvado sejas, ó meu Senhor, com todas as tuas criaturas,
especialmente o senhor irmão Sol,
que clareia o dia e com sua luz nos ilumina.
E ele é belo e radiante, com grande esplendor;
de ti, Altíssimo, ele é a imagem.

Louvado sejas, ó meu Senhor, pela irmã Lua e as Estrelas;
no céu as formastes claras, preciosas e belas.

Louvado sejas, ó meu Senhor, pelo irmão Vento
e pelo ar, ou nublado ou sereno, e todo o tempo,
por quem dás às tuas criaturas o sustento.

Louvado sejas, ó meu Senhor, pela irmã Água,
que é tão útil e humilde, e preciosa e casta.

Louvado sejas, ó meu Senhor, pelo irmão Fogo,
pelo qual iluminas a noite.
Ele é belo e jucundo, e vigoroso e forte.

Louvado sejas, ó meu Senhor, pela nossa irmã, a mãe Terra,
que nos sustenta e governa, e produz frutos diversos,
com flores coloridas, e ervas.

Louvado sejas, ó meu Senhor, por aqueles que perdoam por teu amor
e suportam enfermidades e tribulações.
Bem aventurados aqueles que as suportam em paz,
pois por ti, Altíssimo, serão coroados.

Louvado sejas, ó meu Senhor, por nossa irmã, a Morte corporal,
da qual homem algum pode escapar.
Ai dos que morrerem em pecado mortal!
Felizes os que ela achar conformes a tua santíssima vontade,
porque a morte segunda não lhes fará mal.

Louvai e bendizei a meu Senhor, e dai-lhe graças
e servi-o com grande humildade.

 

Discernindo em tudo o Criador

Dois anos antes de passar à Eternidade, o Pobrezinho de Assis compôs um belíssimo hino de louvor a Deus, cuidadosamente registrado e passado à posteridade por um de seus seguidores. Nele se percebe como procurava Francisco, em tudo, discernir o Criador:

Vós sois o santo Senhor e Deus único, que operais maravilhas. Vós sois o Forte. Vós sois o Grande. Vós sois o Altíssimo. Vós sois o Rei onipotente, santo Pai, Rei do Céu e da Terra. Vós sois o Trino e Uno, Senhor e Deus, Bem universal. Vós sois o Bem, o Bem universal, o sumo Bem, Senhor e Deus, vivo e verdadeiro. Vós sois a delícia do amor. Vós sois a Sabedoria. Vós sois a Humildade. Vós sois a Paciência. Vós sois a Segurança. Vós sois o Descanso. Vós sois a Alegria e o Júbilo. Vós sois a Justiça e a Temperança. Vós sois a Plenitude da Riqueza. Vós sois a Beleza. Vós sois a Mansidão. Vós sois o Protetor. Vós sois o Guarda e o Defensor. Vós sois a Fortaleza. Vós sois o Alívio. Vós sois nossa Esperança. Vós sois nossa Fé. Vós sois nossa inefável Doçura. Vós sois nossa eterna Vida, ó grande e maravilhoso Deus, Senhor Onipotente, misericordioso Redentor.

Vê-se, nessas inspiradas palavras, o profundo entendimento das riquíssimas qualidades de Deus manifestado por aquele que se entregou à pobreza, e que abraçou os conselhos evangélicos e as demais virtudes que tão bem percebia no Criador, a quem se deu por inteiro. Dotado de personalidade marcante, Francisco deixou-se impregnar pelas qualidades divinas de tal forma que não só a época em que viveu ficou marcada por sua passagem por este mundo, mas também os séculos que se seguiram. Deixou-nos ele um dos maiores exemplos da verdadeira contemplação das perfeições de Deus - que chegavam a levá-lo a um verdadeiro êxtase - e do amor que se deve ter para com Ele, sem o que nenhuma religiosidade atinge sua plenitude.

Assemelhando-se cada vez mais ao Altíssimo

Francisco tanto amou o Altíssimo que não só no espírito, mas também no corpo, assemelhou-se a Deus. Cerca de dois anos antes de sua morte, foi agraciado com as marcas da Paixão de Cristo, passando a ter nas mãos e pés as feridas correspondentes à crucifixão; na mesma ocasião também foi dotado de uma chaga correspondente à que foi feita pelo soldado que, com a lança, transpassara o coração de Jesus. Indo de encontro à cruz, teve a glória de receber os estigmas do Crucificado.
Os estigmas da Paixão foram concedidos a Francisco em seguida a um momento de profunda oração contemplativa no Monte Alverne, em que o Crucificado lhe apareceu sob a forma inicial de um Serafim com seis asas. Registrou-se que suas mãos e pés pareciam atravessados bem no meio pelos cravos, aparecendo as cabeças no interior das mãos e em cima dos pés, com as ponta saindo do outro lado. Os sinais eram redondos no interior das mãos e longos no lado de fora, deixando ver um pedaço de carne como se fossem pontas de cravos entortados e rebatidas, saindo para fora da carne. Também nos pés estavam marcados os sinais dos cravos, sobressaindo da carne.

Também nos pés estavam marcados os sinais dos cravos, sobressaindo da carne. O lado direito parecia atravessado por uma lança, com uma cicatriz fechada que muitas vezes soltava sangue, de maneira que sua túnica e suas calças estavam muitas vezes banhadas no sagrado sangue. Infelizmente foram muito poucos os que mereceram ver a ferida sagrada do seu peito, enquanto viveu crucificado o servo do Senhor crucificado. [...] Pois tinha muito cuidado em esconder essas coisas dos estranhos, e ocultava-as mesmo dos mais chegados, de maneira que até os irmãos que eram seus companheiros e seguidores mais devotados não souberam delas por muito tempo.

Buscando a perfeição, Frei Francisco tinha por costume não revelar, senão a poucos, ou a ninguém, o seu principal segredo, temendo que a revelação lhe trouxesse alguma predileção por parte dos outros que resultasse em detrimento da graça que tinha recebido. Por isso guardava sempre em seu coração e repetia aquela frase do profeta: "Escondi tuas palavras em meu coração para não pecar contra ti".

Frei Francisco partiu para a eternidade no início da noite de 3 de outubro de 1226, sendo canonizado menos de dois anos depois. Biografado por vários de seus filhos espirituais, teve a vida divulgada em verso e em prosa até mesmo por tradição oral, em que a verdade e a lenda se entrelaçaram tão magnífica e pitorescamente que, ainda que alguns detalhes não correspondam minuciosamente à história da família franciscana, retratam muito bem o espírito do franciscanismo e de seu Fundador, o seráfico São Francisco de Assis, cuja comemoração litúrgica ocorre em 4 de outubro.



Biografia sugerida:

SÃO FRANCISCO DE ASSIS (Escritos e biografias de São Francisco de Assis, Crônicas e outros testemunhos do primeiro século franciscano). Petrópolis, Editora Vozes, 2000, 9ª edição.
Fonte:http://www.arautos.org/especial/30377/Sao-Francisco-de-Assis.html


FOTOS MILAGROSAS DE SÃO FRANCISCO DE ASSIS, NAS APARIÇÕES DE BAYSIDE, NOVA YORK.DURANTE UMA APARIÇÃO,UM PEREGRINO QUE ESTAVA PRESENTE TIROU UMA FOTOGRAFIA DA IMAGEM DE NOSSA SENHORA.APÓS REVELAR OS NEGATIVOS, NOTOU QUE APARECIA ATRÁS DA IMAGEM DE NOSSA SENHORA, NA FOTOGRAFIA, A FACE DE SÃO FRANCISCO DE ASSIS. NO MOMENTO QUE O PEREGRINO TIROU A FOTOGRAFIA, NÃO HAVIA NADA, A NÃO SER A IMAGEM DE NOSSA SENHORA,UM PRESENTE DE SÃO FRANCISCO AOS SEUS FILHOS!!!

Rosa dos Anjos Venâncio - 05/10/2011
São Francisco de Assis, vos q/fostes designados por Deus p/ser nosso guia nessa mata fechada. Nos orientando o caminho certo da humildade e da pobreza, nos mostrando q/o Amor amou e q/devemos amar como Ele, a ponto de beijar os pés da irmã terra e de carregar no colo o irmão sol. Intercede pelos pequeninos q/desejam estar perto dEle como vós, mas q/se sentem fracos e ñ sabem como passar a barreira de espinhos p/chegar ao topo da montanha "FÉ". Com vossa intercessão pelos vossos merecimentos Deus chega logo aos pobres desvalidos . Amém.

Reze com São Francisco de Assis a Paráfrase do Pai-Nosso

O santíssimo Pai nosso: Criador, Redentor, Salvador e Consolador;
que estais nos céus: nos anjos e nos santos.
Vós os iluminais para o conhecimento, porque vós,
Senhor, sois a Luz.
Vós os inflamais para o amor, porque vis, Senhor, sois o Amor.
Vós habitais neles repletando-os para a vida beatífica,
porque vós, Senhor, sois o sumo Bem, o Bem eterno,
do qual procede todo bem e sem o qual nada pode ser bom;

Santificado seja o vosso nome:
reluza em nos o conhecimento de vós,
para podermos reconhecer a largura de vossos benefícios,
o comprimento de vossas promessas,
a altura de vossa majestade e a profundidade dos juízos
(cf. Ef 3,18)

Venha a nós o vosso reino:
para que reineis em nós por vossa graça e nos deixeis entrar no vosso reino, onde veremos a vós mesmo sem véu, teremos o amor perfeito a vós, a beatífica comunhão convosco, a fruição de vossa essência;


Seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu:
a fim de que vos amemos de todo o coração, pensando sempre em vós;
de toda a alma, aspirando sempre a vós; de todo o nosso entendimento, ordenando
todos os nossos desejos a vós e buscando em tudo a honra vossa; de todas as nossas forças, empenhando todas as virtudes e sentidos do corpo e da alma na obediência a vosso amor e em nada mais.
E para amarmos o nosso próximo como a nós mesmos, atraindo, na medida de nossas forças, para o vosso amor todos os homens, alegrando-os pelo bem dos outros e pelo nosso próprio bem, compadecendo-nos deles em suas tribulações e jamais ofendendo a ninguém;

O pão nosso de cada dia:
vosso dileto Filho Nosso Senhor Jesus Cristo, nos dai hoje, a fim de lembrar e reconhecer o amor que teve por nós bem como tudo o que por nós tem falado, operado e sofrido;
Perdoai-nos as nossas ofensas:
por vossa inefável misericórdia e o inaudito sofrimento de vosso dileto Filho,
Nosso Senhor Jesus Cristo, e pela poderosa intercessão da beatíssima Virgem Maria
bem como pelos méritos e súplicas de todos os vossos eleitos;
Assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido:
e o que nós não perdoamos totalmente, fazei vós, ó Senhor, que o perdoemos plenamente, a fim de que possamos amar sinceramente os nossos inimigos e por eles intercedamos junto de vós, não retribuamos a ninguém o mal pelo mal (cf. Rm 12,17) e nos esforcemos por ser úteis a todos em vós;
 E não nos deixeis cair em tentação:
oculta ou manifesta, impetuosa ou inesperada;


Mas livrai-nos do mal:
passado, presente e futuro.


Amém.

**************************************************
Que o Senhor esteja sempre convosco


e que vós também estejais sempre com Ele.
São Francisco de Assis.

Fonte:http://caminho-franciscano.blogspot.com
 


"BENDITA SEJA..."
Está oração foi dita da por Francisco a Frei Leão, após a negativa do papa Inocêncio III de recebê-lo, "se for realmente importante para a igreja como ele diz, ele voltara" foram às palavras do papa ao Bispo que recebeu Francisco.

Benditas sejam as dificuldades que nos agridem e fazem pensar.

Benditas sejam as horas que gastamos em função do bem eterno.

Bendito seja quem nos maltrata à primeira vista e nos ajuda a melhorar.

Bendito seja que não nos conhece e não acredita em nós.

Bendito seja quem nos compara com vagabundos e indolentes.

Bendito seja quem nos expulsa, como parias ou fanáticos.

Bendito seja a mão que nos nega o cumprimento.

Bendito seja quem quer nos esquecer, impaciente.

Bendito seja quem nos nega o pão de cada dia.

Bendito seja quem nos ataca por ignorância e covardia.

Bendito seja quem nos experimenta no correr do tempo.

Bendito seja quem nos faz chorar nos caminhos.

Bendito seja quem não agrada no momento.

Bendito seja quem exige de nós a perfeição.

Benditos sejam os que nos maltratam o coração porque, verdadeiramente, são estes, meus filhos, os nossos vigilantes e os que nos ajudam a seguir o Cristo com maior segurança, pois Deus, através deles, nos ajuda na auto educação, de maneira que fiquem abertas todas as portas para o Amor Universal
(SÃO FRANCISCO DE ASSIS)

É POSSÍVEL?


Senhor, preciso muito de Ti, porque quero viver na tua presença sem pecado algum, isto me é possível? Por isso, te suplico humildemente Senhor, concede-me essa graça, porque somente assim me é possível te agradar em tudo e a todo instante sem jamais me afastar do teu propósito divino a meu respeito.


Ó meu Senhor! Quem eu sou? Minha razão me diz que eu sou ser capaz da vida e da morte temporais. Minha fé, porém, me diz que eu sou um mistério do teu amor, sou o que sou aos teus olhos e muito mais do que aparento ser aos olhos do mundo, justamente por viver a esperança de ver-te um dia face a Face em tua glória.


Ó Senhor, aqui estou em meio às tuas criaturas, visíveis e invisíveis, de um modo todo singular, porque somos únicos, visto que não Te repetes nunca em tuas obras porque trazemos em nossa essência a tua unicidade. Entretanto, Senhor, tenho lutado incansavelmente contra mim mesmo e contra toda inclinação para o pecado, que consiste em te negar por pensamentos, palavras, atos e omissões.


Sei que vivemos neste mundo em meio a tantas contradições, mas poderíamos viver muito bem, como se aqui fosse um verdadeiro paraíso, se te obedecêssemos integralmente como nos pedes em teus mandamentos, e também pelo comportamento do teu Filho Jesus, que nos deu o seu exemplo de amor incondicional a Ti por sua obediência até a morte e morte de cruz.


Por isso, vem Senhor em nosso auxílio, socorre-nos sem demora, conduz-nos pela ação do Espírito Santo para sermos sal da terra e luz do mundo; desse modo, tua segurança nos faz seguros em meio às contradições deste mundo, onde parece reinar o sofrimento e a dor, pelo horror dos pecados que se têm cometido contra Te e contra os teus filhos e filhas e todas as tuas criaturas que aqui ainda estão.



Por fim, peço-te perdão Senhor, nessa minha pobre oração, feita de coração para que haja paz nesta terra onde o Sangue do teu Filho amado foi derramado para a nossa salvação; que Seu Sangue redentor nos alcance o teu favor de sermos elevados ao Reino dos Céus, onde reinará tua justiça e teu amor por toda a eternidade. Amém, que assim seja!


Paz e Bem!

Frei Fernando,OFMConv.
Fonte: http://brasilfranciscano.blogspot.com/
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O Cântico do irmão sol


Altíssimo, onipotente, bom Senhor,
Teus são o louvor, a glória, a honra
E toda a benção.

Só a ti, Altíssimo, são devidos;
E homem algum é digno
De te mencionar.

Louvado sejas, meu Senhor,
Com todas as tuas criaturas,
Especialmente o Senhor Irmão Sol,
Que clareia o dia
E com sua luz nos alumia.

E ele é belo e radiante
Com grande esplendor:
De ti, Altíssimo é a imagem.

Louvado sejas, meu Senhor,
Pela irmã Lua e as Estrelas,
Que no céu formaste claras
E preciosas e belas.

 

Louvado sejas, meu Senhor,
Pelo irmão Vento,
Pelo ar, ou nublado
Ou sereno, e todo o tempo
Pela qual às tuas criaturas dás sustento.

Louvado sejas, meu Senhor,
Pela irmã Água,
Que é mui útil e humilde
E preciosa e casta.

Louvado sejas, meu Senhor,
Pelo irmão Fogo
Pelo qual iluminas a noite
E ele é belo e jucundo
E vigoroso e forte.

Louvado sejas, meu Senhor,
Por nossa irmã a mãe Terra
Que nos sustenta e governa,
E produz frutos diversos
E coloridas flores e ervas.

Louvado sejas, meu Senhor,
Pelos que perdoam por teu amor,
E suportam enfermidades e tribulações.

Bem aventurados os que sustentam a paz,
Que por ti, Altíssimo, serão coroados.


Louvado sejas, meu Senhor,
Por nossa irmã a Morte corporal,
Da qual homem algum pode escapar.


Ai dos que morrerem em pecado mortal!
Felizes os que ela achar
Conformes á tua santíssima vontade,
Porque a morte segunda não lhes fará mal!


Louvai e bendizei a meu Senhor,
E dai-lhe graças,
E servi-o com grande humildade.

 

O Senhor me deu tanta fé nos sacerdotes que vivem segundo a santa Igreja Romana, por causa de sua ordenação, que, mesmo se êles me perseguissem, recorreria a êles. E a todos hei de respeitar, amar e honrar, como a meus senhores. Nos sacerdotes não quero considerar pecado algum, porque neles reconheço o Filho de Deus e êles são meus senhores. E isto faço porque do mesmo altíssimo Filho de Deus nada vejo corporalmente neste mundo senão o seu santíssimo Corpo e Sangue, que êles consagram e somente êles administram aos demais"

(São Francisco de Assis)




"Senhor, concede-me a serenidade para aceitar as coisas que não posso modificar; coragem para modificar aquelas que eu posso e sabedoria para perceber a diferença."

                Autor - São Francisco de Assis



Ó glorioso São Francisco, nosso grande padroeiro, a vós recorremos pela doçura da vossa santidade. Protegei-nos e abençoai-nos. Vós que nos ensinastes a procurar neste mundo uma perfeita alegria no amor de Deus e do próximo, vós que amastes... tanto a natureza toda, porque proclama a glória e a sabedoria do Criador, fazei-nos servir a Deus na alegria, ajudar o próximo o melhor possível com os nossos bons exemplos e boas ações e espalhar em torno de nós os benefícios da Fraternidade Cristã. Amém.
Oração de João Paulo II a São Francisco
Ó São Francisco, estigmatizado do Monte Alverne,
o mundo tem saudades de ti qual imagem de Jesus crucificado.
Tem necessidade do teu coração aberto para Deus e para o homem,
dos teus pés descalços e feridos,
das tuas mãos traspassadas e implorantes.
Tem saudades da tua voz fraca, mas forte pelo poder do Evangelho.
Ajuda Francisco, os homens de hoje a reconhecerem o mal do pecado e a procurarem uma purificação pela penitência.
Ajuda-os a libertarem-se das próprias estruturas do pecado, que oprimem a sociedade de hoje.
Reaviva na consciência dos governantes a urgência da Paz nas Nações e entre os Povos.
Infunde nos jovens o teu vigor capaz de vida, de contrastar as insídias das múltiplas culturas da morte.
Aos ofendidos por toda espécie de maldade comunica, Francisco, a tua alegria de saber perdoar.
A todos os crucificados pelo sofrimento, pela fome e pela guerra, reabre as portas da esperança.
Amém.

Oração
Eterno Deus, Onipotente, Justo e misericordioso, concedei-nos a nós míseros praticar por vossa causa o que reconhecemos ser a vossa vontade e querer sempre o que vos agrade, a fim de que, interiormente purificados, iluminados e abrasados pelo fogo do Espírito Santo, possamos seguir as pegadas de vosso Filho, nosso Senhor, e por vossa graça unicamente chegar até vós, ó Altíssimo, Deus Trindade e Unidade perfeita, vós que viveis e reinais na glória de Deus Onipotente por toda a eternidade.
Prece a São Francisco de
Assis



Agasalha a minha alma na concha de tuas mãos,

tal como se fosse um pássaro perdido em busca de abrigo.

Acalenta meu coração junto às dobras do seu manto,

como a um cordeirinho em busca de paz.

Fala-me com ternura, como fizeste aos peixes,

para encher de doçura e saber o meu entendimento.

Apascenta as minhas imperfeições,

como o fizeste com o lobo,

deixando-o carinhosamente a teus pés.

Eleva os meus pensamentos

nas asas dos pássaros que voam pelos céus.

Prostra o meu orgulho sobre a relva verde do chão.

Abre meu coração ao teu exemplo,

como se descerram as corolas das flores para o orvalho da manhã.

Estende-me as tuas mãos

para que te siga sem esmorecer

pela estrada do amor, da paz e da humildade
 

CEGOS
136. Uma mulher chamada Sibila, que sofria de cegueira havia muitos anos, foi conduzida ao sepulcro do homem de Deus como uma cega triste. Mas recuperou a primitiva visão e voltou para casa alegre e exultante. Um cego de Spelo recuperou diante do sepulcro do corpo sagrado a visão perdida havia muitos anos.
Uma mulher de Camerino tinha perdido toda a visão do olho direito. Seus parentes lhe puseram sobre o olho perdido um pano que São Francisco tinha tocado e fizeram um voto. Depois deram graças ao Senhor Deus e a São Francisco pela recuperação da vista.
Coisa semelhante sucedeu com uma mulher de Gúbio, que fez um voto e se alegrou com a recuperação da vista.
Um cidadão de Assis perdera a visão havia cinco anos e tinha sido conhecido de São Francisco durante toda a sua vida. Sempre rezava ao santo lembrando-lhe sua familiaridade. Tocando seu sepulcro, ficou livre da doença.
Um certo Albertino, de Narni, perdera de uma vez o uso da visão por quase um ano, e suas pálpebras lhe pendiam sobre o rosto. Encomendou-se a São Francisco e recuperou a vista imediatamente. Tratou então de ir visitar o sepulcro do glorioso santo. 
 
LEPROSOS
146. Havia em São Severino, na Marca de Ancona, um moço chamado Acto, que
estava todo atacado de lepra e, segundo os médicos, era tido por todos como leproso.
Todos os seus membros tinham se intumescido e inchado e a inflamação das veias dava
ao conjunto um aspecto repugnante. Não podia andar, passava miseravelmente o tempo
todo no leito da doença, causando dor e tristeza a seus pais. O pai vivia amargurado de
dor e não sabia o que fazer. Afinal teve a idéia de consagrá-lo de todas as maneiras a
São Francisco e disse ao filho: “Meu filho, não te queres consagrar a São Francisco, que
em toda parte brilha por seus muitos milagres, para que ele te liberte dessa doença?”
Respondeu: “Quero, pai”. Imediatamente o pai mandou buscar um papel e tomou as
medidas da altura e da cintura do filho, dizendo: Levanta-te, filho, e te consagra a São
Francisco, e quando ele te curar, tu lhe levar s cada ano, durante toda a tua vida, uma
vela da tua altura”. Ele obedeceu, levantou-se, juntou as mãos e começou a suplicar a
misericórdia de São Francisco. Recebeu a medida de papel e completou a oração,
ficando logo curado da lepra. Levantou-se, deu glória a Deus e a São Francisco, e
começou a andar com alegria.
Na cidade de Fano, um moço chamado Bonuomo, que era tido por todos os médicos
como paralítico e leproso, foi oferecido por seus parentes com devoção a São Francisco.
Limpo da lepra e livre da paralisia, obteve cura total.

DURANTE UM CAPÍTULO, RENUNCIA A SER SUPERIOR ORAÇÃO 143.
 Para conservar a virtude da santa humildade, poucos anos depois de sua conversão, durante um capítulo, renunciou ao cargo de superior da Ordem diante de todos os frades, dizendo: “Desde agora, estou morto para vós. Aqui está Frei Pedro Catani, a quem obedeceremos eu e vós todos”. Inclinou-se diante dele e lhe prometeu obediência e reverência. Os frades choraram e deram altos gemidos de dor, vendo que tinham ficado órfãos de semelhante pai. Mas São Francisco se levantou, juntou as mãos, levantou os olhos para o céu e disse: “Senhor, eu te recomendo a família que até agora tinhas entregue a meus cuidados. Agora, por causa das enfermidades que conheces, dulcíssimo Senhor, não podendo mais cuidar dela, passo-a aos ministros. Que eles sejam obrigados a te prestar contas, Senhor, no dia do juízo, se algum de seus frades tiver perecido por negligência, pelo exemplo e mesmo pela áspera correção”. Passou a ser súdito até a morte, comportando-se com mais humildade que qualquer outro.  
Enquanto Frei Antônio estava pregando com fervor e devoção aos Irmãos sobre as
palavras: “Jesus Nazareno, Rei dos Judeus”, o referido Frei Monaldo olhou para a porta
da casa em que os frades estavam reunidos e viu com seus próprios olhos o bem aventurado
Francisco elevado no ar, com as mãos abertas em cruz, abençoando os
frades. Sentiram-se todos cheios de consolação do Espírito Santo, e por isso acreditaram
alegremente quando ouviram falar da presença e da visão do glorioso pai.
 
 
 
  
 
Comentário ao Evangelho do dia feito por São Francisco de Assis
(1182-1226), fundador da Ordem dos Frades Menores
Paráfrase ao Pai Nosso
«Senhor, ensina-nos a orar» (Lc 11,1)
Santíssimo «Pai Nosso»,
nosso Criador, nosso Redentor, nosso Salvador e Consolador.
«Que estais nos céus»,
nos anjos e nos santos, iluminando-os para que Vos conheçam,
porque Vós, Senhor, sois a luz;
inflamando-os para que Vos amem, porque Vós, Senhor, sois o amor;
habitando neles e enchendo-os com a Vossa divindade
para que adquiram a felicidade, porque Vós, Senhor, sois o maior bem,
o bem eterno, donde procede todo o bem, sem o qual não há bem algum.
«Santificado seja o Vosso nome»:
Que o conhecimento que temos de Vós
se torne, em nós, cada vez mais luminoso,
para que possamos avaliar o comprimento dos Vossos dons,
a largura das Vossas promessas, a altura da Vossa majestade
e a profundidade dos Vossos julgamentos (Ef 3, 18).
«Venha a nós o Vosso Reino»:
Reinai em nós pela graça;
fazei-nos entrar no Vosso Reino
onde enfim Vos veremos sem sombra,
onde o nosso amor por Vós se tornará perfeito,
bem-aventurada a Vossa companhia, eterno o prazer de Vos termos connosco.
«Seja feita a Vossa vontade, assim na terra como nos céus»:
Que Vos amemos sempre de coração pleno,
pensando sempre em Vós,
desejando-Vos sempre, com todo o nosso espírito;
continuamente dirigindo a Vós todas as nossas intenções,
perseguindo apenas a Vossa glória,
com todas as forças, com todo o coração,
com toda a alma, com todo o entendimento, ao serviço do Vosso amor
e de nada mais (Mc 12, 30).
Amemos o nosso próximo como a nós mesmos (Mt 22,39)
atraindo todos ao Vosso amor, como nos for possível,
alegrando-nos com o seu bem como se nosso fosse,
compadecendo-nos com as suas tribulações,
e não fazendo a ninguém ofensa alguma.  
 
 
 
 

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